
Capítulo 45
Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!
Kaden agora estava sentado tranquilamente em um galho grosso de árvore, alto o suficiente para não ser notado lá de baixo.
Depois de finalmente escapar daquela floresta amaldiçoada, ele podia finalmente fazer o que deveria ter feito desde o começo—
Iniciar sua Missão de Evolução.
E para isso…
"Preciso de uma Pedra de Evolução", murmurou Kaden, com a voz baixa, quase pensativa.
Mas não qualquer pedra. Ele queria uma de alta qualidade.
Porque assim como as Origens, como os artefatos, como tudo neste mundo, as Pedras de Evolução tinham níveis—variando de Comum até Mítica.
E quanto maior o nível da pedra, mais difícil e única se tornava a missão. Mas, por outro lado? As recompensas seriam incríveis. Bem mais incríveis.
O aumento de estatísticas seria gigante. Sua primeira Habilidade de Origem evoluiria para algo muito mais refinado, mais monstruoso, mais dele. E o melhor de tudo—
Ele despertaria sua segunda Habilidade de Origem.
E às vezes, você pode ganhar ainda mais se tiver sorte.
Esse tipo de avanço era o sonho de todo combatente.
Por isso, todos lutavam como loucos para conseguir uma Pedra de Evolução de nível alto.
Mas…
"O problema é como consegui-la", murmurou Kaden, apoiando a mão no queixo enquanto as sobrancelhas se franziam em pensamento.
Ele não fazia ideia.
Os únicos que possuíam pedras desse nível eram as grandes potências—reinos, impérios… ou mais especificamente, o Ordem Celestial.
Mas havia um outro lugar que poderia ter esse nível de pedra de evolução.
Um lugar que não se baseia em linhagem ou política.
Mas no comércio.
Os Comerciantes do Magnata.
Uma organização fundada por uma coalizão de indivíduos poderosos de todas as raças e origens—alquimistas, ferreiros, artesãos de runas—todos eles usuários de Origem de tipo auxiliar.
E por causa disso…
"São extremamente ricos. Pode até ser mais ricos do que o próprio Império Celestial", disse Kaden com um sorriso de lado.
E a melhor parte? Eles eram neutros.
O que significava que qualquer um podia entrar. Sem lealdade a facções. Sem aliança oculta. Apenas dinheiro, comércio e acesso.
Kaden sorriu, estreitando os olhos.
"Perfeito. Eu também preciso de artefatos. A situação na Floresta do Sol Eterno mostrou o quanto estou atrasado em relação ao equipamento."
Ele conseguiu sair—sim.
Mas foi por pouco.
E na próxima…
Ele talvez não tivesse tanta sorte.
Kaden suspirou suavemente enquanto olhava ao redor.
Ele estava perto da capital do Império Celestial—Asterion. Correu algum tempo e ele chegará lá. Vamos dizer, dois ou três dias, talvez menos se correr.
Mas antes de recomeçar a mover-se…
Kaden fechou os olhos suavemente e inclinou a cabeça contra a casca da árvore.
Precisava descansar—apenas por um momento.
E assim, Kaden acabou adormecendo em um sono leve.
…
Enquanto Kaden descansava logo fora dos portões do Império, uma garota que tinha causado uma impressão profunda nele—embora mal o conhecesse—já estava dentro.
Meris Elamin.
Única herdeira da família Elamin, uma nobreza conhecida por suas habilidades elementais monstruosas.
Ela deveria estar treinando.
Deveria estar se preparando.
Mas, ao invés disso, ela estava relaxando em uma sala VIP dentro de uma das butiques mais badaladas da capital, tomando chá casualmente enquanto envolta em seda e folheava cabides de vestidos recém-lançados.
Pure decadência.
Lari estava perto, com uma expressão tensa—era aquela de quem precisa dar um tapa em alguém desesperadamente, mas não pode porque essa pessoa é seu mestre ou sua mãe.
Aquela frustração pura, sem filtro, misturada ao medo.
Porque Lari sabia o que estava vindo.
Ela sabia quem esperava por notícias.
A Matriarca.
Ela podia querer esconder certas coisas para salvar a pele.
Mas a Matriarca sempre descobria.
Sempre.
Só de pensar, a expressão de Lari se fechou mais.
Meris percebeu imediatamente—e riu.
"Haha! Lari, o que foi com essa cara?" disse ela, com um tom meio debochado, meio zombeteiro.
As mãos de Lari se cerraram atrás das costas. 'Ela é minha mestra. Ela é minha mestra. Não posso amaldiçoá-la.'
Ela repetia aquilo como uma oração.
E Meris sabia.
Sempre soube.
Sabia que Lari tinha medo da própria mãe.
Então ela sorriu.
"Não se preocupe. Após isso, vou parar de brincar e ficar séria. Afinal… terei tudo o que preciso para meu eventual encontro com a Criança Sangrenta."
Ela tomou um gole de chá, com aquele sorriso travesso puxando seus lábios.
Lari suspirou aliviada, exausta. "Então… por que esperar, minha senhora? Já preparamos uma Pedra de Evolução de nível Único para você. Pode começar sua missão agora mesmo."
Mas Meris sacudiu a cabeça imediatamente, recusando.
"Você sabe que Missões de Evolução não são coisa que se inicia assim, especialmente quando a pedra é de nível Único."
"Além disso…"
O sorriso dela se curvou, agora mais brincalhão.
"Se eu pegar, vou ser teleportada de volta para Darklore ao sucesso. E sim, posso voltar imediatamente, mas você conhece bem minha mãe. Ela me trancaria para mais treinamentos, só por segurança. Como posso deixar que isso aconteça antes de encontrá-lo?"
Lari franziu a testa ao ouvir isso. "Mas minha senhora, nem sabemos onde ele está. Ele pode ter aparecido lá no leste distante ou em algum território desconhecido em Fokay. Como podemos esperar por ele?"
Meris assentiu, compreendendo. "Por isso, vamos esperar… digamos, três meses. Se eu não o encontrar nesse tempo, vou fazer a Missão de Evolução."
Ela virou-se para Lari, com os olhos brilhando de entusiasmo.
"Isso é razoável, não é?"
Lari hesitou. "Mas… o que vou dizer para a Matriarca nesses três meses? Você sabe que não posso mentir. Ela vai perguntar o que você tem feito…"
Meris fez uma pausa, pensando. Então, seus olhos se iluminaram, de repente, com uma ideia.
"Diga que estou aprendendo uma profissão," ela falou, levantando-se animada e começando a se afastar.
Lari a seguiu, já desconcertada. "Que profissão, minha senhora?"
Meris sorriu enquanto andava, quase radiante de diversão.
"Que tipo de profissão combina com uma garota bonita e charmosa como eu?"
Lari franziu os lábios. Ela nem teve chance de responder.
"Alquimia, é claro," respondeu ela, rindo livremente.
"Compre todas as roupas que toquei e vamos embora, Lari."
Ela sorriu radiante.
"Vamos aos Comerciantes do Magnata."