
Capítulo 424
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
O agitado centro da cidade estava repleto de pessoas.
Aqui ficava a torre mais alta de Kuhang, cercada por inúmeros arranha-céus.
Muitas cenas icônicas de séries de TV e filmes mundialmente famosos foram filmadas aqui. Embora o charme original pudesse ter se dissipado com o tempo, a vibração da cidade permanecia.
Neste dia, ela estava mais viva do que nunca, com luzes brilhando intensamente sob o céu noturno.
— Então, você não reservou aquele bar, reservou?
Sam olhou para o edifício mais movimentado e grandioso, visível a olho nu.
No passado, ele oferecia a melhor vista para as celebrações de Ano Novo.
Mas para Angel, que não queria desfilar por aí com trajes tão luxuosos nas ruas, não foi uma tarefa difícil.
Com sua personalidade, ela conseguiria um lugar até um minuto antes da contagem regressiva, usando qualquer meio necessário.
Angel sorriu levemente.
— Por quê? Quer ficar espremido cara a cara e corpo a corpo com estranhos na rua?
Sam inicialmente pensara em passear com ela, vivenciando a animada atmosfera de Ano Novo como todos os outros, curtindo o espírito festivo.
Mas havia gente demais!
Cada loja, cada barraca, até as máquinas de venda automática estavam lotadas.
Em um lugar tão lotado, passear não parecia nada festivo.
— Desta vez, vou seguir a sua liderança.
Sam guiou Angel, quase de forma protetora, como um cavaleiro escoltando sua dama, até o elevador do prédio.
À medida que os andares subiam, os números se tornavam mais impressionantes e, naturalmente, o número de pessoas diminuía.
Afinal, os andares mais altos, que ofereciam as melhores vistas da paisagem noturna de Kuhang, eram mais caros. O aluguel e os custos de serviço eram exorbitantes.
A partir de certo nível, não era mais acessível às pessoas comuns. Bares, restaurantes de luxo e até casas noturnas exclusivas para a elite estavam localizados ali.
Quando as portas do elevador se abriram, a opulência do corredor era evidente. O chão não era apenas de azulejos, mas também coberto por uma camada macia de carpete.
O ar aquecido fazia esquecer imediatamente o frio do inverno.
O corredor, fracamente iluminado, exalava um ambiente íntimo, adequado para um bar.
Angel levou Sam para dentro do bar mal iluminado, onde apenas algumas luzes estavam acesas. Estava estranhamente silencioso, com conversas suaves ocasionais, combinando com a vibração sofisticada do bar.
Sam sentiu-se... como posso dizer?
Como um garoto do campo entrando na alta sociedade.
Era um pouco intimidador.
Angel, vestida para combinar com o cenário, ou talvez um nível acima, caminhava confiantemente em seus saltos altos, segurando a mão de Sam.
Ela olhou para cima.
— Você está nervoso?
Sam sorriu. — Primeira vez em um lugar como este, não posso ficar um pouco nervoso?
Na verdade, ele não estava tão desconcertado. Desde que soubesse que ninguém o desprezaria por causa da garota ao seu lado, ele ficava bem. O que a opinião dos outros importava para ele?
Angel sabia que ele estava calmo, mas segurou sua mão.
— Tudo bem, apenas fique ao meu lado.
— Uhum.
Logo, um garçom bem vestido os levou respeitosamente a uma mesa perto da janela.
O local oferecia uma vista perfeita do arranha-céu imponente e da bela paisagem noturna de Kuhang lá embaixo.
Angel sorriu.
— O que achou da vista?
Sam assentiu, olhando para ela.
— Eu nunca duvidei do seu gosto.
— Sério?
— Claro. Seja nos seus trajes diários, na sua escolha de lugares para encontros ou no seu gosto para namorados, é tudo de primeira linha.
Angel não pôde deixar de rir.
— Pode parar de se elogiar por tudo?
Sam respondeu com naturalidade.
— Você não gosta de me elogiar, então não posso fazer isso por conta própria?
— Talvez você não tenha nada que mereça elogios.
— Impossível. Você é que ainda não descobriu a minha beleza extrema.
— Você é muito bom em discutir.
Sam tirou uma foto com o celular e enviou para as duas garotas que ainda não tinham chegado, junto com o endereço.
Ele adicionou uma nota.
[Apressem-se, já estamos aqui.]
Angel pediu dois coquetéis.
Não do tipo com alto teor alcoólico, já que a noite era longa e precisava ser aproveitada lentamente.
Sam notou a bolsa volumosa que Angel tinha trazido, aparentemente cheia de coisas.
Ele sorriu e perguntou.
— Você preparou um presente?
Angel bufou, erguendo elegantemente sua taça.
— Já que você perguntou tão seriamente, eu não poderia ser tão cruel, né?
— O que você vai me dar?
Sam não pôde deixar de ficar curioso.
O que essa garota lhe daria? Ela era rica, mas não lhe daria algo brega. E Sam não precisava de presentes caros dela.
Mesmo que Angel lhe desse itens de luxo, ele os guardaria em casa, não os venderia nem ostentaria.
Angel sorriu misteriosamente.
— Será mais divertido revelar quando elas chegarem. Desta vez, você não pode dar uma espiadinha. Por que você não me diz o que preparou primeiro, para que eu não fique decepcionada e seja alvo de risadas delas?
Sam permaneceu relaxado, ainda mais do que Angel.
— Não se preocupe. Garanto que meu presente será único.
Sam estava confiante.
Afinal, os check-ins semanais lhe deram muitos itens especiais, e ele os escolheu cuidadosamente.
Muitos eram raros e, se não fosse pelo alvoroço potencial, ele os teria vendido há muito tempo.
— Sério? E se eu ficar decepcionada?
Angel achou que ele estava blefando, mas não pôde deixar de acreditar neste garoto que sempre superava suas expectativas.
Sam sorriu com indiferença.
— Se você ficar decepcionada, pode fazer o que quiser comigo.
— Você disse.
— Claro. Quando eu menti para você?
— Quando você não mentiu para mim?
— ...
— Ufa~ Há tantas pessoas lá fora. Demorou um pouco mais. Mas reservar um bar tão luxuoso, bem a cara da Angel~
Isabella estava vestida de forma particularmente fofa hoje.
Um xale rosa estilo Chanel, uma blusa de gola alta destacando sua bela figura, meias brancas nas pernas e uma saia curta que mostrava sua juventude.
Seu cabelo dourado levemente cacheado, com um toque ondulado.
Usando uma boina vermelha e branca.
Ela parecia uma personagem saída diretamente de um anime, com uma vibração sonhadora e de mangá.
Angel viu Isabella, também carregando uma bolsa grande, e deu um sorriso de lado.
— Veterana, você está vestida de forma bem especial hoje.
Isabella, aparentemente alheia ao tom subjacente de Angel, sorriu.
— Hoje é um dia especial, então me arrumei. Angel, você está deslumbrante e elegante.
— Obrigada pelo elogio.
Angel sorriu, embora sua expressão não demonstrasse sinceridade.
Isabella não se importou, sorrindo para Sam.
— Onde está a Sophie?
Sam franziu a testa.
— Ela não veio com você?
Isabella balançou a cabeça.
— Ela não entrou em contato comigo e não respondeu às minhas mensagens.
— Sério?
Sam pensou por um momento, então tirou seu celular para ligar para ela, sem se importar que Angel estava observando.
A chamada conectou.
— Alô? Onde você está?
Sam perguntou.
Uma voz fraca e levemente distorcida surgiu.
— Estou... na rua... tanta gente...
— Fale claramente, não consigo te ouvir.
— Eu disse que estou na... rua... ah!
De repente, a chamada caiu.
Quando Sam tentou ligar de volta, não havia sinal.
— O que está acontecendo?
Sam não pôde deixar de se preocupar. Parecia que algo tinha acontecido com ela.
Mas não havia sinal.
Isabella também estava intrigada.
— Será que é porque tem gente demais hoje e o sinal está ruim?
— Droga... Ela pode estar em apuros. Preciso ir encontrá-la.
Sam olhou para Angel.
Ele estava preocupado que ela pudesse ficar com raiva e estragar a noite.
Mas Angel apenas ergueu casualmente sua taça.
— Vá, volte logo.