Water Magician (WN)

Capítulo 525

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

Ryo e Abel chegaram à residência do Primeiro-Ministro na carruagem da embaixada do Reino de Suje.

Após uma rápida verificação, foram escoltados até o pátio de manobras das carruagens.

Quando os dois desceram, foram recebidos por mais de vinte guardas.

Embora isso fosse uma "boas-vindas", não era no sentido literal.

Os dois eram evidentemente considerados indivíduos perigosos.

Os guardas estavam visivelmente tensos.

Cercando a dupla, o grupo começou a se mover em conjunto.

— Parece que até os guardas na residência do Primeiro-Ministro estão cientes da notória reputação de Abel.

— É mais provável que tenham sido avisados para tomar cuidado com o mago de túnica, não comigo.

— Ora, vamos lá. Sou um mago inofensivo e gentil, não importa como você olhe. Ao contrário de você — um espadachim aterrorizante que exala medo.

— Às vezes. Fico impressionado com a facilidade com que você despeja tantas bobagens. É quase um talento.

— Rude! É justamente porque estou sempre pensando que consigo inventar as coisas tão rapidamente. É fruto de esforço.

— Que desperdício de esforço…

A conversa deles, é claro, era audível para os guardas ao redor.

Embora nenhum deles se atrevesse a falar.

— Mas a ignorância é assustadora, não é?

— Do que você está falando?

Ryo continuou no tom de voz normal de uma conversa.

Abel perguntou, intrigado.

— Os guardas não percebem que estão ao alcance do temível golpe do espadachim Abel. Um único balanço de sua espada poderia fazer vinte cabeças voarem — é aterrorizante.

— Ei…

Abel interrompeu, notando os guardas visivelmente tensos com as palavras de Ryo.

Abel exclamou, chocado, ao perceber que alguns instintivamente levaram a mão às armas, embora tenham se contido de desembainhá-las.

Parecia que Ryo e Abel eram figuras notórias, ou pelo menos considerados altamente perigosos.

— Não se preocupem tanto. Nem eu conseguiria abater vinte pessoas com um único golpe.

Abel tentou tranquilizá-los.

Mas, claro, os guardas não ficaram nada tranquilos.

Na verdade, suas palavras apenas fizeram as expressões dos guardas ficarem ainda mais rígidas.

Abel inclinou a cabeça, confuso, sem saber o que causava tanto medo.

Ryo balançou a cabeça levemente e comentou.

— Você só está assustando eles ainda mais.

— Eu estava tentando tranquilizá-los…

— Em que mundo "não consigo abater vinte pessoas de uma vez" é uma declaração reconfortante…?

— É mesmo?

— Eles sabem, entende. Que você pode matar sem nem precisar de uma espada, Abel.

Ao comentário de Ryo, vários guardas olharam nervosamente para os dois homens enquanto caminhavam.

— Hum… mesmo depois de tudo isso, eles não fogem. Esses caras são bem treinados.

— Bem, eles são a segurança do Primeiro-Ministro. É como a guarda real no reino. Eles são a elite da nação.

— E você está intimidando uma elite dessas com suas palavras…

— Coleta de informações é necessário, não é? Precisamos entender o quão bem treinados eles realmente são.

Os dois falaram deliberadamente alto o suficiente para que todos os vinte guardas ouvissem.

Não era malícia.

A conversa deles era simplesmente parte de seu reconhecimento.

…Provavelmente.

Depois de um tempo, chegaram a uma grande porta.

Os guardas abriram e sinalizaram para que entrassem.

— Abel-dono e Ryo-dono chegaram.

Alguém que parecia ser o capitão da guarda anunciou para dentro da sala.

— Ah, deixe-os entrar.

Uma voz familiar respondeu.

Lá dentro, três homens os aguardavam.

Dois deles eram pessoas que Ryo e Abel reconheciam.

Um era seu objetivo, o Duque Helb.

O outro era Zlurma, o segundo secretário da embaixada.

— Espere, Abel não matou aquele secretário?

— É.

— Você cortou a cabeça dele, decepou os membros e apunhalou o coração, certo?

— Sim, cortei a cabeça dele, decepei os membros e apunhalei o coração.

Eles avançaram para ficar diante do Duque Helb, que estava sentado em um sofá.

— Como ousam aparecer descaradamente diante de Sua Excelência novamente, seus canalhas!

O segundo secretário Zlurma, que deveria ter sido cortado em pedaços, repreendeu-os com raiva.

Ryo encarou o pescoço dele atentamente.

Antes de balançar a cabeça e comentar:

— Parece que sua cabeça foi costurada de volta com barbante.

— Pftt.

O Duque Helb soltou uma risada contida com a observação de Ryo.

— Uh…

— Ah, minhas desculpas. Ryo-dono, poderia se abster de comentar mais? O procedimento foi meu, mas as cicatrizes não podem desaparecer da noite para o dia.

— Procedimento…

O Duque Helb explicou com uma risada, deixando Ryo momentaneamente sem palavras.

— Permitam-me apresentar a todos. Vocês já me conhecem e ao Zlurma. O outro cavalheiro aqui é o Primeiro-Ministro desta Cidade Livre, Primeiro-Ministro Noson.

Ainda sentado, o Duque Helb fez as apresentações.

O Primeiro-Ministro deu um aceno silencioso com uma expressão impassível.

— Você está controlando o Primeiro-Ministro com feitiçaria também?

— Não, ele está perfeitamente normal.

Abel perguntou, e o Duque Helb respondeu.

— Mas usar feitiçaria para controle… como vocês descobriram isso? De fato, fiz isso com os outros ministros. Como vocês adivinharam?

— Apenas um palpite.

Abel respondeu de forma monótona, sem se impressionar com a pergunta.

— Um palpite, você diz…

— A intuição de um espadachim é realmente notável.

— De fato.

Abel respondeu secamente, Ryo acenou gravemente, e o Duque Helb concordou.

— Agora então, vamos discutir o motivo da sua visita. Ouvi dizer que diz respeito à ilha.

O Duque Helb gesticulou para o sofá à sua frente, convidando-os a sentar, e os incentivou a continuar.

— Aquela ilha é a "Ilha Azul" que você mencionou ao Vice-Ministro dos Portos, não é?

— Sim, está correto.

— O que há naquela ilha?

A pergunta de Abel foi recebida com um breve silêncio do Duque Helb.

Após pensar um pouco, ele finalmente falou.

— E se eu lhes contar, o que vocês farão?

— Dependendo do que for, Ryo e eu cuidaremos disso.

Abel declarou com firmeza.

Com Ryo acenando silenciosamente em concordância.

Os olhos do Duque Helb se arregalaram de surpresa.

Diante da determinação inabalável deles.

— De fato… vocês dois são fortes. Entre os humanos, certamente poderiam ser considerados muito poderosos. No entanto…

— Não pode nos dizer exatamente o que tem lá?

— Bem… existem várias possibilidades. Mas uma coisa é certa, a presença de Dragões da Morte [1].

[1] - Dragão da Morte: Seres criados a partir dos restos mortais de dragões cujas almas não partiram completamente, vagando como cascas vazias de grande poder destrutivo.

— Dragões da Morte?

Ryo e Abel disseram em uníssono.

O termo era completamente desconhecido para ambos.

— Literalmente, são dragões que morreram.

— Dragões podem morrer?

— Sim. Dragões vivem por centenas de milhares, até milhões de anos. Mas, como todas as coisas vivas, eles eventualmente morrem. No entanto, quando morrem, suas almas normalmente habitam um corpo recém-nascido. Nesse sentido, chamá-los de seres eternos não é totalmente impreciso.

Ninguém interrompeu enquanto o Duque Helb continuava sua explicação.

— Normalmente, sua alma deixa o corpo e o corpo perece. Mas alguns dragões falham em se desprender completamente de sua alma. Esses dragões, com fragmentos de suas almas persistindo em seus corpos em decomposição, são o que chamamos de Dragões da Morte. Para simplificar, é isso que eles são.

— Uma coisa dessas existe…

— Em vez de um fragmento da alma, talvez fosse melhor descrever como um "fantasma da alma". Vejam bem, a verdadeira alma já seguiu para um novo corpo. Dragões da Morte são como cascas vazias… ou lixo. Como os próprios dragões poderiam chamá-los. Eventualmente, eles apodrecem completamente… para os dragões, eles não são nada que valha a pena se preocupar.

— Mas para os humanos…?

— Sim, eles têm um impacto significativo. Para os dragões, coisas como tempo e poder são triviais, mas para nós… é um grande problema. Mesmo que eventualmente se decomponham, alguns indivíduos levam centenas de anos para fazê-lo.

Tanto Abel quanto o Duque Helb franziram a testa enquanto discutiam o assunto.

— A razão pela qual as pessoas estão se transformando em zumbis é por causa do Dragão da Morte?

— Sim. Você está se referindo à força principal da Frota da Cidade Livre, imagino. De fato… eles apodrecem tudo ao seu redor. Essa é a essência de um Dragão da Morte. Então, sim, é certo que há um presente.

— Mas pode haver algo mais também?

— Exatamente. Existe, sem dúvida, algo mais. Mas o que é, eu não posso dizer…

— Hum.

O Duque Helb balançou levemente a cabeça. E Abel acenou.

Durante toda a conversa, Ryo permaneceu em silêncio.

Ryo sabia sobre dragões.

Ele mantinha relações amigáveis com o Rei Dragão Lewin, trocando presentes parecidos com lembranças sazonais… e até recebendo lições pessoais sobre técnicas como exercer sua própria "pressão".

Para Ryo… o Rei Dragão era um oponente que ele não conseguia nem imaginar derrotar.

Não, nem era uma questão de vencer ou perder. Se o Rei Dragão apenas mexesse um dedo mindinho, Ryo provavelmente desapareceria da existência…

A diferença de poder entre eles era como a de um deus para uma formiga.

— Se fosse um dragão vivo, não teríamos chance, mas algo pode ser feito sobre um Dragão da Morte?

— Talvez… Ryo-dono, você sabe sobre dragões?

— Uh… ah, bem, apenas um pouco…

Ryo não conseguiu disfarçar muito bem.

— Indivíduos verdadeiramente notáveis, vocês dois. Conhecer Akumas, o navio fantasma Ruri, e agora até mesmo dragões…

O Duque Helb maravilhou-se.

— Eu não os conheço. Eles só estão no território do Ryo, não estão?

— Sim, eles são meus vizinhos.

Abel perguntou, e Ryo acenou.

— …Vamos fingir que não ouvi isso. Para o bem da minha própria segurança no futuro.

— Eh?

O Duque Helb disse com um sorriso irônico, deixando Ryo inclinando a cabeça, confuso.

Incapaz de entender o significado.

— De qualquer forma, o Dragão da Morte. Não sei por que está lá ou o que causou sua presença, mas… Vocês dois ainda pretendem matá-lo?

— Sim, pretendemos.

Abel respondeu sem hesitação.

— Entendido. Nesse caso, eu acompanharei vocês também.

— O quê?

As palavras do Duque Helb surpreenderam tanto Ryo quanto Abel.

— Tenho conservado meu poder mágico por esse motivo. A criatura está se movendo, embora lentamente, em direção ao oeste. Em outras palavras, em direção à parte sul deste continente.

— O quê…?

— Meu irmão me avisou sobre essa possibilidade. É por isso que fui enviado a esta Cidade Livre… no entanto, seu movimento acelerou além das expectativas.

O Duque Helb disse inclinando a cabeça.

Suspeitando que algo além do Dragão da Morte estivesse influenciando o aumento do movimento.

— Eu planejava partir amanhã de manhã com um destacamento da frota. Se vocês dois desejarem se juntar, darei permissão.

— Então aceitamos. Embarcaremos no Lone Dark do Reino de Suje.

Abel afirmou com firmeza.

Ryo sentiu um pouco de pena do Capitão Gorik e sua tripulação.

Sabendo que agora teriam que trabalhar ao lado da frota do Grande Ducado…

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