Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 90

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Aquilo não fazia muito o estilo de Kyle.

Nem um pouco.

Entrar escondido no quarto de uma garota… sim, essa parte era território desconhecido. Mas o jeito como as coisas haviam saído do controle lá fora—

Booom!

Outra explosão trovejou pela área.

Gritos de pânico ecoavam ao longe. Pessoas corriam para fora, desesperadas para ver o que estava acontecendo. Até no saguão, Kyle passou por várias pessoas fugindo em meio à confusão.

Como eles vão lidar com tanta gente? Se saírem, já estão praticamente mortos. E, já que nem conseguem ver os majins, nem vão saber o que os massacrou.

Preciso me apressar.

Seu passo acelerou.

Ele precisava destruir aquele rastreador, não importava como.

Amanda estava em perigo.

Ele não podia se dar ao luxo de deixar a cautela atrasá-lo.


[Pátio principal]

— Layena! — Amanda gritou ao avistar um orco enorme avançando na direção da entrada do resort.

O orco carregava uma clava enorme sobre o ombro, os pés pesados e inchados golpeando o chão a cada passo.

Sua intenção era clara.

Ele estava caçando qualquer coisa que tivesse presença.

Os olhos de Layena cintilaram no escuro enquanto ela atravessava três majins como um borrão, sem que nenhum deles conseguisse alcançá-la. Um rastro tênue de luz ficou para trás quando ela saltou alto no ar.

O orco mudou de alvo imediatamente, balançando a clava de forma selvagem antes mesmo de fixar o olhar nela.

Layena soltou um riso curto e plantou o calcanhar contra a clava no exato momento em que ela passou por baixo de si.

Usando o impacto, lançou-se ainda mais alto e reuniu Gênese.

Crepitação.

Sua velocidade disparou.

A perna dominante se ergueu e então despencou sobre o ombro do monstro.

Tum!

O corpo inteiro do orco cedeu, e o chão sob ele rachou com a força.

Mas Layena ainda não havia terminado.

Ela girou sobre o ombro quebrado dele e estendeu as palmas unidas. Uma corda de trovão se formou entre suas mãos, crepitando com energia prateada.

O orco avançou para agarrá-la com a mão livre, mas Layena cintilou no meio do ar, desaparecendo de seu alcance como se aquilo fosse tão natural quanto respirar.

— Rghhh! — o orco rugiu quando uma dor ardente rasgou seu pescoço grosso.

Layena apareceu atrás dele, segurando a corda de trovão, e puxou com toda a força.

Squelch!

Um instante depois, seus pés tocaram o chão.

A cabeça enorme do orco rolou para longe.

Amanda teria revirado os olhos diante daquela exibição dramática, mas estava ocupada demais para gastar pensamento com isso.

— SEUS MONSTROS FEIOS DE MERDA! — ela gritou enquanto seus punhos golpeavam o ar vazio, cada ataque liberando ondas de choque violentas, embora nada visível atingisse os monstros que avançavam.

Eles continuaram vindo mesmo assim, movidos por raiva ou fome, impossível dizer.

Amanda permaneceu firme, os pés plantados no chão, o olhar frio enquanto os encarava de cima.

Quando eles se aproximaram—

Estalo.

Seus dedos estalaram.

O som fraco, quase inaudível, foi seguido por rugidos estrondosos.

Dooom! Dooom! Dooom!

Um após o outro, os monstros explodiram em sangue imundo e carne despedaçada.

Seus corpos desabaram sob uma força invisível, incapazes de suportar o que quer que os estivesse rasgando.

O ataque não podia ser visto.

Não podia ser bloqueado.

Apenas o resultado permanecia.

Morte impiedosa.

As duas trocaram um olhar e então encararam os majins que avançavam.

Agora havia mais de vinte.

E isso só porque apenas duas fendas haviam amadurecido até aquele momento.

Elas sabiam que o trabalho estava longe de acabar.


Ethan rangeu os dentes enquanto avançava pela floresta, cinco bolas de fogo circulando ao seu redor para iluminar o caminho.

Gritos distantes de batalha ecoavam entre as árvores.

O caos já havia descido sobre o lugar.

As fendas haviam amadurecido muito antes do esperado. Eles não estavam nem perto de preparados. Não havia reforços, nenhum contato com a base, e vidas demais estavam em jogo.

Naquelas circunstâncias, ele tinha apenas duas escolhas: correr de volta para a linha de frente e lutar ao lado dos outros, ou continuar sua missão.

Seu coração vacilou.

Ethan examinou os arredores.

Ainda não havia sinal de quem havia conjurado a barreira.

Mas, do outro lado, com quatro fendas já abertas, as duas mulheres com quem ele mais se importava estavam em perigo.

Amanda era essencial.

Layena era seu amor.

— Droga!

A decisão se cravou de uma vez.

Ele se virou.

Ethan destruiria todos os monstros em seu caminho e voltaria à floresta depois.


[Alguns minutos antes]

— Isso está fodido. Isso está fodido. Isso está fodido! — Clara murmurava como um mantra enquanto tentava processar o caos se desenrolando tanto lá fora quanto dentro do resort.

Estudantes corriam em todas as direções. Embora ela tivesse selado a entrada principal, não demoraria para encontrarem outra saída e tentarem escapar. Mas Clara sabia que os majins os farejariam no mesmo instante. A opção mais segura era manter todos dentro das instalações.

— Clara! — alguém chamou por trás.

Ela se virou e encontrou Hannah, sentindo um lampejo de alívio atravessar seu rosto.

Pelo menos não era outro colega em pânico.

— Qual é o plano agora—

— Clara?! O que está acontecendo?

Clara resistiu à vontade de bater a cabeça contra a parede.

Justamente aquilo que ela havia agradecido por evitar tinha acabado de aparecer.

Uma voz masculina soou logo atrás dela. Quando se virou de novo, viu um professor se aproximando das duas.

Clara estava prestes a falar quando, sem aviso, Hannah passou por ela em disparada. Gênese irrompeu como um chicote, impulsionando-a para a frente rápido o bastante para assustar o professor que se aproximava.

Antes que o homem pudesse reagir, Hannah deslizou para trás dele e pressionou algo contra sua nuca.

— O-o quê… hã… huuuuuh?

Ele não conseguiu processar o que havia acabado de acontecer. Ao tentar se virar, seu corpo parou de responder. Sua cabeça tombou para trás, e seus olhos se fixaram no teto.

Um instante depois, tudo escureceu.

— O que você acabou de fazer?! Nós devíamos protegê-los! — A mente de Clara foi direto para a pior conclusão possível.

Hannah soltou o ar devagar antes de se aproximar.

— Clara, tenho uma função importante para você — disse ela, erguendo uma bolsa na mão.

— Há dispersores de gás sonífero e chips rastreadores nesta bolsa. Seu trabalho é liberar os dispersores em áreas cheias de gente e colocar os chips naqueles que se afastarem.

Clara ficou atordoada com a ordem repentina, precisando de um instante para processá-la. Mas, quando conseguiu, uma pergunta escapou imediatamente.

— Por que você ainda carrega esses chips? O Corpo de Supressão Paranormal não proibiu esse tipo de coisa?

Hannah estalou a língua.

— Escuta, garota. Faça mais uma pergunta e eu te apago, depois te jogo por aquela janela como isca. Não teste minha paciência. Anda.

O pânico passou pelo rosto de Clara, mas ela não hesitou por mais tempo.

Seus pés vacilaram por uma fração de segundo, então o instinto assumiu. Gênese percorreu seu corpo, impulsionando-a para a frente.

Um instante depois, apenas marcas chamuscadas restavam no piso de madeira.

Clara havia desaparecido.

Hannah voltou o olhar para a janela.

Observando as duas mulheres lá fora dilacerarem os monstros com precisão e experiência, sentiu uma pequena ponta de alívio.

Ela sabia que as coisas só mergulhariam ainda mais no caos dali em diante. Mas, com aquelas duas segurando a frente, os monstros não invadiriam o resort.

E, do outro lado, havia Ethan.

Mesmo que alguém tentasse escapar, ele cuidaria disso.

Se conseguirmos vencer hoje, esta será nossa maior conquista.

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