Water Magician (WN)

Capítulo 534

Water Magician (WN)

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Editor: Tseirp

Em vez disso, 'algo' desceu do céu.

Pousou diante deles, no que parecia ser uma praça.

"Um dourado…"

"Dragão…"

Tanto Abel quanto Ryo só conseguiram pronunciar essas palavras.

Completamente dominados por sua presença.


Novamente, a voz ecoou em suas mentes.

Abel foi o primeiro a falar.

"Eu sou Abel, Rei do Reino de Knighley."

"...E eu sou Ryo."

Ryo conseguiu responder em seguida.

Ainda maravilhado.


(Nullus? Nullus? Poderia significar nulo? Vacuidade? Vazio? Zero?)

A mente de Ryo correu para deduzir o significado por trás do nome, recorrendo ao seu conhecimento.

Um nome reflete a essência de alguém.

Os nomes que carregamos ou que nos são dados inevitavelmente nos influenciam com o passar do tempo.

Se isso é verdade para os humanos, cujas vidas duram apenas algumas décadas.

Quão mais profundo seria o efeito para um dragão…

"Esta voz que ouvimos em nossas mentes… é você? Posso confirmar que você é, de fato, o Rei Dragão, Nullus-dono?"


Nullus assentiu.

O gesto de seu corpo maciço, com mais de 50 metros de comprimento, criou uma rajada de vento significativa.

No entanto, Abel permaneceu firme.

Embora inicialmente sobrecarregado, ele agora conversava com o dragão com a compostura de um igual.

Ryo não pôde deixar de admirar a calma de Abel.

"Abel… você é incrível."

"Hã? Se o Rei Dragão quisesse nos matar, já estaríamos mortos, não estaríamos? E, além disso, encontrar um dragão já é lendário o suficiente. Conhecer o próprio Rei Dragão… é o sonho de qualquer aventureiro."

Abel riu ao responder.

E Ryo sentiu um tremor profundo em seu coração.

Ele estava comovido.

Pela pura força de caráter de Abel.


"O que você quer dizer com isso?"


"O quê?!"

Com as palavras surpreendentes do Rei Dragão Nullus, tanto Ryo quanto Abel ficaram sem palavras.

Dizia-se que os dragões viviam para sempre.

Claro, após o recente incidente do 'Dragão da Morte', eles sabiam que isso não era totalmente verdade.

Ainda assim, acreditava-se que os dragões tivessem vidas de centenas de milhares de anos.

"Você está prestes a se tornar um dragão da morte?"


"Então você vai renascer? Que alívio."

Ryo disse, sentindo-se genuinamente feliz por algum motivo.

Embora não conseguisse explicar o porquê… Por algum motivo.


Nullus disse com uma risada.

Ryo e Abel não entenderam completamente a situação.

Mas, para Ryo, a palavra 'reencarnação' despertou uma vaga sensação de nostalgia.

"Há algo que possamos fazer para ajudar?"


"Milhares de anos…"

"A noção de tempo do Rei Dragão é totalmente diferente da nossa."

Abel disse, espantado, enquanto Ryo assentia em concordância.

Afinal, a chamada "vida lenta" de Ryo havia durado apenas cerca de vinte anos…


"Hah. Por acaso, você voltará como um bebê dragão e nós teremos que criá-lo ou algo do tipo…?"


"Ah, entendo…"

Ryo tinha feito a pergunta com base em seu conhecimento de mangás que leu na Terra…

Parecia que eles não precisariam cuidar de um bebê dragão, afinal.


"Hã? Sim, Ruwin é meu vizinho. Como você sabia disso?"


"Mark… quando isso aconteceu…?"


"Consumir…?"

"Ryo, você deve ser delicioso…"

O Rei Dragão Nullus disse com uma risada, deixando Ryo atordoado e sem palavras.

Abel olhou para Ryo e murmurou.

"A-Abel, eu não sou saboroso nem um pouco! Se você tentar me comer, eu vou revidar!"

"Não, não preciso. Você provavelmente causaria uma indigestão em mim."

"Isso é igualmente ruim à sua maneira…"

Comer outros humanos — ou qualquer coisa semelhante a humano — não era exatamente uma prática encorajada.

"Você mencionou outros Reis Dragões. Além de você e Ruwin, existem mais? Eu só tinha ouvido falar do Rei Dragão Ruwin."


Nullus parecia gostar de explicar aquilo.

Talvez porque raramente falasse sobre isso com alguém.

"Com licença. Eu tenho uma pergunta!"

Ryo levantou a mão para pedir permissão para falar.


"No lugar do Ruwin-san, havia tantos dragões vermelhos. Mas com você, Nullus-san, não parece haver nenhum dragão dourado…"


"Nenhum?"


"Isso é…"

Ryo pareceu um pouco triste com essa revelação.


O Rei Dragão Nullus não parecia nada triste.

Ele simplesmente aceitou sua natureza como um fato.

Mas suas palavras sugeriam algo profundo.

"Mesmo depois de viver por centenas de milhares de anos, você nunca conheceu seu criador?"


"Você tem toda razão."

Ryo assentiu, concordando com o Rei Dragão Nullus, que riu enquanto falava.

Embora Ryo não descartasse totalmente a teoria da evolução, quanto mais a fundo se estuda várias áreas do conhecimento e se pensa logicamente, mais evidente se torna que certos 'sistemas' não poderiam ter surgido puramente por acaso. Parece razoável concluir que alguma forma de criador ou designer interveio em pontos-chave.

Claro, isso não significa necessariamente 'Deus'.

Em muitos casos… o designer, o fundador e o gerente são entidades totalmente diferentes.

Da mesma forma, aquele que começou algo, aquele que deu continuidade e aquele que supervisiona agora podem ser todos indivíduos diferentes.

Na Terra, particularmente entre os físicos e matemáticos mais elitizados do Ocidente, muitas vezes há uma recusa em negar categoricamente a existência de um criador.

Quanto mais lógico um cientista é, menos provável é que ele descarte a ideia.

Mesmo no ápice de suas áreas, a maioria se abstém de negá-la.

Mesmo que eles não acreditem explicitamente nisso.

Alguns até sugerem que considerar a possibilidade de um criador torna as coisas mais fáceis de explicar.

Por outro lado, aqueles com menos experiência ou com conhecimentos estreitos e especializados frequentemente negam o conceito categoricamente… talvez lhes falte a amplitude de conhecimento ou a capacidade de pensar de forma independente — uma limitação lamentável, porém compreensível…

Pensar por si mesmo.

Ryo acreditava que era uma das características humanas mais importantes.

"Abel, essa é uma ótima notícia. Parece que Nullus-san não precisa comer você para reencarnar."

"Hã? Do que você está falando?"

"Bem, eu pensei que um ser grandioso como Nullus-san precisaria de um sacrifício para reencarnar. E, naturalmente, alguém poderoso, como um rei, seria a oferenda perfeita…"

"Não poderíamos usar um duque de primeira categoria como substituto?"

"De jeito nenhum! Eu não estou de acordo com isso!"

"Por que não?"

"Porque ser um sacrifício significa morrer. E eu não quero morrer ainda."

"…Nem eu."

Ryo e Abel sempre pareciam estar em comprimentos de onda diferentes.

Talvez isso fosse inevitável para um mago e um espadachim.

De repente, uma memória não relacionada surgiu na mente de Ryo.

Era de quando ele tinha acabado de reencarnar em 'Phi' e recebeu dois livros de Michael (pseudônimo). Um deles era a 'Enciclopédia de Monstros'.

No final da 'Enciclopédia de Monstros', duas criaturas foram acrescentadas — provavelmente pelo próprio Michael.

Dragões. E Akumas [1].

Esses dois, e somente esses dois, haviam sido colocados juntos. Ryo não pôde deixar de se perguntar se havia uma razão para isso.

Já que a oportunidade se apresentou.

Ele decidiu perguntar.

"Com licença! Tenho outra pergunta!"

Ryo levantou a mão entusiasticamente.


O Rei Dragão Nullus encorajou-o calmamente.

"Se… for uma pergunta que você não pode responder, por favor, apenas diga… Mas o que exatamente são Akumas?"

Ryo perguntou.


Nullus fez uma pausa, quebrando o fluxo suave da conversa pela primeira vez.

Era claramente um assunto diferente.

Seu olhar desviou-se para Abel.


"Sim, eu sou. Nunca lutei contra um… mas fui pego em um incidente envolvendo eles outro dia."


Os olhos de Nullus pousaram brevemente na espada que Abel carregava nas costas.


"Não deste mundo?"

"Ah, eu imaginei que sim."

O Rei Dragão Nullus admitiu, Abel inclinou a cabeça em confusão, enquanto Ryo disse com um aceno de cabeça.

Ryo já tinha dito ao trio da 'Sala 10'.

Que os Akumas não pareciam pertencer à mesma linhagem das criaturas deste mundo.

Claro, ele não tinha provas concretas.

Era apenas um sentimento.

Mas a intuição não deve ser subestimada.

E agora, parecia que seu palpite estava correto…


"Você está brincando…"

"Incrível…"

Tanto Abel quanto Ryo ficaram chocados com a declaração de Nullus.

Mas Ryo rapidamente considerou o assunto.

Embora os Akumas fossem realmente poderosos, ele se perguntou como eles se comparavam aos dragões… especialmente aos Reis Dragões — eles não estariam em uma séria desvantagem?

Ele decidiu perguntar diretamente.

"Os Akumas são certamente fortes, mas contra dragões… especialmente os Reis Dragões — eles não estariam em uma séria desvantagem?"


"Nos reinos habituais?"

Ryo inclinou a cabeça, intrigado com a frase.


"Espere, o quê…?"


"Eles usaram um Dragão da Morte recentemente, no entanto."


Nullus balançou a cabeça levemente, descartando o assunto.

"Para os humanos, até um Dragão da Morte é um problema enorme."


"E-Entendo…"

Abel parecia não estar convencido com a explicação de Nullus.

Mas Ryo balançou a cabeça silenciosamente e acrescentou.

"Os próprios humanos causam muitos problemas. Só por existirmos, já somos um incômodo. Comparado a isso, os dragões são bem razoáveis."

"S-Sério…?"

Abel perguntou, ainda em dúvida.

Os três continuaram a conversa, leves e descontraídos.

Por fim, Nullus quebrou o fluxo.


"Entendo. Então, este é um adeus, por enquanto."

"Quando você reencarnar, por favor, visite os Países Centrais. Se este rei, Abel, te causar problemas, você pode vir para a Floresta Rondo. Ruwin poderia se juntar a nós, e podemos conversar."


Com isso, Nullus começou a brilhar ainda mais, seu brilho dourado quase cegante.


E com essas palavras de despedida, o Rei Dragão desapareceu.

Ao mesmo tempo, a cidade dourada sumiu.

Quando a luz diminuiu, Abel e Ryo se viram parados em um campo, cercados por uma selva densa.

"Testemunhar a reencarnação de um Rei Dragão."

"Só agora estou arrepiado. Verdadeiramente um privilégio para um aventureiro."

Os dois trocaram pensamentos.

Plenamente conscientes de que haviam testemunhado algo que poucos, se é que algum, humanos jamais veriam.

Que experiência.

Era natural que estivessem animados.

"A reencarnação é em dez anos, hein?"

"Vamos esperar que Abel sobreviva por tanto tempo…"

"E-Eu ficarei bem…!"

"Imprudente se escreve A-B-E-L. Esse é o quão perigoso você é."

"Que tipo de lógica é essa…?"

[1] - Akuma: Termo japonês que, em contextos de fantasia, geralmente se refere a demônios ou espíritos malignos.

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