Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 38

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


[Onde você está?]

Essa foi a primeira pergunta que Veronica fez no instante em que a chamada foi atendida.

Kyle suspirou e respondeu:

— Estou bem agora… só descansando em casa.

Hm?

A chamada caiu?

Ele não tinha como saber. A tela do celular havia sido danificada no meio do caos.

Soltando outro longo suspiro, jogou o aparelho sobre a cama.

No momento, ele estava no quarto, verificando os ferimentos.

Já havia conseguido pontos suficientes para obter mais elixires para o irmão.

Quinhentos seriam o bastante para três elixires.

E os pontos adicionais?

[O hospedeiro pode usar os pontos adicionais para subir de nível.]

Kyle murmurou baixo antes de dizer:

— Mostre meus atributos primeiro.

[Atributos:

Força: 6,3 → 8

Velocidade: 4,2 → 7

Resistência: 5 → 9

Inteligência: 8 → 9]

[Habilidades: Olho de Deus Nível 1]

[Itens:

Aquilla de Archilles

Elixir Vermelho: 3]

[Pontos de Alma: 1861]

[O hospedeiro precisa de 1000 Pontos de Alma para subir de nível.]

[Missões ativas: 1]

Kyle sorriu, satisfeito.

Aquilo era muito bom.

A melhora nos atributos era extremamente satisfatória, assim como aquele número enorme de Pontos de Alma em quatro dígitos.

E o item que havia obtido recentemente… aquele arco.

Céus, que obra de arte.

Só de pensar nele, Kyle já queria empunhá-lo de novo.

Mas, antes disso…

Sistema… eu deixaria vazar Gênese se empunhasse aquele arco?

[De forma muito sutil, hospedeiro, se for controlado com cuidado.]

Kyle mordeu o lábio inferior.

Veronica havia avisado para que ele não usasse Gênese dentro de casa. Sensores tinham sido instalados ao redor da área.

Por causa disso, decidiu não arriscar.

Embora aquela vigilância o irritasse, não havia nada que pudesse fazer. Era uma escolha entre a empolgação de segurar aquela arma e a própria privacidade.

Falando em privacidade…

Ele lembrava claramente de ter visto uma garota antes de deixar o local do incidente.

Havia uma grande chance de ela ser uma caminhante noturna. Afinal, aquela área estava completamente vazia naquele momento.

Felizmente, seu rosto ainda estava coberto pela máscara, então ela não teria visto quem ele era.

No entanto, por causa da destruição causada ali, havia uma grande chance de a organização começar a se concentrar cada vez mais nele.

Talvez investigassem o caso a fundo, e Veronica talvez não conseguisse mais manter todas as informações sobre ele em segredo.

[Hospedeiro, sobre a live…]

— Ah, sim. A live.

Já era começo da noite.

Ele se levantou da cama, pretendendo se lavar e cuidar dos ferimentos.

Não havia sofrido nenhuma lesão grave, mas, só por segurança, planejava fazer um raio-X mais tarde.

Assim que ficou de pé, gemendo de dor, ouviu uma batida na porta.

Toc, toc.

Ele congelou no lugar enquanto o pânico o invadia.

Lentamente, aproximou-se da porta e perguntou:

— Quem é?

— Veronica.

A resposta veio de imediato, como se ela já esperasse a pergunta.

Kyle se assustou no instante em que ouviu a voz dela.

Só por segurança, colocou a corrente da porta no lugar e abriu uma fresta.

Do lado de fora, havia apenas uma pessoa.

Os olhos dela, diferentes dos daquela tarde, pareciam frios e dominadores de um jeito quase antinatural.

— Eu… não estou com vontade de abrir a porta.

Veronica ergueu uma sobrancelha.

— Você acha que essa correntinha fina conseguiria me manter longe de você?

Kyle gemeu.

— Você está infringindo a lei aqui…

Mesmo dizendo isso, abriu a porta lentamente para ela.

A respiração de Veronica ficou presa na garganta, e seu corpo parou no instante em que o viu.

O ombro dele estava sangrando, havia várias queimaduras espalhadas pelo peito e pela coxa, e a perna direita tremia.

Veronica inspirou fundo e então entrou na casa.

— Sente-se na cama. Por favor.

Kyle se surpreendeu com a suavidade na voz dela. Esperava que Veronica o repreendesse por causar aquele caos e quase fazer com que os dois fossem descobertos.

Em vez disso, ela tirou o blazer com calma, pendurou-o na cadeira e começou a dobrar as mangas.

Kyle se sentou na cama e disse:

— Eu… realmente não queria que aquilo acontecesse. Mas, de repente, um carniçal apareceu lá.

Os olhos de Veronica se arregalaram.

— O quê?! Um carniçal?

Kyle assentiu.

— Sim… foi por isso que criei aquela explosão e corri o mais rápido que pude.

Veronica ficou atônita.

Os sensores haviam indicado que a fenda seria apenas de nível 1. Foi exatamente por isso que ela permitiu que ele a usasse para treinar suas habilidades. Ela havia visto Kyle caçar um majin antes, então acreditou que ele conseguiria lidar com a situação.

Mas… um carniçal?

E ele conseguiu derrubá-lo?

Ele já não está quase no grau um?

Ela dobrou as mangas um pouco mais e decidiu pensar naquilo depois.

Primeiro, foi até o banheiro dele e encheu um balde com água.

Então perguntou:

— Onde está seu kit de primeiros socorros?

Kyle apontou para o armário.

Veronica o abriu, tirou a pequena caixa de dentro e então olhou para ele.

— Está usando cueca?

— O-O quê? — Kyle perguntou, um pouco constrangido.

Veronica repetiu calmamente:

— Se estiver de cueca, tire o resto da roupa. Vou limpar todos os seus ferimentos antes que você pegue algum tipo de infecção.

Kyle entendia que ela estava preocupada com ele, mas ainda assim ficou um pouco tímido e hesitante. O corpo dele não estava em sua melhor forma naquele momento.

No fim, sabia que ela estava certa. O ombro ainda sangrava, e, se aquilo continuasse, talvez acabasse mesmo no hospital.

Ele se levantou e removeu a camisa devagar.

— Guh…

Um gemido baixo e gutural escapou dele quando ergueu o tecido por cima da cabeça.

Veronica deu um passo à frente e o ajudou a tirá-la.

O coração dela tremeu ao ver o lado direito do peito dele manchado de sangue, junto de um pequeno corte atravessando a parte superior do abdômen.

Então ele abaixou a calça até expor o ferimento no joelho. Sangue coagulado vermelho-escuro cobria a rótula.

Veronica fechou o punho e murmurou em voz baixa:

— Eu não deveria ter deixado você ir lá sozinho… deveria ter acompanhado você…

Kyle suspirou.

— Se você for fazer essa cara, eu vou me esconder no banheiro e não saio até você ir embora.

Veronica baixou os olhos e balançou a cabeça.

— Esconder os seus ferimentos não mudaria o fato de que você quase morreu hoje por minha causa. Porque eu fui descuidada.

Escolhendo o tom com cuidado, Kyle deu um passo mais perto e segurou gentilmente a mão dela.

A atenção de Veronica se voltou para ele antes que o ouvisse dizer:

— Veronica… eu não sou uma criança. Tomei a decisão sabendo de todos os riscos envolvidos. E, mesmo que você não tivesse me dado um local isolado, eu teria procurado uma fenda por conta própria. E, me conhecendo, dá para imaginar com que facilidade eu teria sido pego pelas autoridades nesse caso.

Ele abriu um sorriso torto.

— Imagina eu sendo capturado enquanto apanho de um pesadelo. Que vergonha seria.

Veronica não conseguiu impedir uma risada ao imaginar a cena.

Balançando a cabeça, olhou para ele e disse:

— Eu entendo… mas, por favor, da próxima vez que for enfrentar uma fenda, deixe-me ir com você.

Kyle sabia que, considerando a posição dela, não seria possível tê-la por perto o tempo todo. Mas, para não deixá-la ainda mais preocupada, assentiu e respondeu:

— Entendi. Não vou correr outro risco, a menos que tenha a comandante por perto.

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