Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 56

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Dizem que quando você ama alguém tão profundamente que ultrapassa um certo limite, desenvolve um tipo de instinto por ela.

Como a sensação repentina de mal-estar sem motivo aparente—apenas para depois descobrir que a pessoa que você ama estava passando por alguma coisa.

É coisa que a maioria acharia bobeira. Afinal, parecia incrível. Mas, em um mundo de magia, onde a impossibilidade se curva sob o peso da vontade…

Talvez não seja tão loucura assim.

Porque, neste momento, havia uma garota de cabelo preto e olhos vermelhos profundos de pé no meio de um campo de treinamento destruído, com uma vontade avassaladora de matar.

Daela Warborn.

Vestida com seu traje de treino preto justo que grudava em sua silhueta atlética, Daela ficava cercada pelo caos. O campo de treino estava completamente destruído—paredes rachadas, chão queimado de marcas de espada, bonecos destroçados, com seus núcleos de controle completamente esmagados.

Nada tinha ficado intacto. Nada.

Mas, apesar da destruição, Daela não se sentia satisfeita.

'O que está acontecendo comigo?' ela se perguntou, confusa. Não entendia essa sensação. Essa coceira violenta sob a pele, esse desejo insuportável de cortar algo ao meio.

De matar algo. Qualquer coisa.

Não era novidade. Não. Daela sempre sentira algo parecido—sempre que uma mulher chegava muito perto do irmãozinho dela, Kaden.

Pausa.

Ela inclinou a cabeça levemente, com a expressão neutra, sem expressão alguma. Seus olhos vermelhos brilhavam levemente com intenção de matar—mas também… com compreensão.

Se ela estivesse certa…

'Kaden… com uma garota?'

Era a única explicação. A única coisa que realmente despertava esse forte sentimento de intenção de matar dentro dela.

Quando esse pensamento se firmou completamente na cabeça dela, sua aura vermelha começou a subir. Não era caótica—era concentrada, afiada, sufocante. Se alguém estivesse por perto, poderia ter caído de joelhos só com a pressão.

Era forte demais.

Justamente então, um batida ecoou.

As portas se abriram, e Sana entrou no campo de treinamento.

Ao ver a desordem—e a aura de Daela—ela soube imediatamente.

'Droga. De novo não.'

Sana amaldiçoou mentalmente, já pensando em planos de contingência.

"Minha senhora—"

"Sana."

Assustador—!

A voz de Daela fez Sana recuar, instintivamente.

'É sério desta vez.' ela percebeu.

"Sim," ela respondeu rápidamente, baixando a cabeça.

Silêncio profundo.

Depois, Daela falou de novo, ainda com as costas voltadas.

"Sana… espero que tenha conseguido encontrar o Kaden."

Sana engoliu a saliva e respondeu rápido, "Sim! Nossos homens o rastrearam, ele está no Império."

"Entraram em contato?"

"Não. Como você pediu, só observamos à distância."

Daela fez uma pausa.

"Ele esteve perto de alguém?"

Seu tom estava calmo. Excessivamente calmo. Era uma calma que poderia fazer o inferno congelar.

Sana hesitou. Mas hesitar era sentença de morte com Daela, então—

"Disseram que a herdeira do Elamin estava próxima dele."

Não veio golpe de espada.

Nem explosão. Nem voz.

Apenas… silêncio.

Porém, na mente de Daela?

Caos.

'A Thornspire… agora o Elamin? Será que eles acham meu irmão algum prêmio a ser conquistado?'

Sua aura vermelha voltou a brilhar—depois se recolheu. Ela respirou fundo.

Se era assim que pensavam? Então, levariam uma surpresa.

"Entre em contato. E entregue a ele as informações."

Ela fez uma pausa.

"Diga a ele que é melhor voltar logo."

"Ou então… na próxima, ficará inconsciente por um bom tempo."

'Assim, ele nem vai ter chance de olhar para outra garota.'

Sana baixou a cabeça profundamente.

"Sim, minha senhora."

Depois, ela desapareceu de repente, correndo como se a vida dependesse disso.

Daela permaneceu imóvel por um segundo.

Depois—

"Ecos de Corrente."

BOOOOOOOMMMMM—!!

Uma cascata de golpes invisíveis de espada—cada um com estilos, ritmos e níveis de potência diferentes— rasgou o ar e arrancou o que restava do campo de treinamento. Em segundos, tudo virou poeira e destroços.

Quando a fumaça se dissipou, só Daela ficou lá—intocada no centro.

Ela se virou, suas espadas gêmeas desaparecendo no vazio, e avançou.

Um guarda Warborn a avistou e fez uma reverência profunda.

"Saudações, minha senhora."

Daela não parou.

"Diga à minha mãe que preciso de outro campo de treinamento."

E então, ela desapareceu.

O guarda olhou para a destruição atrás dela, depois suspirou.

"Antes que eu morra honrosamente numa batalha… vou acabar tendo um infarto por causa dessa besta."

E, com isso, ele seguiu em frente—para levar a mensagem à mãe dessa criatura.

"…Droga."

De volta a Fokay—

O dia amanheceu.

A luz do Império entrava pelas janelas como ouro líquido, iluminando a capital. O calor, o brilho—levavam Kaden suavemente ao sono.

Ele saiu da cama devagar, de modo deliberado.

Logo, estava sentado na ponta da cama, com seus dedos entrelaçados sob o queixo—a posição que sempre adotava quando pensava fundo.

E hoje, tinha muito em que pensar.

Ele tinha recebido uma missão dos Comerciantes Tycoon. O prazo era de um mês.

Então, tinha tempo.

Mas Kaden não pretendia perder tempo.

Já havia comprado todos os artefatos que podia pagar—tudo que achava que poderia precisar.

Estava pronto.

E como se fosse uma resposta ao pensamento dele—

DING!

[Você recebeu uma missão.]

[Missão: Primeira Missão]

[Descrição: Você deu seu primeiro passo neste mundo, Fokay. Sucesso na melhor medida possível.]

[Recompensas: Dependem do desempenho.]

[Penalidade: -500 Moedas da Morte.]

Kaden leu calmamente.

Ele não ficou surpreso. Agora, começava a reconhecer o padrão por trás dessas missões.

"Realmente, que coisa maravilhosa," murmurou.

Uma missão. Dois níveis de recompensa.

E, claro, não podia esquecer Kenan, que, por sua própria bobagem, logo daria a Kaden 1000 moedas de ouro.

E, com esse mesmo encontro, o sistema também lhe dava a oportunidade de ganhar Moedas da Morte e Pontos de Atributo através do "Desafio Audacioso."

Sorriso de Kaden se alargou.

Ele… estava_grato.

"Sério… acho que até vou me acostumar com isso."

Porque se morte e caos lhe davam poder?

Então, talvez, o caminho à frente não fosse sobre moderação.

Talvez ele precisasse mexer as águas.

Talvez precisasse instigar o próprio desastre.

E, pensativo, o sorriso de Kaden se tornou mais afiado.

"Um encrenqueiro, né?"

Ele gostou do som disso.

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