
Capítulo 117
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
Fokay – Floresta de Asterion
Já fazia dias desde que Sora encontrou Kaden naquele lugar, e ela não se moveu desde então.
Sabendo que outros seres de outros mundos de Darklore sempre reapareciam no mesmo ponto por onde haviam partido, ela decidiu esperar por ele, para captura-lo — e desta vez, ela estava pronta.
Ela se sentou em uma cadeira improvisada feita de chamas douradas puras, sua superfície girava com estrelas prateadas que lhe davam um brilho místico e celestial — como um trono divino colocado no meio da floresta selvagem.
Logo atrás dela, estava um homem em uma armadura dourada completa, marcada com o brasão de Asterion, orgulhoso e ousado no peito. E se você olhasse bem de perto no rosto dele… o reconheceria instantaneamente.
Roma. O mesmo Kaden que uma vez ameaçou… e poupou. Tudo porque ele tinha um irmão para cuidar.
Desde aquele dia, ele mudou.
Sua aura agora era densa e disciplinada, não mais a de um simples soldado, mas a de um combatente de Ranking Mestre e, além disso, ele havia conseguido conquistar a confiança de Sora, a ponto de ela o nomear seu cavaleiro pessoal.
Um avanço de status além de seus sonhos mais ousados.
Ele certa vez acreditou que viveria e morreria como mais um guardião comum do Castelo Dourado, na Floresta do Sol Eterno — esquecido, sem nome, insignificante.
Mas o destino decidiu de outra forma. E tudo por causa de ele ter optado por não se contentar com o que tinha. Por ter decidido ficar sério.
E essa mudança tinha um nome ou talvez nem tivesse. Porque ele dizia que não tinha nome. Mas…
Aquele garoto de olhos vermelhos que o ameaçou, mas também o poupou. Um garoto que tinha razão para matar — mas ainda assim mostrou misericórdia. Isso significava algo.
Significava coração.
E para alguém tão jovem, jogado em uma zona que poderia matá-lo… tomar uma decisão dessas?
Isso era digno de respeito.
E foi por isso que…
"Roma, vou matar aquele infeliz. Juro que vou matá-lo," disse Sora, com a voz tremendo de raiva, a ponto de seu hálito distorcer o ar ao redor de sua boca, formando uma miragem ardente.
Rome sorriu de lado, sem saber exatamente o que dizer.
Ele tinha se aproximado da princesa. Tão próximo que ela contou a ele sobre um homem que uma vez a chantageou.
Ela nunca disse quando. Nunca disse como. Nem mesmo revelou o que ele usava para chantageá-la.
Mas Rome já tinha uma ideia do primeiro ponto.
O que ele não sabia era como aquele garoto tinha vantagem sobre ela.
"Minha senhora, por favor, acalme a sua raiva," Rome tentou com cuidado, mas…
"EU JÁ ESTOU CALMA!" Sora rugiu, e o ar ao redor dela备案 acendeu como madeira seca pegando fogo.
"Não me peça para ficar calada quando já estou. Você está me provocando agora?" ela acrescentou, estalando como uma tempestade furiosa.
Rome não se moviu. Já estava acostumado à volatilidade de Sora. Então, fez o que sabia de melhor:
"Minha senhora, que ousadia da minha parte?"
"Estou apenas tentando acalmar seu coração, protegê-la de pensamentos indignos de sua atenção. Você é a princesa do Império Celestial, nosso Tesouro e nossa joia. Sua raiva pertence só a quem merece — não a algum inútil," ele disse com suavidade.
E como mágica, funcionou.
Sora se acalmou. Até sorriu, elevando o queixo com orgulho.
"De fato. Sou uma Asterion. O que esse Warborn poderia ser diante de mim, hein?" Sua voz exalava arrogância, como se a própria ideia a divertisse.
Porém, suas palavras fizeram Roma.pause.
"Um o que, minha senhora…?" ele perguntou, apenas para garantir que a tinha entendido direito.
"Um Warborn. O quê? Ficou assustado agora? Não fique."
"Você é minha cavaleira pessoal, Roma. Nada vai te atingir," ela acrescentou com uma mão no peito, seu tom cheio de certeza absoluta.
Roma assentiu lentamente, mas seus pensamentos estavam em outro lugar.
'Um Warborn… irmão do Dain?'
Ele não pôde deixar de rir internamente.
'Então agora conheço dois Warborns. Um me salvou de uma besta… o outro me torturou, depois me soltou. Que destino doente é esse?'
Mas isso só deixou sua decisão mais clara.
Ele não podia enfrentar Kaden.
'Preciso achar uma saída. Mas minha senhora… ela é tão teimosa quando o assunto é ele.' Suspirou profundamente.
"Mas me pergunto…" Sora murmurou, de voz baixa, enquanto seus olhos fixavam a zona silenciosa do meio da floresta, antes de virar o olhar para a zona externa.
"Como ele conseguiu destruir toda a zona externa, deixando para trás nada além de névoa sanguinolenta e corpos de bestas, e até aqui, matar tudo sem deixar uma única gota de sangue ou seu corpo?"
Ela não podia deixar de questionar. E quanto mais pensava nisso, mais percebia…
Matá-lo não seria fácil.
Mas…
'É meu segredo que está em risco. Não posso deixá-lo escapar. Ou ele morre… ou jura perante a Vontade nunca mencionar que me viu cantar…' pensou ela com seriedade.
Rome percebeu a expressão no rosto dela e soube que ela não ia desistir.
Ele suspirou novamente.
'Será que ser seu cavaleiro realmente é uma bênção?'
Porque às vezes…
Parecia mais uma punição.
Fokay – Cemitérios de Monstros
Inara estava sentada calmamente sobre a lápide de Echidna, de pernas cruzadas, postura relaxada.
O seu reinado tinha acabado de começar, Echidna havia passado o bastão, e Inara agora era a herdeira.
Sua aparência não tinha mudado muito, ainda com seu cabelo verde vibrante, olhos serpentes com fenda, mas havia algo mais agora. Um brilho. Uma presença. Sua beleza tinha ficado mais definida, sua sensualidade elevada.
E durante sua transformação, seu núcleo de origem se saturou.
E Echidna… bem, Echidna foi generosa o suficiente para lhe oferecer uma pedra lendária de evolução.
Sim. Você leu direito.
Uma pedra lendária de evolução.
Se soubesse por onde ela começou, ficaria sem palavras.
Antes, era uma garota tremendo de medo, perseguida por lobos verdes comuns. Agora?
Agora ela nem precisa mover um dedo para matar.
Seus filhos fariam isso por ela.
E em breve… ela será ainda pior. Ainda mais obscena. Assim que aceitar a missão de evolução ligada àquela pedra.
Inara sorriu. 'De fato… ser forte é a única —!'
"Filha da puta!!" ela gritou, sua expressão se interrompendo ao ver uma de suas sanguessugas se contorcendo em sua coxa sem permissão.
" EU Falei pra você ficar quieta, seu filho da puta! Por que você não escuta?" Ela a puxou com raiva, resistindo à vontade de jogá-la no chão.
"Kiek! Kiek!" a sanguessuga mostrou seus dentes afiados… sorrindo.
"Você está rindo? Ah, agora está me zombando?" ela questionou severamente.
Ela deixou a sanguessuga cair no chão e apontou para ela, suas outras quatro sanguessugas já se agrupando perto.
"Vocês, quatro. Batiam nesse desrespeitoso até ele chorar pela avó. Façam isso, e eu vou recompensar cada um. Batiam nele ainda mais forte, e dobrarei a recompensa."
E como pequenos soldados esperando ordens, as quatro sanguessugas atacaram.
Os gritos delas eram selvagens. E se você conseguisse entender a língua delas…
"GALERA! SEM MISERICÓRDIA!!!"
"UI! PELO AMOR!!!"
"SEUS FILHOS DA PUTA!! EU Juro que vou lembrar disso!! Queimar seus ninhos no futuro!!!"
Inara sorriu, observando sua rebelde sendo atacada e brutalizada.
"Assim que deve ser. Se rir de mim de novo, eu te alimento para um urso do caralho," ela comentou com orgulho.
Que mãe imatura e ridícula.
Depois, voltou sua atenção para a pedra de evolução, que agora brilhava em sua palma. Lentamente, ela colocou uma gota de sangue sobre sua superfície.
E assim…
DING!!
…Inara começou sua missão de evolução.