Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 41

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Kaden se aproximou lentamente ao castelo dourado, com extremo cuidado. Esperava-se que os guardas estivessem de folga, mas claramente nem todos levaram a sério — pois três deles ainda estavam lá.

Enquanto observava de longe, algo neles parecia... familiar.

E então, foi como uma descarga de consciência.

Eram os mesmos caras que quase o tinham encontrado na primeira vez em que entrou naquela floresta amaldita. E, se não estivesse enganado... —

'Um deles tinha uma percepção extremamente aguçada', pensou Kaden, com os olhos estreitando.

O que queria dizer... —

Que ele precisava ser ainda mais cauteloso desta vez.

Com uma expiração suave e constante, Kaden começou a se mover.

O castelo dourado tinha apenas uma grande porta principal — imensa e sempre fechada. Os guardas ficavam bem na frente dela, imóveis, como sentinelas de carne e osso.

Porém, Rome havia lhe contado sobre outro caminho.

Um portão escondido, localizado bem atrás do castelo. Um lugar ao qual ninguém prestava muita atenção porque... não havia nada lá. Nada para ver. Nada que valesse a pena prestar atenção.

A maioria das pessoas nem chegaria a ir para trás do castelo — não só porque era território restrito do Império Celestial, mas também porque, para chegar lá, precisaria passar pela fachada da frente.

Onde os guardas estavam sempre.

Exceto agora.

Agora, restavam apenas três.

Ainda perigosos.

Mas muito mais gerenciáveis.

Então, Kaden ativou os Passos Preguiçosos.

Seu corpo ficou torto, os movimentos preguiçosos. As costas curvadas, as pernas arrastando suavemente contra a terra, como se pesassem mil toneladas. Seus músculos pareciam soltos, quase caindo aos pedaços — vazios, completamente exaustos.

E ainda assim…

Quanto mais lento ele parecia, mais rápido se tornava. Quanto mais imprevisível era seu próximo passo. Mais difícil era de rastreá-lo.

Um fantasma.

Uma ilusão.

Sua presença se confundia, tremulando como uma miragem enquanto se movia entre as densas folhas douradas das árvores ao redor.

Porém, eventualmente… as árvores chegaram ao fim.

Não havia mais sombras. Nem esconderijos. Apenas terreno aberto e risco.

Kaden não entrou em pânico.

Esperou.

Tudo que precisava era de uma única oportunidade.

E então... ela surgiu.

Um dos guardas deu um tapinha na nuca do outro. O terceiro, que parecia ser o líder, virou-se imediatamente e começou a repreendê-los.

Era tudo o que Kaden precisava.

Com um passo preguiçoso, que se transformou numa explosão de velocidade, Kaden avançou, passando ao lado do castelo — correndo a toda velocidade rumo às costas, desaparecendo no ponto cego.

Tudo isso em questão de segundos.

Parecia fácil.

Mas não era.

O nível de concentração, o tipo de autocontrole e compostura exigidos para fazer aquilo — nenhum indivíduo comum despertado conseguiria.

Porém, Kaden era diferente.

Sua vontade era de ferro. Seus instintos, afiados. Para alguém de sua idade e de seu grau, sua força de vontade mental era... assustadora.

É isso que tornava tudo possível.

Porém, isso era só o começo.

Agora, ele precisava entrar no castelo.

E, mais importante — encontrar a princesa.

Já sabia como entrar e tinha uma ideia geral de onde ficava seu aposento.

Tudo graças a Rome.

'Afinal, quando seu sangue pode derreter alguém por dentro, e você ameaça fazer o mesmo com o irmão dele, as pessoas ficam bem cooperativas', pensou Kaden mentalmente.

Honestamente, Rome deveria se considerar sortudo por Kaden ainda ser fraco, estar aprendendo as primeiras lições de sua Habilidade. Se fosse mais forte —

Pois é... nem vamos entrar nesse mérito.

Porque, no momento, Kaden estava na frente da porta escondida.

'Ufa... ok. É só entrar sem ninguém notar.'

Ele foi até a porta e observou as runas gravadas nela.

Nada complicado.

A porta era um selo rúnico. E, para abri-la, bastava a sequência certa.

Na sua frente, brilhavam símbolos—leves, pairando, esperando para serem organizados.

Kaden respirou fundo e focou, lembrando-se do que Rome lhe tinha ensinado.

Suas mãos se moveram rapidamente, silenciosamente.

E então—

Clique—

A porta produziu um som suave, quase inaudível.

Mas para Kaden, foi como um trovão.

Seu coração saltou violentamente no peito enquanto ele se virava, quase esperando que alguém corresse em sua direção.

Mas… nada.

Sem passos, sem gritos, sem sinais de aviso.

Apenas silêncio.

Ele exalou frustrado. 'Porra. Isso vai acabar comigo.'

Então, ele entrou no castelo dourado.

E oh... que castelo lindo.

Tudo brilhava.

Branco e dourado cobriam tudo—pisos, paredes, tetos. E, mesmo parecendo simples demais, não era. A combinação era sutil, elegante, deliberada.

O piso sob seus pés era um tapete dourado longo, bordado com padrões de estrelas. O teto tinha um sol branco e uma lua dourada, desenhados em harmonia. Cada canto tinha ornamentos delicados, nobres, refinados.

Era majestoso.

Divino.

Kaden teria admirado aquilo por mais tempo... mas não tinha esse luxo.

Assim que entrou, fechou a porta e começou a andar — passos suaves, cuidadosos, em direção ao aposento da princesa.

Sabia exatamente para onde ir.

Havia quartos no andar térreo. Outros no andar superior.

Porém, no último andar, havia apenas uma sala.

O quarto da princesas e lá dentro também estava o portal de teletransporte.

As duas coisas estavam no mesmo lugar.

Prático, não?

Kaden subiu as escadas lentamente, cada passo deliberado. Apertou o anel no dedo como se segurá-lo mais apertado fosse de alguma forma esconder sua presença. Toda essa tensão — porque aquele era o momento da verdade.

Logo chegou ao topo.

Se aproximou da porta, colocou o ouvido contra ela.

E, graças ao seu alto nível de percepção — ouviu algo.

Uma voz.

Feminina.

Ela… estava cantando?

Kaden piscou. Por um instante, ficou desconcertado.

De todas as coisas que esperava, essa não era uma delas.

Mas, então, um sorriso lento se espalhou pelos seus lábios.

'Uma princesa do império… cantando?'

Foi uma descoberta excelente, mas também…

Se ela estava cantando, isso significava que ela não esperava perigo, logo, não estava em guarda.

Especialmente aqui, no seu santuário dourado.

Perfeito.

Kaden alcançou a maçaneta.

A porta não estava trancada.

Abriu e entrou.

Sua velocidade explodiu.

Um borrão.

Num instante, localizou-a — parada no meio da sala, com os lábios entreabertos, como se estivesse prestes a cantar outro verso. Ela congelou, no meio da respiração, os olhos fixos nele.

Choque. Incredulidade.

E, antes que pudesse se mover —

Kaden já estava na sua frente.

Ele cobriu a boca dela com a mão, aproximou-se e sussurrou no ouvido dela.

"Fácil, princesa…"

"…não grite muito alto. As pessoas podem interpretar mal."

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