Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 37

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Amanda estava desesperada.

Ela sabia disso.

Não tinha motivos reais para ir até Fortis. Na verdade, havia aceitado aquela missão aleatória de vistoria apenas porque o local ficava em Fortis.

Talvez, se terminasse rápido, pudesse encontrar uma desculpa para passar pela casa da família de Kyle. Não para falar com ele diretamente, claro. Só para ver como ele estava.

Ela se agarrou àquele fio frágil de esperança.

Sim, estava sendo patética.

Mas o que mais poderia fazer?

Blake estava em estado crítico.

A recuperação dele era praticamente impossível, segundo os relatos que havia recebido.

Kyle provavelmente estava devastado.

E Amanda não podia simplesmente aparecer na casa de Kyle, podia?

Então, se a missão terminasse cedo, poderia mentir e dizer que tinha um parente internado. Algo assim. Qualquer desculpa que lhe permitisse permanecer um pouco mais em Fortis.

Mas isso também tinha seus próprios problemas.

Ethan.

Ele vinha incomodando-a muito nos últimos dias, especialmente depois que ela terminou com Kyle.

Tinha perdido a cabeça?

Queria ouvir algo diretamente dela antes de finalmente parar?

Ao ler a mensagem dizendo que ele iria inspecionar o local com ela, Amanda quase jogou o celular no chão.

Então ignorou a mensagem e foi sozinha.

Ela não conseguia entender por que as coisas haviam ficado daquele jeito.

Antes, quando as coisas ainda eram normais, Ethan era confiável. Um amigo. Ele era um caminhante noturno forte, alguém que havia passado por experiências capazes de quebrar qualquer pessoa emocionalmente.

Mas, depois que começou a agir de forma estranha, ele havia começado a mantê-la cada vez mais ocupada com trabalho.

E a comandante sempre ficava do lado dele também.

De novo e de novo, Amanda era designada para trabalhos que até um recruta poderia ter resolvido.

E então?

Kyle havia perdido a paciência e agora…

Ela apertou os punhos.

Fazia tanto tempo desde a última vez em que realmente ficou sozinha com ele.

Balançando a cabeça com amargura, Amanda parou diante do prédio parcialmente construído.

Naturalmente, o Corpo de Supressão Paranormal havia percebido a situação anômala e, considerando a localização isolada, nem precisava de um sensor para saber que uma fenda havia aparecido ali.

No entanto, devido à falta de pessoal, a área havia sido apenas bloqueada pelo Departamento de Proteção Civil, e nenhum caminhante noturno havia ido inspecionar o local.

Amanda havia sido enviada apenas para verificar o estado da fenda e enviar um relatório.

Mas então seu corpo inteiro travou.

— O-O quê…

Suas íris se contraíram.

Uma onda pesada e oceânica de Gênese irrompeu de dentro do prédio.

Gênese era um sinal de vida.

Mesmo quando usada de forma violenta, ela carregava vitalidade.

Mas aquela onda era tão intensa que quase a forçou a cair de joelhos.

Um instante de calma mortal.

Então…

BOOOOOOM!

Uma explosão irrompeu.

Não de chamas, mas de pura Gênese.

Amanda só pôde encarar com horror enquanto a estrutura de quatro andares começava a desabar. Pilar após pilar, viga após viga, tudo cedeu. Poeira e detritos subiram como uma nuvem imensa, e o rugido ensurdecedor do colapso preencheu o ar.

— Isso… isso é impossível.

Talvez um caminhante noturno tivesse chegado para cuidar da fenda.

Mas isso não fazia sentido.

Ela não conhecia nenhum caminhante noturno capaz de liberar uma explosão daquele nível.

Não naquela região.

Não sem aviso prévio.

E então viu alguém cambaleando para fora da fumaça.

A pessoa usava um capuz escuro e mancava da perna esquerda.

Por um breve instante, os olhares dos dois se encontraram.

Amanda congelou onde estava.

Esses olhos…

Antes que pudesse dar um passo à frente, uma voz a chamou por trás.

— Amanda!

Ela se virou rapidamente.

Ethan corria em sua direção em pânico.

Quando olhou de volta para o prédio desabado, não havia mais ninguém ali.

A figura encapuzada havia desaparecido.

Amanda ficou olhando para a poeira em silêncio.

Não pode ser… pode?


— Ah… haah… haa…

Kyle estava sentado perto de uma lixeira, com as costas pressionadas contra a parede enquanto segurava o braço esquerdo ferido.

As coisas haviam saído do controle lá atrás.

No instante em que desejou usar seus Pontos de Alma para resgatar a recompensa de Ethara, tudo mudou.

O carniçal realmente havia tentado escapar de volta para a fenda.

Mas Kyle já tinha a arma em mãos.

Ou melhor…

A arma simplesmente apareceu em sua mão.

Era difícil explicar.

Ele mal se lembrava do momento. Só sabia que, assim que a segurou, o mundo inteiro pareceu mudar.

A arma em sua mão carregava uma presença tão esmagadora que deixou Kyle cambaleando.

A ação veio naturalmente.

Um puxão.

Um disparo.

E então o prédio inteiro quase veio abaixo.

[Hospedeiro, seu joelho e seu ombro estão sangrando. Você precisa procurar um médico em breve.]

— Médicos não são prioridade agora.

[O sistema respeitosamente discorda.]

Kyle riu.

Não conseguiu evitar.

— Você viu aquilo? A destruição que eu causei?

[Hospedeiro, o que você fez foi usar um dos projéteis mais poderosos de uma arma divina apenas para derrubar um carniçal. Isso não deve ser motivo de orgulho.]

— Aquele “apenas um carniçal” estava prestes a me despedaçar.

[Mesmo assim…]

Kyle soltou o ar devagar.

De fato, não conseguia negar que havia sido um desperdício. Ainda assim, se não tivesse feito aquilo, estaria morto. Então não reclamaria.

[Você recebeu: 2000 Pontos de Alma.]

Os olhos de Kyle brilharam.

Agora, aquilo era algo que ele não se importaria de ver por horas.

Claro, desde que sobrevivesse.

O problema era que seu corpo já estava começando a tremer.

Quando tentou se levantar, o joelho protestou com uma dor aguda, e o ombro esquerdo latejou como se tivesse sido esmagado.

Kyle cerrou os dentes.

— Certo… talvez o médico seja prioridade número dois.

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