
Capítulo 798
Getting a Technology System in Modern Day
Os minutos passaram rapidamente para os espectadores, que fixaram o olhar em Aron, sentado imóvel na mesma posição meditativa por mais de quinze minutos. Rumores e especulações corriam soltos dos dois lados, alimentados pela curiosidade e pela tensão no ar.
Para os da Imperial, a consenso era que Aron estava em realidade virtual, provavelmente reunido com familiares ou figuras importantes. Muitos discutiam quem ele poderia estar conversando, imaginando se ele estaria acalmando entes queridos preocupados ou planejando a próxima batalha.
Já os espectadores da Conclave Astral nutriram uma mistura de ansiedade e fascínio. Questionavam se Aron estava se recuperando para o combate que se aproximava, intensificando seu foco e clareza mental, ou se sua recuperação da luta anterior ainda não tinha sido concluída, e ele ainda estava no processo de cura.
Porém, suas conjecturas deixaram de importar quando Aron abriu os olhos com cinco minutos restantes no período de espera. Calmo e deliberado, ele retirou os óculos da cabeça, colocando-os de volta na gaveta. Seu próximo movimento provocou suspiros entre o público ao se aproximar de um cilindro dourado colossal, bem maior e mais colorido que os recipientes usados anteriormente.
Este novo cilindro, grande o suficiente para conter o que parecia ser mais de uma tonelada de líquido, exalava uma presença quase régia com seu brilho dourado cintilante. Era evidente para todos que observavam—cidadãos do Império e membros da Conclave Astral—que este recipiente era especial.
Com destreza treinada, Aron desprendeu o cilindro de seu suporte, que imediatamente saiu da arena. Os espectadores ficaram hipnotizados. Já sabiam que o líquido no seu interior era nanomáquinas, mas o volume astronômico e a apresentação cerimoniosa do recipiente sugeriam algo extraordinário. Novas especulações surgiram enquanto a contagem regressiva para sua próxima luta continuava.
Restando apenas dez minutos (incluindo cinco para os preparativos finais) antes do combate decisivo, a expectativa atingia seu ápice. Não era apenas mais uma luta—era o teste supremo, o duelo que daria uma medida mais definitiva do verdadeiro poder do Imperador.
Se Aron saísse vitorioso, sua força seria comparável às mais altas classes, até mesmo às lendárias Xor'Vaks—uma civilização conhecida por sua força incomparável. Uma derrota, por outro lado, o colocaria no nível da elite real Xor'Vak, uma façanha notável por si só.
No entanto, independentemente do resultado, um fato era inegável: Aron já conquistara seu lugar como uma força da natureza monstruosa. Sua jornada até esse auge, toda realizada de forma independente, sem mentor ou guia, era uma prova de sua determinação e potencial. Essa realização o tornava ainda mais aterrorizante.
Agora, com o conhecimento e a experiência básicos adquiridos ao longo do caminho, a possibilidade de desbloquear totalmente seu potencial pairava no horizonte, projetando uma sombra sobre todos que ousassem desafiá-lo futuramente.
Os cinco minutos restantes transcorreram em silêncio carregado de uma expectativa elétrica, cada segundo mais próximo do clímax deste evento monumental. Finalmente, a voz do árbitro A.I. quebrou o silêncio, anunciando a entrada do próximo guerreiro na arena.
Quando o escudo de proteção se abriu, Aron ergueu a cabeça, com o olhar afiado e cheio de expectativa. O que quer que estivesse vindo, ele sabia que seria formidável. Os Xor'Vaks não decepcionavam.
Ao invés de uma entrada habitual de nave, uma figura colossal atravessou o portal como um borrão, movendo-se com uma velocidade tamanha que o ar ao redor parecia ondular. Assim que atravessou a atmosfera da arena, um estrondo sônico ensurdecedor ecoou pelo espaço, um testemunho da velocidade de sua chegada.
Mesmo enquanto se aproximava do chão sem diminuir a velocidade, não havia sinal de desaceleração. A combatente manteve seu ímpeto impressionante até o último instante, aterrissando com um impacto que sacudiu tudo. A parada abrupta do movimento de alta velocidade para uma imobilidade completa criou um som semelhante a uma explosão, lançando poeira e destroços por toda parte.
A arena ficou momentaneamente obscurecida pelo caos de sua chegada, a força bruta de sua entrada deixando claro seu poder e sua intenção de intimidar. Aron permaneceu imóvel, sem recuar, seus olhos se estreitaram enquanto observava a poeira lentamente se dissipar, pronto para enfrentar o que estivesse por vir.
Conforme o pó se assentava, uma figura de majestosidade e intensidade indescritíveis emergiu. Dois olhos profundos, como estrelas, estavam fixos em Aron, seu olhar penetrante parecendo tentar dissectá-lo, como se buscasse decifrar os segredos de seu ser. Contudo, havia uma indubitável pontada de frustração em sua expressão—ela não conseguia enxergar através dele.
Sua forma imensa dominava a arena, remetendo à presença mítica de um dragão, como descrito no folclore humano, especialmente na versão ocidental. Seu corpo era uma mescla de força bruta e elegância, cada movimento uma prova de sua experiência em combate.
O que mais chamava atenção eram suas escamas brancas como mármore polido sob as luzes da arena. A condição impecável de sua armadura natural desafiava as expectativas, uma clara contradição à fadiga e às cicatrizes que um guerreiro experiente geralmente carregaria. Parecia que ela carregava suas batalhas na alma, não no corpo.
Ela abaixou um pouco a cabeça, seu olhar firme enquanto a cauda agitava o solo, gerando vibrações suaves no chão. Uma mensagem silenciosa, porém evidente, radiava de sua presença: ela estava ali para dominar, e Aron logo enfrentaria o desafio final.
Aron permaneceu firme, com um comportamento calmo e resoluto, como se a provocação não tivesse peso contra sua determinação inabalável. Sua decisão de continuar na luta não foi tomada de leve. Abandonar sem testar o verdadeiro poder dos Xor'Vaks não só mancharia sua imagem, mas também comprometeria a posição do seu império. O pior de tudo era que abandonaria a tecnologia de buraco negro—um recurso de valor incalculável.
As apostas eram altas demais para ceder sem lutar. Aron sabia que essa tecnologia era um divisor de águas, não apenas em poder, mas também como uma ferramenta estratégica. Se os Xor'Vaks avançassem ainda mais nessa tecnologia, poderia desequilibrar tudo de formas difíceis de prever ou neutralizar. O império ainda não tinha desenvolvido contramedidas capazes de acompanhar esses avanços.
A tensão silenciosa entre eles foi quebrada quando a princesa guerreira Xor'Vak, Seraphina, finalmente falou, sua voz profunda e carregada de força ecoando pela arena.
"Imperador Aron, você provou ser digno da arrogância que demonstrou durante as negociações," começou, com tom formal e neutro. Apesar das palavras contidas, uma corrente de frustração e raiva transparecia, revelando suas emoções reais. "Como punição por nos subestimar, recebi ordens do Grão Xor'Vak, líder de nossa raça, de me render."
Essa declaração chocou plateias de ambos os lados. Foi um evento inimaginável. Seraphina—orgulho dos Xor'Vaks, uma princesa guerreira de poder incomparável—tinha sido ordenada a ceder sem sequer lutar.
Por um momento, o silêncio tomou conta, enquanto o peso de suas palavras se instalava, até que uma série de suspiros, murmúrios e incredulidade se espalharam pelo público.
Mas o que realmente capturou a atenção de todos foi a reação de Aron. Sua postura calma e calculista se quebrou ao exclamar, em choque: "O QUEEEEE????????!!!!!!!!!!!!!!!!!"
A incredulidade em sua voz refletia o sentimento de todos ali presente. Nadinha poderia prever esse desfecho—nem mesmo após a tensão, as apostas e a força dessa disputa. Pela primeira vez, o imperador impassível parecia verdadeiramente desorientado.