Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 153

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


A aparência grotesca da Melissa fantasmagórica já seria horrível o bastante por si só. Agora, com um sorriso profundamente perturbador, ela avançava direto contra ele com os braços transformados em duas serras cruéis.

Kyle recuou imediatamente enquanto as lâminas afiadas cortavam o espaço onde ele estivera apenas momentos antes.

Seu primeiro instinto foi criar distância da Melissa real, que continuava sentada, perdida dentro do próprio mundo. Seu corpo permanecia imóvel, os olhos vazios, como se o caos ao redor nem existisse.

Mesmo que aquela coisa tivesse nascido da consciência dela, parecia frenética o bastante para atacar a própria Melissa.

— Aonde você vai? — o fantasma perguntou, os olhos ocos se estreitando com diversão. — Você não veio aqui para conversar?

Seu sorriso se alargou grotescamente.

— Então vamos conversar.

A criatura avançou outra vez com uma fome aterrorizante.

Kyle já entendia que não podia usar sua arma ali.

Aquilo teria que ser combate corpo a corpo.

Os braços em forma de serra se estendiam por quase sessenta centímetros, mas a criatura os balançava sem esforço. Isso significava uma coisa.

Controle ruim.

O fantasma ergueu ambos os braços-serra, mirando diretamente no ombro dele.

Em vez de recuar, Kyle deu um passo ainda mais perto no último segundo, fazendo as lâminas giratórias cortarem apenas o ar.

Em um movimento veloz, enfiou os braços por baixo dos da criatura e firmou bem os pés no chão antes de erguê-la completamente.

— Para de se mexer!

Kyle rugiu enquanto girava, pretendendo arremessá-la para longe—

Crunch.

Kyle congelou.

Aquele desgraçado fantasmagórico realmente havia mordido sua clavícula.

— Porra!

A dor explodiu no mesmo instante.

— Criatura nojenta!

Rugindo de fúria, Kyle arrancou a criatura de cima de si, já sentindo o sangue quente descer pelo ferimento.

O monstro apenas sorriu ainda mais enquanto era arremessado pelo chão.

E não ficou caído por muito tempo.

Seus músculos se torceram de modo antinatural, os joelhos se dobrando para trás enquanto a coluna se arqueava de forma inumana.

Sem usar os braços nem depender de qualquer apoio, a criatura se ergueu lentamente de volta aos pés.

Kyle recuou vários passos por instinto enquanto segurava o ombro sangrando.

Estranhamente, a dor em si não era tão intensa.

Mas a lateral de seu tronco já estava encharcada de vermelho.

— O que aconteceu? — A criatura inclinou a cabeça de forma antinatural. — Não quer mais conversar?

Kyle estalou a língua, irritado.

Sua consciência começava a ficar pesada dentro daquele lugar, um sinal claro de que sua presença na paisagem mental estava sendo rejeitada.

Ele não deveria permanecer ali por muito tempo.

Brawler: [Divertido.]

Myuri: [Kyle, recue! Dane-se o que aquele bruto disse e deixe essa vadia aqui!]

Tharos: [Kyle… você está ferido…]

Kyle expirou devagar e se forçou a se acalmar.

Enquanto isso, a criatura continuava se aproximando, balançando para a esquerda e para a direita como se saboreasse cada segundo da luta.

Então—

Uma notificação surgiu de repente diante dele.

[Missão do espectador WarHorse: Quebre os braços dela.]

[Recompensa: Controle de Gênese Aprimorado (grau SSS), 50 Pontos de Alma.]

[Duração: três minutos.]

Kyle franziu a testa com força.

— Mas que po—

Vuuush!

Ele desviou a cabeça bem a tempo quando um dos braços-serra passou zunindo, mirando diretamente em seu pescoço.

Kyle soltou uma risada curta antes de se agachar sob o golpe seguinte, fechando imediatamente a distância de novo com o punho cerrado.

O sorriso do fantasma se alargou.

Como se estivesse esperando exatamente aquele momento.

De repente—

Uma serra giratória irrompeu de seu estômago e avançou direto para o rosto de Kyle.

Merda!

Kyle mal inclinou a cabeça para o lado a tempo, alguns fios de cabelo voando quando a lâmina passou raspando.

No mesmo instante, bateu a testa com toda a força diretamente no tronco exposto da criatura.

O fantasma cambaleou para trás com o impacto, mas a risada que escapou de sua boca era profundamente perturbadora.

— Eheh!

Squelch.

E Kyle entendeu imediatamente o motivo.

A criatura havia descido ambos os braços-serra no momento em que foi empurrada para trás, enfiando as lâminas giratórias diretamente em suas costas.

Kyle gemeu de dor.

As lâminas definitivamente tinham afundado em sua carne, e a sensação de queimadura se espalhando pelo corpo era insuportável.

[Hospedeiro, esta é uma grande oportunidade. Controle elevado sobre Gênese pode ajudá-lo a preservar sua sanidade de forma mais eficaz.]

Kyle leu a mensagem e tomou sua decisão no mesmo instante.

Antes que a criatura pudesse puxar os braços de volta, Kyle agarrou as duas lâminas diretamente pelo meio.

Suas palmas se abriram quando as bordas morderam suas mãos, o sangue imediatamente escorrendo por seus dedos, mas ele apertou com cada gota de força que possuía.

— Hm?

A abominação sorridente inclinou a cabeça, curiosa, enquanto Kyle arrancava lentamente as lâminas de suas próprias costas antes de se erguer até sua altura total.

Sua expressão escureceu por completo.

A intenção assassina em seus olhos agora era inconfundível.

Com um rosnado selvagem, Kyle ergueu a perna e pisou com força no ombro direito do fantasma.

— Desculpa, Melissa… mas isso vai doer!

No mesmo instante, empurrou para baixo com a perna enquanto puxava violentamente o braço na direção oposta.

— Ah-ghhaaaaak!

A criatura soltou um grito horrível.

Seu corpo se provou muito mais frágil do que o esperado, e o ombro se partiu imediatamente sob a força.


Do lado de fora—

— Ghaaaa!

Amanda entrou em pânico ao ouvir Melissa gritar, apesar de a garota ainda estar inconsciente.

O suor encharcava o corpo de Melissa, seu rosto estava fantasmagoricamente pálido, e sua expressão inteira se retorcia em agonia insuportável.

Amanda estalou a língua, ansiosa.

— Que diabos está acontecendo?! Kyle, você consegue me ouvir?! Eu vou quebrar essa barreira se você não me responder logo!


Dentro da paisagem mental, o fantasma se debatia violentamente, tentando desesperadamente escapar.

Mas Kyle já havia se decidido.

Cerrando os dentes, despejou cada gota de força em empurrar o corpo da criatura para longe enquanto mantinha o braço dela firmemente travado no lugar.

O fantasma o arranhava freneticamente. Os braços-serra tremiam e rangiam contra as laterais e as costas de Kyle, abrindo cortes rasos enquanto ele forçava seu corpo para a frente.

Mas Kyle se recusou a soltar.

Suas mãos sangrando continuavam presas nas duas lâminas enquanto seu pé afundava com mais força na linha do ombro da criatura.

Crac… crrk…

As juntas começaram a se rasgar ao mesmo tempo.

— AAAAGHHHH!

O fantasma gritou violentamente, seu corpo convulsionando enquanto sangue escuro espirrava pelos braços, peito e rosto de Kyle.

Kyle rosnou entre os dentes cerrados e puxou com mais força.

A carne se esticou de modo nauseante sob a força antes de finalmente ceder.

RIIIIP!

Os dois braços se soltaram de uma vez em um jorro violento de sangue.

A criatura desabou de joelhos, berrando histericamente enquanto sangue quase negro jorrava dos encaixes destruídos de seus ombros.

Kyle cambaleou para trás em seguida, respirando com dificuldade, os dois membros arrancados ainda presos em suas mãos trêmulas enquanto o sangue pingava constantemente no chão abaixo.

Ele arremessou os braços para longe e observou o fantasma se contorcer de dor. Para sua irritação, porém, ela não estava cedendo. E, para piorar, seus malditos braços estavam crescendo de novo.

— Demônio desgraçado.

Ele praguejou antes de ler a notificação.

[Parabéns, missão concluída.]

[Pelos próximos três minutos, seu Controle de Gênese alcançará o potencial máximo.]

[Iniciando em 3… 2… 1.]

Os olhos de Kyle se arregalaram, ficando completamente vazios enquanto ele encarava o céu.

Naquele momento, quando mal tocou aquilo que poderia ser seu um dia, ele viu algo.

Um fragmento de sua memória.

Não desta vida.

Mas da vida que um dia vivera.

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