A Virtude do Demônio

Volume 3 - Capítulo 184

A Virtude do Demônio

[Você alcançou o nível 100]

[Evoluções Possíveis]

– [Diabrete Colecionador Gelo Azul Superior]

– [Diabrete Colecionador Gelo Negro]

– [Diabrete Colecionador Elemental]

– [Diabrete Colecionador Espiritual]

[Como o portador de uma carta, você possui acesso a uma carta única. Deseja iniciar a Evolução para uma Subespécie Única do Diabrete Colecionador Gelo Azul?

Eiro sorriu enquanto olhava para as notificações na sua frente. Ele ficou satisfeito com a forma como as coisas estavam indo. Com essa nova evolução, ficaria muito mais forte de novo.

Abriu seu status e olhou para os 80 Pontos de Status restainda não havia distribuído. Imaginou que não fazia muito sentido mantê-lo agora. Sem muita hesitação, Eiro colocou mais 50 pontos em Inteligência e a levou para 300, colocando outros 30 em sabedoria para deixá-la em 280.

[Sua inteligência ultrapassou a marca de 300 pontos! Habilidade <Processamento de Pensamentos Veloz> se tornou <Processamento de Pensamentos Rápido>]

Com uma expressão satisfeita, Eiro passou seus dedos pela notificação e pelo seu status para fazê-los desaparecer e olhou para a mensagem de evolução.

Por ora, deixaria isso de lado. Não sabia se ficaria inconsciente dessa vez, mas não queria arriscar. Eiro só tinha que esperar, quando estivessem de volta na cidade, asseguraria que a mansão estivesse pronta, pois parecia haver algumas complicações no plano original de obtê-las em dois dias e depois começaria sua evolução.

Com um leve suspiro, passou seus dedos pela notificação e olhou para Jess, James e Krog. Ele conseguia ver os reflexos dos seus status em seus olhos, então conseguiu ver as mudanças.

— Bom. Acho que isso é o suficiente por hoje, só vou pegar mais uma coisa. Vocês três voltem na direção da vila. Nelli, ajude Leon a se concentrar e manter seu fluxo de mana sob controle. É importante que ele consiga manter sua habilidade focada apenas nas aranhas durante toda a viagem.

— Sim, sim, nós entendemos. — A Náiade respondeu um pouco irritada, enquanto flutuava até o menino, enquanto Gondos olhava com curiosidade para Eiro.

— E o que eu devo fazer? — Ele questionou e Eiro apenas sorriu.

— Você virá comigo. Há algo que quero testar.

Enquanto Gondos flutuava animado até Eiro, Jess suspirou.

— De alguma forma, não consigo ficar tão animada por subir de nível depois de ver aquilo… — ela reclamou e Eiro levantou as sobrancelhas.

— O que quer dizer?

— O que eu quero dizer? Como posso ficar animada quando há alguém ao meu lado que conseguiu fazer amizade com os Espíritos?! — Jess perguntou com os braços cruzados e um beicinho e Eiro olhou para os outros, confuso. James resmungou em resposta.

— Magos espirituais não tratam espíritos dessa forma, usam mais como ferramentas e vice-versa. Então, ver alguém tão próximo a um espírito é bastante estranho.

— É mesmo? — Eiro murmurou, olhando para Nelli, embora ela só tenha dado de ombros em resposta. Ela não era a melhor pessoa para se perguntar, desde que passou muito tempo sendo contratada por pessoas que a tratavam como uma família. Ela não tinha muita experiência com contratos.

— Bem, é assim mesmo. Não estava ciente de que isso é algo tão especial. — Eiro apontou enquanto se virava. — De qualquer forma, por ora, vão logo. Alcançarei vocês antes de chegarem na vila. — O Diabrete começou a caminhar de volta para a entrada da caverna que estava antes. Não foi muito difícil encontrá-la, afinal, o cheiro de sangue estava onipresente em todo lugar. Ele se separou dos outros e assim que eles saíram, esticou a mão e pegou seu Três de Espadas para que pudesse lutar e sem medo.

Assim que todos saíram do alcance, Gondos parecia curioso sobre o que fariam.

— Então… — ele começou. — Para que você precisa da minha assistência?

O Demônio sorriu enquanto corria pela floresta e mergulhava em uma parte da caverna que o permitia ter acesso direto ao que Eiro apelidou mentalmente de ‘sala do trono’, onde poderia encontrar o ser que deu à luz a todas essas aranhas.

— Preciso da sua ajuda para confirmar algo. — Eiro explicou. — Tenho sentido uma leve vibração de carta de todas essas aranhas. É muito tênue, mas ainda está lá. Se esse for o caso, então todo esse ninho foi criado com a ajuda de uma Carta. Precisamos nos fundir por um momento para que possamos racionar melhor que tipo de Carta é ou como ela conseguiu ajudar a criar esse ninho.

Com uma carranca, Gondos continuou seguindo Eiro pelos túneis enquanto lutava contra algumas aranhas que ousaram ir contra eles. Elas se tornavam cada vez mais numerosas quanto mais procediam em direção ao centro das cavernas, mas estava tudo bem.

Eiro continuou pelos túneis, até que o que estava se tornou íngreme demais para alguém caminhar nele. Então, utilizou seu Três de Espadas para perfurar suas mãos nas paredes para ter uma melhor aderência. Ele deslizou pelo túnel, até que chegou ao local que procurava. Era a ‘sala do trono’. Com a rainha aranha bem no centro, continuando dando à luz a novas aranhas.

Sem hesitar, Eiro pegou seu gerador de faíscas e criou uma chama a qual usou para desenhar um círculo mágico na frente dele, com as chamas compondo as linhas. Quando terminou e o ativou, as chamas se espalharam pelo vasto espaço subterrâneo e espiralaram, sem deixar ninguém ileso.

Eiro não foi capaz de matar tudo apenas com isso, mas pelo menos conseguiu causar danos consideráveis.

Havia algumas aranhas que pareciam um pouco problemáticas. Não eram nem de longe tão fortes como Eiro era, Em questão de atributos, pelo menos. As habilidades de Eiro o davam superioridade absoluta sobre elas.

Eiro escalou aquele amplo espaço aberto e lançou chamas, rochas, feitiços, qualquer coisa que pudesse causar danos e matar as aranhas à distância. Não poderia atacar todas de uma só vez em combate corpo a corpo, afinal, mesmo que parecesse que estivesse tentando fazer isso.

O maior problema aqui eram os ovos que estavam próximos do corpo da rainha. Eles pareciam ser resistentes ao fogo, então protegeram sua mãe de quaisquer danos. Porém, isso não fazia muito com as rochas voando na direção delas, no fim, ainda foi um pouco difícil reduzir a vida da rainha.

Em algum momento Eiro havia eliminado quase todas as aranhas e as únicas que ainda estavam vivas eram os ovos recém-postos que demorariam para eclodir. Ele não queria danificá-los, já que valiam muito dinheiro e eram itens populares requisitados na Guilda dos Aventureiros. Quebraria alguns se o incomodassem demais, mas, de qualquer jeito, havia mais do que conseguiria carregar. Sua bolsa já estava lotada com outras partes de aranha, então teria que encontrar um bom espaço para guardá-los.

— Hmm, há muitas teias grossas e resistentes aqui… Talvez… — O Diabrete murmurou enquanto se aproximava da rainha aranha, embora houvesse algo que quisesse fazer primeiro. Parou por alguns instantes e permitiu que Gondos afundasse em seu corpo. Assim que se fundiu com o Golem, seus sentidos foram expandidos.

Eiro respirou fundo e provou os resquícios de magia no ar, que era o que procurava. Olhou para a rainha aranha e começou a sentir o traço de uma carta ao observá-la. Ela não tinha uma carta, mas estava sob a influência de uma, como se carregasse um fragmento consigo.

A sensação que sentia dessa era aranha era muito estranha, na verdade, como se ela tivesse uma carta, ao mesmo tempo que não a possuía. Era uma sensação artificial que Eiro já sentiu uma vez: durante sua luta contra Enka.

— Então, era isso, né? — O Demônio disse com um sorriso no rosto. — Você é grande demais para levar comigo, de qualquer forma, então… — Ele disse e com a ajuda da força aprimorada que tinha para se fundir com Gondos, pulou com facilidade em cima do corpo da aranha rainha. Empurrou as lâminas do Três de Espadas na parte que conectava o abdômen e a cabeça, separando-os sem hesitação.

Eiro olhou para o corpo da rainha aranha enquanto caía no chão, depois que injetou magia de fogo para danificá-la internamente o suficiente para matá-la.

Feliz, alcançou seu objetivo e olhou para o cadáver fumegante. Era um desperdício que não recebesse nenhuma experiência por isso, mas isso não importava. Primeiro, precisava dissecar aquela coisa para coletar seus materiais.

Ele já tinha uma vaga ideia de onde a ‘Carta Falsa’ estava dentro do corpo da rainha aranha, então fez Gondos sair do seu corpo. Eiro se moveu ao redor do corpo e cortou todas as partes da carapaça que conseguia. Retirou seus grandes olhos e tentou seu melhor para salvar um pouco do veneno. Por fim, cortou o abdômen para extrair o coração da aranha. Dentro dele, encontrou um pequeno orbe de metal com entalhes na sua parte externa, que era a origem da sensação da ‘Carta Falsa’.

Eiro o analisaria com mais atenção para ver o que isso fazia, mas isso vinha depois. Por ora, o colocou em sua tesouraria. A única coisa que faltava era coletar algumas das teias que não queimaram completa e transformá-las em uma rede, para que conseguisse carregar os ovos e outros materiais.

Isso não era complicado, já tinha visto alguém tecendo algo parecido no passado. Assim, Eiro conseguiu reunir materiais mais do que o suficiente para causar uma boa impressão na Guilda.

Claro, ele conseguiria fazer o teste para chegar ao rank C depois disso.

Comentários