Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 802

Getting a Technology System in Modern Day

"Seraphina", começou Aron, com a voz firme mas carregada de autoridade, "não sou seu inimigo — a menos que você escolha fazer de mim um. Entendo sua raiva, sua frustração. Você perdeu o controle de uma situação que acreditava estar sob seu comando. Mas essa crise não foi obra minha — você está aqui porque seu líder decidiu sacrificá-la. O que estou oferecendo não é uma corrente — é uma oportunidade."

Seus olhos afiados se estreitaram, a intensidade do olhar constante, mas ela permaneceu em silêncio. Aron se inclinou para frente, seu olhar também inabalável ao encontrar o dela.

"Você pode continuar resistindo, desafiar os limites do juramento de mana e suportar dores sem necessidade. Ou..." Ele fez uma pausa, deixando as palavras pairarem como um desafio. "Você pode escolher transformar essa situação em algo que sirva a ambos. Sua força, sua percepção — não quero suprimir isso. Muito pelo contrário. Quero que eles sejam refinados, amplificados e usados de forma significativa."

Ele apontou para a mesa, onde Nova ainda fazia preparativos finais silenciosamente. "Já garanti que esse arranjo respeite sua dignidade. O que ofereço não é só sobrevivência — é uma oportunidade que outros na sua posição desejariam. A questão, Seraphina, é se você está disposta a reconhecer seu valor e reivindicá-lo."

O silêncio envolveu o Coliseu enquanto Seraphina processava as palavras de Aron. Ele não tentou apressá-la, contente em deixá-la decidir por seus próprios meios. A paciência calma que exalava contrastava fortemente com a tensão no ar. Sua postura era deliberada — esse era o caminho mais fácil, e se falhasse, várias outras alternativas ainda estavam à sua disposição.

Após vários minutos, Seraphina finalmente quebrou o silêncio. Seu tom era ácido, suas palavras carregadas de desprezo. "Planos dos fracos não passam de tentativas inúteis de insetos de evitar seu destino inevitável. Olhe ao redor — as consequências dessa fraqueza são claras. Seus planos não significam nada para mim, a menos que você prove que tem força. Dignidade e respeito vindos dos fracos são vazios — eles só os oferecem porque não têm escolha, com medo de serem dizimados se se desviem do caminho. Então me diga, Aron, qual valor tem seu respeito para alguém como eu? Mostre-me por que eu deveria sequer pensar em devolvê-lo."

Aron colocou suavemente a xícara de chá sobre a mesa, com uma expressão inescrutável. "Bem," disse casualmente, "não há mal em tentar primeiro a abordagem educada."

Sem aviso, ele liberou sua mana num torrent, inundando o Coliseu com sua presença esmagadora. A força foi tão intensa que se tornou visível a olho nu, tremulando e girando em ondas tangíveis de poder. A mudança foi instantânea — o próprio ar parecia vibrar de energia, pesado e opressivo.

Os olhos de Seraphina se arregalaram de choque, sua compostura habitual destruída. Momentos antes, ela tinha desprezado as palavras de Aron com escárnio, mas agora a magnitude de sua mana a deixou estupefata. O Coliseu, agora repleto de energia, poderia ter alimentado um buraco de verme da grandeza que trouxe eles até aqui.

O coração de Seraphina, antes cheio de raiva pela suposta covardia de Aron e a traição do ancião Xor'Vak, vacilou ao sentir uma fagulha de medo. A quantidade imensa de mana emanando de Aron era algo que ela nunca tinha encontrado antes. Sua mente corria, calculando os possíveis estragos que ele poderia provocar com um poder tão esmagador.

No entanto, fiel à sua herança de guerreira, Seraphina recusou-se a ceder. Ela se endireitou, preparando-se para o que fosse inevitável. Enquanto o juramento de mana a impedia de atacar primeiro, ela decidiu esperar, poupando sua força para um contra-ataque perfeito. Se Aron lhe desse até mesmo uma pequena abertura, ela a aproveitaria, atingindo com precisão antes que o juramento pudesse reagir. A dor que suportara antes por desrespeitá-lo ainda estava fresca na memória; ela não queria provocar uma punição de intensidade maior.

Mas antes que pudesse analisar os movimentos de Aron para prever seu próximo passo, uma muralha gigante surgiu do nada. Ela a cercou por completo, formando uma barreira luminosa que não deixava espaço para escapar. A rapidez com que apareceu surpreendeu, e seus olhos se arregalaram ao perceber o que acontecia.

Sem perder tempo, Seraphina agiu. Bateu suas asas com força extrema, canalizando a energia de sua raça em uma propulsão poderosa. Apontou para a seção mais próxima do escudo, com a intenção de destruí-lo pela força bruta.

BAM! RACHADUA!

A colisão reverberou pelo ar enquanto sua velocidade era instantaneamente neutralizada. Em vez do som triunfante de um escudo se partindo sob sua força, ela se viu recuando de uma barreira imovível.

Seraphina mal teve tempo de processar o que acontecia: a superfície do escudo, até então considerada impenetrável, começou a infligir uma enxurrada de perturbações espaciais em miniatura. Cada distúrbio rasgava suas escamas formidáveis, fracturando seus padrões intricados e deixando a pele sensível exposta a danos adicionais. As escamas, normalmente sua defesa mais confiável, desintegraram-se em contato, obrigando-a a levantar-se rapidamente no ar para fugir de uma exposição prolongada.

O espanto era evidente em seu rosto. Pela primeira vez, a confiança infalível que ela carregava parecia vacilar. Até mesmo alguém com uma fração de sua inteligência percebia que ela estava tendo dificuldades para compreender o que acontecia.

"Graças ao ataque absorvido pelo guerreiro triniano," a voz de Aron cortou a tensão, calma como de costume, observando suas reações. Ele fez um gesto vago em direção às escamas descartadas, agora espalhadas pelo chão da prisão que se aproximava.

O olhar de Seraphina se voltou rapidamente para ele, carregado de acusação e irritação, enquanto ele prosseguia. "Então é por isso que suas escamas não mostraram danos visíveis." Seu tom parecia apenas uma constatação, observando seu corpo lutar para eliminar as escamas danificadas e substituí-las por novas. O processo era mais lento do que ela gostaria, e era claro que sua regeneração não estava acostumada a danos tão persistentes.

"Como você fez isso?" ela exigiu, a voz carregada de incredulidade e raiva quase contida. No entanto, a ira total que tinha há instantes parecia ter diminuído, substituída por uma curiosidade titubeante.

Aron deu um leve encolher de ombros, sem demonstrar expressão definida. "Não fiz nada. O mana espacial que alimenta o escudo é responsável por tudo. Os ataques que você sente não são golpes deliberados, mas os efeitos residuais naturais da energia espacial saturando o escudo. Por isso está levando tempo para perfurar suas escamas — não foi projetado para atacar, apenas para existir."

Apesar do tom calmo da sua voz, Aron estava bem longe de ser passivo. A prisão, que antes era um cubo de mana cintilante, começava a diminuir. Lentamente, mas de forma perceptível, as seis paredes se fechavam ao redor de Seraphina, forçando-a a encarar a realidade de sua captura.

"Então," continuou Aron, sua voz tranquila com uma ponta de comando, "você vai se transformar voluntariamente, ou eu tenho que forçá-la?" A expressão dele fixada na dela, inabalável, como quem a desafiasse a se rebelar ainda mais.

Seraphina lançou um olhar para a prisão se fechando, suas garras se flexionando e o rabo se mexendo de frustração. As paredes pulsavam com energia espacial, uma lembrança constante de sua desvantagem. Pela primeira vez, a princesa de uma das Quatro Clãs Reais Xor'Vak parecia incerta sobre qual seria seu próximo passo.

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