Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 160

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

tanto Kaden quanto Asael olharam para as centenas de runas inscritas no chão branco e cegante, suas expressões tensas.

Primeiro, encontrar algo completamente branco neste calabouço já era suspeito — não importava se era apenas o chão…

E em segundo lugar…

"Por que há tantas runas espalhadas pelo chão de uma forma tão… perigosa?" perguntou Kaden, inclinando a cabeça como se o ângulo pudesse ajudá-lo a entender.

Ele adoraria caminhar por aí, mas com o chão inteiro coberto de runas, não ia arriscar ativar algo que pudesse explodi-los em pedaços.

Asael sentiu o mesmo. Por isso, eles não haviam saído do pequeno espaço onde — estranhamente — não havia nenhuma runa.

"Você conhece alguma coisa sobre runas?" perguntou Asael.

Kaden balançou a cabeça. "Meu conhecimento nesta área é nulo. Não sei nada relevante, só a teoria básica de como as runas funcionam." Parecia calmo por fora, mas por dentro queimava a frustração.

Normalmente, ele já deveria estar bem avançado em aprender ferraria e runas de ferreiro com o Old Smith.

Mas, por causa de todas as interrupções constantes que o impediam de voltar para Fokay… ele tinha acabado preso neste calabouço.

Kaden suspirou profundamente.

'Que irritante… mas o que eu esperava? A vida nunca segue exatamente como planejamos. Você investe sua mente e coração em algo, e o destino simplesmente vem e te empurra pra outro lugar.'

Era desanimador.

Como se o próprio destino zombasse dele, sussurrando que ele jamais faria o que planejava… a menos que ele permitisse.

E isso levantava a questão da liberdade.

'Será que a liberdade realmente existe neste mundo — não, em ambos os mundos?'

'Ou somos todos apenas caminho já traçado para nós?'

Por um momento, os pensamentos de Kaden vagaram fundo na ideia de liberdade.

Suas escolhas eram realmente próprias? Ou tinham sido forçadas, empurradas, moldadas por algo invisível?

Ele não sabia. E quanto mais pensava nisso, mais percebia que não queria saber.

Porque se fosse verdade… então tudo que ele conquistou até agora não passaria de um plano de alguém. Ele estaria apenas caminhando rumo a marcos como uma marionete.

Ele salvou Inara por acaso? Ou Zaki e Eimi também?

Ele não podia deixar de se perguntar.

'Ah… destino… destino…'

'Ele existe? Provavelmente. Afinal…'

Ele lentamente virou a cabeça em direção a Asael, que ainda focava intensamente nas runas, tentando decifrá-las.

'… afinal, qual são as chances de eu encontrar alguém como ele neste calabouço cheio de morte?'

Para ser honesto? Quase zero.

Mas Kaden sacudiu a cabeça, forçando-se a focar no problema imediato.

'Vou deixar essas perguntas para o meu eu do futuro. E como eu disse, se o destino pode ser controlado por alguém, então também pode ser destruído.'

Seus olhos endureceram como aço ensanguentado.

'Só preciso de um jeito.'

Por enquanto…

Kaden impulsionou seu nível de inteligência ao máximo, determinado a descobrir por que essas runas estavam dispostas de maneira tão estranha.

Ele também investiu percepção na tentativa, procurando pelas menores diferenças entre elas. E, lentamente, algo começou a emergir diante de seus olhos.

As runas… pareciam um…

"…um quebra-cabeça?" murmurou Kaden, a ideia escapando de seus lábios, fazendo Asael virar a cabeça rapidamente dele com curiosidade afiada.

"Um quebra-cabeça? Como você sabe disso?" perguntou Asael.

Ele tinha considerado a possibilidade também, mas não tinha certeza.

"Com minha percepção, notei muitas runas que pareciam encaixar-se, como se fossem uma só runa que foi dividida," explicou Kaden.

"Vi a mesma coisa em outros pontos, então… meu palpite é que precisamos montar todas as runas de volta para formar uma única peça completa." Ele olhou de volta para o chão branco.

"Talvez assim… descobriremos o que realmente está acontecendo aqui."

Ele estava curioso, mas também hesitante.

Morrrer aqui não era uma opção.

A morte lhe deu a missão de sobreviver e sair vivo deste calabouço.

O que era estranho, considerando que a Morte normalmente só lhe mandava morrer de novo e de novo.

'Quer que eu passe a te chamar de Vida a partir de agora?' perguntou silenciosamente.

[Não me difame, Host.] a resposta veio instantaneamente.

Kaden sorriu de lado.

"Por que está sorrindo como um idiota? Vá em frente e comece a encaixar essas peças," disse Asael, olhando para ele como se fosse um tolo.

"Por que você não está fazendo isso?" retrucou Kaden.

"Tentei. Usei minha mana, mas não funcionou. Depois tentei com minha mana sombria, mas nada também."

Kaden o olhou longamente, com desdém na expressão.

"Por que você não usou mana da morte? É óbvio que é essa. Você é um tolo?"

O lábi0 de Asael se contorceu.

"Minha mana sombria é orgulhosa demais. Ela não permite outro tipo de mana dentro de mim se ela não for neutra. Se eu forçá-la, ela vai destruí-la e me machucar no processo. Um verdadeiro idiota, sinceramente," Asael suspirou, irritado com sua própria mana.

Kaden o estudou por um momento, achando difícil acreditar. Ele nunca tinha enfrentado esse tipo de limitação.

'Isso é verdade?'

[Sim.]

[Indivíduos com linhagem e origem extraordinárias possuem mana especial.]

Kaden ficou quieto, incerto se devia se sentir satisfeito por Asael não ter mentido… ou irritado por sua própria linhagem não ser considerada "extraordinária" o suficiente.

'Deixa pra lá… Eu faço acontecer. Só preciso sintetizar tudo que há de valioso dentro de mim.'

Mas isso só confirmou suas suspeitas… Asael estava longe de ser comum.

'Linhagem extraordinária? Se até a linhagem do Guerreiro não é considerada extraordinária… então de onde veio esse bastardinho?'

Ele ficou tentado a perguntar de uma vez, mas decidiu guardar para depois.

Levantar a mão, Kaden começou a reunir mana da morte com facilidade — graças ao seu alinhamento com a morte que agora estava elevado.

Assim que ela começou a girar espessa ao redor dele, ele passou a usá-la para mover as runas, encaixando-as onde deveriam estar.

A cada peça encaixada, um som agudo ecoava, confirmando o sucesso.

Sorrindo de lado, ele continuou — um se dedicando ao trabalho pesado, o outro ocasionalmente dando opinião.

Logo, os instintos de Asael disseram para ele levantar uma barreira.

Ele fez isso formando uma cúpula de sombras ao redor da caverna para manter seu trabalho oculto de sentidos curiosos.

E foi nesse momento que Kaden terminou. Seu rosto estava molhado de suor pelo esforço, mas ele não se importou.

Ambos ficaram parados, encarando o que haviam revelado.

No chão branco, uma foice graveeada com uma escuridão tênue e pulsante de luz vermelha, inscrita diretamente na terra, vibrava.

Sua aura exalava morte de forma tão intensa que, por um instante, ambos sentiram uma gigantesca foice negra os cortando ao meio com um golpe só.

Eles recuaram cambaleantes, ofegantes, com o pavor enraizado até os ossos.

Mas nem tiveram tempo para se recuperar antes que uma luz negra e cegante irrompisse da foice — e o chão branco se rasgasse como se fosse dilacerado por mãos invisíveis, revelando escadas negras em espiral descendo para o subterrâneo.

Mais uma vez, Kaden e Asael se encararam. Mas desta vez, não havia sorrisos… apenas expressões tensas.

"Isso está ficando perigoso, não está?"

"Com certeza, meu amigo."

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