O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 1002

O Cavaleiro em Eterna Regressão

1002. Luta, espada,[?25h[?25l luta, espada



Trimache infundiu suas flechas com a essência do vento. Se as fadas do continente controlavam a essência das quatro estações, as fadas do império eram um pouco diferentes.

‘Vento.’

Ela visualizou a cena, concentrou suas forças e canalizou energia na hast[?25he da flecha. Era uma flecha tirada da aljava presa ao seu lado. A essência do vento tornava a flecha mais afiada e rápida. Além desta, também existiam as energias do fogo, da água e da terra; a essência da terra combinava com armas pesadas, enquanto a essência da água, quando aplicada à esgrima, era perfeita para um estilo fluido. A essência do fogo era o poder de explodir, queimar e chamuscar. Podia ser infundida em qualquer lugar, mas era uma energia difícil de controlar. Ela puxou a corda do arco e mirou. Foi uma ação que tomou no momento em que confirmou o Caixão do Silêncio. Ela não podia simplesmente ignorar aquilo. Seu propósito de dar um passo à frente aqui e agora para a tarefa de hoje era claro.

Matar a Fada Cavaleira da Morte.

A fada que lidera os bandidos é uma verdadeira dor de cabeça. Ainda assim, não podíamos simplesmente convocar os Cavaleiros Imperiais ativos no Nordeste. Anteriormente, trouxemos um cavaleiro para persegui-los, mas a Fada dos Espíritos, a líder dos bandidos, não tinha apagado todos os vestígios e se escondido? Tivemos todo o trabalho tentando encontrá-la, apenas para acabar perdendo nossas forças no Nordeste. Como a fada montada no Corcel do Inferno havia fugido deliberadamente, precisaríamos trazer um Pégaso lendário para capturá-la. Claro, poderíamos simplesmente trazer um dos melhores cavaleiros do Império, mas e a consequente perda de poder? Afinal, qual é o melhor curso de ação? Devemos enganá-los e matá-los. É por isso que precisávamos de um rosto novo, e aqueles cavaleiros loucos serviram como a armadilha perfeita. Mas deixá-los ser pegos logo de início?

Nem pensar.

O vento se reuniu ao redor da flecha carregada de energia, acompanhado por um zumbido. O projétil lançado pelo bárbaro tinha acabado de explodir a cabeça do inimigo e, embora aquilo fosse surpreendente, Trimache focou em sua tarefa mesmo em um momento como aquele.

Primeiro a ordem.

Ela estava prestes a puxar a corda do arco quando o pensamento passou por sua mente. Anteriormente, o mago do Monstro Negro pertencente a Astrail tinha imitado o feitiço da Palavra Dourada, a Coroa do Silêncio, ao vê-lo; aquela era a Coroa do Monstro Negro. Será que ele tinha simplesmente se esquivado na época? Naturalmente, Trimache não sabia disso. Tudo o que ela conseguia ver era uma linha azul desenhada horizontalmente diante de seus olhos, seguida pelo corte da coroa.

‘… … Hein? Dá mesmo [?25lpara cortar assim?’



Dominar todos os quatro grandes espíritos é um requisito para um Cavaleiro Fada. Por essa razão, Trimache era uma Cavaleira Fada. É por isso que ela sabe o quão absurdo é aquele ato agora.

Matar a [?25hOrdem?

Aquele era um feito que nem mesmo Bram Ritzer conseguiria realizar facilmente. Claro, alguém poderia se perguntar se há algo que ele não possa fazer se realmente decidir fazer. Enkrid, tendo surgido da linha rasgada, avançou contra a elf

fa montada a cavalo. Parecia um peixe poderoso saltando de um rio azul profundo.

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Ele—

Foi antes mesmo de o Corcel do Inferno conseguir cuspir fogo e erguer as duas patas. A espada dele atingiu a cabeça d

do cavalo primeiro. Com um golpe rápido, quase um peteleco, a cabeça do Corcel do Inferno se partiu ao meio. Esse foi o f

fim. Acriatura invocada desapareceu em um instante, emitindo chamas azuis. A Fada Bandida não aceitou a derrota simplesm

mente. Saltando no ar, ela estendeu os dez dedos para baixo. Flechas negras apareceram na frente dela, correspondendo ao

 número de dedos. Tinham o comprimento ideal para caber em uma besta curta. Dez virotes feitos de feitiços voaram em sua

 direção. O humano chamado Enkrid brandiu sua espada dez vezes com indiferença, estilhaçando asdez setas curtas feitas d

de magia.

Tsing!

Poeira fina espalhou-se pelo ar como vidro negro quebrado. Em meio à poeira, a Fada Bandida desembainhou a espada da

 cintura e a brandiu. A Fada Comandante que liderava o grupo de bandidos era, obviamente, do nível de um cavaleiro. Caso

 contrário, não teria sido objeto de uma aposta. A espada longa da Fada Bandida desceu com força. A espada do humano do c

continente dançou para apará-la, desviou-a e estendeu-se diretamente para a frente, perfurando o coração da fada. As cama[?25l

adas de couro de monstro e a armadura infundida com magia se estilhaçaram, transpassadas por uma única estocada. Assim [?25h qu

ue foi atingida, a fada chutou o rosto daquele que a havia golpeado, enquanto Enkrid bloqueou o golpe usando o braço esqu

uerdo como escudo. Com um baque,[?25l[?25la fada foi lançada para trás com o impacto.

“Cof!”

A fada que havia caído no chão rolou para trás, depois se levantou de um salto e ajoelhou-se sobre um joelho. O sangu

ue escorria de sua boca.

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“Você vai mesmo trair a história do clã no fim?”

Ela falou. Enkrid não conseguia entender as palavras, mas Trimache sabia o que significavam. Afinal, a Fada Bandida d

devia ser um membro da Sociedade da Herança. Eles são pessoas que valorizam o passado e a sua linhagem. Aqueles que negam

m tudo o que surgiu desde a integração das diferentes raças que moldaram o presente, e que insistem que devem retornar ao

o passado.

Essas pessoas não são diferentes de demônios.

Trimache vê as coisas dessa forma. Porque o que eles desejam é justamente viver misturados ao reino demoníaco.

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“Maldito Imperador, o que você deseja de pé nesse trono? Sonhe com o massacre. Pois tudo deve retornar ao início.”###TAG###

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A fada bandida sussurrou e depois abaixou a cabeça. Ela havia morrido após ter um espasmo enquanto estava ajoelhada e

em um joelho.

Trimache liberou a força vital armazenada na flecha. Eles haviam terminado a luta enquanto ela hesitava por apenas um

m momento.

O homem que inicialmente havia lançado a tira de couro com um zunido, girou-a exatamente duas vezes e meia, pegou seu

u machado, pegou impulso no chão com um baque e retalhou aqueles que bloqueavam seu caminho; enquanto isso, o mago estalo

ou os dedos algumas vezes e desfez a invocação da criatura que outro havia chamado, obliterando-a.

Trimache não era alheia aos feitiços, então sabia o quão formidável era esse feito.

Não era o mesmo que tingir a cor de outro com a sua própria e depois declarar que a pintura agora era sua e que iria

 queimá-la?

Naturalmente, o proprietário não deveria ter aceitado isso passivamente, mas o dono da pintura tinha sido perfurado n

no coração e morrido. Embora ele não tivesse tido a chance de intervir de qualquer maneira.

Mesmo assim, não é uma tarefa fácil.

Foi um momento que revelou a grandeza da bruxa. Não era só isso. O dragoniano, que se pensava estar apenas observando

o, derrotou vários membros do grupo de bandidos com uma espada de um branco puro, e Sinar, uma fada como ela, cortou a ga

arganta de três bandidos que visavam a retaguarda de Enkrid com um golpe de espada preciso enquanto caminhava.

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A energia manipulada é diferente.

Trimache certamente viu a diferença entre as habilidades possuídas pelas fadas do continente e as que ela possuía. Tu

udo passou como um relâmpago. O grupo de bandidos que estava fugindo deles até agora foi liquidado. Trimache colocou a fl

lecha de volta na aljava, mas ainda não havia afrouxado a corda do arco.

O que o Imperador está pensando?

Uma pergunta de repente passou por sua mente. O que ele estava pensando ao enviá-los? Uma aposta? Essa não podia ser

 toda a história.

Ele está tentando criar atrito entre eles e a Sociedade da Herança?

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Se essa fosse a intenção, haveria alvos muito mais eficazes para atacar, mesmo fora daqui. Portanto, também não podia

a ser isso. Além de curiosa sobre as segundas intenções do Imperador, ela também estava curiosa sobre as verdadeiras inte

enções do homem do continente.

O que aquele homem está pensando?

‘Devo tentar usar a Sincronização?’ Trimache usou a técnica de projeção mental das fadas. É uma habilidade que permit

te espiar a mente de um oponente. É semelhante à leitura de mentes dos dragonianos, mas difere um pouco porque envolve en

ntrar diretamente na mente do oponente para escaneá-la. É uma técnica desenvolvida e transmitida pelo Imperador. Trimache

e fechou os olhos por um momento e se concentrou. Ao fechar os olhos, as pessoas espalhadas em todas as direções pareciam

m esferas de luz. Ela direcionou sua luz diretamente para onde estava o humano chamado Enkrid. Isso os conectou. Ela pôde

e ver o interior do oponente. Era a vontade dele.

‘É só isso? Já acabou? Eu nem sequer me aqueci ainda.’

‘Isso é divertido. A esgrima.’

‘Quero lutar mais.’

‘Preciso de um oponente.’

‘Luta.’

‘Espada.’

‘Luta.’

‘Espada.’

No meio disso, olhos azuis profundos a encararam. Trimache abriu os olhos aterrorizada. A figura em sua mente a havia

a reconhecido e a encarava fixamente. Um suor frio escorreu por suas costas.

O que é aquilo?

Seria um Balrog? Não é o mesmo que o chamado Demônio do Conflito? Pensar que ele até mesmo reconhece e observa a minh

ha sincronização? Se eu tivesse baixado a guarda por um único momento, teria sofrido um golpe em minha força mental, mas

 o oponente me poupou. Senti isso com nitidez.

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Uma voz ecoou nos ouvidos de Trimache. Uma fada e um dragoniano do continente estavam diante dela. O humano chamado E

Enkrid a olhava de longe, enquanto Rem e a bruxa voltavam caminhando tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.



Não tenho intenções insidiosas, mas estou cheia de desconfiança.

O dragoniano percebeu os verdadeiros sentimentos dela.

“Deixe-o em paz. Não o incomode.”

O homem que os representava aproximou-se e falou. Ele tirou um pano de dentro das vestes e limpou o sangue e o óleo d

da espada.

“Você mesma vai cuidar da limpeza?”

Ele perguntou. Trimache acenou com a cabeça.

‘Perigo.’

As fadas do Império percebiam a própria existência deles como uma ameaça. A razão? Isso importa? Aqueles que possuem

 tal poder militar anseiam por batalha. Isso por si só é a ameaça.

O Lorde Donapa estava certo.

Então o Imperador está errado?

De forma alguma.

Pensamentos conflitantes a atormentavam. Em vez de refletir, Trimache proferiu as palavras do Imperador.

“O Rei de Naurilia ganhou a aposta.”

“Não é óbvio, considerando que a pessoa que deveria participar da aposta sequer apareceu?”

“Foi uma grande dor de cabeça tentar capturar os bandidos. Se os tivessem deixado escapar, Sua Majestade, o Imperador

r, teria vencido.”

[?25h

Será que ele havia poupado a força necessária para capturá-los caso escapassem daqui? Bem, ele não tinha pensado prof

fundamente sobre isso, mas Enkrid lembrou-se de que os dois cavaleiros que encontrara ao vir para cá estavam ausentes.###TAG###

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O Império sempre precisa da força dos cavaleiros.

Não sei a razão. Mas, olhando como as coisas estão indo, eu entendo. As pessoas que conheci e com quem competi no cam

minho para cá eram todas pessoas que tiraram um tempo de suas agendas lotadas para vir.

O grupo de cavaleiros que acompanhava o Conde Coty sequer mostrou o rosto.

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Fizeram isso porque não estavam interessados? Pode haver alguns que sim, mas certamente outros não. A conclusão é est

ta: não sei o motivo, mas os Cavaleiros Imperiais têm muito o que fazer. Por essa razão, o cavaleiro e a cavaleira que vi

i antes devem ter vindo com um propósito claro.

Então, o propósito não era apenas para eu ver.

Era uma dedução simples. Bem, pode não ser um raciocínio simples para algumas pessoas, mas foi fácil para Enkrid. Emb

bora não houvesse necessidade de dizer isso.

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“É só isso?”

Perguntei porque parecia que algo havia ficado inacabado.

“Sua pergunta é interessante. O Imperador disse que se você fizesse essa pergunta, deveria dar uma olhada ao redor; v

você realmente faria isso?”

Parecia que eu estava jogando bem na palma da mão do Imperador, mas não me importei. Minhas suspeitas se fortaleceram

m. Parecia haver um motivo oculto, mas eu não conseguia entender bem. Apenas assenti e respondi.

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“Farei isso.”

Todos permaneceram em silêncio. Apenas Sinar fez um alerta em um tom sério.

Não faça isso de novo.

Trimache assentiu, percebendo que a fada Sinar a estava alertando sobre a ‘sincronização’.

“Tudo bem.”

Trimache assentiu e tirou um pequeno espelho da cintura. Uma das coisas mais fascinantes ao vir para o Império era qu

ue vidros e espelhos como aquele eram comuns aqui. As técnicas de fabricação eram claramente mais avançadas do que as do

 continente. Parecia que quase todos que passavam carregavam um. Entre eles, o que Trimache possuía era ainda mais especi

ial. Assim que ela o tirou, Esther se aproximou. Ela chegou à distância de um braço e olhou atentamente. Trimache estreme

eceu, mas continuou com seus afazeres. Ela colocou o polegar no espelho e falou.

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“Eliminei os bandidos, venham fazer a limpeza.”

“Objeto.”

Foi o que Esther disse, como se estivesse perguntando.

“……Isso mesmo. Você o cobiça?”

“Sim.”

Era uma resposta de quem nunca recusava.

“Por que você não sugere isso quando voltar? Não é um item tão valioso assim.”

O pequeno espelho feito anteriormente para Enkrid era descartável, mas o espelho que Trimache trouxe agora era reutil

lizável. Como se baseava em um feitiço que se comunicava através de um espelho d'água, sua forma se tornou naturalmente a

a de um espelho. Trimache assumiu a liderança, caminhando pela estrada como se estivesse correndo. Fosse por sorte ou aza

ar, a parte ocidental da capital estava atormentada por vários problemas além dos bandidos. O grupo encontrou os rastros

 deixados pelo segundo desses problemas. Uma caravana havia sido atacada. O Império é pacífico, mas isso se limita a apen

nas alguns escolhidos. Como o Império era vasto, muitos eram sacrificados e morriam dentro dele.

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“Quem são vocês?”

Entre eles, uma criança sobrevivente viu o grupo e perguntou. Fumaça branca subia, e carruagens capotadas, cavalos mo

ortos e tendas armadas entre eles eram visíveis.

“Ugh.”

Havia muitos que gemiam com bandagens enroladas em suas pernas ou rostos. A única pessoa ilesa era a criança com quem

m eu tinha acabado de falar. O Império é vasto. Foi um momento em que as palavras de Seriana ficaram profundamente gravad

das em minha mente. No rosto da criança, que não tinha nem quinze anos e estava coberta de fuligem, duas linhas escorriam

m para baixo. Eram por onde as lágrimas haviam passado.

“O que aconteceu?”

Eu perguntei. A criança não chorou. Apenas olhou ao redor e cuspiu palavras amargas.

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“Você é cego? Nós lutamos. E muitos morreram.”

Havia ressentimento naquele tom audacioso? Não, em vez disso, era uma expressão da vontade de viver com cautela.



“Eu sou Trimache, dos Cavaleiros Imperiais.”

A fada do Império deu um passo à frente com uma atitude indiferente. Eu olhei ao redor. O tamanho da caravana não era

a pequeno. Mais de dez pessoas estavam mortas, e todos os que estavam armados haviam morrido. Havia apenas três sobrevive

entes, incluindo a criança. Dois deles gemiam de dor devido a ferimentos graves, e mais de dez estavam mortos.

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