Water Magician (WN)

Capítulo 329

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

No dia seguinte à chegada da delegação à Cidade Santa de Marlomar, foi realizada uma conferência para funcionários civis.

Mas parem para pensar.

As Nações Centrais e os Países Ocidentais estão incrivelmente distantes um do outro.

Leva mais de um mês de viagem só de ida, com uma infinidade de dificuldades pelo caminho.

Sobre o que, diabos, duas regiões tão distantes teriam para fazer uma conferência?

Na verdade, esse foi um tópico de discussão entre os governos das Nações Centrais.

No Reino, na União, e até no Império, que liderava a missão.

No entanto, a primeira carta da Teocracia que chegou ao Império dizia: "Gostaríamos de conduzir negociações comerciais, portanto, enviem também funcionários civis".

O que eles estavam planejando?

"Conectar as Nações Centrais e os países Ocidentais por mar...?"

Ignis, o negociador-chefe do Reino, resmungou involuntariamente ao ouvir a proposta dos funcionários civis da Teocracia.

As primeiras negociações comerciais contaram com a presença de dez altos funcionários civis do Império, da União e do Reino, respectivamente.

Não só o Reino, mas provavelmente os funcionários civis do Império e da União também estavam ouvindo sobre a proposta pela primeira vez.

Toda a missão das Nações Centrais estava em polvorosa.

Faz sentido.

Já que, segundo boatos, há uma distância considerável entre as Nações Centrais e os Países Ocidentais, mesmo por mar.

Sim, "segundo boatos".

Ninguém mediu exatamente a distância.

No mínimo, nenhum governo possui esses dados.

Claro, a rota marítima exata também é desconhecida.

E, nem preciso dizer, existem monstros marinhos no oceano...

Quanto mais ele pensava nisso, mais problemas surgiam.

Ignis literalmente enterrou o rosto nas mãos.

No momento, não parecia algo viável...

Mesmo sendo um negociador experiente, ele não fazia ideia do que esperar nos próximos três meses de negociações.

Os funcionários civis estavam apenas começando.

Os escoltas, por outro lado, estavam basicamente livres.

Cada um deles estava relaxando à sua própria maneira.

O primeiro e mais ativo do grupo era, provavelmente, o mago do atributo água do Reino.

Ele foi até a "Seção de Recepção da Delegação do Reino", que servia como ponto de contato para a delegação, e fez uma proposta.

A seção de recepção ficava na recepção do primeiro andar do dormitório da delegação do Reino...

"Um... tour pelos golems?"

Eles ficaram surpresos com o pedido de Ryo.

E o conteúdo era "permissão para ver os golems".

Sim, "apenas para vê-los".

Ele queria permissão para observar os golems que ficavam guardando o portão, não os que estavam no armazém.

Porque, naturalmente, ele sabia que, se dissesse que queria mexer neles ou dar uma olhada em suas fórmulas mágicas, seria rejeitado imediatamente.

Até Ryo sabia que, a menos que fosse em circunstâncias incomuns, como aquela no Ducado QC, eles não mostrariam a ninguém de outro país qualquer parte do golem relacionada à sua confidencialidade.

Por isso ele pediu permissão apenas para observar.

Isso era algo que a seção de recepção não havia previsto, e uma discussão se seguiu.

Após uma discussão suficiente, o pedido foi aprovado.

Todos viram Ryo caminhando em frente à recepção, fazendo várias poses de comemoração com o punho, como um jogador de tênis.

E alguns deles se sentiram aliviados.

Que Ryo não soltou algo como congelar a Cidade Santa.

Isso mesmo, essas pessoas eram os caras da "Sala 10" e da "Sala 11".

Os três membros da "Sala 10" decidiram sair pela cidade por enquanto.

Naquela hora, eles convidaram os três membros da "Sala 11" para se juntarem a eles, mas Harold, Zeke e Gowan recusaram educadamente.

Porque eles não estavam com disposição para sair pela cidade ainda...

Por causa da "Maldição do Espírito Rompedor"[1] de Harold, é claro.

[1] - Maldição do Espírito Rompedor: Uma maldição mágica que causa danos internos progressivos ao corpo do hospedeiro.

Eles não estavam no clima porque o Comandante Hugh McGrath tinha uma reunião agendada com a Igreja Ocidental sobre esse assunto amanhã.

Imaginando que fosse isso, os três da Sala 10 seguiram em frente sem forçá-los.

"Vocês podiam ter ido com eles, sem se preocupar comigo."

"Nem ferrando."

"É verdade."

Harold disse, Zeke o dispensou e Gowan concordou.

Para quebrar a maldição de Harold, Zeke e Gowan também se juntaram a esta missão aos Países Ocidentais.

Eles não estavam com cabeça para passear pela cidade quando o sucesso ou o fracasso do assunto poderia ser decidido amanhã...

Assim, os três passaram a noite preocupados enquanto esperavam o dia seguinte amanhecer.

Acompanhados pelo Comandante Hugh McGrath, os três membros da "Sala 11" seguiram para o Palácio Papal.

Claro, o horário já tinha sido marcado no dia anterior, então eles foram levados à sala de recepção sem precisar esperar.

Um minuto depois.

Um homem idoso vestindo vestes escarlates entrou na sala de recepção.

"Olá. Eu sou o Cardeal Oskar, encarregado deste assunto. É um prazer conhecê-los."

Os cardeais estão logo abaixo do Papa na hierarquia da Igreja Ocidental, sendo apenas doze no total.

(Nossa... parece que pegamos um peixe grande.)

Hugh sentou-se pensando nisso após retribuir o cumprimento.

"Então, para deixar claro: vocês têm alguém sofrendo da 'Maldição do Espírito Rompedor' e gostariam de quebrá-la. Correto?"

O Cardeal Oskar perguntou em um tom calmo.

"Isso mesmo. Harold, aqui presente, é quem está afligido pela 'Maldição do Espírito Rompedor'."

Hugh apresentou Harold ao seu lado.

Oskar assentiu uma vez, mas continuou com um leve cenho franzido.

"Como vocês bem sabem, para quebrar a 'Maldição do Espírito Rompedor', uma gota do sangue do Lorde Demônio deve ser aplicada na testa da vítima. Além disso, aqui nos Países Ocidentais, todo ano um bom número de pessoas sofre com essa maldição, então a igreja armazena o sangue do Lorde Demônio... em circunstâncias normais."

"Circunstâncias normais?"

Hugh repetiu, franzindo a testa também.

(Parece que esse assunto está tomando um rumo indesejado...)

"Na verdade, duas semanas atrás, alguém atacou o primeiro depósito, onde o sangue do Lorde Demônio por acaso estava guardado. O frasco que continha o sangue quebrou e o conteúdo se espalhou."

"..."

Hugh e os três da Sala 11 ficaram desanimados.

"Temos um estoque reserva no segundo depósito, fora da Cidade Santa, e providenciarei para que seja trazido até vocês."

"Ah..."

Harold, ou talvez Gowan, soltou esse som involuntariamente.

"Embora fôssemos movê-lo apenas depois que o primeiro depósito fosse consertado, vou contatá-los agora para transportá-lo... vejamos, não deve levar mais do que três dias. Sinto muito pelo atraso."

Dizendo isso, o Cardeal Oskar abaixou a cabeça.

"Não, não, por favor, nós podemos esperar... três dias, certo?"

Hugh perguntou, olhando para Harold.

"Sim."

Harold assentiu.

Seu rosto estava mais brilhante do que nunca.

Claro, não havia uma solução imediata, mas ele sabia que, se esperasse três dias, poderia ter a maldição removida.

É a incerteza que enlouquece as pessoas.

Desde que haja uma luz no fim do túnel, esperar um pouco não é problema.

"Enviarei um aviso ao seu dormitório em três dias, assim que chegar."


Três dias depois, Ryo visitou os golems no Portão Norte, e Hugh e os três membros da Sala 11 visitaram o Palácio Papal.

"Ufa, agora eu conquistei os golems do leste, oeste, sul e norte."

Ryo murmurou para si mesmo enquanto voltava para o dormitório da missão com os membros da "Seção de Recepção", após aproveitar o tour pelos golems do Portão Oeste.

Isso mesmo, ele tinha visto os golems do portão norte no primeiro dia, os do portão leste no dia seguinte, os do sul no dia após aquele... e os do oeste hoje.

A essa altura, Ryo tinha se tornado um esplêndido entusiasta de golems...

"Os golems do Ducado QC e os golems da Cidade Santa se encaixam na classe de três metros, o que é um tipo de força por si só. Meus golems de 1,5 metro não seriam páreo para eles em batalha."

Ryo tinha se tornado, de repente, um crítico amador de golems ao criar sua própria classificação, como os golems de classe de três metros.

Aliás, os golems que gerenciavam os campos de arroz que Ryo construiu no Ducado Rondo tinham 1,5 metro de altura.

Afinal, os golems foram projetados para entrar e gerenciar os arrozais e, se fossem altos — em outras palavras, se tivessem o centro de gravidade alto — eles cairiam facilmente.

E eles nem foram projetados para combate, para começo de conversa.

Não apenas golems, mas qualquer coisa, o tamanho depende do seu uso.

Ryo, que por algum motivo começou a pensar nisso como uma batalha entre a classe de 3 metros contra a classe de 1,5 metro, deve ter começado a desenvolver músculos no cérebro, ou seja, tornando-se um "cabeça-de-músculo"...

Quando Ryo entrou no refeitório do dormitório, ele estava vazio.

Talvez fosse natural, já que a maioria dos funcionários civis estava ocupada no Palácio Papal e os aventureiros escoltas tinham saído às ruas.

Mas...

"Ah, Ryo!"

Amon viu Ryo entrar no refeitório e o chamou.

Ao lado dele estavam membros das Salas 10 e 11, bem como o Comandante Hugh McGrath.

Mas ele achou estranho.

O sangue do Lorde Demônio deveria chegar ao Palácio Papal vindo do segundo depósito e, então, eles seguiriam para dissipar a maldição de Harold.

E, ainda assim... como Harold, os outros e Hugh estavam ali?

"Voltei. Mas por que vocês estão aqui? E o que houve com a remoção da maldição?"

Quando Ryo disse isso, a expressão de Hugh ficou mais séria.

Então ele disse.

"O sangue do Lorde Demônio desapareceu."

"Hã? O que isso significa...?"

Ryo perguntou, e em vez de Hugh, que pensava em algo com os braços cruzados, o Sacerdote Zeke começou a explicar.

"Aparentemente, o segundo depósito foi atacado e, naquela ocasião, o frasco que continha o sangue do rei demônio se estilhaçou."

"Espere... não foi a mesma coisa que aconteceu no primeiro depósito?"

"Sim..."

A mesma coisa aconteceu no segundo depósito.

O que, diabos, estava acontecendo?

"O cardeal encarregado disse que o terceiro e o quarto depósitos também foram atacados da mesma forma. Mas eles não continham o sangue do Lorde Demônio, segundo ele... Com os depósitos da igreja sendo invadidos... não há dúvida de que algo terrível está acontecendo."

Como sacerdote, Zeke provavelmente não se sentia bem com o fato de instalações religiosas estarem sendo atacadas.

"Onde mais podemos encontrar o sangue do Lorde Demônio?"

"Aparentemente, não podemos. Para começar, parece que o sangue do Lorde Demônio não pode ser armazenado por muito tempo em um frasco comum e, para isso, precisa ser guardado em um frasco feito especialmente com alquimia... E só a igreja tem isso."

"Mas então, isso colocaria Harold em uma situação difícil, o mesmo para os outros que sofrem da 'Maldição do Espírito Rompedor'..."

"Sim..."

Nas Nações Centrais, Harold era a primeira pessoa em muito tempo a ser afligida por essa "maldição espiritual", mas é uma "maldição espiritual" comum nos Países Ocidentais.

É por isso que a Igreja Ocidental mantinha o sangue do Lorde Demônio... e se ele fosse perdido, colocaria muitas pessoas em uma situação sem esperança.

Até então, Hugh estava pensando com os braços cruzados e olhos fechados.

"Acho que não tem jeito..."

Ao resmungar isso, ele abriu os olhos e anunciou.

"Niels, Etho, Amon e Ryo. Ordeno que cooperem com os três da Sala 11 para procurar o sangue do Lorde Demônio."

"Hã?"

Todos os sete abriram a boca em uníssono.

"O que você quer dizer...?"

Niels perguntou, falando pelos outros.

"Mais precisamente, quero que encontrem o Lorde Demônio e peguem o sangue dele."

Todos os sete ficaram sem fala depois de ouvir aquelas palavras...

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