Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 68

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Por quê… por que você está fazendo isso?” Lisa perguntou, o medo permeando cada palavra. Ela realmente não compreendia por que estava amarrada em correntes, suspensa como uma prisioneira à espera da morte.

Então ela perguntou novamente.

“…Por quê?”

Ao seu questionamento, Meris simplesmente sorriu. Ela não respondeu a Lisa. Em vez disso, virou-se para sua criada.

“Diga-me, Lari… o que sugere que eu faça com ela?”

Sua voz era suave, quase brincalhona.

“Que tipo de tortura, quero dizer? Enterrá-la numa cova de fogo? Talvez trancá-la numa tumba de gelo? Ou prefere raios?” ela acrescentou, colocando o dedo no queixo, com olhos pensativos, como se estivesse realmente ponderando as opções.

E sim—Lari sabia que sua jovem senhora levava a sério.

Ela suspirou profundamente, por dentro, ao olhar para Lisa—cujo terror era tão intenso que parecia se agarrar ao cômodo como neblina. Seu corpo inteiro tremia.

Lari lamentou.

Era isso. Era isso que Fokay e Darklore eram. Um mundo onde pessoas com poder e linhagens podiam fazer o que quisessem com os demais, sem se importar com as regras. Com aqueles que viviam nas sombras da sociedade, que só queriam sobreviver, amar, serem deixados em paz.

E, na verdade, Lisa era exatamente assim.

Uma jovem que queria se casar com um homem rico e bonito, vivendo como dona de casa.

Não por ganância. Não por vaidade.

Mas por facilidade.

Ela não queria sorrir para todos por um salário. Queria pertencer. Queria ser ela mesma e dedicar-se ao homem que amava.

Seria isso… um pecado?

Lisa olhou para Meris, que sorrias com aquele rosto delicado.

'Tudo isso… por ele?'

Ela não era idiota.

Agora ela tinha a peça: ela entendeu o motivo. Conseguiu juntar as peças.

Estavam amarrando, torturando, talvez até matando-a depois… porque ela tinha sorrido um pouco demais para o homem errado.

Meris percebeu sua expressão e deu uma risada. "Sim. Tudo isso por ele."

Ela se levantou lentamente, com elegância em cada movimento.

"Você não entende, não é?" ela perguntou, ainda com a voz suave.

"Você não percebe que estou pronta para torturá-la. Para matá-la, por Kaden, não é?"

Ela sorriu novamente.

"Se você não entende isso… então como ousa até pensar em correr atrás do mesmo homem que eu, Meris Elamin, desejo?"

"Quer a morte?"

A garganta de Lisa estava seca. Seu coração batia forte demais, parecia que ia explodir.

E tudo que ela via eram os olhos prateados, inanimados, de Meris.

'Ela… ela é louca.'

Os pensamentos de Lisa se enrolaram, o arrependimento cresceu.

Ela se arrependeu de tudo.

Se arrependeu de querer Kaden.

De querer mais.

De desejar um futuro… além do que sua posição permitia.

E, realmente… como ela poderia não querer?

Ela era apenas uma garota sortuda por ter saído da aldeia, vindo para a capital, conseguindo um emprego na loja dos Tycoons.

Ela era grata.

Mas, após anos na rotina monótona… ela queria mais.

Agora ela entendia.

Existem coisas que pessoas como ela nunca deveriam tocar.

Nem sequer pensar nelas.

Então ela abaixou a cabeça.

"Por favor… por favor… não me mate. Não me mate. Tenho família na minha aldeia. Eles dependem de mim. Por favor… não… não…"

Ela repetiu o pedido várias vezes, chorando, suas lágrimas caindo como rios no chão frio do porão.

Era… uma visão sofrível.

Lari observava em silêncio. Uma fagulha de piedade passou por seus olhos—mas era só uma fagulha.

Depois de tanto tempo trabalhando na casa de Meris, você aprende a sobreviver. Aprende a não sentir mais.

"Isso… é um pouco triste," disse Meris, inclinando a cabeça.

"Lari, você ainda não me disse. O que devo fazer com ela?"

E desta vez… Lari respondeu.

"Está pronta para arcar com as consequências de matar ela, minha senhora?" ela perguntou, com uma voz firme e calma. Mas essa não era mais a criada nervosa que sempre acompanhava a loucura de Meris.

Era Lari, sua figura maternal.

Aquela que a criou.

A que a conhecia melhor do que sua própria mãe. E quem a amava mais.

"Os Tycoons Merchants têm diversos tipos de artefatos. Eles vão descobrir isso eventualmente. E quando descobrirem… não será só um problema para você. Será um problema para toda a família."

Ela falou de forma direta, tentando tocar seu coração.

Meris sabia de tudo isso. Ela realmente sabia.

Mas—

"Você viu como ela olhou para o Kaden! Como posso deixar isso passar?" Meris fez bico, a voz de repente brincalhona novamente.

A mudança foi tão repentina que o coração de Lisa pulou uma batida.

Mas Lari nem piscou.

"Por isso estou te oferecendo uma alternativa melhor, minha senhora."

Ela olhou diretamente para Lisa.

Por um momento, esperança brilhou nos olhos de Lisa.

Mas então—

"Conquiste-a, minha senhora."

A voz de Lari foi definitiva.

"Depois de tudo, o melhor é mantê-la perto. Garanta que os Tycoons Merchants nunca descubram isso. Controle-a."

Ao ouvir essas palavras, os olhos de Meris se iluminaram. Um sorriso malicioso nasceu.

"Ideia perfeita."

Ela voltou a encarar Lisa com um sorriso perverso.

"Então… você tem duas escolhas."

"Você jura pela Vontade se tornar minha escrava para sempre…"

"Ou você morre aqui. Agora."

Ela se inclinou, com uma voz mais baixa, mas muito mais perigosa.

"E não se esqueça… você tem uma família naquela aldeia, não é?"

"Se optar pela morte, também matarei eles. Não quero que se sinta sozinha lá em cima… ou aqui embaixo."

Aquele sorriso não desapareceu. Só se aprofundou, escurecendo ainda mais.

Os olhos de Lisa se arregalaram. Seu corpo tremia novamente. Ela não queria morrer.

Mas também não queria ser escrava.

Jurar pela Vontade… não era algo simbólico.

Significava para sempre.

"Você tem um minuto para decidir," disse Meris, a voz cortando sua aflição.

Lisa mordeu o lábio com força.

Uma escolha?

Ela nunca tinha tido uma.

"Eu… juro pela Vontade… que… eu, Lisa… Lisa Ndiaye… aceito me tornar a escrava de… Meris Elamin," sussurrou com dificuldade.

Assim que terminou—

{Lisa Ndiaye agora é a escrava de Meris Elamin.}

A Vontade ecoou no ar, depois desapareceu.

Um vínculo foi formado. Não havia correntes ou marcas para provar isso…

Mas ele estava lá.

Lisa sentiu.

Ela não podia ferir Meris, não podia desobedecê-la e nem sequer pensar em resistir.

Ela estava perdida.

Meris também sentiu.

Sentiu o poder, a autoridade absoluta que agora tinha sobre outra vida.

Meris inclinou a cabeça e perguntou suavemente,

"Você acha que isso prova meu amor?"

"Ainda acho que matá-la teria sido mais romântico."

Lisa nem reagiu. Não podia. Ela já tinha ido longe demais.

Estava completamente anestesiada, esgotada por tudo isso.

E Lari?

Lari desviou o olhar.

'Vaca louca.'

—Fim do Capítulo 68—

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