18LOH

Capítulo 108

18LOH

Tradutor/Revisor: JustBeIntelligent


Dito isso, Chen Ran caminhou até a porta [ Morte ].

Empurrou-a suavemente.

A porta se abriu.

Ele atravessou sem hesitar.

O espaço do outro lado parecia a câmara em que estavam antes do início do jogo.

No entanto, agora parecia maior.

No centro havia duas cadeiras.

Lin Jiabei o seguiu de perto.

Ao ver aquilo, seu rosto empalideceu.

“Como você soube que devia sair pela porta [ Morte ] ?”

Chen Ran não respondeu.

Limitou-se a fitá-la em silêncio, até que ela já não conseguiu manter a expressão de falsa palidez no rosto.

“Quanto mais perto alguém está da vitória, maior a chance de cometer um erro. Você realmente acha que eu sou do tipo que estoura o champanhe antes do fim do jogo?”

Dizendo isso, ergueu a perna e deu um chute em uma das cadeiras no centro da sala.

No instante seguinte, segurou o pé e fez uma careta de dor.

Olhando com atenção, percebeu-se que a cadeira era feita de metal maciço.

‘Que descarado!’

Lin Jiabei sorriu.

“Mesmo que minha habilidade não tenha conseguido enganar você, pelo menos foi divertido ver você se dar mal.”

Ela sacou seu Matador de Mentirosos e apontou-o para a frente.

“Sofismo · Pesadelo da Vida Efêmera.”

“Cancelar.”

A câmara, juntamente com a anterior, encolheu rapidamente e foi sugada de volta para o cano da arma.

Tudo voltou ao estado original.

A câmara estava vazia.

Restavam apenas as duas cadeiras no centro.

Essa batalha de inteligência terminou com uma meia vitória para cada lado.

A história do Condado de Fengxian, em Jornada ao Oeste, é conhecida por muitas pessoas.

Mas, em sua essência, Fengxian ficava próximo ao Monte Ling, praticamente no quintal do Buda.

Quando o Imperador de Jade decretou que não choveria, realmente não choveu.

Na política, esse tipo de jogada recebe um nome:

colocar alguém em seu devido lugar.

Enquanto Fengxian permanecesse sem chuva, todo o Budismo seria humilhado.

Da mesma forma, se Chen Ran não tivesse cometido o deslize de mencionar a cadeira de ferro, teria conquistado uma vitória completa naquele duelo psicológico, colocando Lin Jiabei completamente abaixo dele.

Isso lhe daria uma enorme vantagem psicológica no confronto que ainda aconteceria dentro da câmara.

Mas Lin Jiabei também percebeu que, se alguém descobrisse a verdadeira natureza de sua habilidade de Sofista, ela ficaria em desvantagem na guerra psicológica.

Por isso preparou aquelas duas cadeiras de ferro.

Seu único objetivo era abalar o estado emocional de Chen Ran e arrancar, nem que fosse à força, uma meia vitória.

…

‘Que lição dolorosa…’

‘Será que um defeito de personalidade é mesmo tão difícil de corrigir?’

‘Mas, depois desta vez… acho que nunca mais cometerei esse erro.’

Chen Ran segurou o pé machucado, consolando-se mentalmente, e caminhou mancando até o centro da câmara.

A disputa psicológica havia terminado.

Nenhum dos dois tinha vontade de desperdiçar palavras.

Sentaram-se nas cadeiras.

Uma forte sensação de tontura tomou conta deles.

…

Chovia torrencialmente.

Um pequeno hotel de beira de estrada, velho e isolado, com dois andares.

No térreo havia um balcão de recepção.

À esquerda, uma geladeira de bebidas.

À direita, um espaço maior com um sofá circular.

Quatro pessoas estavam sentadas nele.

Uma garotinha.

Um velho fumando.

Um jovem musculoso.

E um jovem gordinho.

A garotinha abraçava um ursinho de pelúcia.

Seu rosto inocente estava cheio de curiosidade enquanto observava os três adultos.

O velho tinha dentes amarelados, cabelos ralos e olhos penetrantes.

Seu olhar percorria constantemente o ambiente e, de vez em quando, mergulhava em profunda reflexão.

O jovem musculoso usava uma regata.

Era alto e extremamente forte.

Seu olhar era feroz.

Sempre que encarava alguém, parecia estar avaliando uma presa.

O jovem gordinho permanecia meio deitado no sofá.

Embora não participasse da conversa dos demais, mantinha um sorriso amigável no rosto, parecendo um sujeito extremamente gente boa.

Nesse momento…

A porta do hotel foi aberta com violência.

Um Chen Ran completamente encharcado entrou correndo.

Enquanto ajeitava a roupa, lançou um olhar arrogante para as quatro pessoas sentadas no sofá.

Pá!

Retirou algumas notas do bolso e as bateu sobre o balcão.

“Ei, chefe!”

O velho fumante levantou-se sorrindo e aproximou-se do balcão.

“Um quarto.”

“Com água quente.”

“E rápido.”

Disse Chen Ran com impaciência.

O velho lançou um olhar para a pistola de cor comum presa à cintura de Chen Ran.

Depois escolheu uma chave do chaveiro.

“Quarto 202.”

“É melhor deixar o aquecedor ligado por uns trinta minutos antes de tomar banho.”

“Não precisa fazer cadastro?”

“Aqui no meio do nada não seguimos tantas regras.”

“Que lugar de quinta…”

Resmungou Chen Ran, pegando a chave e subindo as escadas.

Ao passar pelas três pessoas sentadas no sofá, percebeu que todas o observavam.

Como resposta…

Mostrou o dedo do meio para elas.

“Qual é o seu problema?”

O jovem musculoso lançou-lhe um olhar furioso.

“Você sabe muito bem o que isso significa.”

Chen Ran colocou as mãos na cintura.

Sob o casaco aberto, a pistola presa ao cinto podia ser vista claramente.

O musculoso também sacou sua arma e apontou para Chen Ran.

“Eu também tenho uma dessas.”

“É melhor tomar cuidado.”

“Tsc.”

“Como se você tivesse coragem de atirar.”

Chen Ran soltou um sorriso de desprezo e virou-se, seguindo para o segundo andar.

Crash!

Incapaz de disparar a arma, o jovem musculoso descontou sua irritação num vaso de flores.

Deu-lhe um chute.

O vaso caiu e se espatifou no chão.

“Hein… foi um trovão?”

O jovem gordinho, meio adormecido, despertou e perguntou instintivamente.

Nesse momento, o velho aproximou-se do musculoso, entregou-lhe um cigarro e tentou acalmá-lo.

“Calma, irmão.”

“Está caindo uma tempestade lá fora e todos nós estamos presos aqui esta noite.”

“Vamos manter a paz.”

O musculoso aceitou o cigarro.

Mas continuou observando friamente Chen Ran subir as escadas.

Creeec…

A porta do hotel abriu-se novamente.

A cabeça de Lin Jiabei apareceu timidamente pela fresta.

Ela parecia um pouco envergonhada.

Perguntou com cautela:

“Com licença…”

“Ainda… ainda há quartos disponíveis?”

“Tem, tem, claro que tem.”

O velho levantou-se apressadamente e a conduziu para dentro.

As três pessoas no sofá passaram a observá-la curiosamente.

Lin Jiabei permanecia de pé, com os pés juntos e as mãos unidas diante do corpo.

Parecia uma estudante exemplar.

Os três franziram a testa.

Depois de receber a chave do quarto, Lin Jiabei passou rigidamente diante do sofá e correu escada acima, como se estivesse fugindo dali.

“Traz um pacote de tirinhas apimentadas pra mim!”

Foi o jovem gordinho quem falou.

Ele já observava havia algum tempo as tirinhas apimentadas expostas sobre o balcão.

Mas parecia existir alguma restrição que o impedia de pegar qualquer coisa dali sozinho.

“Pega um maço de cigarros pra mim.”

“E uma coca cola pra mim.”

Depois que o gordinho tomou a iniciativa, os outros dois também pareceram libertar-se de alguma restrição invisível e fizeram seus pedidos.

O velho colocou tudo sobre a mesa de centro.

O gordinho não abriu imediatamente o pacote de tirinhas apimentadas.

Primeiro serviu um copo de água quente.

Só então rasgou a embalagem.

Deu uma mordida em uma tirinha.

Em seguida tomou um gole de água fervente.

Que vida boa…

‘Que caipira.’

Percebendo o desprezo estampado nos rostos dos outros três, o gordinho balançou o dedo indicador coberto de óleo apimentado.

“Vocês não entendem.”

“Para mim, esse é um ritual indispensável quando como tirinhas apimentadas.”

“A água quente intensifica a ardência.”

“Uma mordida na tirinha, um gole de água quente…”

“O sabor explode dez vezes mais dentro da boca.”

Os três:

“…”

Incapazes de suportar o cheiro das tirinhas apimentadas, afastaram-se dele um a um.

Pouco tempo depois…

Chen Ran e Lin Jiabei terminaram seus banhos e desceram as escadas, um após o outro, vestindo pijamas.

Os seis reuniram-se no sofá.

Chen Ran olhou para o gordinho, cujo rosto estava completamente engordurado.

Tapou o nariz com os dedos e disse com desprezo:

“Vai comer isso no seu quarto.”

“Por que precisa comer uma coisa dessas num lugar público?”

“É feio de ver e ainda fede.”

“Cuida da sua vida.”

O gordinho respondeu imediatamente.

“Então por que você não reclama deles fumarem em lugar público?”

Enquanto falava, arrancou o ursinho de pelúcia das mãos da garotinha.

Usou o brinquedo para limpar a boca.

Depois limpou as mãos nele também.

Não demonstrava a menor vergonha.

Os olhos da garotinha ficaram imediatamente vermelhos.

As lágrimas começaram a se acumular.

Ao ver aquela cena, os outros quatro franziram a testa.

Olharam para a cintura do gordinho.

Depois para a cintura da garotinha.

Ambos carregavam pistolas de cor comum.

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