Water Magician (WN)

Capítulo 209

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

"Ufa..."

Em uma das carruagens da comitiva.

Um certo espadachim desviou o olhar dos documentos à sua frente e soltou um suspiro.

"Ah, olha só para mim, dando o meu melhor. E aí, está esperando um tapinha nas costas, é isso? Seu esperto, Abel!"

"Ugh, meu Deus! Agora eu não posso nem suspirar em paz."

Hoje, novamente, o esquete... a conversa entre o espadachim e o mago estava a todo vapor.

"Para começar, estudar é divertido. Não é algo para se suspirar."

Ryo certamente estava sorrindo ao dizer isso.

Naturalmente, era porque aquele era seu campo de estudo favorito.

"Até você, Ryo... por exemplo, se o que você estivesse estudando fosse sobre política, aposto que soltaria um ou dois suspiros."

"Hehehe, isso é simplesmente a sua ignorância falando, Abel. Agora, deixe este pesquisador político Ryo dissipar a névoa que está nublando sua mente!"

"Pesquisador político..."

Abel suspirou mais profundamente do que antes e balançou a cabeça algumas vezes.

"Não tem nada nublando minha mente em particular... só estou me perguntando por que existe algo como a família real..."

"Quanta filosofia... um príncipe questionando a razão de ser da família real..."

"Por que não? Não vejo nada de filosófico nisso."

Quando Abel disse isso, ele de repente olhou para a mão de Ryo.

Ele segurava o cabo de algo com a mão direita e o girava repetidamente. Parecia ser feito de vidro... mas ele entendeu que, provavelmente, era algo feito de gelo com magia do atributo água.

Depois de girar por um tempo, ele abriu o que parecia ser uma tampa e transferiu uma substância em pó para um cilindro de gelo recém-feito.

"Ei, Ryo, o que você está fazendo..."

"Pensei em tomar uma xícara de café. Lá em casa, eu moou meus grãos de café com um moinho que ganhei da empresa comercial Gecko, mas não posso trazê-lo comigo em uma viagem como esta, pois só aumentaria minha carga sem necessidade. E como o moinho em si tem uma estrutura bem simples, pensei em tentar fazê-lo com magia do atributo água."

Ryo entregou o moinho de café a Abel depois de terminar de transferir os grãos de café em pó, enquanto seguia em frente e despejava água quente em uma prensa de café feita de gelo... claro, também com magia do atributo água.

Que versatilidade incrível da magia do atributo água!

"Então agora, posso tomar café fresquinho na estrada, contanto que eu tenha grãos torrados!"

"Uau..."

Abel costuma ficar surpreso com o comportamento de Ryo, mas desta vez ele ficou genuinamente impressionado.

O aroma rico do café Kona emanava da prensa.

Sobre a mesa estavam uma prensa de café e uma ampulheta, ambas feitas de gelo... talvez até a "areia" fossem minúsculas partículas de gelo.

"A família fundadora é a bandeira."

"O quê?"

Ryo murmurou baixinho, ao que Abel reagiu involuntariamente.

"Ah, nada, nada, eu estava apenas falando comigo mesmo. Isso, uma família real é como uma bandeira."

"Uma família real é a bandeira..."

Ryo assentiu uma vez e começou a explicar.

"Aparentemente, as pessoas têm dificuldade em sentir lealdade por algo tão vago e intangível quanto uma 'organização' ou um 'país'. Mas é possível unir as pessoas fazendo com que sintam lealdade por uma 'pessoa' que personifica ou simboliza essa organização."

Abel ouviu a explicação de Ryo sem dizer uma palavra.

"Uma nação reúne a lealdade de seu povo estabelecendo uma bandeira e um hino nacional, e exibindo 'coisas que simbolizam a nação' em vez de noções ambíguas. Mas, ainda assim, isso está longe de ser suficiente. O fator mais importante é a 'figura'."

Os Estados Unidos da América, o berço da democracia no mundo moderno, são talvez o melhor exemplo disso.

O 'Presidente dos Estados Unidos' é o símbolo e a personificação da própria nação.

Portanto, não importa o que aconteça, a segurança do presidente, o símbolo da nação, continuará sendo a maior prioridade.

Não importa quantas dezenas ou milhares morram, tudo no país se moveria para garantir a segurança do presidente primeiro.

É assim que o sistema funciona.

Aqueles que criaram o sistema na América devem ter percebido: que a maneira mais eficaz de unir o povo era instalar uma 'figura' que representasse a própria nação.

É por isso que uma nação com tal mosaico cultural, com sua mistura de raças, religiões e várias formas de pensar, conseguiu permanecer como uma superpotência no topo do mundo após apenas uma grande guerra civil.

Houve muitos líderes carismáticos ao longo do mundo e da história.

Sob eles, conflitos raciais e religiosos não se tornaram grandes problemas, e o país estava estável.

Mas quando eles morriam, esses conflitos vinham à tona, abalando o país e, acima de tudo, fazendo o povo sofrer.

É por isso que é um problema se durar apenas uma geração.

Para que o povo permaneça unido, o símbolo deve...

"Em outras palavras, um rei, ou a família real, é um símbolo necessário para unir o povo como uma nação. Ou, para ser mais direto, é o mecanismo mais eficaz, correto?"

"Exatamente. Embora eu ache bastante desumano. Porque significa que o rei será privado dos prazeres de viver uma vida comum."

Foi o pai de Ryo quem se referiu à família fundadora como uma bandeira.

Segundo ele, é possível usar a família fundadora como um símbolo para unir funcionários e como um dos mecanismos mais eficazes para administrar uma empresa.

Na verdade, histórias sobre o que aconteceu com empresas que cresceram e eliminaram suas famílias fundadoras décadas depois são ouvidas aqui e ali, não é?

Existem milhares de empresas no Japão que existem há séculos, e quase todas tinham famílias fundadoras.

Caso contrário, elas não teriam durado tanto tempo.

A história não mente.

A história prova isso.

A história é... às vezes cruel.

Existe, é claro, a possibilidade de que os membros da família fundadora... fiquem presos na 'família'.

Portanto, 'negar a liberdade de escolher uma profissão' dificilmente pode ser visto como humano.

Mas a história não leva tais coisas em conta.

"A bandeira em si pode não ser necessariamente notável. Tudo bem, é uma bandeira, afinal, contanto que haja pessoas excelentes ao redor cumprindo seus deveres adequadamente, tudo ficará bem... e esse é um aspecto. De fato, existem muitos reis tolos conhecidos ao longo da história. Quero dizer, seria ótimo se a bandeira em si fosse notável, mas se não for, não há necessidade de se sentir tão mal com isso."

"De alguma forma, sinto que... você está me dizendo indiretamente que eu não sou notável..."

Abel olhou Ryo diretamente nos olhos.

"Opa, a ampulheta acabou. Vamos tomar café enquanto fazemos uma pausa, que tal?"

Com isso, Ryo baixou a prensa, despejou o café recém-coado em uma xícara de gelo sem qualquer vestígio de frio e a entregou a Abel.

"Ah, ok, obrigado."

Abel a pegou e sorriu após sentir o aroma.

"Pensar que eu beberia café feito na hora em uma carruagem de viagem."

"Hehehe. Experimente a grandeza da magia do atributo água, ao máximo!"

Ryo sorriu com o aroma do café enquanto fazia um gesto grandioso.


Ao mesmo tempo. Em algum lugar no reino.

"Mestre 'Preto', tudo está pronto."

Diante do homem chamado 'Preto', mais de dez homens e mulheres estavam de joelhos, curvando a cabeça, aguardando suas instruções.

Eles eram os executivos da nova 'Ordem dos Assassinos'.

"Autorizo o ataque à comitiva de acordo com o novo contrato. Natalia, assuma o comando."

"Sim, senhor."

Após dar a ordem, 'Preto' desapareceu.

Mas os executivos não se moveram por um tempo.

Depois de mais de dois minutos, Natalia se levantou.

Os outros executivos também se levantaram em resposta.

"Ele é ainda mais intimidador que o chefe anterior."

O mais sênior dos executivos murmurou para si mesmo.

Natalia lançou um olhar fulminante para ele.

Mas ela não disse nada.

Os executivos estão na mesma hierarquia.

Mas por causa disso, a posição do homem que era membro da Ordem há muito tempo é, à sua maneira, mais forte.

Embora Natalia seja favorecida por 'Preto' e encarregada do comando de operações importantes como esta, ela ainda é apenas uma das executivas.

(Logo...)

Com sentimentos tão fortes, Natalia deixou a sala com a determinação de um dia superar aqueles homens.

Ela estava a caminho de Acre, a maior cidade na parte sul do Reino.

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