
Capítulo 797
Getting a Technology System in Modern Day
Assim que a luta foi oficialmente declared encerrada, Nova agiu sem hesitar. Ela immediately despachou a nave de recuperação, equipada com um medipod, para buscar o corpo do combatente Trinarian. Ao mesmo tempo, garantiu que Aron pudesse rearmar-se com um novo conjunto de nanomáquinas. Pela primeira vez, esse processo estava sendo feito de forma aberta, marcando uma mudança significativa.
Antigamente, as nanomáquinas eram consideradas tecnologia de classificação reservada, cujo uso era estritamente mantido em segredo. No entanto, esse segredo foi quebrado inadvertidamente quando Nova as utilizou para cobrir o corpo exposto de Aron durante um momento crítico, priorizando sua dignidade em vez de confidencialidade. Assim, apesar de a tecnologia permanecer envolta em mistério, sua existência agora era oficialmente reconhecida, embora sem revelar detalhes adicionais.
Aron pegou um pequeno cilindro da nave e o abriu, revelando uma substância líquida dentro. Derramando na própria mão, a substância se comportou de forma estranha, desafiando a gravidade ao começar a se espalhar por seu corpo. Ela se ajustou e se reestruturou de maneira fluida, formando uma vestimenta completa—camisas, sapatos e meias—todas perfeitamente adaptadas a ele. Com sua modéstia restaurada, moveu-se até outro cilindro, desta vez com um design mais elaborado.
Repetindo o procedimento, as novas nanomáquinas se espalharam por seu corpo, mas ao invés de formar roupas casuais, transformaram-se na mesma armadura que ele usara durante suas batalhas anteriores. A armadura se materializou em toda a sua imponência, pronta para o combate, como se sempre tivesse feito parte dele.
Aron abriu seu equipamento e puxou um par de óculos, um item imediatamente reconhecível por todos os cidadãos do Império, independentemente de sua localização. Esses óculos, símbolo de tecnologia avançada, dispensam apresentações. Sem hesitar, ele os colocou na cabeça, fazendo com que as nanomáquinas se deslocassem para permitir sua passagem, integrando-se perfeitamente à armadura praticamente impenetrável.
Satisfeito com sua preparação, Aron assumiu uma posição de descanso, com uma postura serena e deliberada, reminiscentes de um monge meditando. Fechou os olhos, exalando uma aura de calma concentrada que contrastava marcadamente com a intensidade da batalha anterior.
…………
[Simulação em Realidade Virtual]
"Estou bem, estou bem—e você, que tal se acalmar?" Aron falou suavemente, com a voz firme enquanto fazia círculos de conforto nas costas de Rina. Ela se agarrou a ele com tanta intensidade que parecia que nunca iria soltar, seu abraço ao mesmo tempo protetor e esmagador.
"Você não faz ideia do quanto eu fiquei preocupada," sugeriu Rina, com a voz trêmula, misturando alívio e frustração. "Parecia que você tinha morrido lá fora! E, mesmo assim, você não surrender!" Embora sua raiva fosse evidente, ela não era direcionada a Aron, mas a alguém completamente diferente.
Nova, a suposta alvo da ira de Rina, apareceu próxima, em sua projeção humanóide. Sua expressão permanecia calma e controlada, enquanto oferecia sua explicação.
{Senhora, não pude fazer nada naquele momento sem correr o risco de interferir no protocolo de recuperação que já havia sido iniciado,} disse Nova, com tom equilibrado e ao mesmo tempo arrependido. {Estava monitorando-o de perto. Caso surgisse qualquer perigo de vida, eu tinha medidas contingenciais preparadas. As naves estavam prontas para romper o escudo e retirá-lo, embora isso resultasse na perda imediata da batalha.}
Nova fez uma pausa breve antes de continuar, cuidadosamente elaborando uma versão convincente para ocultar o envolvimento do sistema. {Infelizmente, durante a fase de recuperação, certas operações exigem que meu acesso seja limitado. Era uma precaução necessária, embora tenha restringido minha capacidade de intervir mais cedo.} Suas palavras misturavam verdade e engano de forma a tranquilizar Rina, enquanto protegiam o segredo do papel do sistema.
Rina, ouvindo a explicação de Nova, não respondeu imediatamente. Em vez disso, inclinou a cabeça, ainda pressionada contra o peito de Aron, para olhar para ele em busca de confirmação. Aron percebeu um lampejo de dúvida nos olhos de Rina e uma leve frustração na projeção de Nova, não podendo evitar uma risada diante da situação. Sua risada quebrou a tensão, amenizando um pouco o clima.
Apesar de o momento ajudar a aliviar o humor, não dissipou completamente a preocupação de Rina. Sua voz ficou mais suave, com tom de súplica enquanto enterrava seu rosto ainda mais fundo no peito dele. "Você não pode disputar a próxima batalha? Você já conquistou a maior parte das vitórias há muito tempo. Não precisa lutar contra ela."
Suas palavras carregavam emoção, ciente de que estava pedindo algo que ia além de seus direitos como esposa. Aron não era apenas seu marido—ele era o imperador de um vasto império com mais de dezoito bilhões de cidadãos distribuídos por dois sistemas estelares. Seus deveres muitas vezes carregavam mais do que desejos pessoais, especialmente em situações como esta, onde uma única decisão poderia garantir benefícios monumentais ao seu povo. Apesar de compreender tudo isso, Rina não conseguiu deixar de perguntar, sabendo que as probabilidades estavam ainda mais favoráveis agora, com apenas uma luta restante.
Aron soltou um suspiro suave, passando os dedos delicadamente pelos cabelos dela antes de responder. "Devo fazer isso?"
Rina levantou a cabeça de repente, quase colidindo com seu queixo. Aron inclinou-se instintivamente para trás na hora certa para evitar o impacto. Sua expressão de descrença, com os olhos bem abertos, encontrou seu olhar tranquilo. "Sério? Você vai mesmo fazer isso porque eu pedi?" ela perguntou, com a voz surpresa e carregada de esperança.
"Se realmente quiser que eu deixe de disputar a próxima luta, eu vou," disse Aron, com tom sincero. "Não há necessidade de correr riscos desnecessários, já que conseguimos a maior parte do que queríamos."
Rina olhou nos olhos dele, procurando qualquer sinal de brincadeira ou falsidade. Mas tudo o que encontrou foi a sinceridade inquestionável no olhar dele. Ele não estava brincando—ele realmente queria dizer isso. Uma enxurrada de emoções tomou conta dela: felicidade por ele considerar seu pedido com tanta profundidade, e culpa por ter pedido algo que poderia comprometer os ganhos a longo prazo do império.
Seu rosto suavizou enquanto ela abaixava novamente a cabeça, sua voz carregada de sentimentos contraditórios. "Por mais que eu queira que você pare, deixarei a decisão a você. Seja qual for sua escolha, estarei ao seu lado."
"Tudo bem, eu vou pensar a respeito e decidir," respondeu Aron suavemente, enxugando as lágrimas que ainda escorriam pelo rosto de Rina devido ao choro anterior.
Ele suspirou e acrescentou: "Mas primeiro, preciso ver a Mamãe, o Papai, Henry, Felix e a Sarah—e também acalmar todos eles."
O peso do dia caiu sobre ele, ao perceber que aquela era só a primeira de várias respostas emocionais. Sua família e amigos certamente estavam abalados pelo que testemunharam, e era sua responsabilidade tranquilizá-los também. Só depois de aliviar seus medos e acalmar suas preocupações poderia focar na decisão de sua próxima batalha.
Felizmente, a aceleração do tempo na simulação universal lhe proporcionou uma pausa. Sem ela, os apenas vinte minutos entre as lutas não teriam sido suficientes para consolar cada um de seus amigos e familiares, que, sem dúvida, estavam igualmente, se não mais, traumatizados pelo que tinham visto. Aron mentalmente se preparou para o que viria a seguir, ciente de que esse era mais um aspecto de suas obrigações—não como imperador, mas como filho, irmão, marido e amigo.