Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 118

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Fokay – Mansão Fireborn

No campo de treinamento da mansão Fireborn, um jovem de cabelos laranja brilhante estava sentado tranquilamente com as pernas cruzadas no chão, aparentemente em profunda meditação.

Sua respiração seguia um ritmo constante, fazendo parecer que ele estava em sintonia com a natureza.

Ao inspirar e expirar, era possível ver fios de fogo laranja saindo do seu nariz, dando-lhe uma aparência mais mística do que outros aceitariam.

A cena perdurou até ele abrir os olhos de repente, revelando seus olhos pretos que pareciam arder como duas chamas negras. Ele se levantou calmamente do chão e seguiu até o centro do campo de treinamento.

Lá, manteve-se imóvel, com uma expressão concentrada.

O campo de treinamento era bastante simples na aparência. Parecia uma sala fechada, mas com espaço muito maior, e o teto, o chão e as paredes eram todos feitos de uma estranha pedra vermelha que parecia emitir fogo sutilmente o tempo todo.

Bem, é isso que se poderia imaginar. Mas, na verdade, era apenas uma pedra comum transformada em pedra de fogo através de inscrições rúnicas.

Falar que era simples seria enganar, pois a dificuldade era enorme.

As runas necessárias para transformar rocha comum em pedra de fogo artificial — rochas que emitiriam fogo constantemente para manter a temperatura dentro da mansão muito quente — eram conhecidas apenas pelos Fireborns.

E hoje, seu herdeiro, Kenan Fireborn, iria testar os resultados de seus dias de treinamento intenso.


Depois de ficar parado por alguns segundos, uma fumaça de fogo começou a se formar ao seu redor de maneira lenta e ordenada. Chamas laranjas apareceram atrás dele como pequenas bolas de tênis, rodeando-o completamente.

Kenan permaneceu imóvel.

As pequenas bolas de fogo começaram a se juntar na sua frente, formando uma única e grande bola de fogo. Nesse momento, a temperatura do campo de treinamento se elevou bastante, e aí foi possível ver uma ondulação no espaço, assemelhando-se a um oceano ondulante por causa do calor.

Porém, Kenan não sentia nada. E seguiu em frente.

Ele queria testar sua manipulação do fogo, então começou a criar diferentes formas com as chamas.

Espadas, lanças, pontas e assim por diante.

Depois, decidiu tentar algo diferente. Transformar aquela grande bola de fogo em um fio finíssimo.

Podem imaginar, a dificuldade era monumental.

Porém, Kenan estava motivado. Devagarzinho, começou a comprimir a bola de fogo, formando um fio. Ainda não tão fino, mas um fio.

Após minutos de concentração e manipulação profunda, conseguiu criar um fio. Bem grosso — como o dedo de um adulto — e comprido, pelo menos assim parecia, mas já tinha algo para trabalhar.

Com o fio agora formado, seu próximo objetivo era comprimi-lo até obter um fio mais fino, mas com poder suficiente para destruir um prédio inteiro.

Conseguiu afiná-lo até parecer tão grosso quanto o dedo de uma criança pequena. Não conseguiu fazer melhor.

Se esforçou ao máximo, suor escorrendo levemente pela testa, mas nada aconteceu.

Depois de quase uma hora sem progresso, Kenan finalmente parou.

Ploc.

Ele caiu de bunda no chão.

"Ah… é difícil, de verdade." Kenan murmurou entre a respiração ofegante.

"Ficou uma última coisa." Disse, antes que pequenas línguas de fogo laranja surgissem ao seu redor. A temperatura aumentou ainda mais, parecendo que a própria atmosfera estivesse se derretendo.

Kenan sorriu, observando seu estado. Conseguira transformar sua Vontade Emergente em uma Vontade completamente Despertada.

"Quem sabe… também conseguiu?" ele se perguntava, mesmo sabendo a resposta de antemão.

Ele deu uma risadinha amarga,

"Aquela criatura deve ter despertado completamente também, talvez até antes de mim." Kenan declarou.

Desde o duelo, Kenan mudara drasticamente.

Não só pelo que sua mãe lhe dizia — que se você ama alguém, não deve forçar esse amor, principalmente se a pessoa não gosta de você ou está em um relacionamento.

Era algo triste e humilhante.

Mas não era só isso. Seu pai também tinha lhe explicado, de forma dura, sobre a situação com Kaden e o fato de seu irmão ter ajudado seu pai em uma ocasião importante, tornando-se amigo dele.

Então, depois de tudo isso… como poderia ousar se voltar contra Kaden? Mesmo que…

"Eu… sinto saudades dela." Kenan murmurou.

Com o treinamento, conseguiu esquecer dela por um momento, mas agora, ao terminar… não conseguia deixar de pensar nela de novo.

"Ah… como posso esquecê-la…? Será que a única maneira é me tornar um fanático por treinamento?" ele se perguntava, por um instante levando a sério essa ideia — mas logo—

"Isso não é uma solução viável e a longo prazo, jovem mestre." Uma voz surgiu de repente atrás dele, como uma nova presença dentro do campo de treinamento.

Kenan não se surpreendeu; já estava acostumado. Em vez disso,

"Então, o que você propõe, Vovô Albert?" ele perguntou, deitando-se no chão quente,-sem demonstrar movimento no rosto.

Albert olhou para seu jovem mestre com um sorriso de satisfação, uma expressão que só um avô poderia sentir ao ver seu neto crescer.

E aí estava a intenção da derrota — uma lição para aprender, refletir e ficar mais forte, tanto física quanto mentalmente. E ele se sentia feliz por ver Kenan fazendo exatamente isso.

"Bem, é bem simples, jovem mestre."

Albert sorriu de canto,

“Você só precisa encontrar outra mulher. Não basta? Pegue uma segunda. Ainda não consegue esquecer dela? Uma terceira resolve. O quê? Ainda não? Então, dez já bastam."

Kenan quase saltou assustado, parecendo ter ouvido a coisa mais blasfema de todo o universo — mas, ao mesmo tempo, algo dentro dele se acendeu.

Albert sorriu ao notar a leve mudança no olhar do neto, mas de repente sua expressão ficou séria, olhando Kenan com firmeza:

"Nunca diga a ninguém que fui eu quem te iniciou nesse caminho glorioso… ok? Não quero reconhecimento." Albert falou com uma voz extremamente séria, como se tivesse vazado o segredo do Império Celestial.

O rosto de Kenan refletia a seriedade de Albert, como um soldado recebendo sua última ordem:

"Entendido, vovô."

Então—

"Huhuhuhu."

"Hehehehe."

Começaram a rir de forma maléfica.

Aquele dia, um velho pervertido corrompeu um ingênuo apaixonado.

Darklore

Kaden e Daela estavam lado a lado, observando os dois à sua frente. Eimi e Zaki.

"Irmão mais velho! Irmã mais nova! Obrigados por nos salvar!!" Eimi disse, fazendo uma reverência profunda, até a testa tocar o chão.

Vendo isso, Zaki lentamente a seguiu, mas seus olhos estavam fixos em Kaden e Daela — ou melhor, em suas feições.

Kaden percebeu e sorriu de leve.

"Não precisam se ajoelhar pra nós, meninas." Ele falou com calor, antes de virar seu olhar para Zaki. "Parece que vocês nos reconheceram?" ele perguntou.

Zaki assentiu timidamente, seu corpo tremendo discretamente.

O rosto de Eimi ficou preocupado, e ela segurou a mão dele, dando um sorriso de tranquilidade. Então, Zaki parou de tremer.

Daela franziu o rosto, testando nojo.

"Como você pode ser tão covarde?" Sua voz foi extremamente fria e dura, julgando Zaki sem remorso.

Zaki voltou a tremer.

"Por favor, senhora, não fale assim com o Zaki!" Eimi imediatamente disse, mudando de irmã mais velha para senhora, demonstrando sua reprovação.

Kaden não conteve um sorriso diante da cena, mas esse sorriso logo desapareceu ao perceber que Daela estava pronta para continuar falando mal.

"Bem… por favor, acalme-se." Kaden interrompeu, fazendo com que Daela se acalmasse instantaneamente.

Ele voltou seu olhar para Eimi e Zaki,

"Por que vocês estavam fora de Waverith?" ele perguntou, curioso.

Eles hesitaram por um momento, mas decidiram contar:

"Só queríamos encontrar alguns monstros de baixa patente para ver como funciona a habilidade despertada do Zaki." Eimi explicou.

A resposta dela fez ambos, Kaden e Daela, franzirem a testa ao olharem para Zaki.

Ele claramente parecia ter uns quinze anos. Teria despertado tarde? Mas, mesmo assim, por que ele não conhecia sua habilidade?

Ao perceberem seus olhares, Eimi soube o que estavam pensando,

"A família dele é muito negligente com ele. Apenas lhe deram um cristal despertado e o deixaram sozinho. Mas não lhe deram mais nada para saber a descrição da sua habilidade." Eimi disse, com raiva na voz — raiva por Zaki.

'Ah, sim… claro.' pensou Kaden.

Ele virou-se para Daela,

"Você tem algum cristal de identificação com você?" perguntou.

Daela simplesmente usou seu anel espacial, puxou um cristal de identificação e o colocou na frente de Zaki.

"Pronto, agora você pode ver sua habilidade e até a descrição da sua origem. Vá lá." dissel Kaden.

Zaki e Eimi arregalaram os olhos, surpresos, e imediatamente se curvaram novamente.

"Obrigada, irmã mais nova e irmão mais velho!" disse Eimi.

"T-Obrigado." acrescentou Zaki.

Porém, Zaki hesitou, a mão tremendo.

Eimi segurou seu braço, sussurrando: "Vai lá. Está tudo bem."

Então, uma tela apareceu à frente de todos.

[Origem: O Ser do Pensamento.]

[Tipo: Conceitual.]

[Patamar: Mítico.]

[Descrição: Você é um ser de pensamento. Acredite e você será. Acredite e você alcançará. Acredite e você conquistará, eliminará, salvará, crará — acredite que tudo pode acontecer… Basta acreditar e ser iludido. Então forje sua vontade, controle sua mente, controle seus pensamentos e tudo será seu, Ó Filho dos Céus.]

[Primeira Habilidade – Patamar Desperto: Autoaprimoramento.]

Ao lerem o texto…

"Porra… ..." Kaden murmurou, assustado.

"O quê…?" Daela perguntou, com os olhos arregalados.

"MÍTICO?" tanto Zaki quanto Eimi gritaram juntos.

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