
Volume 2 - Capítulo 7
Livro dos Mortos
Tyron ignorou a fadiga e trabalhou durante a noite. Exauriu sua magika sem parar, examinando ossos, procurando por vazamentos, reparando quaisquer danos que conseguia e tentando descobrir como funcionava o feitiço Armadura de Ossos.
Ele não teve muito tempo para brincar com ela, assim como algumas outras coisas que havia aprendido recentemente. O pouco que conseguiu entender do que recebeu era que poderia usar ossos existentes como uma forma de proteção, mas como de fato era feito? Não fazia muito sentido para ele. Seria capaz de prendê-los a si mesmo, ou aos seus esqueletos? Imaginar esqueletos vestindo ossos sobre ossos era uma imagem estranha.
Seria capaz de fundir os ossos em placas de armadura? Ou talvez pudesse prendê-las aos seus lacaios para absorver danos?
No fim, recorreu aos seus fiéis ajudantes, o caderno e a pena, e começou a transcrever seus pensamentos. Com algum tempo, conseguiu desvendar fragmentos do conhecimento que tinha e começou a conectá-los em uma imagem mais completa. Era um trabalho extenuante e ele se perdeu no rabiscar da caneta no papel enquanto escrevia os sigilos em certas combinações, riscava-os e os escrevia de novo e de novo.
Depois de passar por esse processo várias vezes, foi capaz de progredir muito mais rápido do que no passado. Os pedaços eram diferentes, mas ele tinha muita experiência resolvendo quebra-cabeças nos últimos dias, algumas das estratégias deveriam ser úteis. De vez em quando, ele fazia uma pausa e trabalhava com os ossos, esvaziando sua mente e usando sua magika antes de voltar ao livro para tentar de novo.
De madrugada, já tinha um modelo funcional, embora tenha continuado a trabalhar nele, tentando compreender melhor antes de tentar usá-lo. Havia pouca chance de que conseguisse aprimorar ou ajustar o feitiço com o trabalho de uma única noite, mas ele faria tudo o que pudesse para eliminar o máximo de problemas possíveis.
— A prática leva à perfeição — disse Beory a ele. Ele a havia encontrado brincando com chamas nos dedos na mesa da cozinha durante uma de suas estadias. Ele tinha dez anos de idade? Ou onze? Ela sorriu enquanto observava o fogo dançar, orientando-o com nada além de sua força de vontade. — É tolice usar magia em batalha sem tê-la aprimorado ao máximo. Mesmo atingir o nível máximo não é suficiente, deve ser tão familiar quanto respirar. O mesmo ocorre com sua esgrima. Seu pai pratica todos os dias, apesar de ser o melhor. Por que você acha que ele faz isso?
Como tudo que sua mãe lhe disse, era um bom conselho. Infelizmente, suas circunstâncias atuais impossibilitavam-no de seguir essa sabedoria. Se tivesse tempo, ficaria feliz em refinar suas técnicas ao máximo antes de se colocar em perigo, mas ele não tinha tal luxo. Se essa habilidade pudesse mantê-lo vivo, então ele a usaria, não importava o risco.
Nas horas antes do amanhecer, ele começou a duvidar de si mesmo.
Agora, não deveria estar criando lacaios? Tinha ossos disponíveis, pelo menos podia costurar alguns ossos, elevando seus membros de volta a dez, mas hesitou. Ele queria ver os resultados dos seus testes atuais em sua próxima leva de esqueletos. Dez conjuntos completos de ossos estavam separados e espalhados pelo o segundo andar, acumulando aos poucos uma concentração de Magika de Morte dentro do outro. Assim que estivessem prontos, ele tinha a sensação de que eles se tornariam os melhores lacaios que já criou. Pelo menos, ele esperava aprender algo significativo.
Mas, se os bandidos retornassem enquanto ele esperava, o que ele faria? Não tinha lacaios suficientes para lutar contra vinte homens ou mais, mesmo que fossem fazendeiros e peões antes da ruptura. Incapaz de conter seus medos, ele deixou suas anotações de lado e começou a preparar dois esqueletos.
Apesar da fadiga, o trabalho era familiar e, de uma forma estranha, relaxante. Sentir os ossos, repará-los, prepará-los e depois passar para a costura. Suas mãos dançavam pelo ar enquanto tecia os padrões intrincados necessários para permitir que os mortos-vivos se movessem. Fios de magika conectados às pontas de cada dedo se entrelaçavam e se curvavam entre si enquanto ele trabalhava. Quando os dois esqueletos estavam prontos, realizou o ritual, com seu foco em mãos, as palavras estrondosas saindo de sua boca para mudar a realidade enquanto criava uma contraparte distorcida da vida.
Com dois lacaios prontos, sentiu-se um pouco mais seguro e retornou ao trabalho. Dez esqueletos eram muito melhores do que oito para enfrentar o tipo de número que ele temia que viriam, mas com essa quantidade, poderia ser capaz de repeli-los mais uma vez. Seus feitiços de suporte estavam se tornando um multiplicador de força para seus mortos-vivos e agora tinha uma boa reserva de energia, mesmo mantendo dez deles…
Talvez a Armadura de Ossos amplificasse isso.
Algumas horas depois do nascer do sol, ele começou seu primeiro teste do feitiço. Espalhados pelo chão estavam uma dúzia de ossos, muitos compridos – tíbias, fêmures, rádios e ulnas – embora um bom número de ossos menores estivesse misturados. Ele piscou os olhos algumas vezes, tentando afastar o cansaço que sentia antes de começar a conjurar o feitiço.
A energia começou a fluir de seu corpo para o ar e, depois, se infundir nos ossos ao redor dele. Ele não estava tentando preenchê-los ou uni-los, como fazia ao criar um lacaio; em vez disso, estava conectando-os uns aos outros e entre si. Brilhando com a aura escura da Magika de Morte, os ossos flutuaram pelo ar antes de começarem a se prender ao corpo de Tyron.
Quando o processo foi concluído, o Necromante se inspecionou com uma expressão complicada em seu rosto.
Imbuídos de magia, os ossos adicionavam uma camada de proteção, ele não podia negar. Eles formavam um tipo estranho de armadura que cobria seus braços, peito, costas e coxas. Não estava totalmente coberto, havia lacunas que permitiam a passagem de pontas de flechas se fossem disparadas com precisão. Se alguém pudesse tentar cortá-lo, precisariam cortar pelo menos um osso antes de atingir sua carne.
O feitiço fez o que prometeu… formou uma camada de proteção a partir de ossos… o que era útil. Só que…
— Eu quero mesmo caminhar por aí coberto de ossos humanos? — murmurou para si mesmo.
Além disso, parecia ridículo. Na verdade, deveria mesmo estar se preocupando com isso? Alguns desses ossos pertenciam aos homens que os bandidos empalaram, os homens cujas viúvas ainda estavam aqui na fazenda! O que, em nome dos Divinos, elas pensariam se o vissem? Ele quase desfez o feitiço ali mesmo, mas decidiu não fazer isso, pelo menos queria a opinião de Dove.
— Você parece um idiota, cacete.
— Sim. Eu estava preocupado com isso — disse Tyron, cabisbaixo.
Na verdade, não deveria importar se ele parecesse estúpido, contanto que o feitiço o ajudasse a mantê-lo vivo. Mesmo sabendo disso…
— Calma lá, garoto, não desfaça ainda. Deixe-me dar uma olhada melhor.
Os olhos do crânio brilharam intensamente com o característico roxo escuro enquanto Dove o inspecionava melhor.
— Verdade seja dita, você parece estúpido o tempo todo, então não tenho certeza se os ossos têm muito impacto nisso — disse Dove —, além disso, qualquer ajuda para sobreviver é boa. Não é como se você tivesse uma armadura reserva no seu bolso de trás.
— Meu pai me disse para nunca usar armadura para a qual nunca treinei — disse Tyron hesitante —, então, eu nunca me incomodei em usar alguma.
— Bom conselho — resmungou Dove. — E o peso pode dificultar para conjurar feitiços. Como está o peso dos ossos?
— Eles são surpreendentemente leves, para ser honesto — o Necromante levantou e baixou os braços, experimentando. — Mas quanta proteção eu terei com isso? Ossos são legais e tudo, mas eu não espero que parem uma espada.
— Não os subestime. Para começar, há magika envolvida, então eles provavelmente foram fortalecidos pelo feitiço. Talvez possamos ser capazes de tratar ou preparar os ossos antes de conjurar o feitiço. Esta é a primeira vez que você usou a técnica, então não se desanime muito.
O Invocador fez observações pertinentes, e Tyron olhou para si mesmo com outros olhos, tentando imaginar quão efetivo esse feitiço poderia ser com mais investimento.
— Quanta energia está consumindo para mantê-lo?
— Uma quantia considerável — admitiu Tyron —, não que eu não tenha suficiente, mas parece ineficiente.
Acima de quase tudo, ele tinha que ser eficiente com a magika que tinha disponível. Precisava ter o máximo de lacaios possíveis, e ele tinha que garantir que eles lutassem da melhor forma possível. Tudo isso consumia energia arcana e, não importava o quanto tivesse, nunca parecia suficiente. Descobrir maneiras de desperdiçar menos magika ocupava grande parte do seu tempo ao aprimorar feitiços, e talvez continuasse a fazê-lo no futuro.
— De novo, não se estresse muito com isso — aconselhou Dove. — Podemos aprimorá-la com o tempo e um pouco de proteção é melhor do que nada. Você também consegue usar isso nos esqueletos.
— Provável que sim, mas o custo é muito proibitivo no momento.
— Pode haver outros caminhos a serem explorados no futuro. Por ora, você deve passar um pouco de tempo, se tiver algum disponível, desenvolvendo esse feitiço. Tudo isso será em vão se você morrer.
Tyron acenou a cabeça, mas depois hesitou.
— Ainda assim… Eu não me sinto confortável vestindo ossos humanos… sei que é útil, mas…
— Garoto, seria um sinal assustador para caralho se de repente você se sentisse bem caminhando com pedaços de pessoas mortas magicamente presos ao seu corpo. Seria assustador e repugnante. Eu faria isso? Não, nem em um milhão de anos. Nem por todos os peitos em todos os reinos, mas você? Você está desesperado, o que tende a limitar suas escolhas. Não é ideal, mas acho que terá que se acostumar a essa ideia. Com um pouco de sorte, qualquer idiota com quem nos deparemos pode achar que seu amor por cadáveres te deixou louco e fugir assim que o vir.
— Improvável…
— Tudo é possível.
Houve uma batida na porta, e os dois congelaram por um instante.
— Esses… não são os maridos delas, são? — sussurrou Dove.
— Sim, com certeza são! — sibilou Tyron.
— Oh… merda. Isso é… Eu vou dormir.
A luz começou a se desvanecer das órbitas do crânio.
— Dove, não ouse!
— Há algumas coisas que não suporto ver. Esta é uma delas. Boa sorte.
Tyron praguejou baixinho enquanto o brilho desaparecia. A batida soou de novo e sua mente raciocinou, pensando em uma forma de evitar que tal cenário acontecesse.
‘Talvez eu deva permanecer em silêncio? Mas e se fosse importante? Eu poderia me dar ao luxo de…’
A decisão foi tomada por ele quando a maçaneta da porta começou a girar.
Sem mais alternativas, ele saltou para frente para segurar o outro lado da maçaneta e impedir a porta com o pé.
— Ah, olá — gaguejou ele. — Eu… uh… não acho que você deva entrar agora. Estou… testando magika.
Foi tão ruim que ele teve que revirar os olhos. Certamente poderia ter pensado em algo melhor do que isso.
— Oh. Sinto muito, eu não queria interrompê-lo…
A voz do outro lado da porta era suave e hesitante, uma que ele não reconheceu. Talvez alguém com quem ele nunca falou. Houve um silêncio por alguns instantes, enquanto Tyron permanecia de pé, apoiado contra a porta para impedir que fosse aberta.
— Sim? — perguntou ele. — Aconteceu alguma coisa?
— Ah. Sim. Annette me enviou. E-Eu ia te contar que um dos meninos avistou pessoas… da janela sul.
Sua voz tremia com medo enquanto falava e Tyron quase podia sentir os pensamentos dela se afastarem das memórias que não queria tocar.
— Vá e tranque o prédio — disse ele, tentando soar confiante. — Vou dar uma olhada e ver se eles querem conversar. Ninguém vai te machucar.
— O-obrigada!
A presença se afastou com passos trêmulos enquanto Tyron soltava a maçaneta devagar. Ele engoliu em seco. Era muito cedo. Os esqueletos escadas acima ainda não ficariam prontos por mais algumas horas. Apostou que ficariam prontos a tempo, e parecia que havia perdido. Ele xingou.
‘Muito ganancioso, seu idiota. Sempre ganancioso demais. Devia ter jogado pelo seguro.’
Ao menos ele escutou seus instintos o suficiente para ressuscitar mais dois lacaios. Considerou acordar Dove, mas decidiu que não tinha tempo. Com esse pensamento, invocou os esqueletos enquanto se preparava para sair. Com a espada embainhada no cinto e com um contingente armado de esqueletos, Tyron abriu a porta para o lado de fora do quarto. Com sorte, as viúvas e as crianças estariam ocupadas trancando seus prédios, mas ele preferia não ser visto por elas se pudesse evitar. Não havia necessidade de traumatizar as crianças mais do que já foram traumatizadas.
Ele caminhou ao redor da fazenda até que chegou ao lado sul. Não era difícil avistar o grupo se aproximando; na verdade, eles não fizeram qualquer esforço para se esconder. Havia apenas cinco deles, o que era um alívio. Se quisessem atacar de imediato, teriam trazido todos de uma vez.
‘Ou então mandaram os outros pelos outros lados.’
Apesar de terem sido arrasados e pisoteados pelas criaturas das fendas, os campos ao redor da fazenda ainda estavam repletos de lugares para se esconder entre as plantações. Poderia haver milhares de homens ali fora e ele nem saberia. Tyron franziu a testa e enviou cinco lacaios para o pátio. Não apenas para proteger os outros, mas para vigiar suas costas. Ele não queria ser cercado sem um caminho de retirada.
Ele observou com atenção à distância enquanto os cinco continuavam a avançar pela estrada, apenas para piscar quando eles pararam a centenas de metros. Ele esperou que se aproximassem mais, mas eles não se moveram.
‘Parecem querer que eu vá até eles.’
Ele estava disposto a se comprometer até certo ponto. Caminhou em frente, com seus lacaios à sua frente, até que cobriu metade da distância entre eles, então parou.
Os dois lados se avaliaram por um tempo.
Tyron não fez tentativas de esconder o que era. Os esqueletos não vestiam capuzes ou capas, e ele podia ver o desconforto no rosto dos homens enquanto olhavam para seus mortos-vivos. Também notou que não gostavam muito de olhar para ele. Por um instante, não conseguiu entender o porquê, então lembrou-se de que ainda estava coberto de ossos humanos. Dove estava certo.
Em contraste, os cinco homens diante dele não pareciam tão impressionantes. Roupas humildes e sujas cobriam seus corpos bronzeados, típicos de trabalhadores rurais. Deles, apenas o da frente se destacava. Mais confiante do que os outros, ele estava com um polegar enganchado na frente do macacão e um chapéu sobre a cabeça, escondendo parte de seu rosto.
— Por acaso, algum de vocês se chama Monty? — gritou Tyron enquanto quebrava o silêncio desconfortante.
— Sim, esse sou eu — sorriu o homem na frente — quem deveria ser você, rapaz?
Tyron ignorou a pergunta e o leve insulto.
— Davon mandou cumprimentos — disse ele.
Monty levantou a sobrancelha.
— Ele está vivo?
— Não.
O Necromante deu um tapinha nos ossos, protegendo seu peito.
— Embora, de certa forma… eu sinta como se ele estivesse comigo. Entende o que quero dizer?
O homem sorriu antes de se inclinar para frente e cuspir no chão.
— Você é uma peça e tanto, não é, rapaz? Andando na nossa frente, desrespeitando os restos mortais do nosso amigo.
Tyron percebeu seu erro enquanto o líder dos bandidos falava, pois o medo ainda existia nos olhos dos outros, mas agora também havia raiva.
— Não sei se isso é um insulto ou um elogio vindo do estuprador e assassino, Monty.
— Ah, agora isso pode ser justo, afinal, é verdade. Eu quebrei a lei, todos os rapazes quebraram, e seremos enforcados por isso, se os marechais nos pegarem.
Olhos azuis como lascas de gelo brilhavam sob a sombra do chapéu.
— Mas isso é algo que temos em comum, rapaz. Algo me diz que a magika que você fez com os mortos não é bem vista. Parece que podemos estar em uma situação semelhante, no que diz respeito às testemunhas.
Tyron acenou a cabeça. Compreendia o que aquela escória queria dizer, afinal, os bandidos não permitiram que as mulheres e as crianças sobrevivessem, caso contrário seriam presos e mortos assim que a ordem retornasse. Eles sempre planejaram matá-las e, em seus olhos, Tyron pretendia fazer o mesmo. Afinal, ele não poderia esconder sua passagem com todas aquelas testemunhas vivas, e que Mago Sombrio suportaria isso?
A diferença entre Tyron e os bandidos, no entanto, era que eles poderiam falar com os marechais e se submeter ao ritual de Status. A menos que cada um deles tivesse sido estúpido o suficiente para aceitar uma subclasse ilegal, eles poderiam ter a lei ao seu lado, algo que ele nunca teria. Cerrou os dentes. Se estivesse vinte metros mais perto, teria disparado um Raio Magiko e tentaria arrancar a cabeça do homem.
— O que você quer, Monty? Fale logo — ele fingiu uma atitude desinteressada.
O antigo trabalhador rural abriu os braços, com uma expressão afável no rosto.
— Ficaríamos felizes se você decidisse ir embora. Deixe as aldeãs e garantiremos que não terão muito o que dizer à lei. Em troca, ficaremos de boca fechada. Não precisamos assustar os marechais sobre mortos andando.
‘Em outras palavras, sair daqui e deixá-los restabelecer seu pequeno pedaço de paraíso, então eles matariam todos e prometeriam não me dedurar.’
Era uma besteira, claro. Eles não teriam razão para cumprir sua palavra e apenas o emboscariam na estrada quando ele tentasse ir embora. Além disso, Tyron havia decidido que defenderia algo, e isso não era uma dessas coisas.
— Deixe-me ser claro — disse ele com um tom frio — se querem essa fazenda de volta, se querem aquelas mulheres e crianças de volta, então venham e as tomem. Tragam todos que vocês têm e morram como a escória humana covarde que vocês são. Terei o prazer de arrancar a carne de seus ossos e enviar suas almas uivantes para o abismo antes que eu os ressuscite para servir ao meu propósito.
Ele se inclinou para frente e cuspiu na estrada à sua frente antes de se virar e voltar para a fazenda.
— Tem certeza de que é isso que você quer? — disse Monty, olhando para suas costas. — Não precisa morrer agora!
Ele não respondeu, não havia nada a dizer. Com sorte, esperava que eles lhe dessem tempo suficiente para preparar suas defesas. Se aguardassem até o anoitecer… talvez Yor quisesse passar um tempo com esses cavaleiros.
…