Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 97

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Kyle estava em seu quarto, respirando pesado, o rosto pálido e os olhos arregalados.

O que…

Ele tinha acabado de fazer?

Mal conseguia acreditar que, no calor da batalha, havia perdido completamente o autocontrole e ido com tudo naquele ataque.

A Gênese havia se tornado como álcool, intoxicante o bastante para fazê-lo perder o controle. Ele continuou despejando cada vez mais energia naquele golpe final, até o ponto em que até permanecer de pé enquanto sustentava tanto poder na mão se tornou difícil.

O sistema havia avisado, mas ele não conseguiu parar e acabou causando uma explosão massiva.

Não.

Não foram chamas, nem som.

Foi uma explosão mágica.

Avassaladora.

O resultado havia sido favorável.

Todas as fendas foram destruídas junto de seus guardiões. Mesmo assim, aquilo tinha sido uma experiência aterrorizante.

— Haa… Eu deixei a Amanda lá sozinha.

Ele não havia parado para verificar como ela estava porque se sentia fraco e instável. Naquele estado, Layena poderia capturá-lo com facilidade, e possivelmente qualquer outro oficial também.

Então, sim.

Kyle priorizou a própria fuga e voltou para o quarto primeiro, esperando as coisas se acalmarem.

[Hospedeiro, você superou seu recorde anterior de uso de Gênese. Foi o triplo da quantidade necessária para destruir aquele prédio antes. Felizmente, desta vez foi em um espaço aberto, então a explosão teve espaço suficiente para se espalhar.]

Kyle suspirou.

— Imagina o que teria acontecido se eu acabasse destruindo o resort sozinho.

Todo o esforço de Layena e dos outros teria ido por água abaixo, e Kyle teria conquistado para si mais uma marca de procurado.

Falando em Layena, havia uma grande chance de ela ter descoberto quem ele era.

Kyle não sabia o que o entregara, mas, no instante em que os olhos dos dois se encontraram, viu uma sensação de familiaridade neles.

Não parecia o olhar de Layena.

Parecia o de Amanda.

Aquela mesma garota nem sabia meu nome até poucos dias atrás… e agora me reconheceu só de olhar nos meus olhos.

Ele não podia negar que estava preocupado.

Layena não só havia reconhecido sua aparência, como também tinha provas de que ele era o caminhante noturno renegado.

Afinal, Kyle não havia conseguido encontrar o rastreador.

A conclusão pesava sobre seus ombros.

O que aconteceria com ele agora?


— Sim, foi exatamente isso que aconteceu.

Layena terminou seu relatório.

A equipe Delta finalmente havia respondido à emergência, chegando quinze minutos depois que o caos já tinha sido controlado.

A equipe estava espalhada pela área, lidando com as consequências, procurando qualquer pessoa que pudesse ter visto algo que não deveria e apagando suas memórias.

Também procuravam vestígios de monstros e rastros dos responsáveis pela sabotagem.

Dois deles estavam mortos, mas havia grande chance de haver mais.

— Tem certeza de que não está deixando nada de fora? — perguntou o homem de terno preto e cabeça raspada, as sobrancelhas grossas erguidas. — Especialmente sobre aquela anomalia que resolveu as coisas aqui?

Amanda, que estava parada por perto, estreitou os olhos ao ouvir aquilo.

No entanto, Layena não precisava da ajuda de ninguém para lidar com pessoas como ele.

— Eu contei tudo o que vi. Quanto à anomalia, só consegui ver os olhos dele por um instante. Dourados, afiados e desconhecidos. Se isso ajuda de alguma forma, posso repetir quantas vezes quiser.

O oficial de cabeça raspada balançou a cabeça de leve.

— Não será necessário.

Foi então que Amanda falou:

— Posso perguntar por que os reforços demoraram tanto para chegar?

A pergunta fez o homem de cabeça raspada olhar para o assistente.

Os dois compartilharam um breve silêncio antes que o segundo respondesse:

— Ah, o relatório da sede chegou tarde demais.

— Ah, é? Então tenta dizer isso olhando nos meus olhos.

A voz veio de trás, e cada membro da equipe congelou.

Todos os investigadores.

Todos os agentes de limpeza.

Todos ficaram imóveis diante da aparição repentina daquela mulher, que parecia qualquer coisa, menos calma.

O oficial responsável pela equipe Delta a encarou em choque.

— Como diabos… você chegou tão cedo?

Veronica rosnou:

— Isso não responde à minha pergunta, Bary!

Ela agarrou o colarinho dele e o puxou para cima até deixá-lo na ponta dos pés.

— Comandante, por favor, evite recorrer à violência.

No mesmo instante, o assistente de Bary tirou a luva e apontou um dedo para Veronica.

Layena e Amanda se tensionaram, prontas para agir se o homem atacasse.

No entanto, Veronica, que deveria ter sido a primeira a reagir, permaneceu impassível.

Ela olhou para ele e perguntou:

— Tem certeza de que consegue lidar com as consequências de me atacar?

A postura do homem vacilou, uma hesitação clara passando por seus olhos, mas ele não recuou.

Então Bary falou:

— Tudo bem, Ren. Recue.

Ren mordeu o lábio inferior antes de abaixar a mão.

Veronica voltou a encarar Bary antes de falar:

— Eu protocolei uma notificação vermelha contra você, Bary. Vou garantir que as medidas adequadas sejam tomadas contra você e sua equipe por negligência e comportamento irresponsável.

Com isso, ela o empurrou para trás.

Bary perdeu o equilíbrio e caiu de costas.

Diretamente sob o Comando Central, havia cinco equipes em operação. A equipe Delta era uma delas, e Bary era, na verdade, parente direto do próprio primeiro-ministro.

E, mesmo sabendo de tudo isso…

Bary riu baixo.

Aquela mulher era mesmo outra coisa.

Veronica se virou para sua equipe e perguntou:

— Como vocês estão?

Ethan, que acabara de sair depois de verificar Hannah, correu até ela de imediato e disse:

— Hannah está melhor agora, e Clara está descansando no quarto.

Amanda deu de ombros.

— Eu fui a que menos se machucou. Layena está bem detonada.

Veronica avaliou Layena em silêncio por um instante antes de assentir.

— Venha comigo, Layena.

Layena assentiu, mas cambaleou ao tentar se mover.

Ethan deu um passo à frente para apoiá-la, mas Veronica o impediu com uma voz severa:

— Não a apoie, Ethan. Layena, caminhe comigo.

A ordem foi clara, e nenhum deles ousou questioná-la.

Como se fosse movida apenas pela força de vontade, Layena endireitou o corpo e começou a caminhar ao lado dela.

Naturalmente, Veronica não sabia o que havia acontecido, então pediu um relato completo.

— Quatro fendas…? — Seus olhos se arregalaram ao perceber o nível de perigo que a equipe havia enfrentado.

Layena resumiu toda a situação, explicando como as coisas se desenrolaram, a interferência no sinal e sua causa.

Enquanto relatava, Layena também acrescentou:

— Em… certo momento, Comandante, eu aceitei que tinha perdido.

— …!

Os olhos de Veronica se arregalaram.

— O quê?

Layena, com os olhos voltados para o chão, acrescentou:

— Eu estava ferida e esgotada. Não consegui acompanhar o caos crescente, e minha reserva de Gênese estava quase esgotada. Senti que não havia mais esperança para mim.

Veronica permaneceu em silêncio diante daquelas palavras, apenas encarando Layena.

Layena não deu desculpas, nem tentou exagerar a situação para despertar pena.

Sabia que aquilo desagradaria à comandante, mas não conseguiu esconder.

Depois de uma longa pausa, Veronica finalmente perguntou:

— Então… quem exatamente salvou você?

Ela presumiu que tivesse sido a equipe Delta.

Tinha que ser.

E, se eles realmente tivessem salvado a equipe dela, talvez Veronica reconsiderasse a notificação vermelha.

Mas o que Layena disse em seguida a deixou completamente chocada.

— Comandante… quem nos salvou… foi aquele que eu vim aqui para capturar.

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