Killed Me? Now I Have Your Power

Capítulo 4

Killed Me? Now I Have Your Power

—HAHAHAHA—SEM CHANCE!

Ah! —

Kaden despertou sobressaltado.

Seu coração pulsava como um tambor de guerra. O suor escorria pela pele. A respiração vinha entrecortada, em rajadas irregulares.

Fôlego. Fôlego. Fôlego.

—Droga—, murmurou, agarrando os lençóis. —Mais um pesadelo.

Mais uma lembrança do passado.

Mais um eco de sua vida antiga.

A humilhação. As zombarias. A morte lenta de sua mente e alma.

—Quando isso vai acabar?—

Passou a mão pelos cabelos negros e espessos, tentando afastar a lembrança do pesadelo.

[Acaba quando você consegue deixar o passado para trás e viver o presente.]

—Eu já deixei—, murmurou, estreitando os olhos. —Não sou mais Boris. Sou Kaden. Filho do Sangue. Segui em frente.

…certo?

[…]

O sistema permaneceu em silêncio.

Kaden acolheu o silêncio. Não estava com humor para um debate psicológico logo de manhã.

Toc-toc—

A porta rangeu ao abrir.

Entrou uma criadagem, graciosa e composta. Cabelos castanho-avermelhados presos em um coque apertado. Seus olhos, calorosos, mas cautelosos.

Ela fez uma reverência com precisão treinada.

—Feliz aniversário, jovem mestre Kaden. Sua família aguarda na Sala do Despertar.

Ele acenou com uma cabeça. —Vou estar lá em breve.

Sem olhar para trás, seguiu em direção ao banheiro.

Quem ficou lá, franziu a testa.

Aqueles olhos preocupados... ela pensou. Mas logo descartou o sentimento.

Não é com ela.

Dentro do banheiro, Kaden encarou seu reflexo.

Um rosto bonito o encarava — queixo marcado, pele pálida, traços simétricos. Cabelos negros emoldurando perfeitamente seus olhos carmesim. Sem dúvidas, era bonito.

Ele bufou.

—Pelo menos ainda sou atraente.

Mas qual é a graça de ser bonito em um mundo que só respeita poder?

Colou seu rosto à moldura do espelho, olhos frios e penetrantes.

—É aqui que tudo começa—, sussurrou. —O começo mesmo.

—Sistema. Pronto?

[Host, nascido pronto.]

—Que besteira. Você foi programado para estar pronto.—

Ele sorriu de lado.

—Então vamos lá.—


Sala do Despertar.

Os Guerreiro da Guerra estavam imóveis como estátuas. Visivelmente imponentes. Letais.

Sarena e Garros no centro, com os braços cruzados. Daela e Dain ao lado, dois monstros com pele humana.

Dain bufou. —Cadê ele? Tenho coisas melhores para fazer.—

—Como matar bestas fracas?—, disse Daela seca, sem se importar.

—Por que você está aqui? Volte para Fokay e comece sua missão de evolução.—

—Eu iria, se minha origem estivesse forte o bastante. Preciso de mais núcleos de besta. Diferente de algumas pessoas—, ele olhou para os pais—, não ganho vantagem de mão beijada.—

Sarena levantou uma sobrancelha. —Mas você está bem, não está?—

Dain ranged os lábios. —Se o Kaden pedisse ajuda, aposto que entregaria a coroa. Favoritismo?—

—Obviamente—, acrescentou Daela, sério.

Garros riu baixinho. —Deixem o garoto em paz. Ele é diferente.—

—Dou razão—, murmurou Dain. —Mas onde ele está—

Clique.

A porta se abriu.

Kaden entrou, vestindo uma túnica preta simples. Caminhava com calma, foco, firmeza.

Parou alguns passos à frente deles.

—Olá—

Saludiu suavemente.

Dain se aproximou com um sorriso largo, dando uma palmada forte nas costas dele. —Demorou, irmão mais novo. Vamos acabar logo—, disse, com os olhos brilhando —Tenho monstros para caçar—.

Pa pa—!

Tossiu—!

—Sim, irmão Dain—, murmurou, mal segurando-se na força dos tapas de Dain.

Dain era igual a Garros. Na verdade, ele era apenas uma versão mais jovem dele.

Alto, com músculos grandes, cabelos negros e olhos vermelhos.

Então—

—Kaden!—

O ambiente ficou silencioso.

Garros deu um passo à frente, segurando uma esfera carmesim na palma da mão.

—Isto—, disse ele, —é o Cristal do Despertar. Vai canalizar mana para seu corpo e desbloquear sua Origem.—

Sua voz era firme. Fria, com orgulho.

—A linhagem dos Guerreiro da Guerra geralmente desperta Origens de Tipo Arma. Essa é nossa história. Mas, se a sua não for—que seja—.

Seu tom escureceu.

—Desde que seja forte. Forte o suficiente para te proteger.—

O ar ficou carregado.

—Porque, a partir de agora—, você não estará mais protegido. Nem por sua mãe—

Kaden encarou seu pai, sem piscar.

—Você nasceu fraco, mas isso não vai mais te desculpar. Não nesta casa. Não neste mundo—

—Prove que é digno dessa linhagem—

Digno.

A palavra ecoou na cabeça de Kaden.

Ele acenou, com olhos ardentes.

Por trás dele, Sarena apertou os olhos. Não falou nada, mas o coração dela tremia. O de Daela também. Mesmo o sorriso arrogante de Dain vacilou.

Eles não mostrariam. Mas os três eram ferozmente protetores dele.

Garros diz que não irá mais protegê-lo, pensaram. Mas—

'Deixe alguém tentar.'

'Tente tocar nele e veja o que acontece.'

'Sou o único autorizado a machucá-lo.'

Não concordavam totalmente com Garros desta vez.

Garros ergueu o cristal.

—As raridades de Origem variam de Comum, Rara, Única, Lendária a Mítica. Para nós, qualquer coisa abaixo de Única é lixo. Única é aceitável. Lendária é respeitada. Mítica… é reverenciada.—

Ele assentiu.

—Sua vez.—

Kaden avançou e pegou o cristal.

Segurou com firmeza os dedos ao redor dele.

Inspirou—

E deixou a mana entrar.

Começou devagar. Uma gota. Um sussurro de poder.

Depois—

WHOOSH—

Um vórtice de energia se formou ao seu redor. Mana carmesim rodopiava como uma tempestade, chiando com força.

Os olhos de Sarena se estreitaram. —Ele… está absorvendo rapidamente. Muito rápido—

Os demais ficaram tensos.

Isto não era normal.

Isto era de alto nível.

Com esse pensamento, todos sorriram aliviados.

Alívio de que Kaden teria uma Origem de classificação elevada.

Mas nem eles sabiam—

Que Kaden não estava apenas despertando sua Origem.

Ele também estava ativando seu sistema.

[O Host despertou sua Origem.]

[Origem: Rei das Espadas Sangrentas — Lendário.]

[Funções do sistema desbloqueadas.]

[Bem-vindo ao Sistema do Ciclo da Renascença.]

[Princípio: Morra para crescer mais forte.]

—Fim do Capítulo 4—

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