Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 805

Getting a Technology System in Modern Day

Os lábios de Seraphina se curvaram numa sorriso largo e triunfante, um sorriso que ela não tentou esconder. Ela finalmente havia conseguido o que queria—uma chance de recuperar sua liberdade.

— Agora você finalmente fala a minha língua — ela disse, com um tom de satisfação na voz ao aceitar o desafio dele sem hesitar, sem sequer parar para pensar nas implicações.

No entanto, Aron rapidamente moderou seu entusiasmo. — Mas não agora. Preciso fazer alguns preparativos—medidas que nos permitirão lutar com força total, sem nos preocupar com terceiros vendo ou ouvindo o que acontece depois — explicou.

Seu sorriso desapareceu instantaneamente, substituído por uma carranca de irritação. O atraso era uma reviravolta indesejada, pois significava que sua oportunidade de garantir a liberdade seria adiada.

— Você está enrolando pra ganhar tempo? Me acha idiota? — ela retrucou, com uma voz afiada e suspeita. — Você entende que uma luta entre nós liberará uma quantidade enorme de energia, visível a distâncias enormes? Como exatamente você pretende esconder isso? Está planejando me transportar para outro sistema estelar só pra resolver isso?

Seu tom não deixava margem para evasivas, seu olhar penetrante deixando claro que ela não tinha paciência para atrasos desnecessários.

— É por isso — Aron disse, estendendo a mão enquanto Nova lhe entregava um par de óculos elegantes. Seraphina franziu o cenho desconfiada, com uma expressão carregada de ceticismo. Ignorando a reação dela, Aron jogou casualmente os óculos na direção dela. Desta vez, ela os pegou sem incidentes, ajustando sua força para lidar com objetos frágeis humanos.

— Tenho certeza de que vocês já me viram usar algo assim antes — disse Aron, com tom calmo e sereno. — É só colocar, e você encontrará as respostas às suas perguntas. — Enquanto falava, Nova ativou um holograma que exibia Aron usando os óculos, ilustrando o processo.]^1

Seraphina franziu as sobrancelhas, claramente insatisfeita por não receber uma resposta direta. Mas sua curiosidade foi maior. Relutantemente, ela colocou os óculos, sua curiosidade superando sua irritação.

— Por que nada acontece? Ele está me enganando? — ela murmurou baixinho, ao perceber que os óculos pareciam não fazer nada após ela os ter colocado. Seus olhos imediatamente se emparelharam com os de Aron, pronta para exigir uma explicação.

Mas o que ela viu não foi Aron—nem algo remotamente esperado. Em vez disso, ela se viu no meio de um campo vasto de vegetação vidrada, onde a grama brilhava com um tom de verde de outro mundo que se estendia até onde a vista alcançava.

Seu entorno não permaneceu estático por muito tempo. A grama começou a se mover, transformsando-se em plantas e flores que ela reconhecia do próprio sistema estelar dela. A descrença de Seraphina cresceu ao perceber que aquelas eram flores raras—tão escassas em sua civilização que seu valor equivalia ao seu peso em mana pura. Agora, cobriam toda extensão de sua visão, florescendo vibrantes como se zombassem de sua escassez.

Impossibilitada de conter sua curiosidade, ela se abaixou e tocou uma das flores. A princípio, a sensação era estranha—faltava a autenticidade tátil que ela esperava. Mas, pouco a pouco, o retorno sensorial foi ficando mais convincente, borrando a linha entre ilusão e realidade. Ainda assim, era lento o suficiente para seu instinto afiado perceber a enganação.

— Isto é uma ilusão — ela percebeu, montando rapidamente um quebra-cabeça na mente. Instintivamente ativou os protocolos defensivos de sua espécie contra os Zelvora, uma raça conhecida por seus poderes de distorção da realidade. Porém, por mais que ela ativasse suas defesas ou piscar-se várias vezes, sempre voltava ao mesmo campo hipnotizante.

— Acho que caí em uma das suas táticas sujas — disse Seraphina, com veneno na voz, as mãos cerradas com força. — Sou uma tola por confiar em você, por pensar que você é alguém honrado. — Apesar das palavras, sua determinação de escapar não vacilava.

— Eu não fiz nada disso — veio uma voz calma de trás dela. Aron surgiu do nada, com expressão impassível diante de suas acusações. — Estava apenas respondendo à sua pergunta.

Seraphina virou rapidamente para encará-lo, com um olhar cheio de suspeita e raiva. Aron continuou antes que ela pudesse responder, gesticulando para o entorno.

— Isto — ele disse, apontando para o campo vasto — é onde nossa luta acontecerá. Uma realidade virtual capaz de replicar cada detalhe do mundo com perfeição. Aqui, podemos garantir que ninguém nos observe, e todas as lesões—até mesmo a morte—não terão consequência alguma. Você pode morrer quantas vezes quiser e ser ressuscitada tranquilamente.

Ele fez uma pausa, estudando seu rosto. Os olhos dela denunciavam a desconfiança, e a linguagem corporal refletia frustração. Aron percebeu, com os óculos analisando seu estado mental, que ela ainda nutria dúvidas. Sua mente fervilhava com a possibilidade de ser apenas mais uma ilusão elaborada, semelhante às manipulações dos Zelvora.

Sem querer provocá-la ainda mais, Aron estalou os dedos, e uma tela gigante surgiu no ar diante dela. A tela mostrava uma explicação detalhada da simulação universal em que estavam, com diagramas e exemplos de funcionamento para esclarecer tudo.

— Isso deve responder às suas dúvidas — disse Aron, recuando um pouco para lhe dar espaço. — Tire um tempo para ler. Você verá que nada aqui é fabricado para enganar você—apenas um ambiente neutro e controlado, onde podemos resolver as coisas sem interferências.

Alguns minutos depois, Seraphina quebrou o silêncio, com a voz calma, mas distante, como se sua mente estivesse longe do momento presente. — Quanto tempo você precisa?

Aron olhou para ela, notando a mudança de postura antes de responder. — Levaria cerca de uma semana para entender e calibrar o sistema completamente. Esse prazo inclui garantir o funcionamento perfeito para indivíduos que não sejam humanos. Atualmente, temos amostras de diferentes espécies e dados cerebrais suficientes para ajustar nossos algoritmos, adaptando-se às diversas estruturas cerebrais de várias civilizações — explicou, intencionalmente citando o limite superior do prazo para considerar possíveis atrasos na melhoria do sistema.

— Certo — ela respondeu de forma seca, mudando seu foco para o campo de flores ao redor. Havia uma mudança perceptível em sua expressão—algo claramente preso na sua mente.

Quem soubesse o que tinha acontecido naquele espaço virtual poderia adivinhar o que ocupava seus pensamentos, mas dificilmente perceberia a direção da sua reflexão. Apesar de Seraphina pertencer a uma raça que venerava a força acima de tudo, sua inteligência e estratégia não poderiam ser subestimadas.

Ela precisava compreender as implicações da tecnologia de Aron—o que poderia significar se ela fosse realmente usada ao máximo potencial.

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