O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 895

O Cavaleiro em Eterna Regressão

895. Tenho que matar.

Magias de empréstimo envolvem tomar emprestado o poder de seres de outro mundo e, embora a aparência de alguns desses seres esteja dentro do campo da compreensão comum, a de muitos outros não está.

Por exemplo,[?25hDel Gretzer, de quem Esther uma vez tomou poder emprestado, é uma besta de quatro patas que vaga pela geleira, sendo uma entidade bestial com forma física. Deixando o tamanho de lado, não é difícil imaginar sua forma completa.

A arma favorita de Esther, Demueller, era o oposto. O vento amorfo era sua verdadeira forma, então qual era a sua verdadeira natureza? Qual era o seu formato? Com o que ele se parecia? Quem poderia saber? Ninguém conseguia descrever sua forma, por isso era uma entidade amorfa.

Entre eles, Guhinna era o nome de uma árvore formada por relâmpagos. Mesmo nesse outro mundo, as plantas possuíam consciência própria, o que as tornava excepcionalmente especiais. Claro, por serem especiais, elas faziam contratos com magos para lhes emprestar seu poder, recebendo poder mágico em troca. Mas,

como seus galhos, tronco, raízes, folhas e todo o seu corpo eram feitos inteiramente de relâmpagos, seus gestos se transformavam em relâmpagos caindo.

O ser que se encontra no limite entre o formal e o informal tem poder suficiente para manifestar milagres que abalam a realidade.

— O galho de Guhinna.

O feitiço, concretizado, voou e atingiu o alvo além da percepção humana. Um rastro branco e puro ziguezagueou pelo céu limpo, indo em direção ao destino desejado pelo mago.

Em termos de tempo, Ragnar estava a apenas alguns instantes de golpear o pescoço de seu oponente.

O mestre de pele escura segurava a maça hexagonal em sua mão esquerda, protegendo metade de seu corpo enquanto, simultaneamente, erguia o pé direito.

Da perspectiva do cavaleiro de pele escura, ele estava prestes a quebrar o pescoço de Ragnar.

O que teria acontecido se tivessem lutado até o fim? O que teria acontecido se ele tivesse liberado toda a sua habilidade?

Ragnar poderia ter vencido e decapitado seu oponente ou, por outro lado, a jogada do cavaleiro de pele escura poderia ter funcionado e quebrado o pescoço de Ragnar. Mas o resultado agora seria para sempre desconhecido. O relâmpago caiu, atingindo Ragnar

. Não, pouco antes de conseguir matá-lo, algo voou pelo ar com um estalo, colidindo com ele e desviando o relâmpago. Um barulho estrondoso irrompeu quando o relâmpago atingiu o solo.

Bang!

Uma parte do relâmpago rasgou o espaço entre os dois homens em combate. Tanto Ragnar quanto o cavaleiro de pele negra impulsionaram o chão com os pés, criando uma distância entre eles que suas espadas não podiam alcançar.

Tudo isso aconteceu num piscar de olhos. Embora estivesse além do alcance da percepção humana, os cavaleiros eram aqueles que transcendiam as limitações e percebiam o instante. Eles brandiam suas espadas em um espaço silencioso, sem som. No momento em que reconheceram o relâmpago, reagiram.

Especificamente, Ragnar golpeou o pescoço de seu oponente com a espada, tentando resistir ao relâmpago com o próprio corpo, enquanto o cavaleiro de pele negra tentou se esquivar recuando os pés.

Será que suas ações contrastantes decidiriam a vitória ou a derrota agora mesmo? Talvez não. Mas era uma ferramenta útil

l para provocar o oponente.

— Eu venci.

[?25l

Ragnar disse. Ele não se esquivou em nenhum momento, e seu oponente tentou recuar. Sendo assim, ele venceu. Se [?25hu pensa

amento era simples e direto.

— Você perdeu.

— Diga de novo. Com convicção.

Antes que o cavaleiro de pele escura pudesse responder, outra voz o interrompeu.

###TAG######TAG###

— Seu bastardo louco. Seu guia e vice-capitão chegou.

O autor do disparo que desviou e rebateu o relâmpago com uma bala de estilingue. É claro que era Rem.

— Bando de loucos.

O cavaleiro de pele escura finalmente acrescentou suas palavras. Ele não demonstrou medo, mesmo com inimigos flanquea

ando-o. Ele simplesmente exibia sua vontade de lutar contra ambos.

###TAG######TAG###

— Ah, você disse que estava frito.

Nessa situação, uma criatura da água com cabelos brancos flutuantes se juntou a eles. Ela se aproximou e tocou o chão

o, abrindo um sulco. Ela

mudou de direção abruptamente, depois avançou em alta velocidade novamente, antes de parar de repente.

Foi uma série de movimentos que teria sido difícil tentar sem a capacidade atlética da criatura da água. Ela havia acaba

ado de conseguir despistar brevemente

os dois cavaleiros que a perseguiam. Rem e Dunbakel encontraram seu inimigo, trocaram golpes e depois recuaram. Eles os

 teriam matado se quisessem, mas sentiram que precisariam perder tempo ou se esforçar demais. Além disso, o inimigo não e

era composto apenas por aqueles dois.

Mais alguns estavam prontos para atacar.

O ímpeto do inimigo era palpável. Rem sentiu isso, e Dunbakel já havia sentido.

Bem, mais alguns patifes não significavam que eles morreriam ali.

Por que arri[?25l[?25lscar uma crise quando estavam tão obviamente cercados? Especialmente contra aqueles que, a julgar pela forma

a como lutavam, eram sistemáticos e resilientes?

Era um desperdício de energia desnecessário. Rem, assim como Saxon, não precisava de fato proteger sua retaguarda. Lawfo

ord estava se saindo tão bem que não sentia pressão. Sendo assim, ele podia simplesmente se desvencilhar e recuar.
[?25h

No final, sua decisão foi recuar para reorganizar o campo de batalha.

— É mesmo necessário lutar em uma situação tão desfavorável?

Essa era a opinião de Rem. Ele transmitiu suas intenções a Dunbakel e o deixou como isca; graças a isso, usou o pouco

o tempo que ganhou para evitar que o cabelo de Ragnar fosse queimado pelo relâmpago e ele ficasse careca.

Mesmo que Rem não tivesse intervindo, he sabia que Gilchi não era do tipo que morreria com um único relâmpago. Gilchi ti

inha acabado de provar isso.

###TAG######TAG###

— Vá para o inferno!

O grito de um mago ecoou de longe. Simultaneamente, uma haste branca, em forma de galho de árvore, caiu do céu acima

 da cabeça de Ragnar.

A ponta da Espada do Alvorecer, apontada para a frente, atingiu o raio que caía de cima.

Bang!

Uma forte explosão ecoou. O ar tremeu e ondas de relâmpagos se espalharam ao redor. Os cabelos loiros de Ragnar se ar

rrepiaram em todas as direções.

Ele golpeou o raio com a sua Alvorecer, desviando-o para o lado. Foi uma façanha mágica. Ele havia invocado um raio com

 sua espada e o desviado.

— Vamos, garoto. O capitão está chamando.

Rem não era nenhuma fada. Ela mentiria se necessário. Ela não hesitou em usar o nome de Encred. Ragnar caminhou, com

 os olhos fixos no cavaleiro de pele escura.

###TAG######TAG###

— Na próxima vez que eu te vir, você morre.

O outro falou. Ragnar também abriu a boca. Sua resposta saiu sem que ele precisasse tomar fôlego.

— Não fale com um cadáver.

Foi uma declaração curta, mas profunda. Se as palavras serviam para expressar a vontade de alguém e transmitir suas i

intenções, então as palavras deles eram idênticas. Ambas eram expressões de intenção de matar.

No entanto, um dos lados disse intuitivamente que mataria, enquanto o outro falou presumindo que a vida do oponente já e

estava extinta. Embora o significado fosse o mesmo, a diferença sutil provocou de leve o temperamento de um dos lados.###TAG###

p>###TAG###

— Certo. Bom trabalho.

Rem elogiou.

— Snif, snif. Ele já é um cadáver? É um Cavaleiro da Morte ou algo do tipo? Que cheiro ruim.

###TAG######TAG###

Ao lado dele, Dunbakel se virou e falou.

— Eles realmente fazem jus ao apelido de 'loucos'.

Os cavaleiros adversários não se agitaram. Seus olhos estavam tão carregados de fúria que eles

nem sequer ousaram atacar. Enquanto falavam, os três permaneceram calmos e firmes. O que aconteceria se ele atacasse?###TAG###

r>###TAG###

Ele teria que bloquear seus ataques instantaneamente. Eles provavelmente tentariam vencer com um único golpe, em uma vel

locidade que o mago não conseguiria perceber. Não havia nada a ganhar ficando agitado. O cavaleiro de Lichenstein se prep

parou. Em vez disso, ele inclinou sua clava hexagonal à sua frente. Mesmo se três oponentes atacassem, ele poderia resist

tir facilmente.

Ele se protegeu com suas armas. Dessa vez, expressava suas intenções por meio de ações.

— Estão vindo.

— Não temos tempo a perder — disse Dunbakel. — Se ficarmos parados, seremos cercados. Rem sabia a diferença entre imp

prudência e coragem, e possuía autocontrole suficiente para evitar ações tolas.

— Vamos!

Rem falou e correu. Ragnar e Dunbakel o seguiram.

O Grande Imperador não havia ordenado que perseguissem os três, so eles retornaram calmamente à sua posição original.###TAG###

p>###TAG###

— Tsc.

O cavaleiro restante cuspiu no chão.

Ele não havia sido pego de surpresa pelas intenções do inimigo, mas não pôde evitar o desconforto. O cavaleiro cuspiu e

 sacudiu a mão, tentando afastar aquela sensação.

Afinal, a luta estava apenas começando. O inimigo só tinha conseguido conter o Exército Amarelo, uma equipe que eles pro

ovavelmente descartariam de qualquer maneira.

— Você está bem?

Um mago se aproximou por trás dele e perguntou.

— Estou bem.

Quando imaginamos um mago, geralmente pensamos em um manto cinza esvoaçante e um cajado de madeira torto.
[?25h

O mago que surgiu agora era totalmente diferente dessa imagem. Era um jovem de cabelos azuis e uma aparência que imediat

tamente fazia qualquer um chamá-lo de bonito.

Ele usava uma armadura justa de couro preto e não carregava nenhum cajado.

— Só de ver sua habilidade de desferir relâmpagos, dá para notar que não é uma pessoa comum.

###TAG######TAG###

Ninguém sabia sua verdadeira idade, mas era certo que não era jovem. O Grande Imperador era um homem de muitos segred

dos.

Mesmo os cavaleiros não podiam saber tudo. Este mago era um deles. Ele de repente se juntou à corte um dia e assumiu o c

cargo de mago da corte.

O mago da corte anterior nunca mais fora visto desde o dia em que ele apareceu.

— É algo que eu também consigo fazer, então nada demais.

Isso não era para menosprezar o mago. Se você não encarar a realidade, a lâmina de um cavaleiro arrancará sua cabeça.

. Portanto, isso era mais um aviso.

Deter um cavaleiro com apenas alguns feitiços é quase impossível. E seria ainda mais difícil parar um louco que tentava

 suportar o relâmpago de um mago com o próprio corpo.

###TAG######TAG###

— Ah, eu sei. Da próxima vez, responderei de forma mais agressiva.

O mago falou. O cavaleiro fitou seus olhos. Era como se um marionetista tivesse moldado olhos humanos de qualquer jei

ito e os enfiado nas órbitas.

Havia algo neles que parecia carregar a total incapacidade de sentir qualquer emoção.

— Você vai dar um jeito.

O cavaleiro lembrou-se do rosto do homem que havia partido. Era um homem que ele teria que matar se o encontrasse nov

vamente.

‘Ragnar, o Louco.’

Ele relembrou o nome do oponente e, dessa vez, ficou com raiva.

— Esse moleque é inacreditável.

Pensando bem, eu perguntei o nome do outro, mas aquele desgraçado nem se deu ao trabalho de perguntar o meu. Isso não

o parece o tipo de atitude que se tem com alguém que está prestes a morrer?

— Eu vou te matar.

Ele murmurou, como se fizesse um juramento, tomado por intenções assassinas. Não chegava a ser um juramento de cavale

eiro, mas ele estava determinado. Se ele visse aquele desgraçado novamente, Will ficaria ainda mais furioso do que o habi

itual.

* * *

— Era o Pégaso?

Os olhos de Chrys brilharam imediatamente após ele ver o homem de um olho só. A imagem das pessoas torcendo no pátio

 dentro do salão ao avistarem o cavalo alado passou por sua mente.

A batalha havia terminado. Ester, repetindo exausta que era tarde demais, caiu nos braços de Encred.

Alguns dos soldados assobiaram, mas ninguém disse mais nada. O que Ester da Flor Negra havia feito era digno de respeito

o.

— Qual é a cor da flor que desabrocha no campo de batalha?

— Flor Negra!

Eles até criaram um lema por conta própria. Encred carregou Esther até uma tenda onde ela pudesse descansar e, assim

 que a situação se acalmou, ele perguntou a Chrys.

###TAG######TAG###

— Alguma notícia do front sul?

Há quantos dias estava fora? Eu vinha ignorando o terreno até certo ponto, então encurtei o tempo, mas estava aqui há

á pelo menos alguns dias. É pura intuição, mas sinto que algo deve ter acontecido no front também.

— Não sei.

Um brilho retornou aos olhos de Chrys, outrora nublados por sua imaginação. Ele também começou a pensar em algo para

 dizer em resposta. Ele não havia recebido nenhuma mensagem, mas seu intelecto, como sempre, era excepcional em sua capac

cidade de compreender a situação.

###TAG######TAG###

— Se as duas forças especiais tinham como objetivo desestabilizar o território de Naurilia, a força principal já deve

e ter alcançado o front sul. A julgar pelo momento de sua chegada, isso é óbvio.

Era um ponto válido. As táticas atuais, o movimento em direção ao sul, pressupunham um ataque simultâneo. Essa era a

 única estratégia eficaz. Não sei como se comunicaram, mas calcularam o tempo e ajustaram a velocidade de avanço para se

 moverem com um ou dois dias de diferença. A força principal teria feito o mesmo.

— Você vai partir imediatamente?

Quem se deu conta foi Chrys.

— Sim.

Encred não teve sequer meio dia para descansar. Não teve tempo nem de fechar os olhos. Apenas se preparou e seguiu em

m frente. Chrys, Saxon e Esther se despediram dele.

— Eu queria ir junto, mas meu corpo também não está normal.

###TAG######TAG###

Foram as palavras de Saxon. Sua tez pálida não parecia muito diferente do habitual, mas ele estava contendo sozinho c

cinco cavaleiros. E fez isso sem sequer ter a chance de demonstrar sua habilidade especial. Ele era

tão louco quanto Esther, e fez tudo sem se importar.

Graças aos dois, ninguém da Guarda de Fronteira morreu. A força inimiga de três mil soldados foi dispersada. Não importa

ava o quão temível fosse o Grande Imperador, com os cinco cavaleiros mortos, ninguém lutaria até o fim.

Em vez disso, eles se dividiriam em pequenos grupos e agiriam como bandidos. Isso seria um problema com o tempo, mas não

o era algo com que se preocupar agora.

— Não há espaço para levar ninguém.

Encred respondeu. Então, seu companheiro, que partiria com ele, se aproximou. Era um companheiro com características

 físicas marcantes: quatro patas e asas.

Mesmo cansado, era um ser divino que respeitava os desejos de seu amigo.

Hehe.

Ao ouvir a palavra de permissão, Encred ergueu a cabeça. Esther, que observava, aproximou-se e estendeu a mão.

###TAG###-- Ezoic - wp_incontent_13 - incontent_13 -->###TAG###

— Estenda a mão.

O tom era rígido e autoritário, como tinha sido desde o início, mas eu sabia que o significado por trás dele era dife

erente.

— Não vou agradecer por me proteger. Agora esta cidade também é sua.

— Encred — disse Esther. Em vez de responder, ela segurou a mão dele e murmurou algo em um idioma que ninguém consegu

uia compreender. Encred captou apenas a última palavra.

###TAG######TAG###

— Você vai sentir sono. Mas quando acordar, vai se sentir muito melhor do que antes.

Encred olhou fixamente nos olhos de Esther. Se ele sentisse calor naqueles olhos azuis, será que praguejaria novament

te?

— Você merece me olhar nos olhos.

Esther murmurou. Encred teve a ilusão de que as bochechas da maga leopardo estavam coradas.

Chrys já havia preparado várias provisões. Graças a isso, não havia tempo a perder. Ele terminou de preparar tudo assim

 que viu Odd Eye e Encred. De certa forma, ele era um homem bastante eficiente.

Ele havia embrulhado pedaços longos e finos de carne seca temperada bem firmes em couro, convenientemente embalados para

a porções individuais, e também preparou jarros de água e outros itens.

###TAG###

— É uma pena não termos uma sela, então vai ter que ser assim.

Há até uma bolsa modificada para caber na frente do peito.

Ver como isso foi preparado em menos de meio dia é o suficiente para deixar qualquer um boquiaberto.

— Certo. Eu vou.

O companheiro de olhos ímpares que carregava Encred saltou e voou novamente. Era hora de retornar ao campo de batalha

a.

Comentários