O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 972

O Cavaleiro em Eterna Regressão

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AVISO: Muitos dos romances foram removidos porque podiam causar violações, das quais não estávamos cientes anteriormente.

972. Também sobre a guarda de fronteira

É uma desvantagem dar o primeiro passo.

O demônio, o Senhor do Reino dos Espelhos, o ser que se autodenomina o Destruidor Branco Puro, pensava assim. Naturalmente, era uma afirmação sobre a perspectiva e a atitude em relação ao humano chamado Encred.

O engraçado é que, se aquele Matador do Reino dos Espelhos tivesse sido desajeitado, tudo teria acabado se apenas uma única pessoa tivesse dado um passo à frente para matá-lo.

Se lutarmos, a perda de poder é certa.

Embora um dos Senhores do Reino Demoníaco tenha morrido, os cinco restantes ainda estão se vigiando. Eles não podem gastar seu poder de forma imprudente.

É o mesmo que dizer que Balrog foi deixado em paz não porque não pudesse ser morto, mas simplesmente porque aquele humano assumiu o lugar de Balrog.

O que há para almejar aqui?

Eu pretendia emprestar minha força ao lutar contra o Império, mas os bastardos insidiosos que dividem e governam este lugar certamente esperarão que aquele humano enfraqueça.

Então, qual é o resultado? Espalhei subordinados aqui e ali com a intenção de enfraquecê-lo, mas nada saiu de acordo com o desejo de ninguém.

— Você vai lutar?

Um subordinado pergunta. É um castelo construído reunindo pedras brancas e empilhando-as uma a uma. O castelo branco puro, o lugar onde ele reside.

O lugar onde o Destruidor Branco Puro estava agora era o salão principal do castelo que ele havia construído. Só porque era chamado de branco puro não significava que fosse realmente branco puro. Com a poeira e a sujeira do tempo acumuladas, estava mais para um cinza-claro.

Era um espaço onde, entre as colunas, não havia escadas, e as únicas coisas eram uma única cadeira e um tapete grande e grosso feito de pele de monstro.

— Não, faremos como sempre fizemos.

Mesmo que você perca um, você ganha outro. Esse era o modo como aqueles chamados demônios lutavam.

* * *

Dois capangas surgiram quando Encred chegou a Nauril; em outras palavras, dois dos Senhores do Reino Demoníaco haviam estendido as mãos. Aquele segundo demônio também franziu a testa. Ele tinha ido atrás do Branco Puro depois de ser provocado por ele.

Sua intenção era expor as intrigas do Branco Puro e ajudar a matá-lo.

Ele havia dedicado bastante esforço a esse assunto.

— Você não está nem ouvindo?

Como você se atreve? Isso certamente não me agrada. No entanto, parece um desperdício grande demais dar um passo à frente. Sendo assim, observar é a única resposta.

O demônio conhecido pela alcunha de "Corvo Ardente" acariciou seus chifres e desceu de sua cadeira de ossos.

Penas de pássaro, densamente agrupadas contra suas pernas no lugar de pelos, roçavam nele. Era um som que sinalizava

 que a textura era diferente de penas comuns.

Além desses dois, o Prometedor da Abundância e o Solitário da Desconfiança nem sequer tentaram falar, mas seus capang

gas espalhados por toda a terra foram massacrados.

O Pai dos Mortos, o último dos senhores, lambeu os lábios.

Um estranho equilíbrio de poder se estabeleceu agora. Por enquanto, é difícil tocar em um único humano. Além disso, n

não é o caso de um único espadachim que entrou recentemente no Reino Demoníaco estar causando caos?

Seria este um tempo turbulento?

Assim como na época em que nasci, os ventos da mudança devem estar soprando agora.

Seria esta uma oportunidade?

‘Ascensão.’

O objetivo final deles é o mesmo. A ascensão era como tentar passar pelo buraco de uma agulha tendo o tamanho de um u

urso. É assim que eles a percebem. Portanto, nem todos conseguirão ir.

A competição é aceitável, mas omelhor método é eliminar os demais antes que a oportunidade de ascensão chegue.

Para alcançar isso, eles não recuarão diante de nada. Eles não se deterão por nada.

Se precisarem matar todos os que vivem no continente, eles o farão.

Se essa fosse a única maneira de fazer isso, eles teriam transformado o continente em um mar de fogo há muito tempo.

 No mesmo sentido.

Se eu puder abalar a mente do oponente...

Não era grande coisa que alguns capangas tivessem morrido.

Você cantará um hino mesmo depois de testemunhar a malícia humana?

O demônio perguntou e esperou pela resposta.

* * *

Saxony viu o homem ajoelhado diante dele soluçar.

[?25l

— Por favor, poupe-me. Que pecado cometi para merecer isso? Todo mundo não faz isso? Por favor? Esta era a única [?25hmane

eira de salvar meu filho.

— Você acha que há mais pessoas boas no mundo? Ou mais pessoas ruins?

o mestre perguntou um dia. Saxony não respondeu precipitadamente. Depois de refletir por dois dias, a resposta que fi

inalmente pronunciou foi: “Não sei”. Ao ouvir isso, o mestre caiu na gargalhada.

— Bem, eu também n[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lão sei.

Naquele dia, a determinação de desferir um golpe contra meu mestre surgiu dentro de mim.

Se parecer que há pessoas perversas demais, reduza um pouco o número. Isso bastará.

A forma de pensar do meu mestre era bizarra, mas revigorante. Ele vivia como um homem que fizera do assassinato sua p

profissão.

Se você seguir seu próprio caminho mais tarde, podemos simplesmente abordar isso de uma maneira diferente.

[?25h

Talvez meu mestre tenha percebido desde o início que eu não permaneceria apenas um assassino. Eu

pensei naquele mestre. Um homem que tentou aniquilar uma família inteira bem diante de seus olhos para salvar o própr

rio filho está chorando descontroladamente.

Será que suas lágrimas são genuínas? Parece que sim. Ele não era um homem tão formidável a ponto de enganar meus sent

tidos. Ele era apenas um humano decaído que engoliu o mel oferecido pelo demônio.

— O branco dos seus olhos não sumiu?

Saxony perguntou.

— O que você quer dizer com isso?

Aquele homem tinha ido além da mera corrupção e estava possuído por um espírito maligno. Ele havia alimentado aquele

 espírito dentro de si. Os sentidos aguçados de Saxony detectaram a presença intangível, transbordando de malícia, que ha

avia se enraizado no homem.

O homem exibia uma expressão confusa. — Até agora, eu apenas recebi alguns benefícios em troca de vender informações

 e fazer favores para o demônio, não foi?

Matar algumas pessoas? Isso não é natural, vivendo em tempos como estes? Sou só eu? Não, certo? Matar crianças ou mul

lheres indefesas? Ninguém sabe disso, ou eu garanti que ninguém soubesse.

Então isso não é um absurdo? Moralidade? Olha, do que você está falando? Se você é forte, tudo bem; se é fraco, você

 sofre. Não é assim que o mundo funciona?

Essas palavras jorraram de dentro do homem. Saxony sentiu como se as tivesse ouvido, mesmo sem ele ter falado.

[?25h

A malícia e o egoísmo que residiam no homem haviam crescido cada vez mais e, agora, matar algumas pessoas havia se to

ornado aceitável.

Saxony olhou para o homem com indiferença.

— Por favor.

O homem implorou. Ele implorou para salvar a própria vida, colocando seu filho em primeiro lugar.

Isso me dá nojo.

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Era o meu sentimento mais sincero. Quando esse assunto começou? Tudo teve início com uma carta de Kreis.

A primeira pessoa a agir ao receber a carta foi Edin Molsen. Ele conhecia muito bem o ponto cego da cidade de Loftcre

eed.

— Designe todos os membros da Guilda Gilpin para mim. Assim que os soldados entrarem, todos estarão ocupados esconden

ndo minha identidade. Preciso entrar antes que isso aconteça, me esconder entre o povo e ficar de olho nas coisas. Nesse

 sentido, a Guilda Gilpin é um bom grupo para observar sem levantar suspeitas.

Ele explicou o objetivo, o argumento e o motivo de uma só vez. Foi uma excelente expressão de opinião.

— Faça como diz. Se a unidade entrar imediatamente, não sabemos o que aqueles bastardos podem fazer.

Abnaier respondeu. Ele era uma das pessoas que detinham o comando na ausência de Crys.

Como Leona também estava presente na reunião, o assunto de tudo o que era dito era a cidade de Lockfried.

[?25h

Uma cidade construída apostando a ascensão e queda da guilda mercantil e toda a sua própria vida nela.

Uma expressão sombria surgiu em seu rosto. Afinal, se houvesse múltiplos capangas do demônio dentro da cidade, quem s

sabe o que poderia acontecer.

Não era uma situação para simplesmente ficar sentado assistindo apenas por causa da ansiedade.

Abnaier continuou.

— Chame o Lorde Saxony.

Crys havia se preparado para tudo a um nível aterrorizante. Devido à sua habitual ansiedade obsessiva, ele tinha até

 mesmo predeterminado as ações a serem tomadas caso tal evento ocorresse. Era um feito que parecia notável em certo senti

ido e pura obsessão em outro, mas vendo como se mostrava eficaz todas as vezes, não se podia deixar de elogiar suas previ

isões. Embora, dado que o inimigo era um ser propenso a comportamentos absurdos, não era exatamente algo a ser admirado s

sem ressalvas.

— Você precisará entrar na cidade e assumir o comando da operação de eliminação.

Saxony acenou prontamente com a cabeça.

Abnaier e Edin preencheram solidamente o vazio deixado por Kreis.

Dez espadachins, conhecidos como a elite da Guarda de Fronteira, entraram em Lockfried, e o Capitão Vengeance examino

ou mais de perto aqueles que entravam e saíam da Guarda de Fronteira sob o pretexto de um treinamento em grupo.

[?25h

Nesse ínterim, a Guilda Gilpin fez um movimento, e Saxony infiltrou-se em Lockfried sob a cobertura da noite. Natural

lmente, seus subordinados estavam com ele.

— Há várias pessoas sob suspeita. Leva tempo demais para verificar uma por uma.

Foi o que transmitiu o mensageiro enviado por Edin.

— Irmã Teresa, você pode se encarregar disso.

Edin disse: — Se ele mesmo se mover, os capangas notarão facilmente. Não seria difícil se mover ocultando-se, mas Ter

resa e Saxony realizariam a missão de forma mais silenciosa. E eles fizeram exatamente isso.

É uma noite em que quero cantar.

Teresa frequentemente ia até Lockfried ou Greenpearl para entreter os ouvidos das pessoas com seu canto à beira da es

strada.

Ela cantava com uma sutil divindade em sua voz, e todos os que reagiam a isso eram registrados em uma lista.

[?25h

A partir desse ponto, as adagas de Georg moveram-se de forma mais ativa. Eles verificavam cada ação minuciosa, maneir

rismo e conhecido dos suspeitos.

Ao fazer isso, eles verificaram e mataram alguns com as próprias mãos,

enquanto outros foram eliminados pelos dez espadachins que haviam se infiltrado a partir da Guarda de Fronteira.



— Como você sabia?

Entre eles, surgiram alguns cujas unhas cresceram até o comprimento de seus dedos, ou outros que estavam blindados de

e ferro da cabeça aos pés usando artefatos corrompidos por energia demoníaca.

— Você é mais brando do que o Lorde Audin.

— Não faz sentido sequer comparar você a ele.

Os dez espadachins deste lado estavam sob o comando dos Cavaleiros Loucos. Eram aqueles a quem Ragnar havia espancado

o pessoalmente e em quem Audin havia tocado.

Contra tais homens, aqueles que haviam se corrompido com magia e abandonado seus próprios corpos não tinham a menor c

chance.

Teresa encarregou-se dos poucos e raros capangas que podiam conjurar feitiços ou que possuíam habilidades excepcionai

is.

Do lado da cidade de Greenpearl, Roford e Pell vasculharam e lidaram com os capangas de maneira semelhante. Não foi u

uma tarefa particularmente difícil, dado o controle extraordinário que tinham sobre a cidade.

Um dos capangas que restaram daquele processo era o que agora estava ajoelhado diante de Saxony.

— Perdão...

Os olhos do homem que falava giraram. A pele do seu rosto arrepiou-se, contorceu-se e dobrou-se; seus olhos caíram e

 seus lábios se curvaram para a direita. Naquele estado, sua boca se abriu, revelando seus pensamentos mais íntimos.



— Você não vai nem perdoar alguém como eu? Mas você sabe que alguém como eu é normal, não sabe? É assim que o mundo é

é. Elogiar alguém por ser bom é porque você mesmo é mau, não é? É o instinto. Humanos e gigantes, é tudo igual! Igual! Ig

gual!

Saxony brandiu a adaga imbuída com Vontade e golpeou a nuca do homem. Com um som sibilante, fumaça negra jorrou do co

orte. O sangue também fluiu abundantemente.

Um grito estridente.

O espírito maligno, que estivera tagarelando até o último momento, dissipou-se. Assistindo a isso, Saxony lembrou-se

 de outro homem que tinha visto antes de encontrar este.

Era um homem de aparência asseada que comprava e vendia roupas usadas.

— Se você me matar, a Rone viverá, certo? Então tudo bem. Eu mesmo me matarei.

Ele olhou para a noiva inconsciente. Ele também compreendeu que ela estava possuída por um feitiço conjurado por um c

capanga do demônio.

A mulher caída não era uma beleza capaz de abalar um castelo, mas para ele, era sua única e singular alma gêmea. O ho

omem provou isso.

— Se eu morrer e a Rone viver, eu farei isso.

Não havia lágrimas. Apenas uma determinação firme e uma vontade inabalável permaneciam claras.

— Disseram que se eu matar a pessoa que amo, serei libertado da maldição. Eu mesmo me matarei.

Essas foram as palavras que o espírito maligno proferiu pouco antes de desabar — ou, para ser mais preciso, pouco ant

tes de Saxony surgir e golpeá-lo na nuca para deixá-lo inconsciente.

Ele próprio não era um capanga, mas a vítima de um truque pregado por um deles.

Saxony nada disse e esperou por Teresa.

Essa não era a sua área de especialidade. Se o único modo de quebrar a maldição fosse realmente apenas o que aquele h

homem dissera, se aquele fosse o único caminho.

Você também apoia sonhos assim?

Saxony perguntou desnecessariamente a uma pessoa que não estava presente.

Logo, Teresa veio, colocou a mão sobre a cabeça dela e cantou. Na divindade que residia em seu canto, o espírito mali

igno derreteu-se como a geada sob a luz do sol.

— A Rone está bem?

Era um homem sangrando pelo abdômen porque fora esfaqueado na barriga. Embora não fosse um ferimento fatal, ele falou

u sem cuidar do seu machucado.

— Vai ficar tudo bem, irmão.

Teresa respondeu, espalhando uma luz de cura sobre a barriga dele também.

Assistindo a isso, Saxony parecia finalmente compreender a resposta para a pergunta que seu mestre havia feito.

[?25h

Tudo bem não saber.

Eu vou viver do jeito que eu quiser de qualquer maneira.

Que diferença faz se existem mais pessoas boas ou ruins?

Pensando bem.

Meu comandante parecia já saber a resposta.

— Por que você tenta proteger isso?

Era uma pergunta com segundas intenções. Foi um comentário que surgiu naturalmente ao vê-lo treinar ferozmente, embor

ra a luta tivesse praticamente terminado, ele tivesse se tornado um cavaleiro e houvesse uma vida mais confortável e melh

hor que ele poderia ter tido se quisesse.

— Existem muitas pessoas boas no mundo.

Ele não via apenas um lado do mundo. Se via o lado ruim, também via o bom.

Se estava equilibrado ou se um dos lados era mais dominante, eu não sei.

Ele já havia traçado o seu próprio caminho. Com Saxony era o mesmo.

O capitão é uma coisa, mas...

Ele mesmo agora gosta disso.

— Obrigado.

O homem expressou sua gratidão enquanto derramava lágrimas. Ele disse isso olhando diretamente para mim.

— Espero que sejam felizes.

Saxony falou e se virou. No caminho de volta, a filha de seu mestre, sua amada, perguntou.

— Felicidade? Eu quero isso também.

— Sim, nós seremos.

— Eu estava só brincando, por que você está levando tão a sério?

Saxony riu. O assassino frio agora exibia um sorriso com facilidade.

— De alguma forma, você está ficando cada vez mais atraente. Esqueça a ideia de voltar para o seu alojamento esta noi

ite.

A amada falou. Foi algo que aconteceu enquanto Encred estava derrotando o Mestre de Astrail.

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