Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 333

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Uma semana havia se passado dentro da Missão Mítica.

O Império Celestial ainda permanecia forte, firme, inabalável e sem desafios, com nada de incomum acontecendo… bem, pelo menos, na consciência da maioria das pessoas.

Tudo que sabiam era que uma batalha pelo trono se desenrolava, e logo, teriam o direito de escolher quem seria seu governante.

Essa era, claro, a fantasia encantadora dos ignorantes.

Para aqueles que eram mais que simples moradores errantes, sobrecarregados por suas dificuldades mortais, para aqueles que tinham conexões e poder dentro do Império, sabiam bem que as coisas estavam prestes a ficar bastante desagradáveis.

Os dois príncipes desejavam o trono, enquanto a própria Imperatriz Sol ardia para não desistir dele. Enquanto isso, o Imperador Consorte continuava suas orgias infinitas. Rumores sussurravam que ele não saíra de seu aposento por toda a semana, pois, em sua jornada sem fim, tinha encontrado alguns brinquedos impressionantes para aliviar sua depravação sem limites.

A paciência da Imperatriz Sol estava se esgotando, e de alguma forma, o sol acima do céu do Império queimava com uma luz mais quente e severa. Além disso, a lua raramente aparecia no céu durante a noite, sempre escondida por uma escuridão espessa.

Quanto às estrelas, aquelas com percepção aguçada só conseguiam avistar uma durante a noite. Uma estrela que ardia com tamanha intensidade que cegava, e ainda assim… os observadores não podiam deixar de sentir que ela não duraria muito.

E eles sentiam uma tristeza estranha se infiltrando em seu interior.

De fato, o Império estava em paz. O mar estava calmo e imóvel, os peixes seguindo suas vidas. Mas a primeira onda causada por uma pequena pedra lançada por um casal finalmente atingira um nível suficientemente alto para espalhar ondulações por toda a água tranquila.

As marés estaban lentamente subindo.

E com isso, o primeiro vento uivante e a maré crescente já haviam começado, com o Primeiro Príncipe de Asterion já na Cidade Verde, esperando pela decisão de Senhora Verde.


Sunrise City, Cidade de Prata e Cidade Verde eram as três principais cidades do Império, cujos líderes eram descendentes dos mais próximos companheiros de Vesper Asterion.

Por suas ações gloriosas, carregavam o nome de Cavaleiros do Império. Todos eram Cavaleiros. E seus descendentes eram, sem dúvida, Cavaleiros também.

As três cidades estavam posicionadas formando um triângulo, com Asterion bem no centro.

No vértice do triângulo ficava a Cidade Verde, uma cidade feita apenas de flores, ervas, árvores… toda na tonalidade esmeralda do verde. Uma cor que os habitantes chamavam de a cor da paz, refletindo perfeitamente sua filosofia.

E nessa cidade, em uma das muitas casas feitas de árvores entrelaçadas e madeira, com uma cama de folhas, Soleil Asterion caminhava pelo cômodo com passos impacientes, sua armadura de cavaleiro de ônix preto ajustada firmemente ao corpo.

Ele claramente amaldiçoava baixinho.

"Quanto mais vou esperar," gruñiu, virando a cabeça em direção ao criado em uniforme verde que estava na porta, "antes que sua mestra diga sua resposta?"

O criado — com cabelos negros e olhos verdes enquadrados por óculos de aros dourados, na casa dos trinta anos — apenas abaixou a cabeça em sinal de respeito.

"Senhora Verde está reunida com seus Cavaleiros da Floresta para ponderar mais sobre seu pedido," disse respeitosamente. "Por favor, Príncipe, sua paciência seria muito apreciada."

"Uma semana," Soleil rangeu os dentes. "Faz uma semana que estou esperando pela resposta dela."

Ele deu alguns passos ameaçadores em direção ao criado.

"Diga-me, criado, você está achando que sou idiota?"

A temperatura subiu de forma escaldante, fazendo com que a testa do criado fosse imediatamente coberta de suor.

Apesar disso, sua expressão não mudou.

"Senhora Verde—!"

"…está aqui."

Uma voz melodiosa interrompeu o criado. Ele imediatamente ficou em silêncio, respirando aliviado por sua mestra finalmente ter chegado. Ele se curvou de imediato e se despediu.

Soleil virou seus olhos dourados na direção da mulher que apareceu na sua frente como se ela sempre estivesse ali. Ela usava uma túnica verde da floresta, com uma fenda sutil na roupa, revelando uma coxa esquerda gorda e sapatos verdes altos.

Seu cabelo era verde e trançado em dezenas de nós grossos atados com fitas. Seus olhos eram de um tom rosa estranho que brilhava misteriosamente dentro de todo o verde ao redor.

Ela sorriu suavemente para Soleil, mostrando um par de dentes tão brancos que ofuscavam de tão brilhantes.

"Meu Príncipe," ela falou com boca torta, inclinando levemente a cabeça, "peço perdão, pois demorei demais a dar sua resposta."

Aquele gesto simples dissipou a insatisfação que se acumulava no peito de Soleil, aliviando imediatamente sua expressão, seu ego devidamente lisonjeado.

Agora completamente relaxado, ele ofereceu um sorriso próprio para Senhora Verde.

"Não é nada de importância," disse, agitadamente abanando as mãos como se fosse algo irrelevante. "Estou mais curioso pela sua decisão."

"Minha proposta será, sem dúvida, a melhor que você poderá obter," acrescentou com confiança irritante.

O sorriso de Senhora Verde tornou-se envergonhado. "É mesmo?"

Seus olhos rosa brilharam com um tom desconhecido.

Sem notar isso, Soleil deu um passo à frente, parando a duas passos dela.

"Sim," ele respondeu sem hesitar. "Estou lhe dando a oportunidade de ser uma das mãos do Império. A família Starborn logo não existirá mais, e o Império precisará de uma força adicional para frear a ambição dos Moonborn."

"Você terá poder, prestígio e autoridade para influenciar o Império diretamente. E, além disso…"

Ele olhou para ela de cima, dizendo com firmeza: "…prometo me casar com você."

Pareceu estar lhe concedendo uma honra.

Entretanto, Senhora Verde apenas sorriu e assentiu. "Demais. Você realmente me honra, Príncipe." Ela murmurou. "Mas tenho minhas próprias preocupações."

"Tenho toda a sua atenção."

"Viver dentro da capital seria algo novo para mim, e temo que não tenho os materiais nem o conhecimento para suportar o peso da missão que você colocaria em meus ombros." Sua voz era suave, carregada de dor. Seu rosto tinha uma expressão tensa.

"Eu—!"

"Você terá minha proteção," Soleil interrompeu impiedosamente. "Nada lhe acontecerá."

"Palavras nunca fizeram alguém do nosso poder dormir mais fácil, Príncipe." Seu olhar se fixou nele. "Você sabe disso tão bem quanto eu."

Com essas palavras, Soleil compreendeu imediatamente o que ela queria dele.

Ela queria que ele jurasse na Vontade.

E isso era algo que ele não podia fazer.

'Meu pai não me contou isso.' Seus lábios se apertaram numa linha fina. 'Eu não devo fazer isso. Preciso pedir a aprovação dele primeiro.'

Pensando nisso, abriu a boca para falar… mas Senhora Verde o adiantou.

"Aqui, Príncipe." Ela praticamente empurrou algo em sua direção, assustando-o bastante.

Ele franziu a testa, abaixando o papel em suas mãos. Estava cheio de runas cor de sangue gravadas em papel preto vazio.

Seu rosto se contorceu de confusão, mas isso não durou muito, pois Senhora Verde logo falou.

"Este aqui é diferente de jurar na Vontade, pois é temporário," ela disse. "Sou a líder desta cidade, meu príncipe, então aceitar sua proposta significa arriscar a vida de todos os meus habitantes."

Ela mordia os lábios, com uma expressão difícil.

"Por favor, compreenda minha posição. Preciso de sua sinceridade, Meu Príncipe." Sua voz saiu estranhamente sedutora, quase como hipnose.

Os olhos de Soleil se encheram de uma luta silenciosa. Ele começou a pensar que era uma boa ideia, mesmo que seu pai o condenasse.

Ele só precisava do apoio dela para que as três cidades estivessem ao seu lado, então teria força suficiente para eliminar a última descendente de Starborn sem consequências e anunciar ao Império seu desejo de ser imperador.

Depois, desafiaria seu irmão.

Estava tudo pronto. Só faltava o apoio de Senhora Verde, e pensando em quão perto estava…

… Soleil ficou impaciente e aceitou a proposta dela sem pensar demais.

"Quais são os termos?" ele perguntou, olhando o pergaminho.

Senhora Verde sorriu de forma misteriosa.

"Ah, apenas que você fará tudo para me proteger, e eu, também, farei tudo para protegê-lo. Se você vir minha vida em perigo, precisa me salvar, e eu farei o mesmo. E se um de nós retirar suas palavras, matar ou trair o outro… nos tornaremos escravos um do outro."

Soleil sentiu um alívio imediato com as condições, achando que eles poderiam literalmente servi-lo. Sem hesitar, cortou o dedo, deixando seu sangue pingar sobre o pergaminho.

Instantaneamente, ele brilhou com uma luz vermelha vívida antes de se transformar em uma gota de sangue e desaparecer nas dobras da realidade.

Depois, Soleil olhou para Senhora Verde, que já se curvava profundamente diante dele.

"Vamos seguir pelo caminho do seu Trono, meu Senhor," ela sussurrou, com uma voz estranhamente devotada.

Soleil sorriu de forma séria. "Então, vamos marchar agora, eliminando um obstáculo." Ele bradou: "Precisamos matar Aurora, da Casa Starborn. E isso, imediatamente."

Ele já havia perdido tempo demais.

Precisava eliminar Aurora antes que ela colocasse seu plano em movimento.

E, como o destino quis,…

"Não é perfeito, Milorde?" Senhora Verde sussurrou. "Recentemente, recebi informações sobre a localização da Última Estrela."

Soleil sorriu amplamente, acreditando que a Celeste finalmente estava ao seu favor.

"Leve-me até ela," ele grunhiu, incapaz de esconder sua expressão torcida de sorriso.

"Ao seu comando, Milorde."

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