
Capítulo 830
Getting a Technology System in Modern Day
"Agora que entreguei a decisão do imperador, podemos avançar para a troca de pedras de mana. Assim que isso estiver resolvido, abordaremos os demais assuntos", afirmou Lanesra.
Imediatamente, hologramas apareceram na frente de cada representante do Concílio Astral. Cada exibição era visível apenas para a pessoa a quem se destinava e mostrava o total de pedras de mana preparadas para sua civilização, correspondendo à cota previamente acordada.
Os representantes começaram a inserir os detalhes dos materiais que trouxeram para a troca. As telas se atualizavam instantaneamente, com o número de pedras de mana variando conforme a quantidade e a qualidade dos materiais oferecidos, mostrando exatamente quantas pedras poderiam receber em troca.
……………
"HAHAHAHAHAHAHAHAHA!" A risada do representante Zelvora ecoou pela rede mental, chamando a atenção de todos conectados a ele, que olhavam para o holograma visível na rede.
"O que foi, senhor?" perguntou um dos indivíduos no link mental, curioso com a razão do estalo de risos.
"Praticamente estamos recebendo essas pedras de mana de graça", respondeu ele, de modo safado, com o olhar fixo na lista de materiais que havia inserido para a troca.
"Eles descobriram um dos recursos mais valiosos da galáxia, têm-no em abundância, e estão trocando por bens básicos quase sem valor", acrescentou com um tom de descrença. "Essa é a maldição da ignorância—mergulhar no comércio com adversários sem compreender totalmente seu sistema de valores ou o valor real de seus recursos."
Ele ainda não conseguia entender direito. Estavam prestes a adquirir uma quantidade enorme de pedras de mana—recursos que normalmente exigiriam uma disputa intensa entre civilizações para serem obtidos. E, no entanto, em poucas horas, estavam prestes a receber cem vezes o que normalmente conseguiriam em um ano, por menos de um décimo do que gastariam normalmente. A mera ideia fazia-o delirar de felicidade pela sorte que tinham.
"Infelizmente, isso não vai durar muito. Logo eles vão perceber e aumentar os preços", comentou outro indivíduo na rede mental, com um tom de leve decepção ao imaginar a perda de uma oportunidade tão vantajosa.
"Sim, mas quão rápido eles descobrirem ou conseguirem essa informação depende totalmente de nós", respondeu o representante, com tom calmo e calculista. "Se conseguimos esconder bem isso, podemos prolongar essa vantagem por bastante tempo. Quando chegar a hora, já teremos reservas suficientes para suportar quaisquer protestos ou problemas que possam tentar. E, assim, continuaremos negociando com eles enquanto tínhamos vantagem."
Enquanto falava, completou a entrada dos materiais para a troca, e o sistema aprovou a operação, restando apenas a última etapa—a transação propriamente dita. Sua confiança era clara, sustentada na crença de que sua visão de futuro e a sutileza garantiriam seus lucros contínuos.
"Eles não vão declarar guerra", afirmou outro na rede mental, com tom calmo, mas carregado de uma leve decepção. "Com as pedras de mana que vamos ter em mãos, vamos conseguir mobilizar uma quantidade bem maior de frotas do que na última vez. Além disso, eles não podem simplesmente parar de vender pedras de mana por muito tempo. Estão obrigados pelo juramento de mana a continuar vendendo para nós, e suas boas relações com o Concílio Astral dependem disso. Se quebrarem o acordo, ficariam expostos—nenhuma restrição os protegeria das ações dos membros do Concílio, e todas as regras relacionadas ao seu império permaneceriam suspensas até cumprirem o que prometeram. Isso já seria suficiente para dissuadi-los de uma retaliação forte."
"No momento em que quebrarem o acordo, podemos recusar a voltar a ele e exigir um novo—um que nos seja ainda mais favorável", acrescentou, embora sua voz revelasse uma ponta de resignação. Percebeu que o império provavelmente não tomaria medidas drásticas, o que significava que sua civilização—e o próprio Concílio—provavelmente nunca teria a oportunidade de tomar de fato o sistema estelar rico em mana. Seus ganhos continuariam limitados à compra de pedras de mana baratas, ao invés de adquirir ou controlar totalmente parte do sistema estelar, uma perspectiva que ele achava menos satisfatória.
"Mas o cronograma depende totalmente de quanto tempo eles levam para decifrar o conhecimento dos Trinairianos e usar a tecnologia nele embutida", apontou o conselheiro que os acompanhava, com tom ponderado, mas cauteloso. "Se os Trinairianos fraquejarem com a pressão, ao verem outras civilizações aumentarem suas cotas enquanto eles não podem, até entregarem as chaves de decifração, isso dará ao império um caminho claro para obter esse conhecimento. Uma vez que o tenham, poderão finalmente acessar a Conclave mais facilmente e obter as informações que estamos explorando."
"Também há risco de alguma civilização revelar essa informação ao império em troca de termos vantajosos", continuou. "Podem pedir aumento na cota de pedras de mana, manter os baixos preços atuais, ou usar isso como uma forma de romper a retaliação do império, que retém a cota, oferecendo algum benefício. Alguns podem até enxergar nisso uma oportunidade de se aproximar do império, pensando em fortalecer laços."
As palavras dele deixaram a rede mental em silêncio tenso, enquanto todos refletiam sobre a situação delicada. Embora manter o segredo do conhecimento fosse benéfico para todas as civilizações envolvidas, ficou claro que nem todos agiriam em uníssono. A possibilidade de explorar esse conhecimento como uma arma contra o império poderia levar uma civilização a trair as outras. Assim, ela se beneficiaria consideravelmente enquanto prejudicava seus rivais—uma oportunidade tentadora demais para ser ignorada. Essa era a falha inerente de uma organização como o Concílio, onde a ausência de liderança centralizada permitia que cada membro buscasse vantagem pessoal, tentando ainda assim manter os demais sob controle.
"Convoco uma reunião imediatamente após esta terminar", finalmente disse o representante Zelvora, quebrando o silêncio pesado na rede mental. Ele tinha uma solução em mente e queria apresentá-la aos demais. Se seu plano falhasse, estaria pronto para recorrer à pior das opções disponíveis. Seu tom carregava o peso da importância da decisão, e a urgência era clara para todos que ouviam."