Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 759

Getting a Technology System in Modern Day

O acordo foi assinado rapidamente, pois todas as proteções e possíveis explorações já haviam sido negociadas antes mesmo de apresentarem as demandas principais. A juramentação do voto de mana e a assinatura do contrato de mana foram concluídas em menos de uma hora após o entendimento.

Essa resolução ágil os conduziu diretamente à próxima fase: definir o formato da luta e estabelecer o que configuraria uma vitória por maioria.

"Como são realizadas essas lutas no Grande Conselho?" perguntou Aron a Liasas.

"Normalmente envolvem dois indivíduos lutando até a morte ou até que um deles desista. Embora haja algumas restrições quanto às armas que cada lado pode usar, não há limites para as habilidades de cada um."

Essas batalhas costumam acontecer em terra, e duvido que vocês permitiriam que entrássemos no sistema estelar para essas confrontações", ela explicou, observando que esse formato era praticado principalmente pelos Vlathorins e pelos Xor'Vak, embora outros ocasionalmente também participassem de lutas semelhantes, desde que obedecessem às regras do Grande Conselho, sob certas condições.

"Não, ninguém entrará no sistema estelar até que essa situação seja resolvida", ele respondeu de forma seca, antes de perguntar: "Mas realmente é necessário que essas lutas aconteçam em um planeta?"

"O que quer dizer? As lutas precisam ser presenciais e geralmente são feitas em um planeta. Podem ser realizadas em uma lua ou em uma grande estação espacial com atmosfera, mas nossos sensores ainda não detectaram nenhum desses locais na região", respondeu Liasas, ainda tentando entender se ele estava sugerindo algo que ela não compreendia. "Existem locais ocultos aqui?"

"Podemos transformar um asteroide de 100 quilômetros de diâmetro, cobri-lo com um escudo, instalar um gerador de gravidade e preenchê-lo com mana para criar uma atmosfera. Essa seria uma área de batalha onde ninguém teria vantagem injusta, certo?" propôs ele com entusiasmo.

Liasas quase teve os olhos saltando ao ouvir a sugestão de Aron. Embora a parte técnica de transformar um asteroide fosse gerenciável — muitos membros do Grande Conselho poderiam realizá-la em tempos diferentes — a ideia de encher um espaço tão grande de mana era assustadora. Fazer isso sem um propósito específico equivalia a queimar uma fortuna enorme.

Seria preciso cerca de um quarto da mana necessária para ativar a tecnologia de buraco de minhoca, o que poderia empobrecer a economia de um membro mais fraco do Conselho.

"Você entende o quão caro é encher uma área desse tamanho com mana suficiente para uma batalha, certo? Está sugerindo que vocês serão os responsáveis por fornecer a mana?" perguntou ela, com um tom de incredulidade. Sabia que mana era abundante nesse sistema estelar, mas vê-los agir como se fosse algo comum ainda era algo a que precisava se acostumar.

"Sim, forneceremos a mana", respondeu o negociador com suavidade, "mas em troca, a gravidade no campo de batalha deve ficar em 1g. Todo o restante será preparado em conjunto para evitar manipulações."

"Podemos concordar com isso", disse Liasas imediatamente, ansiosa para evitar atrasos que pudessem transferir a responsabilidade de fornecer a mana para o seu lado.

"Agora que definimos o local da luta, vamos aos combatentes. Cada civilização enviará apenas um representante ou vários combatentes poderão participar?" perguntou Aron, com tom firme.

"Quanto mais combatentes cada civilização enviar, mais complicado fica o negócio", explicou Liasas. "Além disso, isso forçaria seu lado a colocar mais participantes, o que seria injusto dado o seu vantagem numérica. Por isso, sugerimos que cada civilização envie apenas seu melhor."

Porém, seu lado poderá trazer mais de um combatente, até o total de nossos participantes, para igualar as forças."

"O que exatamente quer dizer com 'até o total dos seus candidatos'?" perguntou Aron, buscando entender melhor.

Liasas respondeu de forma tranquila: "Quer dizer que, se vocês tiverem um combatente forte o suficiente, ele poderá lutar em várias batalhas, desde que seja capaz de continuar. Como o nosso lado enviará apenas o mais forte de cada civilização, é justo que o seu melhor lutador possa participar mais de uma vez, se necessário."

Porém, não haverá intervalos longos entre as lutas, então vocês precisarão levar isso em conta." Sua postura foi sempre gentil, mas a implicação sutil era clara: ela duvidava que o império tivesse combatentes fortes o bastante, e essa cláusula era mais uma desistência disfarçada do que uma favor.

O sorriso de Aron se alargou, captando as entrelinhas. Ele sabia que aquilo não era uma concessão, mas sim um reflexo da arrogância do Grande Conselho — eles acreditavam que o império não possuía força suficiente para representar uma ameaça. "Aceitamos e agradecemos pela consideração", respondeu de forma tranquila, com um tom cortês que, internamente, o deixava satisfeito. As suposições deles só facilitavam seu trabalho.

"Então, a vitória será definida pelo lado que vencer oito lutas", declarou Liasas com confiança.

"Concordamos com isso", respondeu Aron calmamente, percebendo o sorriso satisfeito dela, como se a vitória já estivesse garantida.

"Agora, vamos ao que poderá e ao que será proibido", continuou Liasas, apresentando uma lista detalhada de itens vetados. O negociador pegou o documento para analisar, sabendo que tudo o que fosse permitido para um lado também estaria disponível ao outro.

Iniciaram então as negociações, esclarecendo itens específicos e discutindo se certas armas ou táticas deveriam permanecer na lista. Mas ficou claro que esse processo poderia consumir muito tempo.

Para acelerar as coisas, ambos concordaram em deixar suas inteligências artificiais responsáveis pelos detalhes finais, garantindo que as regras fossem equilibradas e que as lutas valorizassem a força individual — independentemente de como essa força fosse obtida.

Demorou alguns dias para a elaboração do documento com as armas permitidas e proibidas. Ambos também determinaram quem atuaria como árbitro, uma função crucial na luta, e decidiram confiar essa responsabilidade a uma IA. Ela monitoraria a arena, garantindo observância rígida às regras e detectando qualquer tentativa de violação.

Seu desenvolvimento conjunto ocorreria durante o mês dedicado à construção da arena.

Depois que os termos foram firmados, ambos assinaram o acordo, marcando o início da fase final do conflito.

A contagem regressiva para o confronto decisivo tinha oficialmente começado.

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