Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 158

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

"Então, finalmente eles descobriram quem ele é, hein?"

Uma Voz ecoou em uma sala pintada em azul celeste, as paredes brilhando como se incontáveis estrelas estivessem escondidas nelas. No teto, gravada com detalhes intricados, havia uma lua — uma lua azul suave que dava a impressão de que você não estava olhando para algo simplesmente pintado, mas para a própria realidade.

Era uma sensação estranha. Mas verdadeira, mesmo assim.

Dentro daquela sala, Sirius estava sentado em silêncio, na beirada da cama, com as pernas cruzadas uma sobre a outra, uma mão apoiada sob o queixo, com uma expressão pensativa.

Em frente a ele, sua parceira leal e igualmente sensual, Luna.

Ela se curvou levemente diante dele. "Sim, meu príncipe. O Imperador e a Imperatriz estão cientes da existência de Kaden Warborn."

Sirius franziu a testa ao ouvir a confirmação. "Como assim?"

"Foram esses caras que deduraram, mesmo eu tendo falado para não fazerem isso?" Sirius perguntou, seus olhos azuis suaves com forma de lua começando a brilhar com uma luz celestial.

De repente, uma pressão envolveu toda a sala enquanto a luz se apagava, sobrando apenas a lua pintada no teto refletindo um brilho prateado fraco.

Luna imediatamente sentiu como se estivesse sendo observada por incontáveis criaturas da noite, esperando apenas a ordem de Sirius para atacar.

Ela sorriu, impressionada.

O poder do seu príncipe era realmente incrível.

'E se ele obter aquele artefato… então ele se tornará ainda mais perigoso. Ainda mais obsceno.' A mente de Luna vagueava, ansiosa para ver seu príncipe no controle total de todas as criaturas da noite.

Ah… ela se questionava… até onde ele vai transar com ela naquela forma bestial? Quanto mais selvagem ele será?

Ela estava ansiosa para descobrir.

Mas primeiro,

"Meu príncipe, acalme sua raiva. Não foram eles que deduraram você." As palavras dela fizeram Sirius parar de liberar sua intenção. Ele inclinou a cabeça.

"Então, como?" ele perguntou.

"Meu príncipe, acho que você esqueceu as origens de Kaden Warborn," ela disse, elevando o olhar para fixa-lo.

"Ele é um Warborn, e eles são conhecidos por criarem confusões por onde passam."

"Kaden Warborn destruiu a zona externa da Floresta de Asterion, deixando só sangue e destruição, e na zona central… não sobraram bestas. Nenhuma."

"Todos foram mortos, mas não encontramos cadáver algum. Suspeitamos que ele os levou consigo no anel espacial."

Ela fez uma pausa.

"Só sobrou uma criatura, uma pantera sombra… e ela era exatamente a besta que você pediu para Princesa Sora trazer até você," ela finalizou.

Sirius ficou em silêncio por um momento.

De fato, tinha mandado Sora trazer uma criatura do tipo sombra. Afinal, seu poder sobre a lua tinha uma leve dominação sobre sombras e criaturas noturnas.

Mas ele não sabia que tudo isso tinha acontecido dentro da Floresta de Asterion e…

"Malditos Warborn," ele amaldiçoou, irritação acendendo nele. Segurou a cabeça com as duas mãos, fechando os olhos para pensar.

Ele ainda não tinha pistas do calabouço. E se os pais dele estavam determinados — e estavam — então capturar Kaden era só uma questão de tempo.

Ele suspirou novamente.

"Me diga… eu realmente tenho que ser implacável com minha irmã? Queria resolver isso de forma pacífica, sendo o candidato mais ideal ao trono. Mas, neste ritmo, minhas chances vão escapar por entre os dedos," Sirius disse, com a voz carregada de sentimentos conflitantes.

Ele não odiava Sora. De jeito nenhum. Ele apenas queria o trono… e, infelizmente, estava disposto a fazer qualquer coisa para consegui-lo.

…Até mesmo enfrentar sua própria irmã.

No final, era seu destino ser imperador. Não podia aceitar ser nada menos nesta vida.

Ele não aceitaria.

Luna viu isso e soltou um suspiro. "Meu príncipe, na minha opinião, a Princesa Sora não está interessada no trono," ela tentou acalmá-lo.

Mas Sirius apenas riu.

"E você acha que eu não sei disso? Eu sei, Luna. Eu realmente sei. Mas você já percebeu, não é?"

Ele ergueu a cabeça, fixando seus olhos azuis místicos nela.

"Ninguém desobedece aos meus pais. Se eles querem que ela seja a Imperatriz… ela será, quer ela queira ou não. Esse é o destino dela—não…"

Ele sorriu, embora não houvesse alegria em seu rosto.

"Esse é o nosso destino. O destino de fazer parte de Asterion."

"Desde o momento em que nascemos, todas as decisões das nossas vidas foram tomadas pelos nossos pais. Não por nós."

"E é exatamente por isso… por uma vez…"

Ele se levantou lentamente.

"…vou seguir minha vontade e fazer tudo ao meu alcance para ser o imperador deste império, mesmo que meus pais discordem. Afinal, não é isso que eles dizem?"

"Se você não gosta das regras, seja quem as faz e mude-as ao seu modo."

Ele se aproximou de Luna até estar a um palmo dela, olhando para baixo.

"Então, você vai comigo nesta jornada… que pode custar tudo que você valoriza?" ele perguntou com um sorriso.

E Luna retribuiu o sorriso.

"Você é a única coisa que eu valorizo neste mundo profano, meu príncipe."

Ela se inclinou mais perto até seus lábios tocarem os dele.

Não se importaram com nada.

"Então, enquanto você estiver vivo e comigo… que se dane este mundo, não vou hesitar," ela finalizou, e Sirius sorriu com aquele sorriso predador, grande, assustador, de lobo.

"Eu sou Sirius Asterion, o Herdeiro da Lua."

Seu sorriso se ampliou.

"Não posso ser morto. Afinal… você já viu uma lua sangrar?"

Fokay – Jogo Subterrâneo da Liberdade.

No grande arena, Zaki e seus quatro companheiros de cela estavam prestes a passar por mais um desafio.

Desta vez, eles não estavam sozinhos. Mais dois grupos de cinco também estavam na arena, olhares fixos uns nos outros, hostilidade escorrendo como veneno de suas faces carrancudas.

"Senhoras e senhores, estamos aqui para mais um jogo!"

"OHHHHHHH!!!!" Os espectadores nas arquibancadas gritaram, seus rostos vermelhos de excitação e sede de sangue.

Estava claro…

Queriam sangue. Queriam morte.

Ansiavam como um homem no deserto deseja água.

"O JOGO DE HOJE ENVOLVE TRÊS GRUPOS DE CINCO PESSOAS, E A REGRA É SIMPLES MAIS UMA VEZ!"

O narrador parou, percorrendo os diferentes grupos antes de falar com uma voz suave, quase dócil, que ainda assim fazia a multidão tremer de empolgação… e os jogadores tremerem de medo.

"Basta eliminar todos os integrantes das equipes adversárias."

Ele sorriu, selvagemente sedento por sangue.

"Então…"

"QUE COMEÇE A MATANÇA PELA LIBERDADE!!!!!!!"

"OHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!"

'Senhor dos céus…' Zaki tremeu.

—Fim do Capítulo 158—

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