Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 155

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Finalmente.

Desde o momento em que soube da hierarquia da igreja, Rea não descansou nem por um instante na busca por uma forma de evoluir.

Você pode pensar que é fácil, mas escute bem — não é de jeito nenhum.

Antes de tudo, Rea não passava de uma tenra Recém-despertada, cuja única habilidade era ver os medos dos outros e influenciá-los até certo ponto. E mesmo isso era extremamente limitado — quem conhecesse a natureza de sua Origem poderia bloqueá-la com um artefato específico.

Por isso, por ora, a única maneira dela sobreviver sem estar o tempo todo na corda bamba entre a vida e a morte era esconder ao máximo a natureza de sua Origem… algo que, claramente, ela não fazia.

Mas ela tinha suas razões.

Era ou esconder e permanecer uma simples penitente na igreja para sempre… ou revelar sua origem, trabalhar sua ascensão — alcançar o Acólito Chorando, depois Discípula da Dor, e eventualmente… a Santa da Dor.

Sim, era um objetivo ousado. Mas Rea estava determinada.

Ela precisava de força, influência política e riqueza — tudo isso — para reviver sua família caída e encontrar o assassino de seu avô.

Ela não iria recuar. E quanto ao que estava disposta a perder…?

Rea sorriu por dentro, a mente retornando àquela noite estrelada na colina com Kaden.

O dia em que ele perguntou o que ela estaria disposta a sacrificar para alcançar seu objetivo. Naquele momento, ela não tinha certeza. Mas agora… agora ela sabia.

'Estou pronta para perder tudo, Kaden… até a mim mesma, se for preciso.'

Um brilho de loucura passou por seus olhos rubi, e, por um breve momento, lágrimas negras se acumularam sob eles — apenas para se retirar como se nunca tivessem estado lá.

"Você tem interesse na oferta?" A voz de Madre Esmere a tirou de seus pensamentos.

Rea sorriu docemente, uma expressão tanto de tristeza quanto de serenidade.

"Madre Esmere, realmente não sei como agradecer por essa oportunidade angustiante," disse, aumentando sua voz com emoção enquanto seu rosto carregava o peso do pesar.

"Não mereço tanta graça de sua nobre alma."

O sorriso de Madre Esmere se ampliou ainda mais — até seus lábios se abrirem, revelando sua boca envelhecida e alguns dentes escassos.

A visão era… dolorosamente cegante. Tanto que Rea sentiu suas emoções se mexerem, uma dor crescendo no peito, uma vontade fraca de chorar.

"Minha querida, essa é minha bênção para você, então aceite," disse Esmere, com uma voz cheia de uma alegria sombria.

A resposta de Rea claramente a agradou. Não só ela era educada, perspicaz e possuía uma Origem útil, como nunca passara dos limites e sempre parecia sincera.

'Com ela ao meu lado… talvez — só talvez — eu possa finalmente ter a chance de ser nomeada herdeira de uma Discípula da Dor, iniciar minha missão de evolução e ascender ainda mais,' pensou Madre Esmere, já traçando planos de como usar a engenhosidade de Rea para seu próprio ganho.

"Aceito com alegria, Madre," disse Rea, levantando-se e fazendo uma profunda reverência para demonstrar sua gratidão.

"Calma, calma, minha filha. Você sabe que só posso te dar uma recomendação para fazer o teste de se tornar uma Acólita Chorando."

Rea assentiu.

"E também — para se qualificar, você precisa estar pelo menos no nível Intermediário. Então…"

Ela sorriu de leve.

"Chegou a hora de você fazer sua missão de evolução, minha querida." Ela abriu seu anel de espaço e retirou uma pedra.

Uma pedra de evolução.

Mas seu brilho, seu peso mágico, era bem mais fraco do que a que Kaden havia obtido e ainda menos do que a de Meris.

Uma pedra de evolução de Raro comum.

Bem, “simples” pode ser um exagero. Para a população comum, Raro era algo que eles jamais poderiam sonhar.

Mas Rea não era comum. Seus sonhos eram grandes demais para que uma pedra de evolução de baixo nível pudesse definir seu potencial.

Ainda assim, ela aceitou com um sorriso grato, escondendo seu desdém pela pedra. "Obrigada, Madre. Não vou decepcionar suas expectativas."

Depois de algumas palavras cordiais — e alguns elogios sutis — Rea deixou a sala.

De volta ao seu aposento, ela se sentou na cama, com as mãos na cabeça enquanto pensava em uma maneira…

Uma maneira de conseguir uma pedra melhor.

'Tenho dinheiro… mas dinheiro sozinho não compra uma pedra de evolução de tal grau.'

Ainda assim, a riqueza poderia aproximá-la das pessoas que poderiam fazer isso acontecer.

Seu próximo passo ficou claro — ela precisava encontrar alguém assim na Cidade da Dor.

E ela tinha uma pista.

'É hora de ir aos Mercadores do Tycoon.'


Darklore – Calabouço da Morte Arruinada

Um dia inteiro se passou desde sua fuga dos mortos-vivos, e só agora Kaden e Asael acordaram.

O que significava que eles tinham sido relativamente bobos — ou tolos — o suficiente para dormir enquanto os mortos-vivos enlouqueciam na noite anterior.

Vamos ser honestos — foi burrice. Mas, por acaso ou destino, eles sobreviveram. Os mortos-vivos não se aproximaram de seu esconderijo.

E agora Kaden estava sentado na caverna, de costas contra a parede lisa, os olhos fixos na tela de notificações à sua frente.

[Moedas da Morte: 16.000 | Pontos de Atributo: 100]

Ele inclinou a cabeça. Da última vez que conferiu, tinha apenas 14.000 Moedas da Morte e zero pontos de atributo.

De onde tinham vindo os demais…?

Então a resposta veio à mente.

'Minha missão de Vida Amorosa.' pensou Kaden, se perguntando como ele mesmo esqueceu de uma recompensa da Morte.

Era a única missão que lhe pedira conquistar Mayari para que Meris se tornasse sua esposa.

'Sinceramente, esqueci dessa missão.'

Ele balançou a cabeça suavemente, até um sorriso surgir nos lábios. Isso era um presente inesperado. Na situação atual, cada ponto fazia a diferença.

Com Asael fora para um banho necessário, era a hora perfeita.

'Morte, mostre meu perfil de atributos.'

[Perfil de Atributos]

FOR: 311

AGI: 360

MP: 360

INT: 360

VON: 350

PER: 311

Ele percebeu os dez pontos extras em cada atributo em relação à sua transformação anterior.

E, com isso, percebeu algo.

Além de treinamentos incansáveis ou missões, ele também podia aumentar seus atributos ao integrar seu corpo a outros — seres vivos ou objetos.

Essa habilidade… era aterrorizante em seu potencial.

'Eu ainda não estou usando nem metade do que ela pode fazer.' pensou, balançando a cabeça, reconhecendo sua própria incompetência às vezes.

Pois essa habilidade sozinha poderia fazer dele alguém temido em ambos os mundos, sem contar seu sistema.

Ele poderia ser… um monstro. Seja figurativamente ou… literalmente.

Ele suspirou, sentindo um arrepio de arrependimento.

Mas agora que o pensamento se consolidou na mente, ele sabia exatamente o que fazer a seguir.

Este calabouço tinha mortos-vivos corrompidos de Nível Mestre por toda parte. Ele os mataria todos, pegaria seus núcleos, saturaria os seus e, depois… fundiria seus corpos ao dele.

Quando saísse daqui — seja encontrando uma forma de chegar a um Grandmaster ou achando outro caminho — ele seria a encarnação da morte.

Sua boca se curvou em um sorriso afiado, perigoso.

'Morte, aumente em cinquenta o Vontade e em cinquenta a Percepção.'

Era hora de lembrar esses filhos da mãe que o Enviado da Morte… tinha chegado.

E que ele não era uma presa.

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