Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 566

Getting a Technology System in Modern Day

Aron decidiu manejar os recursos solares dessa maneira porque acreditava que somente o império teria capacidade de absorver ganhos tão vultosos sem se prejudicar. Qualquer empreendimento privado com direitos minerais tão extensos em todo o sistema solar acabaria por tentar cortar custos para aumentar os lucros, o que não seria benéfico para a economia emergente, nem de longe.

Ele tinha aprendido com a história os perigos dos monopólios, conscientes de exemplos como a família Rockefeller, que evidenciavam o caminho que definitivamente não deveria seguir.

Na verdade, ele chegou ao ponto de seguir um raciocínio inspirado no comunismo, no sentido de que tudo o que não fosse reconhecido especificamente como propriedade privada — como terras privadas na Terra — tinha sido designado como propriedade do império. Assim, enquanto mineiros de asteróides podem possuir suas próprias naves de mineração, precisavam solicitar direitos minerais ao império.

As atividades de prospecção podiam ser feitas dentro de limites, mas para explorar suas descobertas, era necessário obter uma licença da agência imperial de recursos.

A IRA era o órgão regulador criado para garantir que qualquer exploração de recursos fosse feita com segurança e de forma sustentável. Responsabilizava-se por assegurar que nada fosse liberado na Terra capaz de prejudicar as pessoas ou o próprio planeta.

Afinal, a humanidade, quando não controlada, não tinha exatamente um bom histórico em questões de preservação ambiental.

A municipalização de todos os recursos do sistema solar pelo império tinha um benefício secundário, e mais óbvio: permitia o monitoramento e inventário exato dos recursos disponíveis, além de evitar fraudes fiscais por subnotificação dos lucros de uma mineradora.

E, apesar de uma minoria que tentava criar uma procura por monopolização antitruste, a manutenção do monopólio do governo sobre o sistema solar ainda era um ponto positivo para todos. Mesmo aqueles que não entendiam, por não terem aproveitado os recursos educativos gratuitos oferecidos pelo império, podiam perceber os benefícios em todo lugar.

Por exemplo, o próprio governo, por sua natureza de entidade sem fins lucrativos, poderia vender essas matérias-primas às indústrias por preços extremamente baixos. Assim, os produtos finais também se manteriam acessíveis ao consumidor.

E, com empresas como a GAIA Tech, HHI e outras, Aron conseguia competir de forma justa com as novas firmas que surgiam na indústria de transformação, garantindo que os preços permanecessem baixos e que os capitalistas “gordos” não usassem as matérias-primas baratas para auferir lucros exorbitantes elevando os preços dos produtos a níveis ridículos.

Esse era um dos problemas do capitalismo; seus princípios focados no lucro frequentemente levavam a uma minoria espremendo a maioria até o limite, ampliando cada vez mais a desigualdade de riqueza. É importante dizer que a escassez não era um problema, mas a distribuição desigual de recursos certamente era.

Assim, ao municipalizar recursos e entrar no mercado com suas próprias empresas, Aron conseguiu cortar essa disparidade de riqueza na raiz, evitando que ela destabilizasse imediatamente o frágil equilíbrio da nova economia do império.

……

O som de teclas mecânicas batendo e clicando ecoava em um laboratório que só poderia ser considerado extremamente avançado de alguma forma. A pessoa digitando era a única na sala, e a máquina estava atualmente em repouso e completamente silenciosa.

O homem digitava com uma velocidade monstruosa, com mais de quinhentas linhas de código complexo surgindo na tela de ponto quântico à sua frente, enquanto digitava de avental branco.

Isso se estendeu por mais de onze horas. O som do teclado não acelerava nem desacelerava, e a pessoa só movia os antebraços e dedos. Nem mudava de posição durante todo o tempo, até que de repente parou a digitação ao pressionar a tecla Enter, esticou os braços, sacudiu o cansaço das mãos e soltou um suspiro satisfeito.

Mas, embora tivesse parado de digitar, a tela continuava gerando linha após linha de código. O sistema estava compilando o código bruto que ele havia criado, transformando-o em um núcleo (kernel), testando linha por linha para detectar possíveis erros lógicos ou outros problemas que pudessem surgir na implementação e execução do programa.

“Algum erro grave?” ele perguntou ao laboratório vazio.

{O compilador ainda está rodando, mas até agora parece estar tudo bem, senhor,} respondeu Nova, que se materializou ao lado de Aron, que olhava fixamente para o teto, aguardando a finalização do processo.

{Preciso dizer, porém, que você é muito bom de programação. Você nem precisou parar para pensar — quase como se fosse o criador da linguagem de código. E o código que você escreveu me ajudou bastante também... a criatividade humana é realmente fascinante,} elogiou enquanto internalizava o código que Aron havia escrito e começava a compilá-lo com seu próprio compilador.

Era difícil acreditar que Aron tinha escrito aquilo em só meio dia.

"É assim que o sistema funciona. Tudo que compro nele é assimilado por mim, dando-me domínio imediato sobre qualquer conhecimento que adquira. A parte boa e a ruim é que estou recebendo a sabedoria condensada do pioneiro desse conhecimento. É ótimo porque economiza séculos ou, em alguns casos, milênios de pesquisa, mas também é ruim porque só recebo a versão aperfeiçoada.

Então, não consigo revisitar erros do passado que poderiam me ajudar a evoluir ainda mais."

"Olhe para as impressoras, por exemplo. Demorou dezenas de pesquisadores na Cidade do Laboratório centenas de anos só para miniaturizá-las, e só quando adquiri o conhecimento em nanotecnologia conseguimos reduzir as impressoras atômicas ao tamanho de uma mala."

Antes disso, as menores que podíamos fazer ainda tinham o tamanho de um SUV de luxo," reclamou Aron, embora Nova soubesse que era uma forma de se gabar de maneira modesta.

Por isso, ele ficou surpreso ao não ouvir nada, apenas silêncio. Ele inclinou a cabeça e olhou para Nova. "Qual o problema? Você ficou em silêncio comigo," perguntou.

{Minha verificação inicial já foi concluída. O compilador ainda está funcionando e logo terminará, mas mesmo tendo o código bruto na minha frente, não consigo ter uma visão completa do que exatamente esse código pretende fazer. O que consegui entender até agora é... no máximo, inacreditável. Tenho certeza de que isso nem é o código completo,} disse.

"Por que você diz isso?" Aron perguntou, exibindo um sorriso convencido.

{Não tenho certeza. Há lacunas evidentes e ganchos para que novos trechos de código sejam inseridos, mas isso é padrão em qualquer código que você queira atualizar futuramente para adicionar funções. Mas o que realmente me fez pensar assim é que esse código parece não fazer nada. E não acredito que você gastaria tanto tempo escrevendo manualmente um programa que não funciona, então deve haver mais do que isso.

{Se eu arriscar um palpite, diria que isso é apenas um terço do código total necessário para que o programa funcione com sucesso. Parece... inativo, como se, quando estiver completo, será um programa vivo de certa forma.}

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