Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Capítulo 2

Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Tradutor/Revisor: miggigibe


Roman se recusou imediatamente a acreditar no que via.

Porque o que ele viu…?

O que ele viu fez sua mente entrar em curto-circuito.

Naquele instante, ele implorava, rezava, suplicava para que aquilo fosse apenas um sonho.

Porque como caralhos a namorada virgem dele estava transando por trás, no próprio quarto, àquela hora da noite?!

No instante em que ele chamou o nome dela, os dois se assustaram e se viraram depressa. Tessa arregalou os olhos ao vê-lo e, no mesmo instante, tentou se cobrir com o lençol.

E o cara que estava se divertindo com ela esse tempo todo?

— Monet?

Era um rosto conhecido. E não apenas conhecido.

Era o primo dele.

— Tessa…

Roman sentiu seu mundo desabar, as mãos já tremendo sem controle.

— Roman, eu posso… eu posso explicar — Tessa disse, já tentando implorar.

Quanto a Monet, ele estava tão indiferente quanto seria de se esperar. Apenas encarava Roman com um sorriso torto e instável, sem se dar ao trabalho de dizer uma palavra.

Por que diria alguma coisa, se já sabia que tudo tinha ido para o inferno?

Roman cerrou o punho com tanta força que tentou falar várias vezes, mas os lábios simplesmente não obedeceram.

No instante seguinte, concluiu que sair daquele apartamento era a melhor coisa a fazer.

E foi exatamente o que fez.

— Roman, espera! Roman! Por favor, me escuta!

Enquanto Tessa tentava alcançá-lo, ele saiu correndo, os olhos já úmidos, e foi direto para casa sem olhar para trás.

Ele não conseguia acreditar que havia sido atingido por outro pesadelo. E, daquela vez, era o tipo de coisa que jamais teria imaginado.

Tessa? A pessoa em quem confiara a própria vida não era quem ele pensava. E, como se isso não bastasse, ainda o traía!

— Ela mentiu esse tempo todo… — Roman murmurou, os olhos se estreitando em pura desolação.

Ele havia amado e valorizado Tessa tanto que, certa vez, chegou a faltar às provas de duas disciplinas só para trabalhar e juntar dinheiro suficiente para pagar a mensalidade dela, já que o irmão dela estava nas Badlands naquela época.

Roman ganhou duas belas e reluzentes notas F naquelas disciplinas, e estaria mentindo para si mesmo se dissesse que aquelas notas terríveis não tinham contribuído para seu resultado ruim.

E agora ela fazia aquilo com ele? Em um dia que já estava terrível como o inferno?

Naquele momento, Roman aceitou que aquele era o pior dia de sua vida.


Quando Roman chegou em casa, teve medo de abrir a porta. Sua mente estava inundada pela ideia de levar vergonha e decepção aos pais.

Sua mãe lhe dissera uma vez que se tornar um Desperto seria a cura inesperada para a ruína do pai.

Agora, temia que aquilo só piorasse tudo.

E, justo quando ainda hesitava diante da porta, ouviu o rangido dela se abrindo. A figura que apareceu em seguida foi…

— Irmão!

— Mamãe! O irmão voltou!

Sua única irmã, Evelyn, apareceu de repente e acabou chamando também a atenção da mãe deles.

Àquela altura, Roman não tinha mais escolha além de entrar.

Ao ouvir que o filho havia voltado, ela saiu depressa do quarto para encontrá-lo, o rosto cheio de expectativa e curiosidade.

No entanto, assim que apareceu, parou imediatamente ao notar a expressão dele.

Uma expressão carregada de desalento, tristeza e frustração.

O coração dela falhou uma batida, e ela nem se deu ao trabalho de perguntar pelo resultado.

Com os olhos se enchendo de lágrimas no mesmo instante, balançou a cabeça e correu para envolver Roman nos braços, abraçando-o com força e calor.

— Está tudo bem, meu filho. Está tudo bem — ela disse, soluçando.

Roman soluçava ainda mais forte, e Evelyn, que estava não muito longe dos dois, também se emocionou, porque entendeu perfeitamente o que estava acontecendo.

Seu irmão mais velho havia fracassado, assim como o pai.

— Foi culpa minha… Eu deveria ter…

— Shhh, não diga isso. Nunca foi culpa sua, Roman. Não foi — ela o interrompeu rapidamente, tentando acalmar sua dor, mesmo sabendo o que tudo aquilo significava.

A esperança de recuperar o marido havia desaparecido. E, junto dela, a esperança de ver seu único filho se tornar um Desperto também havia se apagado em um instante.

Ainda assim, isso não significava que ela desistiria do filho ou passaria a enxergá-lo como uma decepção, como muitos pais fariam.

Ela estava pronta para cuidar dele e apoiá-lo naquele momento difícil. No mínimo, ajudaria Roman a construir uma carreira estável ali nas Goodlands, no Mundo, assim como ela fizera.

A mãe de Roman, Tabatha, trabalhava em um Instituto de Pesquisa das Badlands em uma cidade vizinha e, ao contrário do marido, não era alguém completamente inútil. Na verdade, vinha avançando e subindo de cargo. Em três semanas, ela conduziria, junto de sua equipe, uma reunião geral com o Diretor-Geral Adjunto de Assuntos das Badlands para discutir as mudanças estranhas relatadas recentemente pelos Despertos.

Embora fosse uma figura importante em seu local de trabalho, isso não se traduzia em um salário capaz de deixá-la sequer perto da riqueza de um Desperto com apenas um mês de carreira.

Ainda assim, podia dizer com orgulho que ganhava o bastante para cuidar dos filhos e pagar as contas.

Depois daquele breve momento emocional, Tabatha precisou voltar ao quarto para continuar trabalhando. Aquele podia ser um feriado mundial, mas isso não a impediria de continuar diante de seus dispositivos.

Ela era dedicada e esforçada daquele jeito. No fundo, tudo se resumia a descobrir mais sobre as Badlands e receber pelo trabalho que fazia.

Quando entrou no quarto, o marido, já bêbado e sonolento, se mexeu e se virou para ela.

— Hoje… Hoje é o dia do Zênite Vermelho. Roman já voltou da academia? Quais foram os resultados dele? Ele vai ser convocado?

Aquela era a primeira vez, em anos, que o marido falava com ela de verdade. A última conversa real entre os dois havia sido no casamento, e tinham sido os pais dele que o forçaram a se casar depois de perceberem que ele continuaria apenas afundando no próprio fracasso.

Tabatha aceitara se casar com ele porque ele era um homem muito bonito, e porque já o conhecia desde a época da academia.

O estranho era que os dois haviam fracassado. Mas Tabatha seguiu em frente, cursou um programa para não despertos em outra cidade e conseguiu um emprego.

Ela tinha determinação.

Ao ouvir aquela voz fraca, quebrada, ela se encolheu por um instante, mas não tinha resposta para dar.

Não queria dizer a verdade, com medo de que ele enlouquecesse.

— Não, meu amor — respondeu, com a voz tensa e instável. — Roman ainda está na academia. Acho que o anúncio ainda não terminou.

Foi isso que ela disse para fazer aquele homem quebrado voltar a dormir.


Roman, por sua vez, entrou no quarto e se jogou no colchão.

Na pequena TV ao lado, uma mulher falava em um programa especial.

— O Zênite Vermelho começa em trinta minutos e, como especialista, gostaria de dar a todos os jovens prestes a serem convocados algumas dicas importantes que vão ajudá-los a crescer e ter sucesso nas Badlands.

— Escutem com atenção enquanto eu as listo…

Roman encarou a TV com raiva. Por algum motivo, assistir àquilo o irritava mais do que deveria.

— Número um: nunca cace sozinho. Você vai acabar morto, e sabe o que isso significa. Morrer nas Badlands significa morrer aqui também.

— Número dois: nunca aceite morar em um posto avançado. Não é…

CLIQUE!

Roman desligou a TV com raiva, usando o controle remoto, e voltou para a cama. Não via motivo algum para assistir àquilo, porque não entraria nas Badlands, certo?

Ter de assistir àquele programa só alimentaria sua tristeza e frustração.

Naquele momento, dormir parecia a melhor opção.

— Quando eu acordar, o Zênite Vermelho já vai ter acabado.


Poucos minutos depois, a lua se tornou completamente carmesim, e a hora do Zênite Vermelho começou.

Roman tentou dormir, mas o sono não vinha. Ainda assim, continuou tentando.

Tentou mais uma vez, depois outra, até finalmente desistir. Roman se sentou e encarou a janela banhada em vermelho-escuro, imaginando o que devia estar acontecendo naquele exato momento.

Todos os estudantes com maior potencial deviam estar entrando nas Badlands agora. Ele sabia disso.

— Droga, que perdedor eu sou — murmurou para si mesmo antes de tentar dormir outra vez.

E então… justamente quando estava colocando a cabeça no travesseiro…

[Sistema do Domínio Infinito encontrou seu hospedeiro!]

[Sistema do Domínio Infinito iniciou o processo de vinculação com o hospedeiro…]

[Vinculação bem-sucedida!]

[Sistema do Domínio Infinito examinou e reconheceu seu hospedeiro, Roman Rings!]

— Mas que inferno? Que som é esse na minha cabeça? — Roman se assustou, aterrorizado e confuso ao mesmo tempo.

E, enquanto ainda estava em choque, uma interface azul se materializou de repente à sua frente.

[O hospedeiro despertou um Talento de Rank X: Soulmancy!]

[O hospedeiro recebeu um Título: Monarca dos Caídos.]

[O hospedeiro recebeu uma Bênção Lendária: O Poder da Maestria em Todas as Profissões. Você será um Desperto capaz de exercer todas as Profissões!]

[A Chance de Convocação do hospedeiro foi avaliada e considerada digna de pena. O hospedeiro será convocado nos próximos trinta segundos.]

[Contagem regressiva: 30… 29… 28…]

Roman continuou encarando tudo, confuso e sem palavras, enquanto observava a contagem regressiva. Até o último segundo, aquilo ainda pareceu uma pegadinha.

E então…

Primeiro, sentiu o próprio corpo desaparecer. Depois, reapareceu em um lugar completamente diferente.

E, no intervalo entre uma coisa e outra, a frase que ouviu o fez perder o chão.

[Entrante 456100. Bem-vindo às Badlands.]

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