Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 65

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Darklore —

Dentro do território das Serpentes, Medusa estava sentada em completo silêncio sobre um trono feito da pele PELADA de serpentes—serpentes de todas as cores e tipos, todas despellejadas e entrelaçadas em uma figura que parecia ao mesmo tempo grotesca e majestosa.

Ela tinha cabelos verdes e olhos verdes.

Traços estranhamente semelhantes aos de uma menininha-serpente que já conhecemos.

"Quais são as novidades?" perguntou Medusa, com a voz suave e calma, cruzando lentamente as pernas, dirigindo-se ao homem-serpente que se ajoelhava à sua frente.

"Matriarca," respondeu o homem, com a cabeça ainda baixa, "os Cerveaus estão fazendo exatamente o que vocês previram. Estão tentando sequestrar nossos homens-serpente falantes—provavelmente para extrair informações sobre nossa condição atual."

Medusa sorriu, de forma suave e venenosa.

"Brain Cerveau adora parecer inteligente… mas é fácil de enganar," ela murmurou com desprezo, balançando a cabeça.

"Entreguem nossos criminosos. Coloquem bombas com temporizador neles. Deixem que pensem que ganharam algo útil."

Seus olhos verdes, com o formato de fendas, brilhavam suavemente—escuros, inquietantes, satisfeitos.

"Deixem que tenham um gostinho do presente que estamos preparando há todo esse tempo."

"Sob suas ordens, Matriarca," o homem-serpente inclinou a cabeça.

Porém, ele não saiu.

Continuava de joelhos. Mas agora tremia um pouco.

E isso não passou despercebido.

Os olhos de Medusa se estreitaram como lâminas.

"O que houve?" ela perguntou, fria, com a voz cortante de impaciência.

Ele recuou. Treveu ainda mais. Mas sabia—hesitar agora lhe custaria mais do que dor.

"M-Matriarca… A princesa Inara… ela foi para Fokay."

Silêncio.

Um silêncio espesso e sufocante tomou conta da câmara verde—marcado com símbolos antigos de serpentes por toda parte na parede.

O silêncio se prolongou.

Para o homem-serpente, parecia uma eternidade.

Até que finalmente—

"Repita o que você disse," sussurrou Medusa.

A voz dela era fria e venenosa. Só de ouvir, o homem-serpente estremecia violentamente, enquanto sangue escuro e turvo começava a escorrer do seu nariz e olhos. Seu corpo convulsionava, torcendo-se no chão enquanto a dor tomava conta dele.

Medusa deu um passo à frente. A pressão ao redor dela ficou mais escura e pesada. Uma névoa verde tóxica se enroscava na sua pele, lentamente moldando-se na forma de uma mulher—uma com serpentes no cabelo, olhos brilhantes de loucura e fúria.

"Você falhou uma vez, deixando ela entrar naquela floresta amaldiçoada, onde quase morreu.

E agora—você falhou novamente."

A voz dela ecoava, carregada de raiva que aumentava com cada palavra.

"Nem ao menos conseguiu monitorá-la. Nem impediu que fosse pra Fokay?"

A névoa verde fez um sibilo.

Depois ela desapareceu—e reapareceu na frente do homem-serpente que se contorcia.

"Uma vez eu aliviei vocês. Desta vez, todos vão morrer."

Não havia misericórdia.

Mas mesmo com essa fúria…

Mesmo com esse terror—

era apenas uma máscara—

—porque a verdade por baixo dela?

Medusa estava se destruindo.

A filha dela tinha ido para Fokay. Ela era fraca demais para aquele lugar.

E esse pensamento a levou à beira da loucura, enquanto sua mão pálida apertava a garganta do homem-serpente. Suas unhas verdes brilhavam com mensageiro da morte.

"Conte tudo o que levou a esse momento," ela sussurrou.

"E se você tiver coragem de mentir…"

Ela se inclinou, a voz cheia de veneno.

"Vou apagar seu sangue. Sua linhagem inteira, patética. Sumida."

O homem-serpente assentiu desesperado, com o rosto ainda sangrando, olhos arregalados de terror.

"Quem foi o responsável?" ela perguntou.

E assim—

a interrogatória começou.

Enquanto isso, naquele estranho reino sem luz, onde todos os recém-chegados chegam primeiro em Fokay…

Inara permaneceu quieta, com os olhos estreitos e a respiração firme. Determinação e curiosidade colidindo dentro dela.

{Bem-vinda a Fokay, Inara Serpentine.}

{Seu ponto de aparição foi selecionado.}

{Ponto de Partida: Cemitério dos Monstros.}

Assim que a mensagem do sistema desapareceu, sua visão virou, sua consciência encolheu-se sobre si mesma e ela desmaiou.

Quando acordou, não estava mais flutuando.

Ela estava de pé.

Sobre terra firme.

O céu acima de seu cabeça era completamente negro, sem luz, sem uma única estrela ou Lua.

A terra sob seus pés estava encharcada—contaminada—por uma lama escura e descolorida, como se séculos de sangue tivessem penetrado profundamente na terra.

O ar exalava um odor de podre. De cadáveres. De… morte.

Ao seu redor, apenas lápides.

Centenas. Não…

Milhares.

Algumas se erguiam alto no céu, como monumentos. Outras eram pequenas e rústicas. Nenhuma igual à outra. Cada uma tinha formato diferente. Cor diferente. Sentido diferente.

E cada uma emitia uma presença distinta…

Inara franziu a testa, com a respiração entrecortada.

"Onde… onde eu estou?" ela sussurrou, sua voz quase inaudível.

De repente, ela bateu as mãos no rosto.

"Fraqueza é um pecado," murmurou.

De novo.

"Fraqueza é um pecado."

A cada repetição, uma imagem surgiu em sua mente—um jovem com cabelos pretos e olhos vermelhos frios.

Seu coração acelerou. Seu pânico diminuiu.

Ela inspirou fundo, e começou a caminhar.

Para onde?

Ela não sabia.

Mas uma coisa era clara.

"Vou morrer aqui… ou sair deste lugar com minha fraqueza queimada de mim."

Seus olhos verdes piscaram, brilhando com uma determinação estranha.

"E assim que eu não for mais fraca…"

Ela sorriu. Um sorriso suave, quase tímido.

'Vou te procurar…'

Rapaz de olhos vermelhos.

Enquanto isso, um jovem de olhos vermelhos e cabelos pretos acabou de chegar pelos portões enormes de Asterion.

"Por que é sempre você?" murmurou Kaden, com a voz já cansada e os olhos semicerrados de frustração.

Ele já sabia.

Esse cara não ia calar a boca.

De fato—

"Pequeno Guerreiro! Você está vivo? Que surpresa!" chamou o guarda, Ray, com os braços erguidos como se tivesse avistado um irmão há muito perdido. O tom dele era puro sarcasmo, exagerado, com um sorriso idiota no rosto.

O lábio de Kaden se contraiu. "Na verdade, eu morri… mais de uma vez."

"Claro que sim. Você, os Guerreiro, falam de morte e guerra como se fossem seus parentes," respondeu Ray com uma risada sarcástica, sem acreditar em uma única palavra.

Kaden não se incomodou em responder. Não valia a pena entretê-lo.

Ele passou pelo ponto de verificação, completou a verificação, e entrou em Asterion.

Porém, enquanto caminhava…

Um arrepio.

Uma sensação.

Seus instintos se agitavam—

Ele estava sendo seguido.

Seus olhos se estreitaram. Mas ele não virou a cabeça. Não parou de andar.

Simplesmente continuou caminhando. Devagar. Calculadamente.

E então virou numa viela estreita—escura, silenciosa, perfeita.

No momento em que entrou—

Um homem de capuz preto apareceu, olhando ao redor apressado, claramente procurando por algo—

—ou alguém.

"Procurando por mim?" a voz de Kaden ecoou como gelo enquanto Reditha descansava contra a garganta do homem, a um fio de cortá-lo fundo.

O homem parou de repente.

"Ande," disse Kaden, frio, "e você vai morrer."

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