O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 998

O Cavaleiro em Eterna Regressão

998. Bem-vindo

Por algum motivo, Rem sentiu que esse cara era de certa forma detestável. Não era exatamente um lixo como os nobres que ele havia decapitado em suas[?25h idas e vindas, mas dava para dizer que ele era apenas azarado.

Também parecia que estava olhando para algo de cima, com desdém.

Com esse sentimento, sua mão alcançou furtivamente o machado. Teria sido porque o sujeito que encontrou quando pisou pela primeira vez no continente era um nobre muito famoso e um canalha daquela região?

Mesmo agora, sempre que via um nobre ostentando sua autoridade, a mão de Rem coçava.

Se eu decapitar um nobre poderoso assim que chegar ao Império, será guerra imediatamente?

Antes de tudo, a verdadeira tarefa seria decapitá-lo e escapar do sistema.

Rem deixou o pensamento passageiro de lado enquanto afrouxava o aperto. Ao contrário das aparências, he sabia ler o momento e a situação. Essa era uma qualidade que Kreis valorizava muito.

Enkrid calculou naturalmente um caminho para passar pelos dois cavaleiros e visar Donapa. Não foi um movimento deliberado, mas uma leve tentativa que apenas mostrou um indício de intenção fez os dois cavaleiros mudarem de posição. A mulher bloqueou a frente, e o homem deu um passo lateral com o pé direito.

Ambos se posicionaram para bloquear o caminho. Independentemente da reação, Sinar continuou observando silenciosamente a cavaleira.

— Ei.

— Isso é excessivo.

Os dois cavaleiros falaram como se estivessem protestando.

— Ah, não são vocês que estão sendo excessivos ao enviar um assassino?

Esse pensamento passou pela minha mente. Enkrid encarou os dois por um momento e falou abruptamente.

— Não o mate.

Não foi direcionado àqueles dois.

Com as palavras de Enkrid, Saxen respondeu por trás do nobre Donaparan, com uma espada curta encostada em seu ombro.

— Sim.

Era uma situação em que ninguém havia percebido quando ele tinha sido pego por trás. As cabeças dos dois cavaleiros viraram para trás em uníssono. Foi um movimento rápido o suficiente para deixar um longo rastro de pós-imagem onde seus olhos estiveram.

Ao mesmo tempo, Saxony sentiu olhos o observando, focando no nobre Donapa. De dentro da fortaleza interna, uma fada surgiu com passos silenciosos.

— Eu lhe disse para não avançar sozinho, então por que fez isso?

A fada perguntou como se estivesse discutindo.

— Se eles me matarem do nada, seriam bem tolos, e isso seria exatamente o que eu quero.

Donaparan respondeu.

Sua atitude em relação à lâmina em seu ombro era tão indiferente que fazia qualquer um se perguntar se ele estava os provocando para que o matassem.

Você está agindo de um jeito que dá vontade de te dar um soco.

Reunindo todos esses sentimentos, Rem falou. Balmung assentiu inconscientemente, depois parou. O olhar de Lorde Donap

pa passou de relance pelo rosto de Balmung.

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— Erro.

Balmung murmurou. — Fui influenciado por andar com esses lunáticos. Não é minha culpa. Além disso, esse problema surg

giu porque eles continuaram agindo assim, apesar do que havíamos combinado em primeiro lugar.

Não é minha culpa.

Balmung terminou de se racionalizar e desconsiderou o olhar de Donapa.

Você veio para impedir isso até o fim?

Seriana perguntou. Havia mais cansaço do que desagrado em suas palavras. Donapa percebeu, mas não parou de falar.

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— Eu ainda concordo. Indivíduos perigosos não devem ser permitidos na corte do Imperador.

Bem, as opiniões eram todas diferentes. Ele era simplesmenteuma pessoa obstinada que realmente acreditava naquilo.###TAG###/p>###TAG###

Krang rapidamente compreendeu a situação.

Um imperador não impõe suas opiniões a eles.

É óbvio à primeira vista. O Império é uma única entidade que adora o Imperador como a um deus. No entanto…

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Permitir que eles ajam contra a vontade do Imperador?

Isso nãoé uma contradição?

Independentemente das circunstâncias, o homem diante dele, Lorde Donapa, não acolheu bem sua chegada. Ele enviou um a

assassino e incitou o Conde Coty a dissuadi-lo e bloqueá-lo ativamente.

Para ser exato, em vez de realmente tentar impedir.

Deveria chamar isso de uma expressão de opinião?

Para começar, nem sequer estava no nível de deter o poder militar dos Cavaleiros Loucos, e se alguns dentro do Impéri

io ficassem do lado de Seriana…

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Mesmo que tentasse impedir, não conseguiria.

Essa foi a única razão pela qual a Trupe da Borboleta e os cavaleiros sob o comando do Conde Coty atacaram de repente

e, para começar. Não havia nenhuma grande conspiração ou situação complicada envolvida.

Era apenas um nobre fazendo birra porque não gostava da situação em si.

— Não temos poder para impedir, então só nos resta observar.

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Donapa disse.

Era o que minha mãe desejava.

Seriana não evitou o olhar dele.

É meu dever protegê-Lo.

De certa forma, ele é uma pessoa cumprindo um dever nobre, e de outra forma.

Ele parece um velho teimoso.

Krang percebeu, pelas rugas ao redor dos olhos de Donapa, que ele não era jovem.

— Se não vai me bloquear, saia do caminho.

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Krang não guardava ressentimentos só porque um assassino o tinha como alvo. Pelo contrário, não que ele estivesse fel

liz com isso, mas por enquanto, ele simplesmente queria seguir seu caminho.

Então, qual era exatamente a posição do Império? Eles eram inimigos? Ou eram aliados temporários? Ele ouvira muitas h

histórias sobre como os cavaleiros imperiais haviam se destacado na batalha contra o Reino Demoníaco.

E quanto a agora?

Seria mentira dizer que eu não estava tenso, mas não estava ansioso. Apenas pensei como Kreis.

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Se não der certo, voltarei a fazer as coisas como costumava fazer.

Se eu tiver que lutar contra o Império? Eu luto. Se não puder evitar, simplesmente lutarei para abrir caminho.

[?25h

Não há como desistir. Assim como seu amigo demonstrou em vida, Krang chegou até aqui mantendo essa atitude.

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Ele cresceu nas ruas e subiu ao trono. Sua vida também não foi fácil nem comum.

— Como esperado, ele é um homem perigoso.

Lorde Donapa disse.

— Se você morrer, a guerra eclodirá imediatamente?

Krang perguntou. A determinação evidente em sua pergunta aparentemente indiferente era firme. Não era uma tentativa d

de intimidar a outra pessoa sem motivo, mas uma pergunta feita com sincera honestidade.

Por favor, tenha paciência.

Seriana respondeu. Ela então balançou a cabeça não em direção ao Marquês Donapa, mas para a fada que estava atrás del

le.

Significava que ele não deveria interferir e complicar ainda mais as coisas.

Se a determinação das irmãs é tão firme.

A fada murmurou. A palavra "irmã" se referia a Seriana. Ninguém havia perguntado como a relação delas as tornava irmã

ãs.

Não havia como duas pessoas de espécies diferentes serem irmãs de sangue.

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O Marquês Donapa, junto com alguns outros que compartilhavam de sua causa, opôs-se a convidar o Rei do Continente, ma

as o estrago já estava feito.

Nesse momento, a fada de repente apareceu; suas pupilas viraram para trás, revelando apenas o branco dos olhos, e ela

a falou.

— É uma mensagem de Sua Majestade. Compreendo a intenção, mas ele ordena que o caminho seja aberto. Se tivesse sido b

bloqueado, teria sido o destino; mas se não pôde ser impedido, isso também é o destino.

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Parecia algo tão distante quanto perseguir nuvens, mas era compreensível de modo geral. Afinal, alinhava-se com a máx

xima sobre o paradoxo do profeta.

Afinal, o mundo continua girando de um jeito ou de outro, e se você olhar para trás e chamar tudo de destino, isso nã

ão torna tudo destino?

Significava que não se deve remoer o passado, mas sim abraçar o hoje que se aproxima.

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Já que não conseguiriam impedir aqui de qualquer maneira, era uma mensagem para parar de interferir e seguir o fluxo

 natural das coisas.

Donapa vinha agindo como se nunca fosse se afastar, mas assim que ouviu a mensagem do Imperador, deu um passo para o

 lado.

— Posso me afastar se você não for me cortar?

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Além disso, independentemente da atitude que demonstrara até então, perguntou educadamente a Saxen. Quando Enkrid ass

sentiu, Saxen retirou a mão.

Acho que gosto de coisas brutas.

A cavaleira falou. Enkrid tentou se lembrar do nome dela, que ouvira com um ouvido e deixara sair pelo outro, mas des

sistiu e respondeu.

— Você conhece o nome da nossa ordem de cavaleiros?

Não importa onde você esteja, se falar desse jeito, você se faz entender. Enkrid disse isso porque também sabia disso

o.

O que Edin Molsen disse quando o Rei de Evergard visitou há muito tempo me deixou uma profunda impressão. A resposta

 veio da boca do cavaleiro.

— Maníacos.

Os olhos da fada, que haviam virado num instante, voltaram ao estado normal. Ela piscou algumas vezes e limpou os olh

hos com a manga.

Esther a encarou com atenção. Ela tinha certeza de que um feitiço havia sido conjurado momentos atrás, mas mesmo com

 seus sentidos únicos, era difícil discernir.

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Para ser exato, parecia um feitiço que não era uma encantação padrão, mas sim um que só funcionava em um local design

nado ou em uma pessoa específica.

Ordem Limitada?

Fazia muito tempo desde que eu tinha visto algo assim escrito. Esther ficou interessada e examinou os arredores.



Olhando mais de perto, uma energia mágica fraca permeava tudo por perto. Aquele não era um castelo simples.

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— Cuidado.

Enquanto eu falava com tais sentimentos, Enkrid virou a cabeça, encontrou meus olhos e respondeu.

— Tudo bem.

— Não se preocupe. Eu vou te proteger.

Sinar intrometeu-se ao lado, e Enkrid apenas assentiu.

— Ei, não é bom ter tanta gente para te proteger?

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Rem disse. De qualquer forma, todos eles eram o tipo de pessoa que causaria estragos e lutaria em qualquer lugar, fos

sse no Império ou em outro canto, se necessário. Incluindo o próprio Enkrid.

— Por aqui.

— Eu vou com você.

Seriana falou enquanto liderava o caminho. Agora, ninguém estava no caminho deles. Krang deu um passo à frente, cheio

o de dúvidas e curiosidade sobre o homem conhecido como o Imperador.

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Na verdade, dado que até Esther havia ficado interessada, não havia uma única pessoa ali que não estivesse curiosa so

obre o Imperador.

Apenas Temares, o draconiano que caminhava sozinho e conhecia apenas a ele, simplesmente se deixava levar pela corren

nteza. Seu dever era ficar ao lado de uma pessoa e passar a vida com ela; portanto, ele apenas se movia de acordo com seu

u dever.

Assim que entrou, Krang sentiu um cheiro estranho e, ao mesmo tempo, o interior singular do castelo chamou sua atençã

ão.

Qualquer um estaria ocupado observando algo de formato tão incomum, e Krang não era exceção.

A luz do sol entrava pelas janelas de ambos os lados, e o número de janelas parecia excessivo para um castelo típico.

. Além disso, olhando mais de perto, o chão e as paredes não eram perfeitamente retos, mas ligeiramente retorcidos. No en

ntanto, não chegava a dificultar a caminhada. Além disso,

embora as paredes e o chão parecessem rebocados por fora, não pareciam de pedra. O interior era úmido, e o espaço con

nsistia em paredes e chão feitos do mesmo material.

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Como construíram este castelo?

Mesmo o continente tendo uma longa e desenvolvida história na tecnologia de construção, era difícil até mesmo imagina

ar.

À medida que um cheiro — especificamente um aroma sensível para fadas — se espalhava, Sinar reagiu.

— Energia vital.

Ela sentiu a energia vital que preenchia o lugar através do aroma. Era uma fragrância rica, difícil de encontrar em q

qualquer outro lugar.

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Todos, incluindo Krang, sentiram o aroma de grama e flores. Embora não houvesse flores desabrochando em lugar nenhum,

, uma fragrância vinha de dentro do castelo. Como

esta não era uma situação comum, a vigilância de Saxony aumentou. Os outros sentiram o mesmo.

Os Guardas Reais ficaram tão próximos de seu Rei que era difícil para Krang caminhar.

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Como não podia dizer nada a quem estava cumprindo seu dever, ele não tinha escolha a não ser aguentar e continuar and

dando.

— Chamam isso de Bênção do Imperador, mas nós já nos acostumamos. O cheiro é bom, não é?

Balmung falou com eles, e Seriana assumiu a liderança como se nada estivesse errado.

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— Vamos.

Não havia grande formalidade, nem guardas. Mesmo os atendentes ou damas de companhia ocasionais não ousavam se aproxi

imar por este caminho.

Simplesmente não havia ninguém por perto, então ninguém bloqueava o caminho; não havia obras de arte magníficas pendu

uradas nas paredes nem vários cavaleiros de vigia.

Dois cavaleiros, incluindo Lorde Donapa, e uma fada que se presumia ser da classe dos cavaleiros ficaram para trás. S

Seriam eles os portões finais guardando este lugar?

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Caso contrário, não haveria necessidade de protegê-lo.

Foi o pensamento de Krang. Era uma forma simples de pensar, mas essa simplicidade era o que revelava os fatos claros.

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Longas fileiras de janelas, a luz do sol caindo — parecia que estavam caminhando no meio de um jardim bem cuidado.###TAG###

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Ou talvez fosse como caminhar por uma trilha nos fundos de uma mansão construída perto da floresta por seu aroma agra

adável.

Uma sensação de tranquilidade se instalou. A tensão desapareceu, e sua mente se acalmou. Seria isso um feitiço, se pr

referir chamar assim?

Fosse o que fosse, sua mente não ficou particularmente abalada, mas ele se sentiu duas vezes mais à vontade do que an

ntes.

É estranho.

Além da observação que Temares soltou casualmente, ninguém abriu a boca. Não que estivessem proibidos de falar, mas s

simplesmente queriam aproveitar o momento.

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Enquanto passeavam pelo castelo, respiravam um ar banhado de sol, imbuído de paz e tranquilidade, em vez de pedra dur

ra e ar frio. À medida que

o cheiro de grama e flores penetrava profundamente em seus pulmões e se espalhava por seus corpos, uma vitalidade ine

explicável surgia dentro deles.

Com isso, o cansaço da viagem, que havia persistido despercebido apesar das viagens de carruagem e de várias conveniê

ências fornecidas, foi varrido. Eles

caminharam e caminharam até abrirem uma porta aparentemente comum e darem um passo para dentro. Pensaram que encontra

ariam uma sala de recepção, mas não.

A primeira coisa que chamou a atenção deles foi uma escadaria. Era uma escadaria imponente que se estendia direto par

ra cima, erguendo-se como uma árvore gigante que havia sobrevivido desde os tempos antigos. Krang inclinou a cabeça para

 olhar para cima.

— Seja bem-vindo, Rei do Continente.

Lá, o Império, o mestre da terra e o mestre do Estado de Direito, um filósofo verdadeiramente íntegro, um imperador q

que existe não como uma ideia, mas como uma realidade, falou.

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