Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Capítulo 30

Me Matou? Agora o Seu Poder é Meu!

Silêncio.

E esse silêncio era ensurdecedor.

Todos ficaram boquiabertos—pegos de surpresa.

Especialmente Kaden.

Porque ele não fazia ideia—nenhuma—sobre a "casa caída" que Nuke acabara de mencionar.

Mas isso nem era a parte mais perturbadora.

O que realmente tornava tudo estranho era a maneira como Nuke dizia aquilo.

As palavras escorriam de zombaria—como se ele estivesse olhando de cima para baixo tanto para os Warborns quanto para os Thornspires.

Mas o tom e a expressão dele?

Tão suaves. Tão gentis.

Quase quente a ponto de fazer alguém baixar a guarda sem perceber.

"Você… o que está fazendo?" perguntou Meris, confusa.

Seu rosto alegre e brincalhão tinha desaparecido—limpo.

O que restou foi uma expressão fria e confusa.

Os outros talvez não soubessem.

Mas ela sabia.

Sabe a verdadeira natureza do Cerveau.

Como ela não poderia saber?

Sua mãe nunca parava de falar deles. Sempre dizendo a mesma coisa:

"São dois-faced, Meris. Cada um deles. Monstros sorridentes com facas de veludo."

E exatamente isso era.

Mas o que ela não entendia era por que Nuke estava fazendo aquilo.

Ele realmente estava tentando provocar uma briga com os outros herdeiros? Fazê-los inimigos?

Por quê?

Ele era burro?

Nuke apenas inclinou a cabeça e olhou para ela. "Como assim? Fiz apenas um comentário."

Depois virou-se para Kaden e Rea.

"Fiquei surpreso de ver vocês dois juntos," continuou. "Afinal… como uma família nobre como os Warborn permite que seu filho mais novo—not just any child, mas a Criança do Sangue—case com uma família destruída?"

Ele olhou de volta para Meris.

"Não acha curioso, minha cara?"

Sem ódio. Sem sarcasmo.

Apenas calma.

E isso, de algum modo, tornava tudo mais assustador.

Mas Nuke não tinha terminado.

Ele inclinou a cabeça para a direita, com uma curiosidade inocente, olhos azuis brilhando.

"Ou será que é porque ela tem uma origem lendária? Você acha… que isso vai ressuscitar os Thornspires do limbo?"

Uma pergunta genuína. Pelo menos para ele.

Porque se esse realmente fosse o plano deles…

Então eles eram idiotas. Origem lendária ou não, não iria salvar um nome destruído.

Mas essa pergunta nem mesmo despertou interesse em Kaden.

Ele estava completamente perdido desde o início.

Mal sequer estudou a história de Waverith.

Focou apenas em sua própria casa.

O resto? Nada.

E agora isso estava lhe dando uma rasteira.

'Casa caída? Thornspire?' ele se perguntou. Mas nenhuma expressão em seu rosto revelou isso.

Anos ao lado da irmã tinham lhe ensinado bem.

E hoje, ele usava a mesma expressão vazia como uma máscara forjada no inferno.

Então, não—a pequena peça de Nuke não o abalou.

Mas Rea?

Rea entendeu.

E isso cortou fundo.

Se havia uma coisa—even a Rea Thornspire, suave e reservada, não poderia aceitar…

Era alguém zombando de sua família.

Porque zombar da sua casa era cuspir no esforço do pai para manter a casa de pé.

Era pisar na herança do avô falecido.

E aquilo… aquilo cruzava uma linha.

Seus olhos rubi fixaram-se em Nuke, frios e impassíveis.

"O que… você disse?" ela perguntou, sua voz…

Errada.

Tempo demais. Demasiado calma. Excessivamente afiada.

O ar ficou congelado.

Porque Rea não era apenas alguém que via medo.

Ela conseguia extrair isso—torná-lo mais forte, torcê-lo em algo primal.

E foi isso que ela fez.

Mas—

"Você acabou de tentar alguma coisa?" perguntou Nuke, sem piscar.

Porque ele tinha um artefato. Uma ferramenta perfeita que tornava a origem de Rea inútil.

Seu olhar ficou ainda mais frio.

Meris suspirou.

"Eu estava começando a conhecer a Criança do Sangue, pelo amor de Deus."

Ela não ligava para toda essa besteira. Nem um pouco.

O que a irritava era que sua janela para aprender mais sobre Kaden tinha simplesmente se fechado.

Mas então—algo ligou na cabeça dela.

'A garota Thornspire é noiva dele… Então, o que agora? Vai agir? E como?'

A emoção voltou a crescer. Ela se virou ansiosa para olhar para Kaden. Não só por entusiasmo, mas também porque, de modo estranho, gostava de apenas olhar para o rosto dele, bonito e confiante.

E Kaden observava tudo em silêncio.

Calmo.

Ele não entendia metade daquilo. E também não se importava.

'Isso é uma perda de tempo,' pensou em silêncio.

Poderia estar enfrentando a morte agora mesmo—ficando mais forte, ao invés de ficar aqui ouvindo crianças fingirem brincar de guerra.

Mas…

Kaden era Kaden.

E Kaden era um Warborn.

E um Warborn não deixaria ninguém tocar no que é dele.

Não deixa ninguém cuspir no nome dele.

Não aceita desrespeito.

E, gostando ou não—Rea era sua noiva.

Isso significava que ela era Warborn agora.

Então—

"Parem por aí."

Sua voz cortou tudo. Instantaneamente. Como uma faca na garganta do ambiente.

Todos viraram a cabeça.

Eles esperavam alguma coisa. Uma grande fala, mas,

Kaden se levantou lentamente.

"Não vou ficar aqui ouvindo vocês insultarem minha noiva."

Nuke nem piscou. Ainda sorrindo. A mesma máscara suave.

Kaden virou o olhar para Rea.

E, sem dizer uma palavra—ela também se levantou.

Mas não antes de lançar a Nuke um olhar que poderia congelar o inferno.

Essa reunião deveria ser casual. Amigável. Uma chance de aprender mais um sobre o outro, pelo menos aos olhos dela.

Mas…

'Sempre a mesma coisa com essas pessoas,' pensou Rea, a indignação fervendo logo abaixo da superfície.

Sem mais palavras.

Kaden e Rea saíram.

Foram embora.

Deixando apenas Nuke e Meris.

Meris olhou para ele, com uma expressão indecifrável.

"Conseguiu o que queria?" ela perguntou, irritada por não poder mais olhar para o rosto de Kaden.

Nuke olhou para ela e manteve seus olhos calmamente.

"Como assim?" perguntou com um sorriso que poderia ser de um padre.

Meris ficou por um momento. Então se levantou.

E, antes de desaparecer de fato, soltou suas palavras como uma faca:

"Espero que saiba o que fez."

Nuke ficou em silêncio por um momento.

Depois—devagar—seu rosto mudou.

O calor morreu.

Desapareceu.

Agora só havia frieza.

Ele fechou os olhos. Reviveu tudo na mente.

Essa reunião não era para diplomacia.

Não era para conexão.

Nem mesmo para manipulação.

Era isca.

Ele queria que gostassem dele. Que o odiassem.

Quanto mais focassem nele—

Menos perceberiam o que realmente estava acontecendo.

Ele abriu os olhos.

"Meris. Não é ameaça. Só se importa com entretenimento. Até novo aviso, fácil de controlar e prever."

"Rea. Ainda mais fácil. O passado dela não vale nada para mim. A origem dela não faz diferença com meus artefatos. E, quanto ao caráter…"

Deixou a frase a pairar no ar.

Então, por fim,

"A Criança do Sangue. Warborn de corpo inteiro. Arrogante. Protetora. Confiável."

Warborn típico.

Honra. Família. Lealdade.

É só isso que eles são.

E se você sabe o que eles amam?

'Você sabe onde machucá-los.'

Nuke sorriu.

Um sorriso verdadeiro desta vez.

Aquele que dá vontade de dar uma palmada na cara dele.

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