
Volume 1 - Capítulo 5
Livro dos Mortos
Ele acordou depois de uma quantidade indeterminada de tempo, com uma dor de cabeça pulsando contra suas têmporas. Sua boca estava seca, sentia-se todo machucado e confuso.
‘O que aconteceu? Estou de ressaca?’
Ele gemeu e estremeceu, enquanto levantava seu copo e lentamente começava a se recompor. Estava completamente escuro e sua magika estava quase esgotada.
— Luz. — Respondeu com a voz rouca.
Quando a luz surgiu e iluminou os arredores suas memórias o inundaram.
‘O zumbi! Onde ele está?!’
Ele se ajoelhou, seus olhos escaneando freneticamente a tumba fechada apenas para descobrir que Myrrin havia caído de volta em seu caixão. Apenas para ter certeza, ele passou suas mãos sobre si mesmo para assegurar que não foi comido. Quando não encontrou marcas de mordida em sua carne e todos os seus dedos ainda estavam presos ao seu corpo, suspirou de alívio. Enquanto estabilizava sua respiração e esperava que seu coração parasse de bater forte em seu peito, voltou sua mente para o que havia dado errado.
A resposta veio depois de um instante. Ele havia usado toda sua magika para ressuscitar o zumbi, o que significava que quando o seu novo servo tentou se mover, ele drenou suas reservas, as quais estavam vazias, e ele desmaiou devido ao esforço. Sem uma energia fonte, o feitiço se desfez, fazendo com que seu amigo caísse inerte mais uma vez. Seu alívio só durou o suficiente para ele perceber que não tinha ideia de quanto tempo ficou desmaiado. Ele correu até a porta e a abriu para descobrir que a escuridão da noite ainda pairava sobre o cemitério. Ele suspirou de alívio. Não podia ter desmaiado por mais de uma hora. Isso era bom.
Exausto e com dor, ele reuniu suas coisas e reempacotou sua mochila antes de sair do mausoléu, acorrentando a porta e passando a fechadura para passar a impressão de que nada havia mudado. Com isso feito, retornou para o túmulo aberto da sua vítima e passou mais duas horas preenchendo-o e disfarçando seu trabalho com o melhor da sua habilidade. Não ficou ótimo, qualquer coisa além de uma inspeção superficial revelaria que algo ocorreu aqui, mas era o melhor que ele poderia fazer agora. Trabalho terminado, cambaleou de volta para a cidade e entrou pela porta dos fundos de sua casa. Mesmo que as comemorações barulhentas tivessem acabado neste ponto e a maioria das pessoas de Foxbridge estivesse na cama, de acordo com o relógio, eram quase quatro da manhã. Mal consciente, Tyron se despiu e se limpou mecanicamente, a água fria não estava fazendo nada para aliviar sua sonolência, antes de colapsar na cama e apagar.
Ele acordou ao meio-dia sentindo-se um pouco melhor do que quando foi para cama. Dor muscular assolava seus braços, ombros e lombar a cada vez que se movia ao se levantar da cama. À medida que sua melancolia desaparecia, sentiu uma vontade poderosa de Avaliar seu status e ver o que recebeu de noite passada, mas ele resistiu. Correu um risco enorme ontem à noite e, por enquanto, parecia que havia se safado. Ele precisava se acalmar e se acomodar antes de tomar qualquer decisão. De acordo com o relógio, dormiu pouco mais de oito horas. Não o suficiente para recuperar seu sono, mas o suficiente para refrescar a mente. Visitaria seu tio para comer antes de voltar. O problema era que, o que ele deveria dizer a Worthy quando ele inevitavelmente perguntasse sobre sua Classe?
A verdade? Impossível. As chances do seu tio compartilhar a mesma atitude despreocupada em relação às Classes ilegais assim como seu famoso irmão eram quase nulas. Havia ainda menos chance de ele ficar feliz com Anátema. Não importa o quanto quisesse confiar em sua família, Tyron sentia que não valia a pena o risco. Se estivesse errado, depois de revelar a verdade, não haveria como voltar atrás e nenhuma chance de escapatória. Tyron ainda poderia acabar tendo que renunciar à sua Classe, mas só faria isso se ele esgotasse todas as outras opções disponíveis. Ele queria manter seu destino em suas próprias mãos o máximo que conseguisse. Então, o que ele deveria dizer? Só poderia mentir. Machucaria ter que mentir para sua família, especialmente para sua tia e tio que cuidavam dele há tanto tempo, mas era a única forma que poderia manter suas atividades acobertadas. Ele fingiria que recebeu uma Classe entediante e atribuiria seu comportamento a estar depressivo.
Com seus planos feitos, saiu de casa e seguiu a rua até a Pousada Steelarm.
— Aí está você! — Ouviu-se um cumprimento exuberante assim que passou seu pé pela porta.
Uma sala comum lotada foi revelada quando Tyron entrou, os muitos viajantes que vieram para a cerimônia almoçavam e curavam sua ressaca, antes de registrarem suas Classes e irem para casa. Com tantos clientes, a única forma para o seu tio ter o avistado com tanta rapidez seria se ele ficasse observando constantemente a porta.
— Ei, tio! — Ele chamou por cima da conversa, indo até a cozinha.
— Ah, não, não! — Worthy abaixou os copos que estava preenchendo atrás do bar e correu para a porta para bloquear o sobrinho. — Mal te vi desde ontem de manhã, rapaz. Vamos conversar antes que você desapareça de novo!
As palavras eram sérias, mas havia um brilho nos olhos do seu tio que revelava sua alegria.
Tyron fingiu dar de ombros, resignado.
— O que você precisa, tio? Só estava indo pegar algo para comer e voltar para casa.
— Casa? — Seu tio piscou, surpreso.
Tyron podia dormir em casa e podia fazer isso quando quisesse, mas raramente o fazia. Bem, se ele queria evitar a multidão e o barulho fazia sentido. A pousada estava barulhenta desde noite passada e, se quisesse dormir, provavelmente não conseguiria aqui.
— Sua tia e eu só estamos preocupados, rapaz. Não escutamos muito de você depois do Despertar e nós- — Escrituário.
— Não queremos… uh, o quê?
— Sou um Escrituário. — O garoto deu de ombros. — Consegue imaginar? O filho de Magnin e Beory Steelarm é a porra de um Escrituário.
Worthy quase cambaleou e não conseguiu esconder o choque em seu rosto.
— O quê? Rapaz, tem certeza?
Seu sobrinho olhou para baixo e acenou em confirmação, indisposto a olhar nos olhos do tio.
— Só quero conseguir um pouco de comida e ir para casa, tio. Pode conversar com a tia Meg para mim?
Worthy se recompôs e colocou a mão no ombro do garoto na tentativa de confortá-lo.
— Claro, rapaz. O que você precisar. Pode se sentar e não precisa se preocupar com nada. Quando seus pais chegarem em casa, nós resolveremos isso.
Ainda encarando o chão, Tyron assentiu e passou pelo tio para encontrar um assento no canto da sala comum, em uma mesa quase vazia. Era mais difícil mentir para seu tio do que pensava e, honestamente, teve sorte de ter se safado com isso. Alguém com tanto Carisma como Worthy era extremamente adepto às situações sociais, mesmo sem levar em consideração suas habilidades de nível alto. Se não tivesse ficado chocado, sem dúvida teria percebido que algo estava errado com o filho do irmão.
Ansioso para evitar mais contato com sua família, ele deslizou pelo assento na mesa e fez seu melhor para parecer miserável. Não queria interagir com ninguém, se pudesse. Era uma pena que as circunstâncias não o permitissem.
— Elsbeth? É você?
Sentada no assento à sua frente, havia uma pessoa deitada sobre a mesa, com os cabelos espalhados em uma poça dourada e desgrenhada. A figura soltou um longo gemido antes de levantar a cabeça, e Tyron se viu encarando os olhos turvos de sua amiga.
— O que foi? Tyron? Não tão alto, por favor.
Tyron piscou. Ela estava obviamente de ressaca.
— Elsbeth, o que aconteceu com você noite passada?
— Noite passada? Eu saí com Laurel… e Rufus. — Tyron notou a leve hesitação na voz dela e a cor que subiu em suas bochechas quando ela mencionou o recém-nomeado Espadachim.
— E obviamente ficou bêbada. O que diabos aconteceu? Você não é assim, Beth.
Ela piscou para ele como uma coruja antes de franzir a testa.
— O que você sabe de qualquer forma? Você deveria estar aqui conosco. O que aconteceu com você, hein?
Ele se inclinou para frente e sussurrou.
— Eu tinha meus próprios problemas para resolver, certo? Não podia sair com vocês.
Não, ele teve que profanar um túmulo e roubar os restos mortais de um membro respeitado da comunidade. Dentro do mausoléu trancado de outro membro respeitado da comunidade. Ele sentiu um pouco de amargura surgir dentro dele.
— Por que você iria me querer aqui de qualquer modo? Tem certeza de que eu não apenas ficaria no caminho?
Ela arregalou os olhos.
— O q-O quer dizer? É claro que eu quero você aqui. — Ela disse, com a voz rouca a cada palavra.
Ele reprimiu suas emoções e cerrou sua mandíbula. Ele não se importava. Não tinha tempo para lidar com seus amigos e os problemas deles.
— Você está de ressaca. Coma alguma coisa e beba água, então volte a dormir. Se você quiser conversar, então daí eu conversarei.
Então, ele se levantou e foi para o canto oposto, onde se sentou com suas costas voltadas para ela. Recusou-se a se virar e não viu a expressão de choque que se transformou em raiva, antes que Elsbeth juntasse suas coisas e saísse da estalagem. Estava tudo bem. Contato que Tyron se recusasse a entregar sua Classe, então não havia motivos para se apegar aos seus antigos amigos. O que quer que tivesse acontecido antes, não tinha mais nada a ver com ele, disse a si mesmo.
Em breve, seu tio veio com uma jarra de água limpa e um prato cheio de pernil de cordeiro fumegante e vegetais da primavera. Ele colocou os dois na mesa sem dizer nada, parando apenas para despentear o cabelo do garoto antes de suspirar e voltar para o trabalho, seu corpo se movendo com uma facilidade mecânica.
Não havia um único Steelarm em sua memória que não tivesse recebido uma Classe de combate. Beory havia declarado com certeza que seu filho seria um Bruxo. O que aqueles dois tolos errantes diriam quando descobrissem que seu filho era um trabalhador de escritório impotente? Claro, ele poderia receber outras Classes, inclusive revogar a primeira e se esforçar para receber outra, mas era um atraso enorme sem garantia de sucesso. Ele ouviu os mesmos rumores que Magnin ouviu como um aventureiro, que desistir da sua Classe Primária inicial significava mediocridade para quase todo mundo. Ele tinha tantas esperanças naquele garoto. O que havia dado errado?
Enquanto seu tio ponderava melancolicamente, Tyron comeu. A culinária da tia Meg realmente havia ascendido a um novo patamar e ele devorou a comida, parando apenas para engolir água. Estava faminto, era verdade, mas também precisava ir para casa checar seu Status e estava queimando de curiosidade.
Depois de terminar a comida e a água, ele empurrou sua cadeira para trás e saiu com pressa da pousada, sem querer permanecer na cena da sua farsa. Mentir para as pessoas que cuidaram dele pela maior parte da sua vida não parecia certo e deixou um gosto amargo em seu estômago. Ele correu para casa, sem prestar atenção em ninguém por quem passou na rua, fechando a porta atrás dele assim que entrou.
Ele queria assegurar que não havia nenhuma testemunha para o ritual, então, para não correr riscos, correu até a sala de tesouros e colocou todos os materiais necessários no chão antes de se sentar. A sala de troféus era onde seus pais armazenavam os vários itens que lhes chamavam atenção em suas aventuras. Ela não possuía janelas e tinha uma porta muito forte, perfeita para o objetivo dele. Tecnicamente, nem ele deveria ter a chave, mas a encontrou ao mexer nas coisas do seu pai há alguns anos, enquanto eles estavam fora. Para o jovem Tyron as coisas armazenadas da sala eram tesouros maravilhosos, restos de poderosas criaturas da fenda, monstros e armas encantadas que brilhavam com luz. Agora, ele as via da mesma forma que seus pais, lembranças do passado, irrelevantes para o futuro. O fato de terem trazido isso de volta era tão fora do comum para eles que ele acabou se perguntando por que eles haviam feito isso.
O ritual de Avaliação de Status era simples, tão simples que nem havia uma descrição de Habilidade ou Feitiço para ele. O mais idiota dos bandidos de beco poderia realizá-lo, assim como o mago mais brilhante. Tudo o que era necessário era uma superfície plana e uma gota de sangue. Tyron furou seu polegar com um alfinete e o pressionou contra o centro de uma folha de papel que havia preparado. Ele falou as palavras de poder e estremeceu enquanto seu sangue fluía para a página, formando por si só letras e números pelo poder do ritual. Após alguns segundos, seu Status estava pronto.
…
Eventos:
Suas tentativas de serem furtivo aumentaram sua proficiência.
Seu estudo do Feitiço Ressuscitar Mortos aumentou sua proficiência.
Você examinou um cadáver. Avaliação de Cadáveres aumentou sua proficiência.
Você ressuscitou um Morto-Vivo com sua primeira tentativa. Ressuscitar Mortos alcançou o Nível 2. Necromante alcançou o nível 2. Você recebeu + 2 de Inteligência, +1 de Constituição, +1 de Sabedoria e +1 de Manipulação. Novas Escolhas disponíveis.
Você agradou a Escuridão ao assumir seu papel. Os Sombrios estão impressionados com sua profanação de uma tumba consagrada dos seus inimigos. A Corte Carmesim está satisfeita com a transformação de um ancião querido em uma criatura da morte. O Abismo está satisfeito com sua fome por maestria arcana . Anátema alcançou o nível 2. Você recebeu +2 de Inteligência, +2 de Constituição e +2 de Força de Vontade. Novas Escolhas disponíveis.
Nome: Tyron Steelarm
Idade: 18
Raça: Humana (Nível 10)
Classe:
Necromante (Nível 2)
Subclasses:
1. Anátema (Nível 2)
2. Nenhuma.
3. Nenhuma.
Talentos Raciais:
Nível 5: Mão Firme.
Nível 10: Coruja Noturna.
Atributos:
Força: 12
Destreza: 11
Constituição: 18
Inteligência: 23
Sabedoria: 19
Força de Vontade: 17
Carisma: 13
Manipulação: 11
Postura: 13
Habilidades Gerais:
Aritmética (Nível 5) (Máx)
Caligrafia (Nível 4)
Concentração (Nível 2)
Culinária (Nível 1)
Funda (Nível 3)
Esgrima (Nível 1)
Furtivo (Nível 1)
Seleções de habilidades disponíveis: 2
Habilidades de Necromante:
Avaliação de Cadáveres (Nível 1)
Preparação de Cadáveres (Nível 1)
Feitiços Gerais:
Globo de Luz (Nível 5) (Máx)
Sono (Nível 4)
Raio Magiko (Nível 1)
Feitiços de Necromante:
Ressuscitar Mortos (Nível 2)
Mistérios:
Modelagem de Feitiços (Inicial): INT +3, SAB +3
Necromante Nível 2. Por favor, escolha um feitiço adicional:
Reparação da Carne – Repara carne morta.
Costura Óssea – Costure ossos e juntas.
Anátema Nível 2. Por favor, escolha uma habilidade:
Comunhão das Trevas – Implore intercessão para os Sombrios.
Apelo à Corte – Tentativa de comungar com A Corte Escarlate.
Perfure o Véu – Procure orientação do Abismo.
…
Tyron sentiu-se tonto quando a escrita terminou de se formar. Tinha muita diferença do seu último Status!! Ele havia crescido como um indivíduo neste mundo, pelo menos, e a escrita na sua frente era a evidência desse crescimento. Sentiu uma onda de adrenalina quando percebeu que havia subido de nível duas vezes graças aos seus esforços de noite passada. A alegria feroz que o dominou varreu todos os resquícios de culpa que sentia devido às suas ações. Em seu lugar agora ardia uma fome que só poderia ser saciada se ele continuasse no caminho em que estava. Olhe para seus atributos! Assim que completou o ritual, seu corpo começaria a mudar para acomodar suas novas habilidades, uma experiência que todo jovem ansiava antes do seu Despertar. Finalmente, ele estava ficando mais forte!
Mas primeiro ele precisava ler através dos vários eventos e fazer suas escolhas. Ambas as Classes o garantiram uma escolha no nível 2, um benefício inesperado. Ele franziu enquanto lia as descrições do aumento de nível da Anátema. Isso tocava em coisas com as quais ele não queira se associar depois de receber sua Classe. Claramente, a Classe Anátema estava associada com três entidades ou organizações separadas, e ele havia satisfeito todas as três com suas ações.
O problema era que Tyron que nunca ouviu falar de nenhuma delas. As únicas Divindades que conhecia eram os Cinco Divinos, que estavam representados na tumba que invadiu. Aparentemente, os “Sombrios” se opunham às Divindades? Um Panteão separado?! E pensar que ele nunca ouviu falar de tal coisa. A Corte Escarlate pedia por sangue e sacrifício, e ficaram satisfeitos quando ele profanou o corpo de Myrrin. Ele não tinha ideia de quem ou o que eles eram, mas soava ameaçador. Por último, o Abismo. Conhecimento proibido? Maestria arcana? Ele também não conseguia adivinhar quem eram.
Entretanto, parecia que seria forçado a fazer uma escolha. Ele lidaria com isso depois. Primeiro, faria sua escolha de Habilidade Necromante.
Reparo de Carne ou Costura Óssea.
Ele sabia pelos seus estudos que era possível voltar mais tarde e escolher qualquer Feitiço que não escolhesse agora, mas nem sempre era o ideal. Para ele, a escolha era simples. Embora as descrições fossem vagas, poderia deduzir um pouco. Reparo de Carne permitiria que ele reparasse magikamente a carne apodrecida de um cadáver com o objetivo de produzir um zumbi mais poderoso. Apesar de magikamente fortalecido, um zumbi ainda precisava de um pouco de carne para realizar seu trabalho, e quanto melhor a condição, mais poderoso o zumbi.
Costura Óssea, por outro lado, era um bilhete para um tipo novo de Morto-vivo: esqueletos. Diferentes dos zumbis, esqueletos não precisavam de carne e, em vez disso, exigiam muito mais magika e preparação. A menos que estivesse enganado, este Feitiço permitiria que preparasse ossos para que pudessem ser animados com o feitiço Ressuscitar Mortos. Como esqueletos eram muito mais poderosos do que zumbis (sem mencionar que fediam menos), a escolha era óbvia para Tyron. Ele usou seu polegar para marcar com seu sangue ao lado de Costura Óssea.
Então, contemplou as três escolhas que Anátema lhe presenteou. Ele desejava que pudesse pesquisar os três grupos antes de se comprometer, mas não podia, ele precisava escolher agora ou renunciaria à escolha. Chutou-se mentalmente. Ele deveria ter feito sua pesquisa no instante que teve a chance, então poderia estar mais bem armado com conhecimento do que estava agora. Não tinha ninguém além de si mesmo para culpar por sua ignorância.
‘Nunca fuja do conhecimento, Tyron seu tolo!’
Com o braço relutante e pesado, Tyron marcou ao lado de Perfure o Véu. Sem nenhuma informação, nenhuma escolha era tão boa como a próxima. A menção dos segredos e da magika foi suficiente para atraí-lo. Esperava que não se arrependesse da sua escolha.
Assim que a seleção final foi feita, ele terminou e, pela segunda vez em poucos dias, desmaiou.
…