Mago Prismático Genial

Capítulo 189

Mago Prismático Genial

#189. Lael Lowe (2)

A porta se abriu e um espaço amplo e cinza-claro surgiu.

Havia apenas uma mesa comprida no centro, sem nenhum outro objeto.

Pensando bem, até mesmo os espaços usados até agora eram preenchidos apenas com os itens estritamente necessários.

A busca pela eficiência extrema.

Pequena estatura, grandes habilidades técnicas.

Foi o momento em que o palpite do garoto sobre a raça de seu oponente se tornou certeza.

— Viajantes, bem-vindos a Rael Row.

Do outro lado da mesa, seis pessoas estavam sentadas como se fossem entrevistadores.

Uma barba espessa.

Cabelos grisalhos.

Mas, por causa de seus olhos aguçados e de seus corpos que pareciam sólidos para a idade, não senti que estava lidando com idosos.

Não.

Eu nem sabia se ele era velho, para começo de conversa.

A expectativa de vida deles pode ser diferente da dos humanos, assim como a dos elfos.

— Lael Lowe?

A pessoa no meio respondeu à pergunta de Ray.

— Refiro-me a esta fortaleza onde vivemos. Na língua antiga, significa raízes que cresceram baixo. Vamos nos sentar primeiro. Acho que teremos uma longa história para contar.

O grupo seguiu as palavras dele e sentou-se na fileira de seis pessoas à frente.

— Para nos apresentarmos brevemente, somos os anciãos que governam os cerca de mil residentes desta fortaleza. Também somos os responsáveis por lidar com todos os assuntos externos.

A pessoa no meio apresentou seus nomes na ordem, começando pela esquerda.

Meno, Phone, Falun.

Line, Drop, Body.

Todos os nomes de sonoridade semelhante foram recitados em um instante.

O grupo também revelou seus nomes, um por um.

— Ray.

— Sou a Veronica.

— Sou a Greene.

— Certo, deixem-me contar. Como vocês... —

Naquele momento, um som metálico alto ressoou dos braços de Ray.

Os anciãos ouviram com interesse.

— Gostariam de pegá-lo para dar uma olhada?

O que surgiu dos braços de Ray foi um pássaro mecânico batendo suas asas incessantemente.

— Originalmente estava quebrado, mas de repente começou a funcionar e não parou mais.

— Uma asa está partida. Parece estar danificada.

— Faz tempo que não vejo um desses, então há algumas peças que gostaria de analisar. Você se importaria de me dar?

Ray entregou o pássaro mecânico para a figura sentada à sua direita, presumivelmente Defour ou Cheche.

Ambos tinham nomes de duas sílabas e aparências semelhantes, tornando difícil distingui-los.

Assim que a figura à direita tocou em algo na lateral da mesa, uma gaveta longa se estendeu da parede lisa.

O pássaro mecânico foi colocado ali.

A gaveta, que foi empurrada de volta para a parede, fez um som mecânico lá dentro e depois estendeu seu corpo novamente.

— Kuruk, guruk.

O pássaro mecânico, com as asas consertadas e lubrificadas, parecia novo e levantou voo com energia.

Enquanto circulavam acima das cabeças de todos, um dos pássaros pousou no meu dedo estendido e começou a se limpar com o bico.

Ray teve aquele pensamento.

O motivo pelo qual o pássaro mecânico batia as asas com a aparência de Rael Lowe.

Talvez fosse porque ele sabia que havia pessoas ali que poderiam consertá-lo.

— Vocês se dão muito bem.

— Isso é natural. Todas as criaturas são projetadas para serem leais aos anões [1].

[1] - Anões: Raça mítica conhecida por sua habilidade em forja e tecnologia.

Anão.

Foi o momento em que uma das raças antigas que estivera escondida no desconhecido até agora apareceu diante de nossos olhos.

Um profundo sentimento de curiosidade e interesse martelou forte no coração do garoto.

— Raça antiga.

— Oh...? Você sabe algo sobre história? Essa não é o tipo de combinação de palavras que alguém que não entende muito de história usaria.

— Sei até certo ponto.

Então, um pássaro mecânico voou e pousou na cabeça de Ray.

Depois de andar de um lado para o outro algumas vezes, ele finalmente se acomodou e sentou-se em uma posição estável.

— ... ...

— ... ...

— Kuruk, guruk.

Minha cabeça parecia... pesada.

Levantei a mão para tirá-lo, mas meu corpo estava tenso e eu não conseguia me mover, como se estivesse feito de ferro.

— Kururuk.

Em vez disso, ele fez um som agradável, como se estivesse gostando de ser tocado.

Veronica, cautelosa, estendeu a mão para ajudar Ray a se levantar.

Mas.

Isso! Isso!

— Oh, meu Deus!

Não tive escolha a não ser retirar apressadamente a mão da batida violenta.

Ray, cuja força fora aprimorada pela magia, agarrou o torso do pássaro com as duas mãos e o lançou ao ar com toda a força.

O sujeito, que estava circulando calmamente pelo ar, fez um movimento para pousar na cabeça de Ray novamente.

Plaft!

Ray agarrou o sujeito que caía e o segurou firmemente, baixando-o na frente do rosto.

— ... ...

— Kuruk.

É impressão minha?

Parecia que o sujeito, que nada mais era do que uma máquina, estava fazendo uma cara de injustiçado.

Ray arregalou os olhos.

— O que posso fazer? O que posso fazer quando você me olha assim?

Enquanto eles travavam aquela guerra de neve, as vozes surpresas dos anciãos foram ouvidas.

— Você já se registrou como o dono?

— Isso não é verdade.

— Mas por que aquele pássaro o segue?

De acordo com os anciãos, as criaturas, ou animais mecânicos, só mostram lealdade e afeto aos anões ou aos mestres registrados.

— Isso é estranho. É a primeira vez que vejo algo assim.

— Quando verifiquei antes, todos os padrões de registro haviam sido apagados com o tempo. Este pássaro claramente não tem dono no momento.

— O que diabos você fez?

Como você conseguiu fazer isso?

Isso era, na verdade, o que o garoto queria perguntar.

— Pensando bem, Kelly também fez isso.

Mesmo quando Binjin foi registrado como o dono, ele se mostrou muito obediente a esse estranho.

Enquanto Ray analisava o fenômeno, ouviu Veronica sussurrar em seu ouvido.

— Ray é bom em atrair espíritos e criaturas. Ele parece ter um charme que transcende as fronteiras entre o papel, seres vivos e objetos inanimados. Ele é muito popular.

Eu realmente não quero ser popular o suficiente a ponto de ter que andar por aí com um pedaço de metal na cabeça.

Ray perguntou aos anciãos:

— Não há uma maneira de desligar a operação da criatura?

— Não existe tal coisa.

— Uma criatura é um dispositivo que se move usando a mana no ar como fonte de energia.

— Nós nunca pararemos até sermos destruídos ou quebrados.

— Ou até que a mana no ar esteja completamente esgotada.

O último método era algo completamente impossível de realizar.

Ray olhou para baixo, para o pássaro mecânico, com um olhar frio.

— Quebrar uma de suas asas de novo?

Creck! Creck!

O pássaro mecânico começou a lutar de repente.

— Pode ser útil para reconhecimento.

— Kuruk.

O contorcionismo parou por um momento.

— Acho que seria melhor simplesmente destruí-lo completamente.

Creck! Creck! Creck! Creck! Creck! Creck!

Ficou insanamente forte.

Depois de terminar suas preocupações, Ray olhou para o pássaro mecânico e falou com os olhos.

— Vamos fazer isso, entendeu?

— Kuruk.

Eu não sabia dizer se ele realmente entendeu, mas apenas deixei que ele voasse para o ar.

O sujeito que circulava sob o teto pousou no meu ombro em vez da minha cabeça, ao contrário de antes.

— ... ...

— Crunch?

Ainda estava pesado.

Ray perguntou aos anciãos:

— Já ouvi rumores sobre a inteligência dos pássaros. A inteligência do animal original também se aplica às criaturas?

— Bem, nós também não sabemos disso.

— A raça que criou a criatura não é a dos anões?

— Para ser exato, é um objeto feito por nossos ancestrais usando tecnologia de ponta.

— Vocês não conseguem fazer um agora?

— É impossível porque a tecnologia foi descontinuada. Apenas reparos são possíveis.

Line, ou Depo, acrescentou.

Rael Row existe desde os tempos antigos e, embora as instalações e dispositivos internos sejam usados, muitos dos princípios exatos são desconhecidos.

— O dispositivo de reparo tipo gaveta que vimos antes é um exemplo disso.

— Não há registros disso sendo passados adiante?

— Claro que há. Mas a quantidade... —

— Os registros foram danificados por acaso?

Foi Greene quem interveio na conversa.

Seu chapéu de abas largas estava fora da cabeça e em suas mãos, e os anciãos ofegaram ao ver suas orelhas pontudas.

— Você é uma elfa, não é?

— Você é realmente uma elfa.

— Só ouvi falar de elfos.

— O que um habitante da floresta está fazendo no mundo exterior?

Greene respondeu aos anciãos, que demonstravam várias reações.

— A floresta está ficando doente. Saí para encontrar um lugar para viver.

O que parecia mais velho entre os anciãos, Falun, assumiu a conversa.

— Conheci uma elfa viajante cinquenta anos atrás. Acho que esse problema ainda não foi resolvido?

— 50 anos atrás... O nome da viajante era Priscilla?

— Sim, esse era o nome.

Priscilla.

Ele era um elfo que deixou a última floresta antes de Charon, o marido de Greene, e depois perdeu o contato.

Uma sombra passou pelo rosto de Greene.

— ... O problema que você mencionou não foi resolvido. O poder da Árvore do Mundo continua a enfraquecer.

— Então a erosão deve ter continuado.

— Isso mesmo. As árvores e flores estão ficando pretas e se desfazendo se você as tocar. As frutas e vegetais estão apodrecendo e caindo aos pedaços, e o espaço para ficar de pé está diminuindo.

— Fundamentalmente, este é um problema que só pode ser resolvido parando a Chuva Negra. É um momento difícil para qualquer raça.

Os dois continuaram a conversa naturalmente, como se já se conhecessem antes.

— Os registros históricos que temos não estão particularmente danificados nem nada. É apenas que a quantidade que foi passada adiante é extremamente pequena.

Greene sentiu muito pesar.

— Posso perguntar por quê?

— Nossos ancestrais pareciam pensar que registrar a história era impraticável.

— Você diz que os registros históricos são ineficazes?

— O passado que se foi não é importante, e apenas o presente e o futuro são considerados. Nós, no presente, concordamos com isso. É por isso que, diferentemente da história, uma grande quantidade de tecnologia foi passada adiante.

Veronica, que ouvia a conversa, sussurrou para Ray.

— Ray, Sr. Greene, você já encontrou um anão antes?

— Não. Ele disse que viveu na Última Floresta toda a sua vida e só saiu recentemente. Ele disse que nunca tinha conhecido um anão e que tudo o que sabia era uma linha de informação em um registro.

— Que tipo de registro é?

— As duas raças, elfos e anões, têm valores extremamente diferentes. É por isso que eles brigam sempre que se encontram.

— Sério? Apesar de tudo isso, a conversa está indo muito bem agora...

Kwaang!

— O que você acabou de dizer!

Foi então que um único grito de raiva me trouxe de volta aos sentidos.

Quando virei o olhar, pude ver Falun em pé, depois de bater na mesa, e Greene do outro lado, com os braços cruzados.

— Disseram que era bárbaro. Como podem jogar fora um livro de história só porque ocupa espaço?

— Todos concordaram. Nós apenas lidamos com nossa própria propriedade. Que terceiro tem o direito de discordar disso? Como todos nós nos lembramos dos detalhes de qualquer maneira, seria suficiente passá-lo adiante pelo boca a boca.

— Não. O boca a boca é apenas o boca a boca. Materiais históricos têm valor como materiais históricos.

Falun bufou.

— Vocês não estão perdendo seu lar por obsessão com coisas tão inúteis?

— Agora... o quê?

— Não consigo me livrar de toda a tralha pesada, então estou afundando em um buraco de lama.

— Não cruze a linha. Você é tão grandioso assim, já que sua tecnologia foi perdida? Você nem sabe como fazer criaturas? Não é por causa de sua atitude de descartar livros de história sem pensar que você perdeu sua tecnologia?

— História e tecnologia são coisas separadas! Não tolerarei mais isso.

Ray murmurou suavemente.

— O registro parece ser verdadeiro.

— Nunca vi você tão irritado antes. Acho que deveria impedi-los.

Veronica estava nervosa que a situação escalasse para uma grande briga.

Mas o humor mudou no momento seguinte.

— Seu pirralhinho que nem conhece modos!

— Você é jovem? Quantos anos você tem? Não, quantos anos você tem?

Falun fez uma cara de constrangimento por um momento, mas as palavras já tinham sido ditas.

— Por quê? Não consegue dizer? Tenho 224 anos. Sem uma única mentira.

Os olhos de Falun tremeram violentamente.

Seus lábios, que hesitaram por um tempo e escorriam suor frio, abriram-se com dificuldade.

— ... 1.184 anos.

Uma diferença de idade de impressionantes 40 anos.

Greene imediatamente gritou com uma voz cheia de alegria.

— Seu pirralhinho que nem conhece modos!

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