O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 545

O Cavaleiro em Eterna Regressão

545

Azpen sempre foi muito inf[?25h[?25lluenciado pela religião desde os tempos antigos.



Como resultado, eles conseguiram construir boas relações com as cidades-estado sagradas que eram reconhecidas como cidades e nações, e puderam receber aju[?25hda delas; mas, por outro lado, tinham que ser cautelosos com os templos, de modo que era difícil fazer o que bem entendessem.

Portanto, não era apenas a Nação Sagrada que era o problema.

Se fosse apenas uma única nação sagrada, o rei de Azpen teria sido capaz de impor sua vontade se tivesse sido um pouco mais cuidadoso.

Ou seja, a religião não era o único problema.

Voltando na história, o Principado de Azpen começou como um país com o título de ducado.

É um país estabelecido com a permissão do império.

Olhando mais de perto, podemos ver que a estratégia do império para prender o herói sem igual àquela terra funcionou bem, mas isso se avaliarmos apenas sob a ótica do tempo que passou. Para quem viveu naquela época, o Rei Azpen deve ter sido um verdadeiro herói entre os heróis.

O herói que fundou um país não poderia ter sido apenas um grande homem comum.

Como esse foi o começo do país, era natural que ele não tivesse uma grande ligação com o império mesmo agora.

Era literalmente como se ele estivesse dizendo para não lutarem, pois el[?25le lhes daria terras.



Portanto, seria perfeitamente aceitável ver o Principado de Azpen como um reino separado na realidade, embora fosse apenas um principado de nome.

No entanto, é difícil fazer essa afirmação agora.

— Não deseja usufruir das concessões do Império?

Os enviados imperiais que o visitavam todos os anos forneciam comida a Azpen, onde a maior parte das terras era montanhosa e as terras aráveis eram escassas.

Não era um favor passageiro. Era um tratamento muito razoável para Azpen, a um custo apropriado.

Claro, Azpen estava em uma situação em que era difícil estocar qualquer coisa para pagar pelos alimentos.

Como diz o ditado, ao retratar uma beleza, os olhos devem ser pintados por último para dar o toque final; por isso, havia mais um país que influe[?25lnciava Azpen.

Este era Lichenstetten, conhecido como a Potência do Sul.

Este lado era o oposto do império.

Eles compravam vários itens de Azpen, incluindo metais.



Em outras palavras, p[?25hodia-se dizer que um lado era o comprador e o outro, o vendedor.

Diante dos caprichos desses dois, Azpen tinha dificuldade em estabelecer comércio até mesmo com as cidades mercantes

 localizadas na parte sudeste do continente.

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“Que situação de merda.”

O soberano do trono, Argius Bona Azpen, conhecido como o Escolhido de Deus, estava extremamente insatisfeito com a si

ituação atual.

“No fim das contas, teremos que nos tornar um país que precisa estender a mão aos outros para sobreviver?”

Não para apenas um, mas para três?

O sacerdote da abundância residia no castelo de Azpen e construiu um templo dentro do castelo.

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Eles diziam que os ensinamentos de Deus eram necessários para a estabilidade do povo.

Aqueles a quem falta comida sempresonham com a abundância. Naturalmente, a maior parte do povo de Azpen era devota d

da abundância.

No entanto, enquanto alguns sacerdotes eram fiéis em sua devoção e rezavam pelo povo, outros eram tão podres que cheg

gavam a feder.

Isso significava que podiam expulsar todos eles?

Era impossível.

Se matassem um único sacerdote agora mesmo, não ouviriam vozes divinas por toda parte?

O rei estava em uma posição em que não podia matar nem mesmo um único sacerdote de baixo escalão por vontade própria.

.

Essa era uma das razões pelas quais Argius desejava a separação entre a Igreja e o Estado.

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Então, por que o povo do Reino de Azpen acreditava no deus da abundância? Era porque viviam na pobreza.

“Será correto usar a fé como uma fuga?”

O rei sabia que a evasão e a fuga trariam apenas um alívio temporário, mas nem todos os seus súditos podiam fazer o m

mesmo.

He queria superar essa situação, e aquela oportunidade estava bemdiante de seus olhos.

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“Pérola Verde.”

A terra mais fértil do continente, com grande potencial para se tornar um celeiro, ficava bem ao lado da fronteira.###TAG###/p>###TAG###

Bastaria descer um pouco para o sudeste e expandir ligeiramente a fronteira.

Se ao menos conseguíssemos nos apoderar daqueleceleiro, teríamos a resposta para todos os nossos problemas.

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Claro, nem tudo no mundo saicomo planejado, mas era óbvio que aquilo teria importância.

“Não haverá necessidade de pedir ajuda ao império, nem de vender grande parte do ferro produzido ao sul. Com a barrig

ga cheia, os pobres de espírito buscarão um pouco menos a Deus.”

Então, seria possível expulsar alguns sacerdotes corruptos.

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Afinal, não bastava fazer o povo saber que o rei havia realizado tudo isso? Assim, a dependência deles em relação à r

religião diminuiria.

Argius tinha um sonho.

Era um sonho que eu vinha tendo há mais de dez anos.

Era o sonho de ver meu país se tornar um reino, e não um principado.

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Era o sonho de um aleijado que conseguisse se levantar e caminhar sozinho, sem a ajuda de ninguém.

Alguns que ouviram o meu sonho chamaram a si mesmos de sonhadores, e outros se juntaram a mim e seguiram o meu sonho.

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E ele fracassou.

Mas agora, o jovem rei que era mais de dez anos mais jovem do que ele estava dizendo tolices muito além de seus sonho

os. Ele estava sendo irracional.

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— Por que isso não faz sentido?

— Não é um absurdo acabar com o reino demoníaco? E o fim da guerra? Uma terra sem conflitos? Reunir raças diferentes

 para lutarem juntas? Você acha que tudo isso faz algum sentido?!

Argius sentiu o sangue subir à testa. De repente, suas emoções se misturaram com as minhas palavras.

Eu queria lhe perguntar do que estava falando, e por que estava dizendo tamanha bobagem.

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— Por que não?

— Não é errado até mesmo perguntar o porquê?

— Você já tentou?

— …O quê?

— Perguntei se você já tentou.

Se existe um caminho pelo qual ninguém nunca passou, será que é um caminho que não pode ser trilhado?

Houve um tempo em que o rei pensava assim.

Porque esse era o sonho que ele tinha.

Um sonho de se manter de pé sozinho, livre da influência de qualquer um.

Todos diziam que era algo impossível e que era um caminho que não podia ser trilhado.

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Mas Argius não pensava assim. Ele via aquilo apenas como um caminho no qual nunca havia pisado.

— Se ninguém jamais pisou em uma terra, isso a torna um lugar onde as pessoas não podem viver?

E o jovem rei disse o que pensava.

But a grandeza deles era diferente.

Assim como nem todos os cavaleiros são iguais, nem todos os reis são iguais.

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— Você vai desistir sem nem mesmo tentar? Esse é o seu sonho? Então por que cruzou a fronteira de Naurili[?25la? Enki, cor

rte a cabeça do rei de Azpen, reúna suas forças imediatamente e elimine todos os que vivem nas terras de Azpen.

[?25h

A voz de Krang era calma e suave. Apenas o seu tom de falahavia mudado ligeiramente.

Saxon ouviu as palavras de Krang e olhou de soslaio para Encred.

Não está com a garganta seca?

Encred apenas observava, sabendo que Krang não estava falando sério.

Andrew sentia que ia enlouquecer ouvindo aquela conversa que já se arrastava há algum tempo.

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O jovem, que se identificara como Illod, ouviu as palavras de Krang e colocou a mão no punho de sua espada.

[?25h

Os outros dois de Azpen deram um passo atrás sem perceber, e Prok permaneceu em silêncio.

Todos tomaram aquilo como verdade devido à firmeza com que ele falou ao ordenar que lhe cortassem o pescoço.

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— É realmente isso o que você quer?

Krang perguntou.

Argius olhou para o jovem rei. Atrás dele estava o céu noturno, atrás dele o cavaleiro que bloqueava o exército, e el

le sabia que um único gesto daquel[?25l[?25l[?25l[?25le homem poderia matá-lo, mas agora tudo o que Argius conseguia ver eram os olhos de Kra

ang.

Seus olhos eram mais brilhantes que a lua, brilhantes o suficiente para ofuscar a luz das estrelas.

Nada pode olhar mais brilhante do que os olhos de um sonhador.

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— Por que a política de integração de diferentes raças surgiu? Não foi para tratar a todos da mesma forma? Por favor,

, revele-me o segredo.

Krang continuou.

Parecia algo dito sem nenhuma segunda intenção.

Argius sentiu como se estivesse ficando sem fôlego com apenas aquelas poucas palavras.

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Exigia muito esforço mental.

Por que ficar tão irritado a ponto de a testa ficar vermelha?

Argius olhou para si mesmo.

Por que estava com raiva?

“A diferença no calibre de cada um.”

Detesto admitir, mas o outro é maior e mais amplo do que eu.

— Por que você veio aqui?

Em vez de gritar, Argius fez uma pergunta semelhante à que fizera no início.

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No entanto, enquanto antes ele havia perguntado o que eu faria se tivesse tropas ocultas, desta vez ele perguntou pur

ramente sobre minhas intenções.

— Isso importa?

Krang sorriu. Argius também soltou uma risada vazia.

Nem todos os reis são iguais.

Argius sentiu como se aquelas palavras tivessem atingido o alvo.

O homem diante de mim era alguém de outro nível.

Eu vou apagar o reino demoníaco e acabar com a guerra no continente.

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— Como vai fazer isso?

Argius perguntou novamente. O sujeito estava oculto, mas o significado era claro.

O que fazer para acabar com a guerra no continente?

Como você vai lidar com o Rei Demônio?

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E de que outra forma podemos erradicar a estratificação social?

Qualquer uma dessas três coisas era um absurdo. Dizer apenas uma delas já seria uma tolice.

Argius devia estar atento ao humor do sacerdote que o acompanhava, e também precisava manter em mente a mulher da fam

mília Eckins que viera por instigação do Sul, mas ele se esqueceu disso.

Por um momento, tudo o que eu conseguia ouvir era o que o homem à minha frente dizia.

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Krang sorriu novamente. Se aquele sorriso tivesse magia, Argius teria acenado com a cabeça.

O rei dotado de poderes mágicos falou sob o céu noturno.

— Pensemos nisso juntos.

— … Ha, hahaha.

Começando com uma risada vazia, Argius jogou a cabeça para trás e riu com gosto. Riu tanto que as lágrimas brotaram e

em seus olhos.

[?25h

Aquele garoto tinha acabado de dizer que faria tudo isso sem ter nenhum método? Isso era uma grande ambição ou ele er

ra apenas um tolo que não conhecia o mundo?

Embora ele fosse visto originalmente como alguém imprudente, ele era o rei de Naurilia e herdara o trono após pôr fim

m à guerra civil.

Será que uma pessoa assim poderia ser descartada como apenas um tolo?

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“De novo.”

Argius pensou em seus vassalos que se opuseram a ele quando ele pedira para se manter de pé sozinho.

“Você é um sonhador.”

Comparado a si mesmo, o sujeito diante dele era um garoto louco que sonhava de olhos abertos.

Mas.

“Eu perdi.”

Nenhuma das reações que eu esperava aconteceu. O Rei de Naurilia não mencionou nenhuma das coisas com as quais eu me

 preocupava. Ele apenas me mostrou a diferença na grandeza de nossas almas.

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— Você precisará de celeiros. Desejará escapar das garras do Império e do Sul, e também terá problemas religiosos.###TAG###

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“Ele também parece ser bastante inteligente.”

Argius ouviu o que Krang tinha a dizer sem pronunciar palavra.

— Não posso lhe dar toda a terra. Em vez disso, vamos uni-las assim. Dessa forma, poderemos garantir terras aráveis.###TAG###<



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Krang disse, juntando as palmas das mãos.

“Isso também poderia ser considerado um delírio.”

Argius teve tais pensamentos.

Krang disse que iria estabelecer uma fronteira agora.

Eles propuseram que dividíssemos as terras cultiváveis, sem qualquer luta, fôssemos aliados ou não.

Era fácil dizer que os dois países originalmente tinham toda a Pérola Verde como fronteira. No entanto, era fácil ape

enas na teoria.

[?25h

Onde deixaríamos de lado o histórico de nossas muitas lutas? E quanto à relação fatídica que construímos durante esse

e período? Sim, tudo bem.

Digamos que não tenha havido uma luta grande o suficiente para varrer uma cidade do mapa.

“Será que o Império e as Potências do Sul vão apenas ficar sentados assistindo?”

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— Eu estava esperando por isso — disse Krang.

— Se você disser mais alguma coisa, bem, este cara aqui servirá de pretexto. Existe uma ordem de cavaleiros capaz de

 aniquilar uma cidade inteira de Azpen, e eu não posso ameaçá-los com uma espada.

Enquanto falava, Krang apontou para trás com o polegar. Naturalmente, o dedo apontava para Encred.

Encred assentiu de leve, como se aquilo não fizesse diferença.

— Ele perdeu o juízo?

— Nós somos amigos.

O rosto de Encred permaneceu indiferente, mesmo ao ver o rei chamá-lo de amigo diante de outro soberano.

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Olhando para aquilo, Argius ficou curioso sobre a relação entre os dois.

Claro, isso podia não ser importante no momento.

— Está tudo bem quanto a isso? Estamos em guerra com o Sul, então eles não vão ficar parados.

— Não sou eu quem está lutando, mas sim. Aqueles que protegem meu país, aqueles que compartilham do mesmo sonho que e

eu, irão protegê-lo juntos.

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— Entendo.

As palavras de Argius pareceram drenar todas as suas forças.

Mas, em vez disso, seus olhos começaram a brilhar.

Não era o olhar defensivo e desconfiado de quando nos vimos pela primeira vez. Não era o olhar que expressava frustra

ação e desespero.

As palavras seguintes de Krang também foram desconcertantes.

— Não posso lutar porque há uma ameaça, mas recebi as terras cultiváveis graças à sua generosidade. Como o deus da ab

bundância não me permite abandonar o restante da terra, você pode dizer que não há nada que possa fazer, certo?

[?25h

Que tolo.

Que tipo de absurdo era aquele?

Um coelho que vive em uma toca não entende seu companheiro que vive fora dela.

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Por que viver lá fora, em um lugar tão perigoso? Você pode sobreviver comendo apenas a grama que cresce dentro da toc

ca.

Ele próprio não conseguia ver fora da toca.

O homem à minha frente não estava simplesmente me pedindo para ser seu amigo ou para me juntar aos seus sonhos.

[?25h

Ele também era inteligente. Sabia exatamente com o que estava lidando e encontrou uma saída.

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Além disso, com seu discurso apaixonado que cativava todos ao seu redor, ele silenciou até mesmo aqueles que estavam

 atrás dele para manifestar suas posições.

Há um momento na vida de todos em que as coisas mudam.

Para Encred, foram as palavras de um espadachim mercenário de terceira categoria.

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Você é um gênio.

Era também o verso de uma canção cantada por um menestrel.

O cavaleiro do passado, o cavaleiro que pôs fim à guerra.

O Rei de Azpen agora passava por uma experiência semelhante.

Krang sorriu e abriu a boca novamente.

— Do que você tem medo? De morrer? Do fracasso? Se não for isso, por que não sonhamos juntos?

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Como? Não havia resposta.

Alternativa? Nenhuma.

Mas eu tenho um sonho.

Krang era um sonhador, mas Argius queria alcançar esse sonho.

O que eu deveria fazer primeiro para conseguir isso?

Eu estava inebriado pelas palavras do jovem rei, mas primeiro deveria olhar para a pessoa que fizera o rei dizer tais

s coisas.

Enquanto todos os outros estavam agitados e inebriados pelas palavras, ele era o único que permanecia ali, indiferent

te.

Seu nome era Encred, o cavaleiro das muralhas de ferro.

Esse era o nome da pessoa que tornara este encontro possível.

Na verdade, era o próprio rei quem deveria ser o primeiro a agradecer a Illod Hurier.

Illod assumira o controle para proteger seu orgulho e preservar a reputação do reino, mesmo que apenas um pouco.

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Não fora à toa que eu pedira para Encred vir à reunião.

Então agora que meus olhos estão bem abertos.

Não deveria eu ser grato por meu povo e meu reino terem sido poupados do derramamento de sangue?

O rei, desperto de seu torpor, riu e levantou-se de seu assento.

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— Como devo chamá-lo?

— Krang.

— Argius. Eu gostaria de fazer o que quero fazer primeiro, antes que seja tarde demais. Está tudo bem?

Não era algo que devia ser feito, mas algo que se queria fazer. Como um rei que sabe muito bem que uma única palavra

 pode mudar o sentido das coisas, ele se expressou corretamente.

— Faça como desejar.

Depois de ouvir a resposta de Krang, o Rei de Azpen olhou para Encred.

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— Perdoe-me por tardar em cumprimentá-lo. Sir Encred, o cavaleiro das muralhas de ferro, graças ao que você fez, minh

ha esposa que passou a noite chorando não chorará mais, a criança que quase perdeu pai e mãe sorrirá, e os pais idosos qu

ue se despediram de seus filhos respirarão aliviados. Por tudo isso, eu lhe agradeço.

O rei inclinou a cabeça.

No final, era uma cortesia para não esquecer que este lugar existia porque havia um herói extraordinário que detivera

a o exército.

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