Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 325

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Sirius ficou em silêncio após as palavras do Lorde Estrela Matutina. Seus olhos azuis em forma de lua estavam fixos nele, pensamentos dançando de forma errática dentro de sua mente.

Em todos os relatos, ele não tinha esperado essas palavras do Lorde Estrela Matutina. Não porque não tivesse considerado essa possibilidade, mas porque nunca acreditou que alguém fosse ousado o suficiente para lhe pedir, Sirius MoonLune Asterion, para se casar com alguém.

Logo atrás dele, podia sentir as emoções erráticas e assassinas de Luna, e se ele podia senti-las, então certamente o próprio Lorde Estrela Matutina e seu cavaleiro também podiam.

Não foi surpresa quando o olhar frio do cavaleiro se fixou nela, desafiando-a a fazer qualquer coisa ou dizer algo contra eles.

O Lorde Estrela Matutina nem sequer a reconheceu, seus olhos amarelos fixos inteiramente em Sirius, esperando por sua decisão.

Sirius rolou a língua dentro da boca algumas vezes antes de finalmente abrir os lábios.

"Agora," disse, sua voz ainda casual, apesar da irritação borbulhando em suas veias, "isso é uma proposta interessante, Lorde Estrela Matutina."

"Você conhece bem a natureza de um homem, pois me entregar uma mulher para casar é, de fato, a maneira mais fácil de tornar difícil para a lua parar de sombrear as estrelas."

O Lorde Estrela Matutina sorriu, sua figura arredondada uma visão curiosa. "Prazer, de fato, em falar com alguém que tem consciência," disse.

Sirius devolveu o sorriso, embora com um toque de frieza. "Mas sua filha concorda com esse… arranjo interessante?" perguntou.

O Lorde Estrela Matutina explodiu em uma risada alta, tão forte que as paredes da sala de reunião tremeram como se um terremoto estivesse varrendo o local.

Após quase um minuto, período em que Sirius ficou lá apenas com um pequeno sorriso nos lábios, o Lorde Estrela Matutina finalmente parou.

Seu rosto estava encharcado de suor.

"Por favor, Lorde Sirius," ele disse, fazendo um gesto com a mão enquanto pegava um guardanapo para limpar o rosto, "duvido que exista uma mulher que recuse seu abraço. Não repare nas minhas palavras grosseiras, mas até um homem pensaria melhor sobre sua orientação se isso significasse estar com você."

Luna lutava para manter a expressão neutra.

O Lorde Estrela Matutina encarou intensamente os olhos lunares de Sirius, lambendo os lábios suavemente. "Você é o homem mais bonito que já vi em toda a minha vida de centenas de anos. Em todos os relatos, acho uma pena deixar minha filha se casar com você."

"Veja bem, estou solteiro e—!"

"Lorde Estrela Matutina." Sirius interrompeu de forma firme, com um sorriso frio. "Desculpe, mas eu não sou um deles."

Levantou-se lentamente da cadeira.

"Quanto a casar com sua filha pelo seu apoio," continuou com um sorriso, " quero conhecê-la primeiro, tudo bem?"

O rosto do Lorde Estrela Matutina caiu um pouco. "Uma pena," murmurou. Então, sorrindo,

"De fato, vou deixá-lo conhecê-la. Tenho certeza," ele assentiu, "que vocês vão se dar bem."

Sirius assentiu, então virou-se para sair, Luna seguindo de perto. "Espero que sim, Senhor Estrela Matutina."

Num instante, estavam do lado de fora da mansão, caminhando em direção ao carruagem situada na base dos degraus descendentes à sua frente.

Dentro dela, Sirius ficou em silêncio absoluto, Luna tomando seu lugar ao seu lado com uma expressão fria.

O carruagem partiu, e após alguns minutos de silêncio…

"Ah, bem," disse Sirius, sorrindo de forma fria.

"Acho que o plano B, então."

Os olhos de Luna começaram a brilhar com uma chamas azul gelada de ódio assassino.

Enquanto os eventos se desenrolavam na Cidade Estrela Matutina, a Cidade Prateada não ficava atrás, embora de uma maneira completamente diferente.

Toda a cidade prateada parecia um cemitério de espadas, com centenas de lâminas negras cravadas profundamente no chão cinza e corrupto, os corpos de soldados e civis desventurados espalhados e pálidos por toda parte, seu sangue pintando o solo prateado de um vermelho escuro.

Era possível ouvir os gemidos, gritos de dor e raiva daqueles que não conseguiam se mover, seus membros cortados de forma assustadoramente precisa, alguns com os olhos arrancados, outros com as entranhas escorrendo pelo chão, testemunhando a obra da própria natureza.

Embora não fosse o tipo de admiração que desejavam demonstrar.

Em um canto da cidade, um titã|de homem se ajoelhava no chão, com olhos perfurados por espadas negras, seus braços completamente cortados, seu corpo cinza e rachado como pedra, como se estivesse sido corrompido por algo aterrorizante.

No meio de toda essa matança implacável, estavam duas entidades.

Uma com uma espada, corpo coberto de sangue, sua grande espada ossuda mergulhada no sangue dos mortos, cravada profundamente na terra onde a cabeça de um soldado jazia.

A outra, estava limpa. Nenhuma gota de sangue a tocava, uma dissonância estranha diante do aroma denso no ar.

E ainda… quando Vaela olhava ao redor — as casas destruídas, os corpos mortos — algo dentro dela se agitava.

Seu rosto por trás da máscara se abriu numa expressão suave e pacífica. "Diga, Ruined," ela disse, fazendo Ruined virar a cabeça para olhar para ela, "você acha que eu seria boa em pintar?"

Ruined arqueou uma sobrancelha, surpreso com a absurda pergunta, mas não demorou a responder.

"Você não vai," disse secamente, seus olhos azul celeste cheios de uma rara diversão.

As mãos de Vaela tremeram um pouco. Então ela ergueu a cabeça para o céu, onde uma figura se destacava, com asas prateadas magníficas espalhadas atrás dele, cada batida dispersando luz de geada como chuva fina.

Vaela sorriu.

"O que acha disso?" ela perguntou. "Eu serei boa em pintar, Lorde Silver?"

O homem — Lorde Silver de Silver City — não respondeu. Olhava para a destruição de sua cidade, seus olhos prateados ficando cada vez mais frios, a gravidade ao seu redor se intensificando.

Então, focou aquele olhar prateado em Vaela, seu cabelo prateado dançando ao vento uivante.

"Não foi uma coisa muito educada, invadir a casa de alguém e destruí-la," disse, com uma calmaria assustadora na voz.

Vaela deu de ombros.

"Pedimos educadamente para te ver," ela disse, apontando para o corpo morto de Titus. "Mas esse grandão ali recusou nossa cortesia."

"Então, escolhemos a próxima opção que tínhamos."

"Que é matar?"

"Naturalmente."

Lorde Silver cerrava a mandíbula, seu poder crescendo e se condensando, ultrapassando o nível de Grande Mestre e chegando perto do Reino do Epíteto.

Ia além disso, mas ainda não suficiente para atingir o próximo nível. Vaela pôde sentir isso, e por isso não recuou. Ruined apenas mudou sua postura e ficou na frente dela.

Ele não tinha medo da morte, pois nunca morreria antes de seu mestre.

"Quem é você? E o que está fazendo na minha casa? Fale claramente, e lhe darei uma morte rápida. Faça qualquer outra coisa, e você pedirá por uma morte que nunca chegará." Ele rosnou, a terra ao redor rachando e estilhaçando sob o peso de seu poder.

A gravidade tinha ficado insuportável.

Vaela ficou em silêncio por um momento, então lentamente abriu os lábios.

"Somos os Emissários da Morte," ela disse, com tom carregado de um sorriso. "E por que estamos aqui?"

Ela deu de ombros.

"Tive um sonho recentemente. Um em que alguém sussurrou um nome para mim… hm… deixa eu lembrar. Ah! Sim… seria..."

Seu sorriso se alargou.

"Doundous?"

O rosto de Lorde Silver ficou completamente neutro.

Uma intenção assassina avassaladora rasgou a realidade ao seu redor.

E ainda Vaela prosseguiu calmamente,

"Esse sonho me trouxe até aqui, então pensei, talvez você saiba onde posso encontrar essas coisas? Estou bastante curiosa."

Ela sorriu, seus olhos azuis brilhando como estrelas.

"Vai nos contar? Ou vamos ter que virar toda essa cidade de cabeça para baixo?"

Lorde Silver permaneceu em silêncio. Simplesmente estendeu os braços do mesmo modo que suas asas se abriram e…

"Acho que tenho minha resposta," Vaela riu suavemente.

A voz de Lorde Silver ecoou, fria e definitiva:

"Domínio — Céu Prateado Invertido."

BAM!

"Não vou repetir, sua puta de merda." açoitou o Cavaleiro Tib, observando a mulher de cabelo laranja rastejando aos seus pés, sofrendo. "A Senhora das Estrelas virá visitar essa casa. Me faça parecer um idiota, e eu vou te matar, você e seus filhos bastardos."

Ele se ajoelhou, puxou seus cabelos e os rasgou para cima, fazendo ela soltar um grito sufocado e revelar o rosto.

Ela era linda — ou tinha sido — mas sua beleza havia sido desgastada por hematomas e pelos olhos negros de ódio que a encaravam com raiva.

Seu rosto estava ensanguentado, os lábios inchados e rasgados, seu sangue escorrendo livremente pelo chão.

O Cavaleiro Tib não se importava com seu estado.

"Olhe pra mim como quiser, mas escute, vadia. Um passo errado e você está funda na terra. E com minha influência, você sabe que ninguém vai se importar com a sua morte."

Ele rosnou, cuspindo em seu rosto com desprezo e a jogando contra a parede com força brutal antes de se levantar e sair, sua voz fria e assassina.

" É melhor você não esquecer. E esconder esses hematomas, sua cadela de merda."

Finalmente saiu da sala, deixando para trás uma mulher oca de choro, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

Mesmo na dor, seus olhos ficavam cada vez mais frios.

"Eu o matarei," murmurou ela, com o rosto distorcido por uma profunda e ardente raiva. "Vou matá-lo. Juro que vou. Eu vou. Eu vou."

Repetiu as palavras várias vezes, sua voz se tornando mais demoníaca a cada respiração.

Ela queria apenas força para matá-lo. Apenas isso. Mas não importava, ela encontraria uma maneira.

"Não importa o quê. Não importa o preço," ela rosnou, tentando mover seu corpo quebrado.

"Não importa o preço, você diz?"

Uma voz tão perversa quanto o próprio diabo ecoou acima dela. A mulher ergueu a cabeça de repente e viu um homem estranho. Seu rosto inteiro era lambido por um fogo rubro-dourado com toques de rosa, azul, vermelho e branco girando dentro como estrelas.

Apenas seus olhos permaneceram intocados, exibindo olhos crimsonosos imersos como um oceano de sangue.

Instintivamente, ela abriu a boca para gritar, mas nenhum som saiu. Seu coração começou a bater mais rápido de medo, temendo o pior.

O homem apareceu diante dela num piscar de olhos, levantando o queixo dela com um dedo. Calor. Tão quente, ela pensou instintivamente, entre o medo.

Seus olhos vermelhos a encararam, forçando visões em sua mente… visões que a assombrariam para sempre.

"Diga-me," disse o homem, sua voz lenta e baixa como um sussurro, "não importa o quê?"

A mulher assentiu veementemente, lágrimas ainda caindo.

O homem sorriu. "Diga seu nome, mulher."

"Estella," ela respondeu, com a voz trêmula, "Estella FireBorn."

O homem — Kaden Warborn — sorriu ainda mais, sua boca como a mandíbula de uma besta do Inferno.

"Estella FireBorn," ele repetiu, degustando seu nome. Então…

"Perfeito. Você servirá."

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