
Capítulo 3
Killed Me? Now I Have Your Power
Cliqué—!
Uma espada de madeira acertou o chão.
E também o garoto que a segurava.
"Argh—!"
Kaden gemeu ao cair no chão, segurando a mão, agora avermelhada pelo impacto.
"Levante-se."
A voz era fria. Implacável.
Uma garota estava acima dele—alta, graciosa, mortal. Dezessete anos, com cabelos longos e pretos e olhos como sangue derretido.
Daela Warborn. Sua irmã mais velha.
Uma verdadeira Warborn, por completo.
Ela permaneceu parada, espada de madeira na mão, olhos afiados e sem emoção.
"Eu disse, levanta."
Kaden, com apenas dez anos, hardou os dentes e se forçou a ficar de pé. As pernas tremeram. Sua mão balançou. Mas ele pegou a espada mesmo assim.
Daela franziu o cenho.
"Por que seu corpo ainda é tão fraco?"
Não era a primeira vez que ela perguntava.
A linhagem Warborn era de um outro nível—feita para guerra, moldada pelo combate. Seus corpos eram naturalmente fortes e se adaptavam rapidamente. Garros. Dain. Até Daela. Todos eles eram monstros dentro de pele humana.
Mas Kaden?
Para eles, ele era frágil.
Ainda acima da média pelos padrões normais—mas média era uma maldição nesta família.
Warborn não criava mediocridades.
Criavam elites.
"Deixe-o."
Uma voz cortou a tensão.
Ambos os irmãos se viraram.
A mãe deles estava próxima, vestida com seda negra e vermelha, sua presença régia e fria como uma lâmina. Seus olhos negros brilhavam, indecifráveis.
Sarena Warborn.
"Eu pedi para você pegar leve com ele, Daela."
"Leve? Mãe, eu tava indo direito com ele," replicou Daela.
"Então vá ainda mais leve."
As palavras eram calmantes, quase entediadas—mas carregavam peso.
Daela fez uma careta. "Ele é Warborn. Não existe leve para nós. O corpo dele já é fraco. Ele tem que se esforçar o dobro de qualquer um."
"Eu estou me esforçando mais." A voz de Kaden era baixa—mas afiada.
Seus olhos vermelhos brilhavam com uma fúria silenciosa.
"Só porque não atinge suas expectativas, não quer dizer que eu não esteja dando tudo de mim."
"Ah? Agora tá respondendo?" Daela deu um passo à frente.
Mas—
"Daela."
Shiver—!
Ela congelou.
Seu olhar virou-se para Sarena.
Os olhos da mãe dela eram vazios. Profundos, escuros, aterrorizantes.
"Você sente falta do meu treinamento, Daela?" Sarena perguntou, com voz suave. "É isso?"
Daela clicou a língua e virou o rosto.
"Tch. Vou treinar."
Enquanto se afastava, duas espadas pretas surgiram em seus quadris. Ela desapareceu sem mais palavras.
'Ser fraca só vai te matar nesse mundo.' Daela pensou silenciosamente. Seus olhos vermelhos, frios.
Tudo o que ela queria era tornar seu irmão forte.
Sarena soltou um suspiro silencioso e olhou de volta para Kaden, que ainda estava de pé na terra.
Ela não era suave. Nunca fora. Mas Kaden era diferente.
Nascido na guerra, no caos. Nascido em sangue.
Ela se culpava pela fraqueza dele—achas que algo deu errado naquele nascimento violento. E, embora o restante da família soubesse, ninguém dizia nada.
Mesmo assim… essa era a linhagem Warborn. E fraqueza não tinha lugar aqui.
"Kaden," ela disse. "Vai descansar. Amanhã é seu décimo aniversário. Você vai despertar sua Origem então."
Ela virou-se para ir embora.
'Por favor,' ela pensou. Que seja uma Origem forte.
Porque, não importa o quanto ela tentasse proteger, o mundo não ajudaria. Não se a Criança de Sangue, de fato, fosse uma decepção.
Kaden a observou se afastar.
"Não vou te decepcionar," ele sussurrou.
De volta ao seu quarto, Kaden ficou ao lado da janela enorme, com os braços cruzados.
O quarto era grande—piso preto, paredes carmesim, e pouco mais. Uma cama grande. Uma mesa simples. Minimalista. Vazio.
"Já se passaram dez anos..."
Dez anos desde sua reencarnação. Desde o dia em que nasceu novamente nesse mundo brutal, ensanguentado.
E este mundo?
O assustava.
"Droga..."
Ele passou a mão pelos cabelos escuros, com a mandíbula tensa.
Este mundo—Darklore—estava dividido em dois.
Humans.
Bestas.
Humanos viviam em fortalezas, governados por clãs poderosos e facções de guerra. As bestas vagavam na natureza selvagem, reivindicando seus territórios.
Elas se enfrentavam. Constantemente.
Humanos queriam expansão e as bestas também.
Qual foi o resultado?
Guerra interminável.
"Sabe de nada, Kaden," murmurou.
Mas o que mais o fascinava—o que tornava esse mundo aterrorizante e ao mesmo tempo excitante—era seu sistema de poderes.
Um mundo de magia.
Um mundo onde ser pode causar rupturas espaciais ou manipular elementos. E armas lendárias.
Com dez anos, cada ser despertava algo chamado uma Origem.
Essa Origem determinava tudo. Não só seu caminho para o poder—mas também desbloqueava acesso a outro reino:
Fokay.
Um mundo abaixo deste.
Um lugar onde o poder realmente florescia.
Amanhã, Kaden despertaria sua Origem. E ele mal podia esperar.
"Sistema," ele chamou.
[Sim, mestre?]
"Você tem sido inútil desde que cheguei. Não era pra ser algum tipo de trapaça? Um sistema quebrado?"
[O acesso às funções do sistema do mestre está bloqueado até o Despertar da Origem.]
Ele deu um boligâneo. "Melhor não me decepcionar amanhã."
Ele cerrrou os punhos. Seus olhos vermelhos brilhavam com intensidade.
"Desta vez… não vou recuar."
Nada mais de esconder-se. Nada mais de esperar pelos outros ajudarem.
Nada mais de medo.
Desta vez—ele teria poder.
Desta vez—ele seria o forte.
Dessa vez…
Ele esmagaria quem quer que estivesse no caminho dele.
—Fim do Capítulo 3—