Water Magician (WN)

Capítulo 368

Water Magician (WN)

"Os seis derrotaram a serpe, hein? Como esperado do grupo formado pelo favorito do Rei das Fadas. Fascinante."

Dizendo isso, um velho de cabelos grisalhos, vestindo um chapéu vermelho de abas largas, uma túnica vermelha e segurando um cajado, riu.

Enquanto estivesse ali, ele conseguia saber quase tudo o que acontecia na masmorra onde residia.

A batalha da 'Sala 10' e da 'Sala 11' no 100º andar foi interessante de assistir.

Ele se perguntava como eles se sairiam sem Ryo, o favorito do Rei das Fadas.

O resultado foi muito satisfatório.

"Mas... estou curioso sobre aqueles 'olhos' observando-os."

O velho de vermelho franziu a testa levemente.

"É repugnante... absolutamente repugnante... não consigo evitar a sensação de que são eles... por que se importar com esses caras? Bem, posso entender o interesse deles no favorito do Rei das Fadas. Mas... esses seis derrotarem uma serpe, ainda que criada em masmorra, é um grande feito para um humano. Ainda assim, não importa o quão impressionante... não é o suficiente para atrair a atenção deles, certo?"

Ninguém respondeu ao velho de vermelho.

O grupo da 'Sala 10' e da 'Sala 11' deixou a masmorra assim que terminaram o 100º andar.

Eles derrotaram uma serpe com seis homens e, como esperado, estavam mentalmente exaustos.

Mas, ao mesmo tempo, estavam muito felizes.

Por ora, voltaram para a estalagem 'Cidade Sagrada Ginyu', onde estavam hospedados na cidade da masmorra oeste, lavaram-se e reuniram-se no refeitório no primeiro andar da estalagem.

Naturalmente, estavam cansados, mas igualmente eufóricos...

"Um brinde por terem terminado o 100º andar!"

"Um brinde!"

Eles fizeram um banquete apenas para os seis.

"Eu gostaria que o Ryo estivesse aqui também."

"Sim... Ele foi para a República entregar uma carta ou algo assim, eu acho? E ele ainda está com o Selo Sagrado."

"Se o Ryo estivesse por perto, não acho que teríamos passado por apuros contra a serpe..."

"Nem brinca."

Amon mencionou a ausência de Ryo, Niels afirmou o fato, Zeke comentou sobre a força de Ryo e Etho concordou.

Harold e Gowan, que ouviam ao lado, balançaram a cabeça em total concordância.

Ambos tiveram duelos de treino com Ryo, então sabiam do que ele era capaz... talvez não exatamente, mas sabiam que ele era muito forte.

"Não, não importa o quão bom o Ryo seja, ele provavelmente não teria vida fácil contra uma serpe, teria?"

Niels disse, mordendo uma coxa de frango grelhado.

"Mas... eu simplesmente não consigo imaginar o Ryo lutando."

Amon inclinava a cabeça enquanto comia um bife.

Enquanto o grupo conversava, a recepcionista da estalagem trouxe um envelope.

"Perdoem-me por interromper sua refeição. Acabei de receber estes envelopes para todos vocês."

"Oh, obrigado."

Niels pegou, abriu e leu.

"O Comandante nos quer de volta na Capital Sagrada. Suponho que seja uma boa hora, vamos voltar amanhã?"

"Acho que sim. Acabamos de conquistar o 100º andar... Gostaria que voltássemos e continuássemos quando tivermos folga novamente."

Niels propôs voltar amanhã, e Etho concordou.

Os outros quatro acenaram com a cabeça.

Assim, no dia seguinte, o grupo deixou a Masmorra Oeste e seguiu para a Capital Sagrada.

Quando estavam na metade do caminho entre a Masmorra Oeste e a Cidade Sagrada...

O chão brilhou.

"Que diabos é isso?"

"Um círculo mágico?"

Depois que Niels e Etho pronunciaram essas palavras... a visão de todos escureceu.

Foi uma escuridão total.

Então ocorreu a todos os seis... algo que já tinham vivenciado uma vez.

"Não pode ser..."

A voz de Niels tremia.

Então, uma luz apareceu diante deles.

O chão era o mesmo calçamento de paralelepípedos...

"Daquela vez..."

O murmúrio de Amon estava claramente tingido de medo.

A luz subiu e parou a uma altura de cerca de cinco metros.

E na frente deles estava um homem com aparência de padre.

Ele era o mesmo homem que os tinha teletransportado à força na encruzilhada do país perdido de 'Baudelin'.

"E aí, faz tempo."

O homem com aparência de padre soava igual a antes.

Mas havia um toque de irritação em sua voz.

"Mesmo depois de chegarem aos Países Ocidentais, à Capital Sagrada, vocês ainda não fizeram nada."

O homem com aparência de padre disse, balançando a cabeça levemente.

"Do que você está falando?"

Niels perguntou.

"Dos Caídos, obviamente, dos Caídos! Não estou dizendo que vocês devam sair por aí espalhando o conceito dos Caídos... mas espero que, no mínimo, confrontem aqueles fanáticos da igreja com o conceito dos Caídos, certo? É natural, não é? Não concordam?"

O homem com aparência de padre estava irritado e agitado.

Ele parecia muito instável.

Ver alguém nesse estado deixa qualquer um inquieto.

Porque não se pode prever como a pessoa agirá em seguida.

"O que acontece com uma 'existência' que caiu e se separou de Deus? O que deve ser feito para impedir que essa 'existência' desapareça? A resposta reside em uma das razões pelas quais vocês foram chamados dos Países Centrais."

"Hã? O que você quer dizer...?"

Etho foi quem reagiu às palavras do homem com aparência de padre.

"Poxa... No entanto, vocês, tolos, simplesmente ficaram de braços cruzados. O que vai ser preciso para colocar vocês em ação? Diga-me, digamos, se um de vocês morresse, isso os faria agir? Vocês passariam a ser proativos para evitar que a cabeça de vocês rolasse em seguida? Bem, suponho que isso resolveria."

"Do que diabos você está falando..."

As palavras do homem com aparência de padre já soavam incoerentes.

Niels estava com um mau pressentimento. Não, todos estavam...

"Quem será? Vejamos, não há necessidade de dois padres. E certamente não preciso daquele que não conhecia o conceito dos Caídos."

O homem com aparência de padre disse e olhou para Zeke.

Zeke não conseguia se mexer.

Ele sabia que sua vida estava em perigo.

Ele entendia isso em sua mente, mas seu corpo simplesmente não obedecia.

"Sumam."

Naquele momento.

Crac.

O mundo se partiu.

E um velho de vermelho desceu na frente do grupo...

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