Life Hunter

Volume 3 - Capítulo 57

Life Hunter

— O que acha? Eu acho que não é ruim fazer coisas assim de vez em quando. — O mestre da guilda falou e Arima folheou silenciosamente a pasta antes de colocá-la na mesa.

— Bem, de fato, poderia ser divertido. Isso é certo! — Arima respondeu e Lanya, que estava curiosa, pegou o documento que Arima acabou de colocar e começou a lê-lo. Quanto mais ela fazia, mais brilhante sua expressão se tornava.

— Por favor, aceite! — Ela se levantou e apoiou o que quer que estivesse escrito naquele documento com entusiasmo. Lilis ficou surpresa e pegou a pasta das mãos de Lanya, lendo-a rapidamente. Noturno pulou em seu ombro para dar uma olhada. Em seguida, a expressão de Lilis acolheu um sorriso largo.

— Por que não? — Noturno acabou dizia enquanto acenava com a pata. Arima olhou para ele e encolheu os ombros. Ele olhou para o mestre da guilda — Claro, eu farei isso.

O mestre sorriu — Muito obrigado! Tenho certeza de que será uma boa experiência para você. — Afirmou e deu uma carta lacrada para Arima — Leve isso para o ‘AP’ (Academia Providência) em cinco dias.

Arima guardou a carta e se levantou — Entendi, vou fazer isso. Mas me dê algumas masmorras para limpar também. Eu ficaria entediado de outra forma. — Ele acrescentou e o mestre riu. Em seguida, o mestre da guilda caminhou em direção a um pequeno armário e o abriu, pegou alguns mapas e os entregou à Arima.

— Estas são as masmorras mais difíceis que temos. Eu deveria enviar um SSS e um SS para esses dois locais, respectivamente, em uma semana. Mas se você puder limpar os dois até lá, não haverá nenhum problema.

— Obrigado! — Arima sorriu enquanto fazia os mpaas desaparecerem. Em seguida, ele acenou para Lanya e Lilis e saiu da sala com elas.

Quando o grupo de Arima saiu da guilda, o sol “falso” já estava se pondo.

— Já estou impaciente por ter que esperar os cinco dias. — Afirmou Lilis e Lanya deu um sorriso feliz. Arima olhou para elas e suspirou. Ele se concentrou no mapa da cidade que ele havia constituído a partir do reconhecimento dos falcões, procurou a pousada mais próxima e foi diretamente para lá.

— A propósito, Lilis… — No caminho para lá, Arima levantou a voz.

— O que é? — Ela respondeu e sorriu —Você tem outra pergunta?

Arima ignorou seu comentário sarcástico e continuou — Quem é o dono daquela luz dourada?

— Ah… você notou afinal, hein?

— Claro. Aquela maldita luz não era algo que um humano criasse. Foi claramente feito pelo menos pelo poder de um Deus Terrestre. Se não fosse porque a fonte era vulnerável, eu não teria sido capaz de fazer nada. E o mais importante, eu já tropecei na mesma luz antes.

— Você está certo. Quando você lutou contra o Imperador e o Papa naquela época. Ainda me lembro de como você dominou com magia negra. Você realmente não sabe o quão louco isso foi. — Ela riu e Arima olhou para ela a fim de fazê-la continuar.

— Ahem, bem, basicamente, ele é um Deus Celestial. Embora não seja tão forte em comparação com outros deuses, ainda é poderoso. Ele tem domínio absoluto sobre a Luz e o Fogo. O nome dele é Tiatus, é um deus bem conhecido por ter um grande número de crentes nos mundos inferiores. Agora que penso nisso, por que o sino tocou para você? Não deveria ser Tiatus mirando diretamente em você. Ele não tem tempo para fazer esse tipo de brincadeira. Além disso, se fosse realmente ele, sem dúvida você já estaria morto. Aquela igreja tinha acabado de ser abençoada por ele.

Arima grunhiu — Acho que foi minha aura de morte que alertou. Ainda havia alguns restos da última vez que eu não me livrei. Talvez aquele sino tenha me considerado um morto-vivo de verdade e depois tentado me matar.

— É plausível. — Lilis assentiu.

Quando chegaram à pousada, Arima alugou dois quartos. Um para ele e Noturno e o outro para Lanya e Lilis.

— Você pode dormir com a gente se quiser, sabe? — Lanya inclinou a cabeça e disse de uma maneira quase inocente demais.

Arima olhou fixamente para ela —…Não. — Ele pronunciou e entrou em seu quarto com Noturno. Lilis riu e foi para o outro quarto com Lanya.

Quando Arima entrou em seu quarto, sentou-se diretamente na cama e usou sua magia dimensional. Quando ele estava do outro lado, começou a trabalhar mais uma vez nos oito elementos primários. As oito cores se fundiram. Às vezes seria arco-íris, outras vezes seria totalmente branco ou preto, ou mesmo transparente. Todos os tipos de resultados, mas Arima não teve sucesso mesmo depois de inúmeras tentativas.

Noturno estava silenciosamente observando. Ele olhou ao redor da sala em que eles estavam e suspirou internamente, Arima realmente interrompeu o tempo quando criou um caminho para esta dimensão.

Agora, uma hora aqui só equivale a um minuto na dimensão normal. Isso significa que uma hora no mundo normal equivalia a dois dias e meio na outra dimensão. Embora precisasse de mais mana, também valia muito mais a pena.

Noturno balançou ligeiramente a cabeça com o absurdo dessa magia e deixou a pousada. A sombra de um dragão negro emergiu do lado de fora. Um rugido que esmagou muitas casas ecoou. Noturno poderia destruir qualquer coisa que quisesse, já que não era o mundo real. Ele finalmente poderia enlouquecer e não precisava se conter com seu treinamento.

Poucos dias depois, naquela dimensão, a Cidade Central havia sido reduzida a cinzas, exceto uma certa Pousada que havia sido mantida ilesa.

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No dia seguinte, Lanya e Lilis acordaram e saíram do quarto para tomar o café da manhã. Arima só saiu uma hora depois.

Ele passou a noite toda no “outro lado”. Basicamente, ele tinha acabado de viver vinte dias no espaço de uma noite. Mas ele não parecia cansado ou diferente de como estava antes de entrar em seu quarto.

Quando Lilis viu Arima, ela estava preparada para provocá-lo sobre o quão tarde ele acordou, mas sua expressão mudou estranhamente — Você… você já está no segundo céu! — Ela exclamou incrédula.

— Como você conseguiu avançar em uma noite? Não, mesmo antes disso, eu deveria ter sido capaz de sentir isso… — Ela murmurou para si mesma e Arima a ignorou.

Ele pediu um pouco de leite da equipe da pousada, depois pegou um bolo e começou a comer com Lanya. Noturno também começou a comer um prato de comida. A maior vantagem deste pequeno corpo era o fato de que ele não precisava comer tanto para estar cheio.

— Espere, eu senti alguma magia de tempo…, mas eu pensei que era apenas você brincando. — De repente, Lilis imaginou algo e se virou para Noturno, que estava comendo ociosamente — Noturno, quando foi a última vez que você me viu?

Noturno olhou para ela e inclinou a cabeça —Hã? Não sei. Talvez cerca de vinte dias atrás, eu acho? — Ele pronunciou e Lanya se engasgou com a água que estava bebendo enquanto Lilis olhava para Arima em choque.

— Você realmente criou uma dimensão independente do espaço-tempo! Mesmo para um Caçador de Vidas – não, mesmo para você há limites…— Lilis parou de resmungar quando percebeu que estava perdendo a cabeça e apenas se sentou olhando para o céu, ah não, o telhado.

— Bem, eu estava realmente tentando fazer outra coisa. O avanço foi apenas um bônus.

Lilis sorriu ironicamente —Se você passou vinte dias em algo, então isso significa que já está dominado.

— Não, na verdade, eu ainda não posso fazer isso…— Arima respondeu com um encolher de ombros e uma expressão indefesa.

Desta vez, Lilis largou o garfo e os olhos de Lanya se arregalaram ao máximo —Você está bem? Você está doente ou algo assim? Ou a luz de Tiatus infectou você?

Arima franziu a testa — Que diabos você está dizendo?

Lilis ficou em silêncio —…Você está realmente trabalhando em algo mais difícil do que a magia do tempo?

—Sim, tenho certeza de que é pelo menos cem vezes mais difícil.

— Não acredito nisso…— Lilis murmurou e colocou a cabeça sobre a mesa —Você está ciente de que a magia do tempo é a teoria mágica mais difícil que já existiu? Algo mais difícil do que isso, seria algo que até mesmo os deuses não conhecem.

— Ah! — Arima riu — Então, você saberá o que é quando eu conseguir. — Ele disse em um tom indiferente e colocou um pirulito em sua boca.

— Se eu puder ter algo que os Deuses Celestiais não têm, então será uma das minhas maiores vantagens. E, para ser justo, a magia do tempo só é difícil de dominar porque é uma teoria que tem um significado muito complexo e pouco claro, ao mesmo tempo que é cientificamente ambígua. A principal barreira a ser superada se você quiser usar o tempo é mudar sua própria mente. — Arima proferiu e se levantou. Noturno já tinha terminado sua refeição e estava de volta em seu ombro.

Enquanto isso, Lanya, que ficou chocada depois de ouvir que Arima não conseguiu fazer algo, suspirou de alívio quando soube que era algo que nem Lilis sabia. Seu último pensamento foi: “É normal então.”

Lilis ficou sem palavras e terminou rapidamente sua refeição enquanto fazia beicinho antes de Arima teletransporta-los.

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O lugar em que reapareceram era no meio de um desfiladeiro cercado por escarpas.

— Onde diabos estamos? — Lilis já reclamou. Era óbvio que ela estava furiosa com o que aconteceu antes.

— Um local de masmorra aparentemente. — Respondeu Arima, totalmente imperturbável com o humor de Lilis. — Se eu não estou errado, deve ser por aqui— Disse ele e começou a andar, seguindo a direção que o desfiladeiro havia delineado.

Lanya e Lilis o seguiram silenciosamente, a deusa estava de mau humor e a outra parecia estar curiosa sobre o que estava por vir.

Cinco minutos depois, chegaram ao beco sem saída do desfiladeiro. Mas no mesmo lugar, uma grande entrada para uma caverna subterrânea foi aberta.

—Bem, não é difícil notar onde está a masmorra. — Arima riu e entrou pela entrada.

Lilis suspirou e parecia ter se acalmado. Ela seguiu Lanya, que entusiasticamente entrou com Arima.

Quando Arima deu um passo dentro da caverna, o som reverberou por todo o lugar. As paredes da masmorra pareciam feitas de uma pedra cinza estranha e polida. Arima entrou lá por um tempo antes de chegar a uma escada que foi ainda mais fundo no subsolo.

Arima não hesitou em descer. Seu sigilo brilhou um pouco e a escada foi iluminada do nada. Lanya e Lilis ficaram atrás dele com um interesse florescente sobre este lugar.

Quando deram o último passo, chegaram a uma sala enorme com dimensões perfeitas. De fato, uma sala perfeitamente quadrada que provavelmente tinha um volume de cerca de um milhão de metros cúbicos.

Quando Arima pisou no chão daquela sala, guinchos agudos ressoaram. Ele gerou uma luz mais forte e iluminou completamente a sala. Ela tinha muitos túneis conectados a si e de dentro deles saíam um número incalculável de pequenos monstros com pele verde, dentes afiados e uma aparência realmente grotesca. Simplesmente, eles eram goblins.

Arima observou o influxo de monstros com olhos entediados. Seus olhos brilhavam e se fixavam em cada goblin. O suposto número incalculável tinha acabado de ser calculado por ele, estalou os dedos e cada goblin parou em seus trilhos antes de desmoronar e colidir um contra o outro. Quando a poeira foi dispersa, todos eles tiveram suas cabeças separadas de seus pescoços enquanto se deitavam no chão.

Assim, Arima matou milhares de goblins. — Bem, eles são fracos, mas eu ainda vou aceitar. — Disse Arima e recuperou a força vital desses goblins com um círculo mágico.

Ele queimou todos os cadáveres como se nada tivesse acontecido. Em seguida, escolheu um túnel para entrar e imediatamente o usou. Lanya o seguiu sem perguntas enquanto Lilis suspirou mais uma vez.

Depois disso, nada realmente interessante aconteceu, os monstros mais fortes que eles puderam encontrar estavam em torno do oitavo e nono nível. Cada vez que Arima encontrava um, ele o levava para a outra dimensão e enviava Lanya e Noturno com eles para seu treinamento.

Então, em algum momento, eles chegaram em uma câmara realmente grande que só tinha um monstro esperando lá. Era uma enorme barata humanoide que parecia estar perto da alta classe do décimo nível. Os sons que ele fez foram bastante repugnantes e realmente irritaram Arima.

—[Accelerans](Accelerando) — Ele apenas deu um passo à frente e o barulho desapareceu enquanto o mundo desacelerava até que tudo estivesse congelado no lugar.

Arima caminhou lentamente em direção ao monstro enquanto desembainhava Karma. Ele desfez os três selos de uma só vez.

—[Aeterna] (Noite Eterna) — Quando ele estava na frente da barata imóvel, Arima conjurou uma enorme quantidade de relâmpagos e cortou o monstro com sua espada.

A onda produzida por Karma explodiu diretamente e fragilizou a defesa do monstro. A explosão escura e eletrizante encheu toda a sala do chefe e a terra começou a tremer quando as fundações da masmorra estavam se fissurando. Depois, Karma facilmente cortou o pescoço do monstro e o decapitou. Por fim, Arima suprimiu o resto da energia de seu ataque para evitar qualquer dano indesejado.

A cabeça do monstro caiu no chão e o fluxo do tempo voltou a ser como deveria ser. Apenas Lilis, que tinha poder suficiente para resistir à trava do tempo, testemunhou a morte do monstro de décimo nível que morreu em, literalmente, menos de um milissegundo.

— Isso foi muito mais fácil do que eu pensava que seria. — Arima lamentou enquanto guardava Karma.

Lilis riu —Você está no segundo céu do Reino Terreno e pode usar magia do tempo, o que você esperava?

Arima encolheu os ombros e se preparou para teletransportar o grupo para longe. Mesmo Lanya e Noturno não entenderam nada sobre como um monstro de décimo nível morreu assim. Como Arima só reuniu tempo ao seu redor, até Noturno ficou confuso.

Arima não esperou que eles recuperassem suas energias e os trouxe para a outra masmorra que ele havia recebido do mestre da guilda. Mas aquela foi ainda mais fácil, e Arima terminou em vinte minutos, sem suar.

No final, ele transportou seu grupo de volta para a Cidade Central e decidiu passar os quatro dias restantes lá antes de começar seu trabalho temporário como instrutor na AP.

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