Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 91

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


As coisas estavam saindo do controle.

Amanda conseguia perceber isso pela quantidade absurda de monstros que era obrigada a enfrentar ao mesmo tempo. O caos estava se espalhando por todos os lados.

Sua mente continuava voltando para uma única pessoa dentro do resort.

Havia uma grande chance de Kyle já ter sentido o que estava acontecendo ali, mas ele não podia agir livremente sem expor sua identidade secreta.

E, com todas as saídas seladas, fugir também não era uma opção.

Ele estava preso lá dentro.

Isso significava que era dever de Amanda manter o perigo sob controle ali fora.

Dooom!

Outro majin explodiu no instante em que pousou dentro da zona de um golpe que ela havia lançado antes.

A habilidade de Amanda, Impacto Retardado, permitia que ela ativasse um ataque momentos depois de executá-lo.

Não havia um tempo fixo.

Ela podia ativá-lo um segundo depois, ou até dez segundos após o golpe, embora ainda houvesse um limite para o quanto conseguia atrasar o impacto.

— Amanda, à sua esquerda — Layena avisou.

Amanda se moveu no mesmo instante, avançando direto contra a salamandra que vinha em sua direção.

Era uma criatura de grau majin.

E percebeu Amanda no mesmo instante em que ela a percebeu.

Amanda odiava lagartos para caralho.

Com um sorriso debochado, puxou a faca e golpeou.

A criatura escapou do ataque, torcendo o corpo no ar enquanto sua cauda pesada descia contra ela.

Amanda sorriu.

Estalo.

Blaaah!

Sangue imundo explodiu no ar quando a cauda da fera foi cortada pelo golpe retardado da caminhante noturna.

A salamandra guinchou de dor, e Amanda aproveitou o momento.

Avançou, saltou alto e pousou sobre a cabeça dela.

A criatura se debateu violentamente, tentando arremessá-la para longe.

Amanda estalou a língua e ergueu o pé, pronta para cravar o calcanhar no crânio dela.

Então ouviu.

Pisadas pesadas se aproximando por trás.

Ela se virou bem a tempo de ver um par de braços enormes vindo em sua direção.

Merda!

Amanda estava prestes a recuar ou forçar o golpe até o fim, mas então—

Tnnng!

Uma série de espirais sonoras desabou sobre o monstro, interrompendo seu movimento.

Agarrando a própria cabeça, ele rugiu em agonia, mas apenas por um instante.

Em seguida, um machado desceu, partindo o crânio da criatura. Quem o empunhava era uma garota conhecida de cabelos curtos.

Amanda soltou o ar.

— Valeu, Hannah.

Hannah não respondeu de imediato. Atirou a criatura no chão e cravou o machado em seu crânio uma vez, duas, várias vezes, antes de finalmente assentir.

— Não foi nada.

— Não fiquem paradas aí — a voz de Layena cortou o caos à distância.

As duas trocaram um olhar.

Então Hannah avançou para o centro, enquanto Amanda se separou para a esquerda.

Naquele lugar, “quanto mais, melhor” não passava de uma piada cruel.

A cada segundo que passava, o enxame crescente de monstros esmagava o pouco de esperança que ainda restava.


— Deve ser aqui — Kyle murmurou baixinho ao chegar ao quarto que havia visto no registro mais cedo.

Layena tinha sido designada para o quarto no fim do corredor. Com o caos lá fora, ninguém prestou atenção quando ele escapou levando a lista de quartos.

Ele empurrou a porta devagar.

Felizmente, o quarto estava vazio.

Todos haviam saído para jantar depois da palestra, e então tudo mergulhou naquela bagunça.

Seu olhar varreu o quarto antes de pousar em uma das camas.

Era a que tinha menos pertences.

Devia ser a dela.

Respirando baixo, aproximou-se e começou a vasculhar a mala.

Encontrou coisas que definitivamente não deveria ter visto.

Por um breve segundo, parou.

A escolha de roupas íntimas dela era… nada parecida com sua postura composta de sempre.

Ousada.

E bastante inesperada.

Kyle estalou a língua e desviou o olhar, recusando-se a se demorar naquilo. Suas mãos continuaram a busca, puxando item após item.

Então encontrou.

Uma pequena fotografia.

Era Layena, parada ao lado de ninguém menos que Veronica.

Ela realmente admira a Veronica, Kyle pensou, um breve sorriso surgindo em seus lábios.

Ele colocou a foto de lado com cuidado.

Sua paciência estava se esgotando. Kyle já estava prestes a esvaziar a mala inteira para verificar se havia algo remotamente parecido com um rastreador quando—

Congelou.

Seu corpo inteiro ficou rígido, e seu coração disparou em um instante.

A presença.

Era como se algo tivesse arrancado suas emoções, deixando-o vazio, distante e frio.

O que quer que tivesse aparecido…

Era sinistro além das palavras.

Então o sistema falou, confirmando seu medo.

[Carniçais apareceram, hospedeiro. Mais de um.]

Kyle estalou a língua.

Não havia mais tempo para cautela.


[Alguns momentos antes]

— AAAAAAHHHHH!!

Booooooom!

Um grito gutural rasgou o campo de batalha, seguido por uma explosão enorme vinda do outro lado do resort.

As três mulheres ouviram.

Até Clara, ainda dentro do resort, colocando as pessoas para dormir uma por uma, congelou ao ouvir o som.

Não havia como confundir.

— Ethan… — Hannah murmurou, com a mente em branco.

— Hannah! — Layena chamou.

Mas já era tarde demais.

Squelch!

Algo atravessou seu abdômen.

Os olhos de Hannah se arregalaram enquanto seu olhar baixava devagar.

Um diabrete pairava diante dela, suas garras alongadas cravadas fundo em seu abdômen.

Sangue subiu por sua garganta, mas ela o forçou para baixo, recusando-se a deixá-lo escapar.

Sua mão disparou para a frente, agarrando a cabeça do diabrete.

Sua expressão se distorceu.

Do centro de sua testa, ondas sonoras espiraladas irromperam e atingiram a criatura.

O crânio do diabrete se despedaçou no mesmo instante.

— Haa…

Hannah cambaleou para trás, a camisa rapidamente se encharcando de vermelho.

Amanda estalou a língua.

Em um único movimento, liberou mais de dez cortes de uma vez, formando um anel protetor ao redor de Hannah.

Então avançou.

E tudo em seu caminho caiu.

Os corpos desabavam no instante em que pisavam nas zonas onde seus golpes retardados os aguardavam.

Tum!

Antes que Hannah pudesse desmoronar, Amanda a segurou pelos ombros e a ajudou a se ajoelhar devagar.

Seu aperto se intensificou.

Algo estava errado.

Amanda rasgou a parte da frente da camisa de Hannah, expondo o ferimento, e sua respiração travou.

Não era apenas uma perfuração.

A carne ao redor do ferimento não sangrava como deveria. Em vez disso, parecia… corroída. As bordas estavam ficando pálidas, perdendo cor, como se a própria vida estivesse sendo drenada dali. Filetes cinzentos, finos como veias, se espalhavam a partir da lesão, rastejando pela pele em linhas lentas e deliberadas.

Ausência.

Não era apenas dano.

Estava corroendo Hannah.

O músculo ao redor da ferida se contraiu fracamente, então ficou imóvel. O sangue que conseguia surgir era escuro e lento, como se até ele tivesse perdido a vontade de fluir.

— Hannah… — A voz de Amanda saiu baixa, apertada.

Como não fazia ideia de que enfrentariam um ataque daquele nível, Amanda não tinha levado nenhum equipamento.

Merda!

— Leve-a embora, agora! — a voz de Layena cortou o caos. — Eu seguro as coisas aqui. Cure-a e volte assim que puder.

Amanda hesitou.

Layena já estava cercada por dezenas de monstros, e mais continuavam saindo das fendas sem parar. Deixá-la sozinha naquela situação parecia errado.

Mas permanecer com Hannah naquele estado também não era uma opção.

Aquilo só acabaria custando mais uma vida.

No fim, Amanda mordeu o lábio inferior e ergueu Hannah nos braços.

— Não morra, Layena — murmurou baixinho antes de se afastar do campo de batalha.

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