O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 546

O Cavaleiro em Eterna Regressão

546

O que o Rei de Azpen disse agora também significava que ele aceitaria a proposta de[?25h[?25lKrang.



Mesmo que os detalhes fossem responsabilidade daqueles encarregados do trabalho prático e que o futuro fosse incerto, era um bom começo por enquanto.

E, embora aquilo fosse algo que ninguém esperava, Krang estivera visando essa situação desde o início.

E se o Império, o Sul e a Cidade-Estado Sagrada ficassem todos do lado de Azpen?

‘Então por que eu simplesmente não trago Azpen para o meu lado?’

Era um caminho muito mais rápido do que derrotar aqueles três grupos um por um.

Claro, poderia não ter funcionado.

Não haveria jeito se o Rei de Azpen fosse o maior tolo do mundo.

‘Isso não pode ser verdade.’

Dava para notar observando a atitude de Azpen até o momento.

Krang viu que eu tentava alcançar meus objetivos apesar de toda a pressão.



A atitude que o rei exibia ali agora revelava seu caráter.

O Rei de Azpen expre[?25hssou sua gratidão, e Encred acenou com a cabeça e abriu a boca.

“Você não acha que ele é apenas um vigarista falastrão?”

Era uma piada, uma piscadela para Krang. Todos ali, especialmente os do lado de Naurília, até mesmo Andrew, sabiam que Encred gostava de brincar.

Claro, eu não sabia que as coisas terminariam assim nesta situação.

“Você não disse que ele era o rei de um país e um amigo próximo?”

O Rei de Azpen pareceu surpreso por um momento, mas logo retrucou com calma.

“Sinto que fui enganado também.”

“Por que pensa assim?”

“Como assim você diz que vai fazer algo, mas não tem um plano? Só vai simplesmente fazer. Que tipo de declaração irresponsável é essa?”



Diante das palavras de Encred, Krang, Saxon, Sinar e Andrew o encararam.

“Isso é algo que deveria sair da sua boca?”

Krang não aguentou mais e interveio.

Isso não faz sentido?

Havia um homem que nascera com pouco talento, mas ainda assim queria se tornar um cavaleiro.

Não era preciso perguntar o que aconteceria.

Ele me mostrou, por meio de suas ações, o caminho que escolhi.

Ele brandiu a espada em sua mão sem soltá-la por um único momento, a ponto de um dia não ser suficiente.

Vivi como um louco, exceto pelo tempo que passava comendo e dormindo.

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Aquele cara é a solução?

“Mas ainda assim será divertido.”

Em vez de responder às palavras de Krang, Encred olhou para o Rei de Azpen e falou.

Isso é engraçado.

Era uma história muito distante para Argius, o rei de Azpen.

Mas agora, ouvindo isso, meu coração começa a acelerar.

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Será divertido.

Sim, isso seria divertido.

Ao nascer, ele era de sangue real e recebeu o nome de um escolhido.

Mas ele realmente agia como o escolhido?

Eu tinha um sonho, mas realizá-lo era um dever. Não conseguia aproveitar. Apenas achava que era algo que precisava fa

azer.

Mas as ambições de que o Rei de Naurília falava agora faziam meu coração palpitar e meus cabelos se arrepiarem.

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Era como se eu tivesse voltado ao tempo em que vi meu primeiro amor e caí na febre do amor.

Foi o que aconteceuao conversar com aquele sujeito, o Encred.

Era um estado em que uma motivação sem precedentes surgia de uma só vez.

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“Quando euvoltar, terei que rejeitar a oferta dos vassalos e anunciar com orgulho que garanti uma parte da Pérola Ve

erde. Espero que isso não prejudique sua reputação.”

Argius olhou para Krang e perguntou.

Krang olhou para Encred com olhos perplexos, mas logo recuperou sua expressão habitual e respondeu com um sorriso.###TAG###

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“Eu pareço alguém fácil de lidar? Não pareço.”

Os dois reis estenderam as mãos e apertaram as mãos sem que nenhum deles precisasse dar o primeiro passo.

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“Se eu morrer, tudo isso será inútil.”

Disse o rei de Azpen.

“Não morra, coma bastante comida boa e viva muito. Se for esfaqueado e sentir que vai morrer, tente implorar pela sua

a vida.”

Krang retrucou.

Enquanto os dois reis trocavam palavras de elogios e provocações,Encred chamou distraidamente por Sun Frog.

A mulher de meia-idade e o homem do lado de Azpen estavam ocupados sussurrando de cabeças juntas. Eles foram contagia

ados pela atmosfera e ficaram impressionados com o carisma de Krang, de modo que estavam sem palavras.

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“Você disse Abnayer?”

Encred perguntou.

“Por que ele?”

“Ele vai morrer por causa da derrota?”

Antes de vir para cá, Chrys dissera algo.

“Isso não é da sua conta.”

Prock falou como exemplo. A outra pessoa é alguém que merece respeito.

Para ser honesto, ninguém em Azpen que estivesse em seu juízo perfeito falava descuidadamente com os cavaleiros que h

haviam bloqueado o exército.

Em particular, Prok falou diretamente com o rei várias vezes, lembrando-se de Encred, que acabara de mandá-lo embora.

.

Alguns dos contos heroicos de Naurília que se espalharam por Azpenforam disseminados por ele mesmo.

Era um pouco engraçado, mas alguns dos nobres de Naurília que só ouviam as notícias de longe ainda achavam que a hist

tória de deter o exército era exagerada, então a reputação de Encred era maior em Azpen do que em Naurília.

Será que é verdade que, ao encontrar um inimigo, você conhece melhor o seu valor porque lidou diretamente com ele?###TAG###

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E essa também era a história que Encred via no homem chamado Abnayer.

“Posso pedir algo em troca da minha vitória?”

Encred falou e olhou para Krang. Krang acenou com a cabeça. Isso era algo dito com a permissão do Rei.

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Então, todos olharam para Encred novamente.

Havia também olhares direcionados a ele como se se perguntassem que tipo de bobagem ele estava falando.

“Diga-me.”

A resposta foi dada pelo Rei de Azpen.

“Sei que Abnayer é o principal culpado por iniciar esta guerra. Em um momento em que os dois países chegam a um acord

do, não podemos simplesmente deixar um sujeito tão ultrajante im[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lpune. Portanto, envie esse indivíduo para a Guarda da Fro

onteira imediatamente. Devemos puni-lo.”

Enquanto Krang ouvia as palavras de Encred, achou que o tom de voz era rígido e incomum. Quando pensou no motivo, per

rcebeu que era algo que ele havia decorado.

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A mulher de meia-idade e o sacerdote do templo que cochichavam atrás de Argius franziram a testa.

Abnayer fora preso por seu papel na derrota e provavelmente morreria.

Ele também era um sujeito que eu não queria matar. Era o tipo de cara que ficaria do lado do rei e usaria a cabeça a

 cada oportunidade.



Desta vez, havia a determinação de eliminá-lo, já que não fora possível fazer isso antes por causa de Barnes.

[?25h

Não era ele o cara que sempre falava sobre como o reino podia se erguer sozinho?

As palavras de Encred foram duras, mas suas intenções eram claras, pois contrariavam o que havia sido discutido momen

ntos antes.

[?25h

Quer salvá-lo? Se você o enviar, eu o pouparei e o levarei comigo.

Era isso o que ele estava dizendo.

Não havia uma única pessoa ali que não compreendesse o significado de Encred.

“Que diabos!”

Assim, o sacerdote tentou intervir, mas Argius ergueu a mão e o impediu.

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“Faremos isso. Aquele homem foi uma figura pró-guerra muito cruel, que impulsionou o conflito.”

Não. Abnayer não era um belicista, mas um moderado.

Mas de que adiantava isso agora?

Esta era a magia que Chrys havia usado.

“Se Azpen não fizer ataques surpresa e receber bem as pessoas, você pedirá a custódia do estrategista inimigo conform

me a situação. Por quê? Por que perguntar quando já sabe? Se o deixar lá, não é óbvio que ele morrerá? Se Vossa Majestade

e deixar de lado o Império, a Cidade Sagrada e o Sul para abraçar Azpen, então é melhor trazer esse homem. Se o caos inte

erno de Azpen aumentar devido às responsabilidades e afins, aquela pessoa certamente morrerá. Se tentarem mantê-lo vivo e

e protegê-lo, a posição do Rei de Azpen ficará difícil, por isso seria melhor nós o trazermos.”

Dizem que um homem sábio reconhece outro. Embora Chrys não fosse um sábio, ele sabia que o comandante adversário não

 era um homem comum.

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Tudo o que precisavam fazer era trazê-lo para a guarda da fronteira, alimentá-lo, dar-lhe de beber e dar-lhe um lugar

r para dormir.

‘Que sujeito estranho.’

Encred ficou impressionado com a forma como Chrys conseguia enxergar alguns passos à frente de onde estava.

[?25h

No entanto, quando Chrys viu Encred blocking the army, seus olhos literalmente se arregalaram e ele perguntou: ‘Ei, e

ei, se você é um cavaleiro, consegue fazer algo assim?’

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Aos olhos de Chrys, Encred era uma pessoa muito mais intrigante.

“Sendo assim.”

A reunião terminou ali. Os dois voltaram pelo caminho de onde vieram. O luar ainda brilhava no chão, e as estrelas ex

xibiam suas formas belas.

O céu parecia um salão de baile onde a lua e as estrelas dançavam.

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Quando Encred olhou pela janela por um momento, viu uma estrela cadente passar.

“Sinar Kirhais, seu dever continua o mesmo?”

No caminho de volta na carruagem, Krang deu início a um assunto que Sinar não queria comentar.

Encred olhou fixamente para os dois. Sinar respondeu com sua expressão vazia de sempre.

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“Eu nunca me esqueço do que preciso fazer.”

Encred não sabia disso, mas Sinar fora de grande ajuda para Krang mesmo antes de ele se tornar rei, e havia um pacto

 entre os dois.

Krang não perguntou porque quisesse ignorar as palavras que saíram de sua própria boca.

Ele trouxe o assunto à tona porque via Sinar vivendo ali perto e se perguntava se ela realmente precisava passar por

 aquilo.

“Entendo.”

“Sim, é isso.”

Encred observou e então falou.

“O que é? Esse dever a cumprir.”

“Não é algo que o seu noivo deva saber. Uma mulher precisa ter pelo menos um segredo para continuar misteriosa.”



Se fôssemos falar sobre ser misteriosa, ela não estivera ao lado de Esther na Guarda da Fronteira?

Ela tinha uma beleza extraordinária, mesmo entre as fadas, e sempre andava por aí com uma expressão vazia, de modo qu

ue seu mistério se espalhou por toda a cidade.

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“É como o dever de uma fada.”

Krang respondeu em seu lugar. Não foi bem uma resposta, mas se ela não queria falar, não havia necessidade de pergunt

tar.

Encred simplesmente deixou para lá, como sempre, sem se importar.

A carruagem negra continuou avançando e retornou para a Guarda da Fronteira, e só então Andrew relaxou um pouco.

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“Ufa, eu sobrevivi.”

Andrew era o chefe da família Gardner e atualmente o membro mais poderoso da facção Realista, mas, independentemente

 de sua posição, não podia evitar servir a um louco.

E ali estava outro louco.

“Seu corpo parece rígido. Quer treinar um pouco?”

Ainda é madrugada e o sol não nasceu. Sugiro que voltemos e pratiquemos um pouco de combate enquanto descansamos.



“Isso é normal?”

Quando Andrew perguntou, Encred respondeu em um tom sério.

“Se você dormir e descansar quando todo mundo estiver dormindo, quando vai brandir sua espada?”

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“Eu acordo e a brando.”

Andrew também era um fanático por treinamento em sua família, então não era como se ele ficasse atrás.

Encred não incomodava quem dissesse que não o faria. Era apenas uma sugestão para suar um pouco porque os corpos dele

es pareciam rígidos.

Assim que Chrys falou, a construção começou, e um muro foi erguido entre a Guarda da Fronteira e Azpen. No entanto, s

sua altura mal alcançava a cintura de um homem adulto.

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O sofrimento de Andrew foi aliviado pela escolta da Guarda da Fronteira até que a escolta de Zaltenburg chegasse.



“Então, nos vemos no palácio.”

Encred acenou com a cabeça diante da despedida de Krang.

Depois de cerca de um mês, quando a manutenção da Guarda da Fronteira terminou, chegou a hora de ir ao palácio.

[?25h

Decidiu-se condecorá-los por seus méritos nesta batalha.

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Depois que Krang partiu, foi o trabalho de Chrys que ficou movimentado.

“Não devemos brigar por disputas na fronteira, então devemos construir pelo menos algo que possa ser considerado uma

 muralha.”

Assim que Chrys falou, a construção começou, e um muro foi erguido entre a Guarda da Fronteira e Azpen. No entanto, s

sua altura mal alcançava a cintura de um homem adulto.

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“Isso também é considerado um muro?”

O comandante que fora convocado de Azpen como guarda de fronteira falou e lançou seu olhar. À sua frente estava o com

mandante de Naurília, que não estava tão distante a ponto de não poder alcançá-lo; se esticasse os pés, conseguiria tocá-

-lo. Ele deu de ombros e respondeu.

“Foi o que eu disse.”

As pessoas dizem que tentar fingir não saber de algo quando se sabe de tudo é como tapar o sol com a peneira, e foi e

exatamente isso o que aconteceu na situação atual.

Se outros países disserem algo, traçaremos uma fronteira e diremos que cada um cultivará e viverá em sua própria terr

ra.

O que aconteceria se uma nova aldeia fosse construída bem ao lado das terras agrícolas, fornecendo irrigação?

[?25h

Haveria rapazes e moças que se apaixonariam apesar da óbvia oposição de suas respectivas famílias, e eles até se ajud

dariam mutuamente em tempos difíceis.

Claro, tudo isso levaria tempo, mas aquele encontro comprou tempo tanto para Naurília quanto para Azpen.

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Não era que o continente estivesse envolto nas chamas da guerra, mas o Império, o Sul e o Estado Sagrado estavam todo

os tramando, e mesmo assim Azpen, que deveria ser um fantoche, de repente segurou a mão de Naurília e fingiu amizade.



Naturalmente, poderia haver alguns que vissem a situação atual de forma negativa, mas também era uma conjuntura difíc

cil de se contestar no momento.

Poucos dias depois, uma carruagem de transporte levando Abnayer cruzou a fronteira.

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Como era uma carruagem de prisioneiros, veio trancada por grades, mas por dentro havia cobertores macios e comida.###TAG###

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Isso significava que não o haviam tratado com grosseria.

Mesmo após chegar à Guarda da Fronteira, a situação de Abnayer não foi muito diferente.

Bem, mudou um pouco.

Ele fora trancado em um quarto limpo em uma prisão cheia de sujeira e fedor.

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Deveria ele se sentir aliviado por ter sobrevivido em vez de dar a vida para assumir a responsabilidade pelo passado?

?

‘Que tipo de sujeito ele é?’

Em vez de se sentir aliviado, Abnayer estava secretamente impressionado pelas ações do Rei de Naurília e, enquanto is

sso, curioso para ver o rosto do sujeito que o trouxera até ali.

Apenas observando o desenrolar da situação, dava para notar o quão grande estrategista era aquele que o trouxera até

 ali.

Dois dias após sua chegada à Guarda da Fronteira, ele ouviu dois soldados rudes cumprimentando alguém na porta.

[?25h

“Você veio?”

“Ele está lá dentro.”

O trinco da porta que estava trancada por fora se abriu com um estalo. Depois disso, o guarda e o visitante trocaram

 mais algumas palavras.

“Por que isso está trancado?”

“Ele não é o general inimigo? Mandaram trancar.”

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“Deixe para lá. Se alguém pudesse sair daqui por conta própria, não seria impedido por um único trinco.”

Era uma voz jovem. A porta se abriu com o rangido das dobradiças mal lubrificadas.

Abnayer apenas ergueu a cabeça, sentado em um sofá que era tão macio que ele não sentia vontade de se levantar depois

s que se sentava.

[?25h

O dono da voz surgiu diante de seus olhos.

Um homem de olhos grandes e que parecia ter a mesma idade de um irmão mais novo entrou na cela que servia de quarto.###TAG###<



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“Como tem passado?”

Aquele foi o seu primeiro encontro com o homem que repetidamente o havia derrotado.

Ele não estava sozinho. Atrás dele, vinha uma mulher de pele escura e aparência muito atraente.

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“Sou a escolta. Estou preocupada que alguém que lute melhor do que eu possa me fazer de refém.”

Embora o de olhos grandes continuasse dizendo bobagens, Abnayer não sabia que seu oponente era o estrategista da Guar

rda da Fronteira.

Quando descobriu mais tarde, Abnayer não conseguiu esconder seus sentimentos e suas pupilas tremeram.

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“Você era aquele estrategista?”

“Ah, não é nada de especial. Eu só estava ansioso e fiz uma coisa ou outra, então acabou dando nisso.”

A conversa foi breve, mas o tom de Chrys foi consistentemente amigável.

O estrategista, que mais tarde se apresentou como Chrys, disse que tinha vindo apenas para ver o seu rosto e, antes d

de sair, colocou a mão na maçaneta da porta, virou-se e perguntou.

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“Você pretende fugir?”

“… Porque não tenho para onde ir.”

Abnayer sabia que aquilo era uma tática para testar seu estado psicológico por meio de perguntas inesperadas.

[?25h

Sendo assim, ele era de fato um sujeito formidável.

Os dois se encararam e riram secamente. Abnayer percebeu que um pouco de confiança e boa vontade havia surgido entre

 eles.

Não havia realmente para onde ir. Se voltasse para sua pátria, morreria, então para onde mais iria?

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E Chrys, após sair, reforçou a segurança ao redor do quarto.

“Você não disse que ele não pretendia fugir?”

Nourat perguntou sobre ele.

“Sim, foi o que eu disse, mas quem sabe?”

Nascido com um transtorno de ansiedade paranoica, Chrys sentia que, como tinha tropas suficientes, não precisava conf

fiar em ninguém.

[?25h

No dia seguinte, Abnayer sentiu-se confuso ao ver que havia mais pessoas vigiando-o.

Porque parecia que ele estava encerrando a conversa de ontem dizendo: ‘Você é uma pessoa não confiável.’

Mas não havia o que fazer. Era exatamente esse tipo de pessoa que Chrys era.

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Como se poderia confiar tão rapidamente em um dos líderes de um país inimigo?

Não importa como as coisas tivessem terminado, ainda era inquietante para Chrys, então ele se sentia mais confortável

l mantendo-o trancado e sob vigilância.

Ele poderia até ter colocado grilhões nos tornozelos de Abnayer para aliviar sua ansiedade, mas Chrys não foi tão lon

nge.

Como Krang já havia dado a sua palavra, eles também precisavam considerar o lado do rei.

Afinal, não se podia tratá-lo como um prisioneiro comum.

Ele fora trazido para melhorar as relações entre os dois países, mas Chrys o mantinha sob estrita vigilância, deixand

do Abnayer entregue à própria sorte.

O que ele poderia fazer? Não havia nada a ser feito.

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