
Capítulo 96
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
Kaden olhou indiferente para o cadáver da aranha com face de humano.
Calmamente, controlou o sangue negro eviscerado da aranha e o bebeu tudo sem mudar de expressão... na verdade, até parecia um pouquinho satisfeito.
Depois de terminar, começou a pensar.
Porque, se ele quisesse matar todas as criaturas da zona intermediária silenciosamente, sem alertar ninguém como da última vez, precisava encontrar uma maneira de fazer tanto os cadáveres quanto o sangue desaparecerem.
A solução mais simples era deixar a Reditha absorver cada vestígio de sangue, até o cheiro, e então guardar o corpo na sua bolsa de espaço.
Foi a única ideia que veio à cabeça, então ele fez exatamente isso, e em pouco tempo, parecia que nada tinha acontecido ali.
Sem sangue, sem cheiro, sem cadáver... nada.
Além disso, para garantir, Kaden pediu que a Pequena Rory ficasse de vigia lá de cima e o alertasse sobre qualquer monstro que conseguiu passar despercebido por sua percepção ou, melhor ainda, que o guiasse pelo caminho mais seguro, já que ela podia ver tudo do céu.
Com tudo resolvido, Kaden voltou a caminhar silenciosamente.
Mesmo parecendo estar andando devagar, na verdade, ele realmente estava. Dificilmente dava pra vê-lo por mais de dois segundos seguidos. Parecia um espectro, um espírito que se move para dentro e para fora da existência.
Parece complicado, mas na verdade, não era.
Com sua velocidade agora superando seus limites, Kaden podia fazer coisas que nem imaginava serem possíveis.
Ele tinha um controle extremo sobre a velocidade do próprio corpo, então, mesmo caminhando lentamente, fazia os átomos do seu corpo, da sua pele, moverem-se tão rápido que, para o mundo externo, ele parecia estar atravessando as dimensões, desaparecendo e reaparecendo.
Com essa pequena dica, Kaden continuou sua matança silenciosa.
Depois de não passar de três minutos, encontrou seu próximo alvo.
Era um monstro enorme deitado de costas pacificamente, com pele de escamas brancas que brilhava suavemente com azul sob a luz prateada da lua que atravessava a densa copa da Floresta de Asterion.
Seu rosto lembrava o de um macaco, mas tinha duas caudas e alguns chifres saindo da cabeça.
A aura que emitia era inacreditável. Parecia estar no limite do rank intermediário, precisando de apenas mais um passo para evoluir além disso.
Kaden não perdeu tempo pensando em como matá-lo silenciosamente.
Com sua técnica, agora combinada com os Passos Preguiçosos para tornar seus movimentos mais ilusórios e imprevisíveis, ele apareceu instantaneamente ao lado da cabeça do macaco.
Na mão direita, segurava a Reditha. Na esquerda, uma espada de sangue de um vermelho profundo. E acima dele, outra espada feita de sangue flutuava no ar, cada uma pingando veneno e sangue corrosivo.
Ele aplicou a Marca da Alma em todas as três, tornando suas lâminas capazes de tocar o reino espiritual.
Tudo isso aconteceu enquanto ele permanecia a poucos centímetros do monstro — e, mesmo assim, a criatura nem o percebeu.
Com precisão cirúrgica, Kaden perfurou ambos os olhos do macaco e a testa.
Ao mesmo tempo.
A criatura nem teve tempo de rugir de dor. Sua morte foi instantânea e, naquele único segundo, a dor que suportou superou tudo o que poderia imaginar.
Kaden olhou para o cadáver do macaco, bebeu o sangue dele, e repetiu o mesmo procedimento de antes para apagar todas as pistas.
Sem hesitar, seguiu seu caminho.
Tudo pelo seu percurso foi morto silenciosamente. As criaturas da zona intermediária eram fortes, mas praticamente todas estavam apenas no nível intermediário.
E esse nível de poder já não era mais desafio para Kaden.
Então... ele matou.
Algumas criaturas tinham habilidades de percepção assustadoras, fazendo seu coração saltar uma ou duas batidas a cada vez que quase eram detectadas.
Especialmente uma — um monstro assustador com cara de morcego e três olhos vermelhos.
Aquela besta, com suas habilidades sensoriais incríveis, conseguiu detectar Kaden. Mas o azarado cometeu o erro de tentar atacá-lo ao invés de gritar por ajuda.
E pagou caro por sua tolice.
Kaden, surpreso por ter sido descoberto, socou a cabeça do monstro com sua força hercúlea, rasgando-a numa chuva de sangue, enquanto gerava uma onda de choque que quase entregou sua posição.
Seu coração deu duas pauladas rápidas, duas vezes na mesma luta.
Kaden amaldiçoou sua própria estupidez por usar força demais e decidiu, na hora, começar a treinar seu controle de força enquanto ainda pensava nisso.
Assim, além de usar sua espada e os diversos atributos, decidiu aplicar a maior parte de seus atributos de forma mais eficiente.
A velocidade já dominava bem. A vontade também. A percepção ainda deixava a desejar, pois não conseguiu perceber o morcego ao descobri-lo.
Então, devagar, Kaden começou a aplicar suas habilidades e atributos de sua técnica mais poderosa de forma mais eficaz.
Percepção ao máximo, o que fez sua cabeça doer — mas, graças à sua alta vontade, ele superou a dor.
Depois, usando seus atributos de Velocidade e Força, praticou correr rápido, garantindo que suas pernas quase não fizessem som algum, graças ao controle de força, tudo enquanto vibrava seus átomos para atravessar as dimensões, entrando e saindo da existência.
Todos esses métodos de aplicar sua nova abordagem de atributos e habilidades foram possibilitados pelo seu atributo de Inteligência, que facilitou muito aprender e manipular seus poderes.
Lentamente, mas com certeza, Kaden começou a ficar cada vez melhor em suas matanças. Tornou-se mais rápido, mais letal, mais sutil, mais oculto.
Seus passos eram silenciosos. Seu coração, impossível de ouvir. Sua temperatura corporal, tão baixa que parecia um cadáver — usando seu atributo de Constituição de uma forma realmente impressionante.
Passo a passo. Assassino após assassino. Morte após morte. Sangue após sangue.
Kaden ia se transformando lentamente de um assassino amador em um verdadeiro e competente exterminador.
E, ao matar mais da metade da floresta, silenciosamente e sem que ninguém percebesse,
A Vontade soou.
{Filho do Sangue, você recebeu um novo título.}
Então,
{Título: Emissário da Morte.}
{Parabéns, Filho do Sangue.}