O Grande Sistema Demoníaco

Volume 2 - Capítulo 211

O Grande Sistema Demoníaco

ALERTA! +18

No início, Jayden planejava usar qualquer um dos serventes que pudesse manipular para se infiltrar na mansão. Sua intenção era apenas os deixar inconscientes, pois matar não traria nenhum benefício real, a não ser uma pequena dose de ‘XP’, que ouviu Moby falar antes.  

No entanto, quando presenciou o que Preston estava fazendo, ela jogou sua ideia pela janela e optou em roubar a identidade dele e matá-lo também, assim livrando ao mundo de um inseto asqueroso como ele, o extra XP era apenas um bônus.  

Pelo jeito que agia e de como se safava das coisas, ele parecia ser o alvo perfeito. Apesar de estar usando um uniforme de empregado, estava claro que ele tinha um status maior que dos outros e que podia se safar de muitas situações comparadas a uma pessoa normal. O que, na verdade, ajudaria em favor a Jayden, porque com certeza ela faria alguns erros na desconhecida casa dos Reis e que pessoas como ele, eram mais fáceis de serem perdoadas.  

E, pelo jeito que agia, foi fácil achar uma forma de atraí-lo, a tarefa mais fácil que já fez e que já usou muito no passado. Ainda em sua forma de fumaça e fazendo certeza de ir no momento em que a barreira não estava ativada, Jayden pousou na área externa do jardim, onde os caminhões de entregas estavam e se transformou numa servente sexy da sua casa, usando o uniforme padrão da mansão Reids.  

Ela não podia manter esse disfarce como o principal, pois algumas pessoas poderiam questionar seu papel, denunciando-a como uma intrusa óbvia. Sendo assim, ela precisava se passar por alguém que já fosse reconhecido como empregado na mansão.  

A simples visão dele fazia seu sangue ferver com a intensidade de mil sóis. Ela parou, pensando em como, antes de Moby, ela costumava se comportar de maneira semelhante.  

Abusar e assediar por prazer pessoas que ela considerava atraentes, vendo-os unicamente como objetos para sua satisfação, eram atos que hoje a enchiam de nojo e a revoltavam. Tanto ao ver o criado quanto ao pensar em seu próprio passado cruel e no possível futuro sombrio que a esperaria se não tivesse conhecido e se apaixonado por Moby.  

Com seu novo corpo, ela seduziu Preston mostrando um pouco de pele, prometendo que lhe daria uma rapidinha antes de voltarem ao trabalho como se nada tivesse acontecido.  

E como tinha esperado, ele caiu direitinho e concordou sem nem pensar duas vezes. Ela sabia sobre pessoas como ele muito bem e sabia que nunca resistiram a tentação sempre que tiverem a chance.  

Tudo o que ela precisava fazer era mostrar que tinha uma habilidade de cura e dizer que ele podia ser tão violento quanto quisesse com ela, já que ela sempre conseguia se curar no final.   

Isso o fez sorrir para ela com um olhar impressionado de aprovação, devorando-a com os olhos de cima a baixo como se fosse um banquete completo.  

Mesmo que ela realmente o odiasse de alguma forma, ela provavelmente só queria ganhar sua simpatia, pois ele sabia que nenhum servente se atreveria a desafiá-lo, dada posição da sua família. E, mesmo se eles fizessem algo contra si, sem dúvidas seriam pegos e presos por suas ações.  

O que o levou a aceitar sem hesitar foi a combinação de sua perfeição física com um sorriso sedutor, tímido e gracioso, e a aparência frágil de uma curandeira, sem o menor poder para combate. Mais importante: ela não usava nenhum anel. E ele nem se deu ao trabalho de verificar o resto do corpo dela, já que um anel deve ser sempre usado nos dedos do usuário para ser ativado.  

Mas, assim que ele caiu na tentação, seu destino já estava selado…  

Ela o atraiu para uma área isolada do jardim, certificando-se de que não havia câmeras nem ninguém por perto, apenas o som dos grilos noturnos, a brisa fria e os gritos de alguns guardas ao longe alertando sobre a presença de algum intruso.  

É claro que Jayden não lhes deu atenção, sabendo muito bem que não estavam falando dela. Ela continuou no que estava fazendo, desabotoando as calças dele com um rubor de excitação, antes de puxá-las com vigor para revelar seu membro já ereto e até impressionante, embora não fosse grande o suficiente comparado ao do homem que amava. Ela forçava-se a exibir um falso tesão, enquanto o homem a olhava de cima com ofegante e um corado, tratando-a como uma plebeia que deveria se sentir honrada por lamber sua ferramenta.   

Pelo bem de seus objetivos, ela se obrigou a atuar como uma jovem tímida, mas sedutora, que ficou excitada ao vê-lo tocar outras garotas, desejando estar no lugar delas.  

“Vamos ver o quão fundo você consegue aguentar, sua pequena vadia!” Ele gritou com o olhar louco e lascivo de um predador, agarrando-a violentamente pelos cabelos antes de empurrar o rosto dela direto para seu membro latejante.  

Mas, antes que se desse conta, aquela parte do seu corpo já não existia mais e não era sentida por ele… A dormência e a dor só se instalaram em sua mente quando era tarde demais, fazendo-o largar os cabelos da servente em pânico.  

E então, antes que tivesse a chance de reagir ou revidar, ele sentiu mais duas dores perfurante por seu corpo: um em seu estômago e outro em sua garganta. O som de algo caindo no grama logo abaixo invadiu seus ouvidos, junto com uma poça do seu próprio sangue que jorrava como uma fonte, manchando suas pálpebras e seu uniforme vermelho com um mais ainda mais profundo, enquanto Perstes permanecia paralisado de horror.   

Quando olhou para baixo, avistou o rosto de um demônio que veio direto das profundezas do inferno. Aquele seu olhar de morte, brilhando com ódio e repulsa, era escuro e violento, como se ela fosse devorá-lo vivo e transformá-lo em cinzas, ao mesmo tempo que o atacou no abdômen e na garganta.  

Tentáculos feitos de sombras fluíam e se agitavam ao redor de seu corpo. As sombras tinham uma leve tonalidade azulada e pareciam quase vivas, prontas para sugá-lo completamente de uma forma que ele jamais esperava. A sombra da morte pairava sobre ele na forma daquela servente sombria e demoníaca que, minutos antes, parecia ser apenas uma simples curandeira.  

Ele precisava de ajuda, de qualquer um… Mas, infelizmente, nenhum ajuda chegaria, não importasse o que ele fizesse…  

Quando tentou gritar, nada além de um som estranho saiu da boca, soando como um brinquedo quebrado. Suas cordas vocais tinham sidas danificadas pela adaga sombria posicionada em sua garganta, o que tornou mais difícil até mesmo para respirar.  

Se ele ainda tivesse seu pau intacto, com certeza teria se mijado faz tempo. E devido as suas pernas tremulas estarem começando a ficar fracas, resultado da perda de sangue e seus ferimentos, Prestes começou a cair aos poucos no chão, e Jayden afastou as adagas, o fazendo cair de bunda  

Ele parecia ter desabado sobre algo macio, porém mole e esponjoso, com a textura de um cogumelo. Olhando para baixo com seus olhos ainda trêmulos e confusos de descrença, ele reconheceu aquele item desconhecido como nada mais que o seu próprio pênis, que havia sido cortado com precisão.  

Com o cérebro girando, as lágrimas escorrendo pelo rosto em choque e descrença absolutos, ele conseguiu soltar algumas palavras fracas de sua boca.  

“S-Sua p-puta! Q-Quando o meu pai descobrir sobre isso! Você e sua família inteira vão morrer, me ouviu bem?!”   

A voz dele saiu baixa, mas Jayden conseguiu ouvir claramente e não pode segurar um riso.  

“Vá em frente, tente ir contra minha família e eu! Duvido! Mas posso te garantir que não vai dar em nada.” Jayden falou, quase sussurrando, transformando-se de volta para seu corpo original. Quando se deu conta, o corpo de Preston começou a tremer até o núcleo. Ele estava tão perplexo que não conseguiu soltar um pio sequer com suas cordas vocais danificadas.  

“Agora entendeu o que acabou de fazer ao agarrar meu cabelo e me empurrar para seu pau horrível? Eu quase toquei aquele troço! Ponha-se no seu lugar! Pessoas como você me faz querer vomitar! Você tem sorte por ainda estar respirando! E estou surpresa em ter conseguido me segurar para não o cortar em dois.” Ela disse, de forma agressiva e fria enquanto brincava com suas adagas ensanguentadas, limpando o sangue asqueroso de manchá-las.  

Aos olhos dele, ela parecia uma personificação sombria da morte e do desespero, com ódio e repugnância escorrendo de cada parte do seu corpo, enquanto ela se controlava para não o esmagar com as mãos.  

No entanto, mesmo com a aura sombria de morte que emanava dela e ao redor, ele ainda conseguiu, de alguma forma, identificar sua verdadeira identidade…  

“J-Jayden Griffith… O-o-O q-…” Preston resmungou mais uma vez. A realidade se tornando cada vez pior, ao ponto de pensar que estava sonhando e tudo o que estava acontecendo só fortificava isso.  

Porém, lá, no fundo, ele sabia que era real… Isso era pior que qualquer sonho que já experienciou no passado. Se isso fosse realmente um sonho, ele sabia que sem dúvidas já teria acordado por causa do estresse imenso e do choque da situação, entretanto, nada disso aconteceu. A dor e o sofrimento parecia tudo muito real para ser um sonho, e que ficava cada vez pior a cada momento…  

*Spit*  

“Seu escroto nojento! Sabe, eu sou uma pessoa muito misericordiosa. Eu vou te perdoar pelas suas ações e curar todos os seus ferimentos, se responder minhas perguntas sinceramente. Eu deixei suas cordas vocais um pouco intactas, então você vai conseguir me responder, mas não terá forças para gritar ou chamar por ajuda. Se aceitar minha oferta, vou lhe dar uma posição digna na minha família, o que acha? Não se preocupe do porquê estou aqui, tudo vai fazer sentido depois. Então, o que vai ser? Morrer agora, de uma forma lenta e agoniante ou responder algumas perguntas para salvar sua vida e ganhar uma promoção, acho que a resposta é obvia, não é?”  

Sem qualquer remorso, Jayden cuspiu no rosto dele, encarando-o como se ele fosse um pedaço de merda que tivesse pisado acidentalmente. Em seguida, sua expressão se transformou em um sorriso brilhante, mas totalmente sombrio e sinistro, que o assentir de forma frenética.  

Ela perguntou várias coisas: seu nome, status da sua família, seu papel na mansão, seu motivo por estar aqui e várias e várias outras perguntas. Tudo isso vai tornar na sua missão de infiltrar na mansão ainda mais fácil, porque agora iria conseguir responder quaisquer perguntas pessoais que poderiam ser direcionadas a ele, saber exatamente para onde deve ir e qual trabalho deveria fazer.  

E exatamente como tinha pensado, a maioria das suas hipóteses estavam corretas, incluindo o fato que ele fazia parte de uma família nobre rica de classe média.  

Além disso, quando acabou com todas as perguntas que precisava, ela obviamente não manteve sua promessa e riu de forma leve ao ver a expressão de Preston, o matando de forma dolorida e guardando seu corpo no inventário, fazendo certeza de não deixar nenhum rastro para trás.  

A lembrança de quando ele quase a forçou a tocar o membro de outro homem, um corpo que não era o de Moby, a quem jurou fidelidade, congelou sua expressão em uma máscara de aço. Seu semblante só suavizou ao recordar a expressão dele quando ela revelou a mentira, o que a fez soltar uma gargalhada. O semblante de Preston, que antes era de esperança e alegria, virou desespero total, fazendo-o gritar como um brinquedo estragado, suplicando pela vida. Uma visão impagável, que ela achava divertida demais para se segurar. 

As expressões de seus colegas ao seu lado, que ainda carregavam pratos de comida, era de puro ódio e desgosto, pois provavelmente podiam imaginar sobre o que ele estava fantasiando sobre. Alguns deles até estavam com vontade de avançar para cima dele e colocá-lo em seu devido lugar, mas todos controlaram suas raivas. Já que, não importasse o quanto o odiassem, eles não queriam perder seus empregos e arruinarem sua vida e família para algo tão insignificante como ele. 

Comentários