Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 125

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

"Minha sorte é realmente divina", disse Kaden tranquilamente enquanto focava em uma criatura específica entre todas as exóticas que havia descoberto através das memórias de Selene.

Uma criatura com afinidade com a morte.

Exatamente o que ele precisava para impulsionar seus planos e estabelecer as verdadeiras bases de sua organização.

"A criatura fica no leste de Darklore, cujo território é chamado Domínio dos Malditos... um lugar coberto por nevoa venenosa negra e miasma o ano todo."

"Uma criatura de nível mestre, mas devido ao seu poder sobre a morte e à natureza amaldiçoada de sua terra, nenhuma das outras bestas ao redor ousou enfrentá-la."

Kaden continuou absorvendo a enxurrada de informações que Selene tinha armazenado a seu respeito, tudo se acumulando em sua mente como peças em um tabuleiro de guerra, cada uma representando um passo rumo a algo maior.

O único problema? A localização da criatura.

Ela morava no continente leste, enquanto Waverith, onde ele atualmente estava, ficava no extremo oeste.

"De que diabos esses caras tiram tanta informação assim? Como é o esquema da rede de inteligência deles?" ele murmurou, genuinamente irritado agora, porque tinha certeza absoluta de que sua própria família sequer sabia o que estava acontecendo dentro de Waverith, quanto mais do outro lado do maldito continente.

"Ah…" ele suspirou, esfregando a testa. Todo esse clima só aumentava a sua vontade de montar sua própria rede, de ter seus próprios olhos, seus próprios ouvidos, seu próprio pessoal.

Ele originalmente planejara conduzir a organização sozinho, na sombra, sem nome, mas quanto mais pensava nisso, mais percebia o quão idiota era essa ideia.

Se quisesse gerar um caos de verdade, zombar do Cerveau hoje e de quem vier amanhã, precisaria de pessoas confiáveis. Operativos que pudessem agir quando ele não pudesse.

Olhos que pudessem ver onde ele não chegaria.

E naquele momento, só um nome veio à sua cabeça.

"Zaki… ele é honesto, covarde e direto, um bom homem e, depois do que fiz por ele, duvido que recuse ajudar."

E não podemos esquecer que Zaki tinha nível Mítico.

O fato de alguém como ele estar na órbita de Kaden já era uma vitória enorme.

"Mas não será suficiente…"

Ele precisava de mais. Mais mãos capazes. Mais lâminas na escuridão.

"Bem… encontrarei outros pelo caminho", murmurou, sabendo bem que aquilo não era uma corrida, mas um jogo de resistência, de paciência, de escolher as peças certas na hora certa.

Por enquanto, até mesmo ser o único membro da organização estava bom. Ele se moveria como um fantasma até que as pessoas certas aparecessem e então, construiriam algo assustador.

Depois de tomar sua decisão, ele se levantou.

"Preciso ir para o leste agora…" sussurrou.

Mas isso levantou outro problema: Darklore não era exatamente um continente amigo dos viajantes.

Estava em guerra—humans contra bestas, humanos contra humanos, bestas contra bestas, caos por toda parte, e portais de teletransporte eram pura ilusão lá.

Demais riscos.

Você abre um portal e, puff, um inimigo invade e destrói sua fortaleza antes mesmo de piscar.

O que significava que ele precisava viajar pelo método difícil.

"Uma montaria…?" pensou rapidamente.

Era uma possibilidade. Mas encontrar uma capaz de percorrer tanta distância não era tão fácil assim.

A família Warborn tinha cavalos—pretos como meia-noite, com olhos carmesim, demoníacos e ferozes—e essas criaturas só podiam ser criadas dentro de territórios de linhagem Warborn. Ninguém mais conseguia domá-los. Ninguém mais podia montá-los.

Muito estranho.

"Prefiro uma montaria voadora… mas se não achar nenhuma, pego um cavalo mesmo", murmurou Kaden antes de retornar ao reino das memórias fragmentadas, revisando as últimas lembranças de Selene para garantir que não estivesse deixando passar nada.

Depois de convencido, desativou sua habilidade e abriu lentamente os olhos.

Selene estava lá, destruída e mal consciente, olhando para ele com aqueles olhos arregalados e assombrados… olhos cheios de terror, confusão e a dor aguda de uma traição.

"Você… leu minhas memórias?" perguntou ela, com uma voz tão frágil que pareceria desmoronar a qualquer instante.

Kaden apenas sorriu.

"Sua família toda está na minha lista. Acredite."

"Queremos vocês sob o seu comando, certo? Você quer nos dominar, nos destruir, nos transformar em escravos dos seus caprichos e desejos?" disse ele com frieza, enquanto se aproximava e segurava sua cabeça encharcada de sangue com a mão.

"Vamos ver quem acaba sendo o escravo, que tal?"

"Mas, infelizmente… você não estará aqui para presenciar isso."

Ele sorriu de canto.

"Adeus, Selene Cerveau. Você foi útil."

E então…

"Aparelhos de sangue."

O sangue em sua mão se contorceu, solidificando-se em agulhas vermelhas que se cravaram profundamente no crânio de Selene.

Isso por si só poderia ter matado ela.

Mas Kaden não havia acabado.

"Explosão de sangue."

EXPLODIU.

SALPIQUE.

Sua cabeça explodiu como uma fruta grotesca esmagada sob peso divino. Cérebro, carne, sangue—tudo voou em todas as direções, cobrindo o chão, a parede e os pés de Kaden com tripas e sangue.

O que restou agora foi o busto de uma mulher Cerveau, uma antiga orgulhosa, de vestes azuladas, sem cabeça, sem braços, sem membros, dismembrada, com os braços e pernas alinhados de forma meticulosa ao lado, como oferendas… uma escultura realmente sinistra e grotesca.

Uma visão que assombraria a maioria dos adultos e destruiria a mente de uma criança instantaneamente.

Mas Kaden… apenas olhou para ela com olhos vazios.

Sem medo.

Sem culpa.

Apenas a fria satisfação de vingar Daela e coletar conhecimento.

Foi cruel?

Talvez.

Mas a Kaden não se importava.

Se alguém ousasse prejudicar sua família ou seus entes queridos, eles mereciam um destino bem pior que a morte.

E isso…

…não importava quantas vezes ele precisasse rewanyar o tempo para acabar com eles.

Ele era vicioso dessa forma.

Era mesquinho assim.

'Ah… isso me faz lembrar daqueles valentões aqui na Terra. Espero que meu último vídeo tenha sido suficiente para ferrar o futuro deles', pensou, com um sorriso cruel nos lábios, sabendo muito bem que nos dois mundos, a reputação era tudo.

E perdê-la significava perder o futuro.

Balanceou a cabeça para afastar essas memórias antigas, e então virou-se para encontrar Rory encarando-o como se fosse algum tipo de divindade.

Isso o deixou nervoso instantaneamente.

"Por que você está me olhando assim?" perguntou, recuando cautelosamente.

Seus olhos vermelhos não piscavam.

"Mestre… ensine-me!" Rory batendo as asas e voando ao redor dele, piando alto, seu pequeno corpo de corvo vibrando de excitação.

Kaden piscou, confuso.

"Ensinar o quê?"

"A tortura, claro! Rory será a melhor—vou fazer eles sofrerem muito com minhas ilusões!" ela falou com uma confiança infantil que assustaria a maioria dos terapeutas.

Kaden apenas olhou, sem palavras.

Mas ela não parou.

"Ensine-me! Ensine-me, mestre! Eu vou te ajudar a torturar na próxima vez! Rory quer fazer algo pelo Mestre!"

Por fim, sua persistência o convenceu.

"Tudo bem. Eu vou ensinar", disse, já cansado.

"YAY!" Rory cantou, levantando uma asa como se fosse uma saudação de vitória, como se tivesse marcado um gol de campeonato. Sua alegria tão inocente que quase fez Kaden rir.

Ele sorriu.

"Vamos voltar, temos trabalho para fazer."

Rory se aninhou em seu ombro.

Reditha pulsava suavemente em sua mão.

Juntos, retornaram à superfície, deixando para trás um cadáver que quase não parecia humano mais.

Mas então…

Daquele cadáver… floresceram lírios vermelhos em seu tronco e nas partes decepadas, absorvendo o sangue remanescente e os vestígios vitais.

E logo…

Tudo que restou foi uma casca seca, irreconhecível.

Estava mumificada, esquecida e descartada.

Como se ela nunca tivesse existido.

—Fim do Capítulo 125—

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